Publicado por: Marcos Silveira | 16/dezembro/2009

A Vez do Leitor: Quando o planejamento dá errado

Infelizmente o Futebol & Negócio segue com poucas atualizações. Apenas o bravo professor Robert (a quem agradeço publicamente) continua alimentando o blog nos últimos tempos.

Mesmo assim o F&N ultrapassou 500 mil acessos no último fim de semana, uma marca considerável para um blog independente e tão segmentado. Números que não me permitem jogar a toalha, apesar da falta de tempo. Agradeço a cada pessoa que colaborou para esse resultado.

Hoje temos mais um quadro A Vez do Leitor. O post que você lê abaixo nos foi enviado pelo Felipe Demarqui. Recém-formado em Economia pela Unicamp, ele nos traz uma interessante reflexão:

Quando o planejamento dá errado

Por Felipe Demarqui*

O São Paulo Futebol Clube foi muito elogiado no meio de 2008 ao não vender um de seus principais jogadores, o volante Hernanes, para o mercado europeu, durante a janela de transferências. Foram recusadas propostas do CSKA e do Barcelona.

Risco calculado? SPFC segurou Hernanes e faturou tri do Brasileiro

Além do fato das propostas terem sido muito distantes da multa rescisória do jogador (especula-se que as ofertas giraram em torno dos €15 milhões, enquanto a multa era de € 25 milhões), os dirigentes são paulinos tinham outro argumento: a manutenção do jogador na equipe seria fundamental para que o time conquistasse seu tricampeonato brasileiro consecutivo e, consequentemente, a vaga na Copa Libertadores, torneio adorado pelos torcedores e muito rentável para os dirigentes.

A diretoria afirmava que a conquista do título geraria efeitos positivos (leia-se, maior faturamento) para o clube, fazendo com que o “buraco” deixado pela não venda do jogador fosse tapado. Além de fatores intrínsecos ao campeonato (premiação, maior arrecadação em jogos devido à disputa do título), a grande visibilidade obtida através dos meios de comunicação (TV, internet, jornais, blogs) faria com que o clube tivesse sua marca fortalecida, podendo explorar novos produtos de marketing em torno do feito inédito. Além disso, todos os jogadores do elenco (inclusive Hernanes) seriam valorizados para possíveis futuras negociações.

Eis que chega o final do campeonato, o São Paulo é campeão, lança as tradicionais camisas comemorativas e também o DVD Tri-Hexa, um dvd duplo, com imagens de bastidores do título de 2008 e todos os gols dos três campeonatos brasileiros consecutivos. A conquista não trouxe o aumento substancial de patrocínio esperado pelo clube, mas ajudou a aumentar o interesse de patrocinadores/parceiros na reforma do Morumbi para a Copa 2014. Em termos gerais, analisando o balancete de 2008 do São Paulo e comparando com o ano anterior, podemos destacar os seguintes números:

Futebol Profissional e de Base 2008 2007 % 2008/2007
Licenciamento e Franquias 6.001 5.174 15,98%
Arrecadação de Jogos 16.760 12.464 34,47%
Premiações em Campeonatos 1.966 1.650 19,15%

 

Números como esses fizeram a receita do clube (excluindo repasses de direitos federativos) aumentar 12,5% em 2008 (de R$70.320 mil para R$79.093 mil). Obviamente, seria ingenuidade creditar todo esse aumento apenas ao fato da conquista do campeonato brasileiro; ingenuidade também seria acreditar que todo o aumento da demanda por artigos do clube, resultante do título, cessou ao final de 2008 (não sendo assim computado nos números acima).

Sendo assim, é possível afirmar que o São Paulo foi bem sucedido na sua estratégia de manutenção de um dos principais jogadores da equipe. Mas, e quando a estratégia não sai exatamente de acordo com o esperado?

Manter Diego Souza não garantiu nem a Libertadores ao Palmeiras

É exatamente isso que o Palmeiras está vivenciando no momento. O clube e seu principal investidor, a Traffic, chegaram a um acordo, antes da janela de transferências, no qual os principais jogadores (principalmente Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre) não seriam vendidos para clubes estrangeiros, visando a manutenção do time (até então líder do campeonato e com grandes chances de título) em busca da conquista do Brasileiro 2009. Da mesma forma que o São Paulo em 2008, o clube alvi-verde apostava no título e na vaga para a Libertadores como formas de aumentar a visibilidade de sua marca e suas receitas.

Apesar de diversas propostas, o acordo foi mantido, e o time não sofreu nenhuma baixa considerável. Porém, por infortúnios do futebol, o Palmeiras começou a apresentar uma queda de rendimento tremenda, o time não se encontrava dentro de campo, o que acabou culminando na derrocada na tabela, na perda do título e, também, da vaga da Libertadores na última rodada. Diego Souza, apesar de um belo gol do meio de campo e de ter recebido o prêmio de “Craque do Campeonato”, apresentou na reta final do torneio um futebol bem abaixo do que vinha jogando; Cleiton Xavier e Pierre tiveram contusões e ficaram de fora de boa parte do final do Brasileiro. Assim, possivelmente, os olhos dos clubes europeus começam a desviar desses jogadores.

Da mesma forma que a conquista de um campeonato valoriza todos os jogadores do elenco, a derrota traz o efeito contrário. Ficam assim as perguntas:

  • Qual o impacto da não liberação dos atletas na receita do clube para 2009?
  • Será possível contornar a falta de visibilidade e dinheiro da Libertadores, jogando a Copa do Brasil?
  • Futuras negociações dos atletas citados serão tão volumosas como as apresentadas no meio do campeonato?

*O artigo acima foi enviado pelo leitor Felipe Demarqui, de São Paulo. Ele é economista formado pela Unicamp.

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Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 30/novembro/2009

Administração de marketing no futebol – Trabalho difícil, mas pode mudar…

Se é que alguém, entidade, profissional ou departamento escondido na CBF tem por responsabilidade administrar o produto futebol brasileiro existe, este alguém deve estar profundamente agradecido por algumas contribuições de fato e outras “contribuições” que habitam a porção mais sarcástica do autor.

Apesar de algumas discórdias de meu texto anterior por parte dos leitores, o que é normal e tão bem vindo quanto a adesão às nossas idéias, mantenho o ponto de que o produto futebol brasileiro, em seu aspecto puramente competição, tem um brilho fora do normal , inclusive em âmbito mundial.

A imprensa no exterior ressalta a emoção que está reservada à última rodada, onde, quatro times grandes estão separados por dois pontos, este equilíbrio é de fato um fator chave de sucesso materializado que robustece os defensores do formato da competição e, talvez, esvazia o discurso de quem defende o mata-mata. Opinião minha, mas todos são livres para expor seus argumentos, eu fiz minha opção pelos pontos corridos faz tempo, mas isso não me transforma no dono da verdade, função essa que deve ser muito chata, pois não abre espaço para o diálogo, ainda que às vezes quente.

Teremos na semana que vem seis jogos que valem título para alguns e permanência para outros; um comemora o título, alguns a classificação para a Libertadores, quatro comemorarão a permanência e assim vai. Os estatísticos de plantão já fizeram suas contas, mas a imponderabilidade do esporte sempre pode aprontar das suas, vai ser um final de semana de televisores ligados , de elevadíssima audiência, como uma final, só que com bem mais gente interessada.

Tudo isso seria uma maravilha de administrar não fossem os “serviços” que algumas entidades e pessoas insistem em prestar ao futebol no “melhor interesse coletivo”:

1) A arbitragem brasileira : não temos como entrar no mérito da má fé; nem se foi pênalti ou não foi ou o quanto ela mudou resultados. O tema não é esse e não tenho conhecimento técnico para cravar opinião, mas ouvindo a crítica especializada, sobretudo pessoas que conheço e confio, o nível está muito baixo. Algo precisa ser feito para arrumar isso já que faz parte da, digamos, infra-estrutura do futebol, se credibilidade é um fator chave de sucesso do negócio também, a arbitragem tem deixado bastante a desejar.

2) Torcedores mais “apaixonados” : este nome é salvo conduto para um sem número de ações impensáveis em um ambiente civilizado. O ataque à delegação palmeirense na estrada, não se sabe por quem mas certamente não se suspeita de trabalhadores honestos que curtiam o fim de semana com suas famílias e amigos, é um, de certo, grande “serviço” prestado à credibilidade do futebol brasileiro, para dar um exemplo. Outro ponto neste ítem, é a invasão de campo no jogo Corinthians x Flamengo, alguma justificativa plausível para tal ato? Paixão é um componente do esporte, profissionais de marketing devem levá-lo em conta criando estruturas de serviços e produtos para que o torcedor exerça e materialize sua paixão, isso é certo. Mas não creio que haja um “pacote” que permita apedrejar um time nem a invasão de campo. Notem que nem toquei no nome das torcidas organizadas para não ser atacado aqui por “sociólogos de buteco”.

3) Os clubes : Se dentro de campo vai bem, fora de campo ainda vai mal. Sejamos justos, algumas melhorias já se notam em alguns clubes quanto à estrutura de venda de ingressos, à chegada no estádio e aos serviços prestados nele, sobretudo no Sul do país essa melhora é clara, mas são frequentes os relatos de total desorganização aqui em São Paulo, tanto em jogos como em eventos promocionais. Muitas destas melhorias são fomentadas por administradoras de cartão de crédito, ou seja, o marketing destas empresas pensa em quem tem seus cartões. Também, neste ítem, o destempero e os desmandos de alguns dirigentes seja bradando contra os rivais, seja doando dinheiro para a “Guarda Pretoriana” e assim por diante fazem com que as coisas tendam ao pior, não precisamos de um Hillsborough aqui, embora o combustível e a faísca estejam armazenados faz tempo.

4) Imprensa : não sou daqueles que botam a culpa na imprensa em tudo, talvez um dia se eu trabalhar no governo, o que é improvável por fragilidade estomacal, eu faça isso. Tenho bons amigos na imprensa e eles são gente séria e competente. Porém, alguns erram a mão no discurso beligerante, ou na simples transcrição das palavras infelizes dos citados nos itens 2 e 3; liberdade de expressão é algo que defendo, porém, dar espaço caro para a mediocridade não é bom, quem quiser falar bobagem, que use seus próprios meios.

Todos os fatos acima, subproduto de interesses econômicos, políticos e até fruto de incompetência mesmo, fazem com que tudo o que se pensa de avanço no marketing do esporte recue alguns passos nos já parcos progressos alcançados.

Algumas reais contribuições para o futebol

1) O futebol que o Flamengo vem jogando, não é de hoje, Andrade como técnico é uma grata revelação do mundo do futebol; ele não complica, não inventa nem no jogo nem nas entrevistas, faz o simples e pode sair como Campeão Brasileiro de 2009. Menção honrosa ao Petcovik e Adriano, de desacreditados e “invenções de marketing” a eventuais campeões.

2) A reação de São Paulo, que perdeu força no final, e à potencialmente tardia reação do Palmeiras. O São Paulo veio desacreditado e chegou a assumir a ponta, o Palmeiras liderou parte do campeonato, perdeu força, e a reencontrou ontém com uma contundente vitória com direito a um gol antológico de Diego Souza.

3) Ao Internacional que veio ganhando seus jogos sem grande alarde depois de um apagão, chegou, encostou e tem boas chances também.

4) Às revelações Avaí e Barueri que, de candidatos ao rebaixamento viraram importantes ladrões de pontos ao longo da competição. O Avaí pode até perder seu técnico, outra boa revelação, para um grande.

Enfim, outras contribuições legais e outras “contribuições” poderiam ser citadas. Acredito, e reitero, que temos em mãos um produto interessante, que gera atenção, notícia, exposição e assim por diante; não é preciso, a meu ver, mudar fórmulas, regras nem nada disso.

Basta apenas pensar no consumidor deste produto, transformar o sacrifício do consumo e seus riscos em uma prazeirosa atividade de entretenimento e pertencimento voltado para o torcedor comum, sem dificuldades e sem riscos, apenas os normais de grandes concentrações.

Futebol dentro de campo não tem faltado, agora é hora de trabalhar no entorno.

Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 3/novembro/2009

O produto dentro de campo é bom. Falta o resto

Nós brasileiros somos exigentes quando o assunto é futebol, dentro de campo. Vivemos dentro do senso comum que nosso futebol é tecnicamente pobre, que nossos principais jogadores atuam no exterior, que nosso campeonato é uma bagunça só e que o futebol jogado no Brasil é ruim e sem graça.

Nos espelhamos nas gerações passadas e fazemos um comparativo, sobretudo nos talentos individuais, a seleção de 70 para os mais velhos e a seleção de 82 para os quase mais velhos são a grande referência, lembramos dos ídolos do passado como Zico, Sócrates, Falcão e ainda mais além como Ademir da Guia, Pelé e por aí vaí. E achamos nosso futebol de hoje pobre, comparação mais que injusta.

Atribuímos a isso o menor interesse, suposto, que se tem pelo futebol; só que nunca se consumiu tanto futebol no Brasil como nos últimos anos, mesmo antes da era dos pontos corridos.

Agora uma questão : o futebol inglês, no universo de jogadores puramente locais, também não gera uma seleção como a de 1966, com Bobby Charlton e sua trupe, a Alemanha não é a de Beckenbauer e assim por diante; mesmo assim seus estádios vivem cheios, mesmo sendo bem mais barato assistir pelo pay-per-view.

O futebol mudou e deixo isso para os especialistas no que ocorre dentro de campo, que não é o meu caso, sou um administrador que vê as coisas sob a ótica do negócio e com esse viés vejo que nosso futebol, sobretudo nosso campeonato nacional tem bem pouco de pobre e desinteressante, ao menos dentro de campo onde temos visto um campeonato pra lá de emocionante.

Em qual lugar do mundo, ao menos nos campeonatos mais famosos, temos um campeonato onde, faltando seis rodadas para o final temos seis equipes disputando o título e separadas por seis pontos ? Vejamos, na Inglaterra temos Manchester United mais dois, quando muito; na Espanha é Real Madrid e Barcelona mais algum intruso de ocasião como Valência, Sevilla, Deportivo. Alemanha é Bayern e mais um ou dois e por aí vai.

O Campeonato Brasileiro de 2009 tem exatos seis postulantes ao título, claro que uns tem mais chances que outros, são sete pontos em quinze possíveis, é complicado tirar, mas é possível.

Pego emprestado aqui o bom trabalho do site Chancedegol.com.br onde se mostra que de Palmeiras a Cruzeiro há chances de conquista do título, matemáticas, que vão de 42,1% a 3,9%, respectivamente; claro que Palmeiras, São Paulo e Atlético-MG, concentram as maiores chances, mas o Campeonato vai pra lá de indefinido e emocionante, cada ponto ganho conta.

Entendendo a imponderabilidade vindo do equilíbrio como um fator chave de sucesso, o Campeonato Brasileiro tem tudo para ser um sucesso de público e renda, já é, projetando renda média até o final, melhor que 2008, outro campeonato que foi bem emocionante tendo sido decidido na última rodada.

O que quero dizer com isso fica já expresso no título do post; ao contrário do que pensa o senso comum, o produto futebol brasileiro é bom dentro de campo sim, eu acredito nisso; é para os clubes aqui do Brasil que torcemos, é com eles que nos identificamos, é sobre eles que conversamos às segundas-feiras em nossos locais de trabalho, em nossas salas de aula. Não é sobre o Milan, o Barcelona e sobre o Manchester, nossas ligações históricas e afetivas estão aqui em nossas cidades.

Porém nem tudo são flores; fica o sabor amargo da péssima fase da arbitragem brasileira, que eu reputo à pouca qualidade técnica ao invés de pensar em má fé, armações e outras conspirações fantasiosas; sabor amargo também pelo caso da mala branca reportada por atletas do Barueri que gerou polêmicas e dúvidas.

E fica também a projeção de que com um campeonato destes, se houvesse mais atenção para com o torcedor e nos serviços prestados e melhores acomodações nossos estádios estariam cheios e em festa, desde que, também, não estivessem loteados pelas torcidas organizadas, que não ligam para o futebol faz tempo, a televisão parar de impor horários desconfortáveis para o torcedor baseados em beijos de novela e assim por diante.

Dentro de campo o trabalho está feito, falta o torcedor ser bem tratado no entorno, aí podemos ser a “NBA” do futebol, podemos sim, em frase que tomo emprestada do Prof. Belluzo.

Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 1/outubro/2009

Para os profissionais de marketing do futebol

Se é que tem algum, de fato, já que de direito tem vários, proponho um exercício bem simples : coloque-se no lugar de seu consumidor, com detalhes mais ao longo do texto.

Nessa era de marketing pra lá e marketing pra cá, onde o senso comum polui as definições mais puras do que é mercadorizar um bem ou serviço se percebe que o marketing do futebol se resume a algumas ações de promoção (camisetas, DVDs, etc.), alguns, até bons, programas de relacionamento e alguma, pontual, melhoria nos processos de compra de ingressos e por aí vai. É pouco.

Mesmo em mercados mais avançados os fãs de esporte se queixam que os executivos de marketing dos clubes permanecem um pouco descolados da realidade do que é acompanhar o esporte, não se ouve a voz do mercado; claro que os sócios-torcedores podem ter pesquisados seus hábitos de consumo, sua frequência e assim por diante, mas o mercado não é só composto deles.

Para reduzir o impacto deste hiato, desta zona escura entre o planejamento de marketing e o mercado, o que é inadmissível, é que vem a proposição do exercício.

Passo 1 : Escolha, por dados de mercado, uma região da cidade onde sabidamente sua organização esportiva tenha um número de seguidores significativo. Vá até lá, estacione seu carrinho e, desprovido de paletó e gravata e de todas suas credenciais que tornam sua vida mais fácil, se dirija até o estádio onde seu clube joga, se preferir, vá de carro, e encontre um local para estacionar. Sinta todas as dificuldades e riscos a que seu consumidor se submete; quando você pensar em desistir, e isso vai acontecer, tome nota do porquê.

Passo 2 : Entre na fila de compra de ingressos, lembre-se que você agora é um torcedor comum, fique na fila, empurre, seja empurrado pelos demais torcedores, fique sob os olhares e gritos da polícia de choque e aproveite a experiência.

Passo 3 : De posse de seu ingresso, observe a exepriência de ver gente tentando te vender ingressos com carimbo DIRETORIA nele por um preço extorsivo; pense de onde este ingresso pode ter saído e pense a respeito dos argumentos que o cambista vai te apresentar. Experimente de forma tátil os produtos associados à marca que você administra, pense de onde eles vem e porque as pessoas os compram. Veja as alternativas de alimentação que seu evento provê ao consumidor.

Passo 4 : Entre no estádio, seja revistado e procure : ocupar seu assento numerado, encontrar um banheiro limpo, encontre um banheiro feminino que não tenha uma fila tão grande que as torcedoras até pensam em usar o masculino.

Passo 5 : Localize um eventual grupo de crianças ou um grupo de jovens conversando, observe e considere a possibilidade de eles estarem se divertindo tendo o jogo apenas e tão somente como pano de fundo. O mesmo pode ser valer para as torcidas organizadas tentando se divertir criando “clima” com a polícia.

Passo 6 : Ainda dentro do estádio veja as grades, muros, corredores estreitos e tudo que é feito para que pessoas que usem camisas de cor diferente não se encontrem de jeito algum; pense qual sensação isso lhe provoca, seria de segurança ? Veja quais são as ofertas de serviços, produtos temáticos e de alimentação dentro do estádio.

Passo 7 : Saia, ao término do jogo, imediatamente; sinta todas as dificuldades do torcedor comum em ficar preso no trânsito, em se deslocar mesmo a pé, observe quais as áreas a evitar devidamente limitadas pela polícia e assim por diante.

Passo 8 : Chegue em casa e bote na balança a experiência dividida entre dois blocos, um composto de sacrifício/risco e outro da diversão; conclua se você mais sofreu ou mais se divertiu.

Pense em tudo que esteja a seu alcance para melhorar algumas coisas na vida do seu consumidor, implemente as mudanças e, provavelmente, você terá uma resposta de público.

Este texto é adaptado de um artigo do Prof. William Sutton, uma das maiores referências em marketing do esporte no mundo, com quem estive palestrando em Portugal recentemente e com quem me reunirei na próxima semana nos Estados Unidos para um bate papo mais social que profissional, mas é sempre bom aconselhar-se com quem considero meu grande mentor nessa área.

Viu ? Lá eles também tem problemas, mas fazem algo a respeito ao invés de ficar dizendo que é assim mesmo e que não dá pra mudar, é só ter objetivo claro e coragem.

Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 15/setembro/2009

Como Acompanharemos a Copa de 2010??

Estamos a menos de um ano da próxima Copa do Mundo, o Brasil já está classificado com sobras, como já era de se esperar apesar de criticarmos o Dunga, o esquema de jogo e assim por diante; é como eu falo para amigos e parentes estrangeiros, que não se conformam quando reclamamos do nosso futebol, somos brasileiros, exigentes, parece que, inconscientemente queremos a seleção de 1970, ou de 1982, em campo.

A Copa de 2006 foi considerada a “copa da Internet” dada uma soma de fatores: o crescimento do número de usuários de internet no Brasil, o fato de sermos o país com maior tempo de navegação “per capita” já naquele ano, a grande oferta de informações, cobertura e serviços relativos à Copa da Alemanha por parte dos grandes provedores de conteúdo, pra finalizar..o fato dos jogos acontecerem em horário comercial.

Podem acreditar, milhões de brasileiros mantiveram páginas WEB minimizadas em suas estações de trabalho para acompanhar os jogos, não só do Brasil mas também dos demais participantes; e de vez em quando, davam uma olhadinha nos resultados. Alguns de nós, certamente, pudemos até acompanhar video streaming dos melhores momentos, gols e assim por diante.

Os grandes provedores de conteúdo como UOL, TERRA Globo.com investiram pesadamente em infra-estrutura (servidores, banda, mecanismos de segurança, equipamentos de rede) para absorver essa massa de usuários gerando tráfego pesado em seus web sites. Fontes destes provedores dizem que essa demanda apenas é encontrada em período de eleições majoritárias; sim, nós brasileiros acompanhamos pela Internet os resultados das eleições gerando muito tráfego pela rede. O bom, para os provedores, é que os investimentos feitos para a Copa sustentam a demanda por informações das eleições que são no mesmo ano.

A próxima Copa, em 2010, havia sido classificada por especialistas como a “Copa do Celular”. Esta previsão se dava pelo, também, crescimento da base de usuários de celular no Brasil, um crescimento só comparado aos dos países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e em um passado pouco mais distante o de países asiáticos como a Indonésia e a Malásia, por exemplo. Ocorre que para isso ser verdade tanto o preço dos Smart Phones, equipamentos mais capacitados de prover tráfego de dados e uma interface menos desconfortável de navegação e visualização, como do próprio tráfego de dados deveriam ter caído bastante mais do que vem caindo. Em resumo, o tráfego de dados pelas redes de celular, mesmo que 3G, ainda é caro para a previsão se materialize.

Minha visão dá conta que teremos uma Copa da Internet II, novamente, agora com algumas possibilidades de video streaming mais confiável e utilizando menos banda, o que permite um uso por mais pessoas sem esquecer que a Banda Larga, poderá, em breve chegar a mais assinantes dada a regulamentação do tráfego de dados pela rede elétrica, que certamente chega a mais lugares que redes de TV a cabo/dados.

Além disso, outro fenômeno tecnológico dará o ar da graça em boa parte do território brasileiro; e como a TV por assinatura também vem crescendo, talvez até nos esqueçamos dele, falo da TV digital.

Já tenho visto muita gente nos escritórios e aeroportos utilizando aqueles pequenos dispositivos receptores de TV, com interface USB, conectados a notebooks e netbooks (uma versão mais portátil e energeticamente mais eficiente dos notebooks) sintonizando a TV aberta por meio digital, funciona e a tendência é funcionar cada vez melhor apesar de algumas lambanças de regulamentação, adoção de padrão e por aí vai.

Acerdito que, no meio do expediente, teremos muita gente conectada em sua rede corporativa nos escritórios, universidades, aeroportos, hotéis e assim por diante por estes pequenos dispositivos assistindo, mesmo que em formato pequeno, aos jogos da Copa 2010 sem gastar absolutamente nada, só investindo no equipamento, menos de duzentos reais.

Mais gente assistindo, de diversas formas, é um potencial gerador de oportunidades, precisamos apenas nos preparar para mensurar isso e tornar isso uma força na hora de vender para patrocinadores em geral.

Publicado por: Marcos Silveira | 13/agosto/2009

A Vez do Leitor: Sete Lagoas vai receber Atlético-MG e Cruzeiro

Depois de uma longa ausência o quadro A Vez do Leitor finalmente reaparece aqui no Futebol & Negócio.

E para comprovar a qualificação do público que prestigia o F&N (mesmo em tempos de poucas atualizações), o post traz uma informação ainda pouco conhecida do grande público.

O autor é Leonardo Sacco, que trabalha numa empresa que presta consultoria ao Governo de Minas Gerais. Confira o texto que foi enviado para o futebolnegocio@gmail.com:

Saiba onde Cruzeiro e Atlético-MG vão jogar durante a reforma do Mineirão

Por Leonardo Sacco*

Um dos maiores e mais tradicionais palcos do futebol brasileiro passará, a partir do início de 2010, por reformas que visam adequar seus padrões aos exigidos pela FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014. Trata-se do tradicional Mineirão, estádio no qual costumam jogar duas das mais significativas equipes da elite nacional: o Atlético Mineiro e o Cruzeiro.

E durante o período de 24 meses no qual está previsto que o estádio mineiro esteja em obra duas alternativas são estudadas para que o Galo e a Raposa mandem seus jogos em todas as competições que disputarem: o estádio Independência, que costumava abrigar os principais jogos no Estado até 1965, ano da inauguração do Mineirão, e o estádio Nogueirão, pertencente ao Democrata de Sete Lagoas.

O Independência, no entanto, ainda depende de aval da Caixa Econômica Federal para passar pelas reformas necessárias para que o estádio tenha a segurança exigida para abrigar as partidas dos dois maiores clubes de Minas Gerais. E enquanto os trâmites legais com a Caixa vão sendo resolvidos o Governo mineiro investirá R$ 10 milhões para a reforma pela qual passará o Nogueirão. Essa quantia toda será investida diretamente do Tesouro do Estado de Minas Gerais.

Com o estádio em Sete Lagoas pronto em janeiro, os times ficam na dependência da resolução da Caixa, fato que deverá ser esclarecido em breve, com a liberação do dinheiro necessário para a adequação do Independência. Com isso os primeiros jogos do Campeonato Mineiro de 2010 deverão ser mandados na cidade do interior de Minas. Os clubes envolvidos no remanejamento dos locais têm participado das reuniões com o Comitê Organizador da Copa em Minas Gerais.

A reforma pela qual passará o Mineirão deixará o estádio estadual completamente dentro dos padrões FIFA. Entre outras melhorias, serão criadas mais 10 mil vagas em torno do local, com o intuito de facilitar a chegada e a saída dos torcedores durante os jogos da Copa do Mundo, em 2014, e da Copa das Confederações, em 2013, que também será disputada no Brasil. A capacidade do estádio será acrescida em nove mil lugares, indo de 61 mil lugares para 70 mil.

Atualmente o Governo do Estado de Minas Gerais trabalha em conjunto com a União e com a Prefeitura de Belo Horizonte em quatro frentes de trabalho que visam a realização da Copa na cidade: a reforma do Mineirão; a busca de alternativa para realização de jogos enquanto durarem as obras no estádio; a infraestrutura turística; e a mobilidade, que já conta com recursos expressivos do Governo do Estado – R$ 180 milhões – para a duplicação da Avenida Antônio Carlos.

*O artigo acima foi enviado pelo leitor Leonardo Sacco, que trabalha na WebCitizen, empresa que presta consultoria ao Governo de Minas Gerais.

Se você também quiser ter a sua vez aqui no F&N, mande um e-mail para futebolnegocio@gmail.com.

Outra forma de contato é o Twitter. Siga o administrador do blog: www.twitter.com/silveiramarcos.

Publicado por: João Frigerio | 11/agosto/2009

F&N quer saber: Calendário

Tendo muito a ver com o post do Robert Fernández, “Janela de Transferência a Todo Vapor – E os Clubes?”, o presidente Lula declarou na última semana que em caso do calendário nacional não se adaptar ao europeu, ele defende que se faça uma lei que impeça a saída de jogadores para o exterior durante o Campeonato Brasileiro.

Leia a notícia da Agência Estado no Yahoo Esportes.

A meu ver, um decreto ou Medida Provisória nesse sentido seria um ato exdrúxulo, além de ilegal. O cerceamento do direito do trabalhador de ir trabalhar onde bem entender é inconstitucional e, além do mais, foi o que originou a Lei Pelé.

Adaptar o calendário nacional ao europeu também não seria a coisa mais simples do mundo. Como ‘efeito colateral’ de tal mudança podemos prever, por exemplo, o seguinte caso:

Digamos que, a partir do ano que vem, resolvamos que a temporada passará a ser disputada de Agosto a Maio (com Junho como mês de férias e Julho mês de pré-temporada).

Em primeiro lugar, os clubes deverão encontrar atividades para ser disputadas no primeiro semestre. Estaduais mais longos ou torneios regionais como Rio-SP ou Copa do Nordeste são opções.

Então, quando o Brasileirão começasse, no segundo semestre, o resultado mais evidente da mudança seria que não teríamos um campeão nacional de 2010!!!

E com isso, haveria outras complicações para se determinar os representantes brasileiros na Libertadores 2011.

Além disso, não podemos esquecer que 2010 é ano de Copa do Mundo. Se por um lado, isso pode ser um complicador para o calendário, por outro pode ser a oportunidade ideal para se fazer uma mudança drástica na organização dos campeonatos no Brasil.

Mas no fundo não acredito que uma eventual mudança no calendário nacional resolva o problema de saída de jogadores no meio do campeonato, pela simples razão que na verdade são duas as janelas de transferência do futebol europeu. Além dos 3 meses em Junho, Julho e Agosto, há também um mês em Janeiro. Essas datas podem variar de liga para liga.

Por isso o F&N quer saber: vale a pena adaptar o calendário brasileiro ao europeu?

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Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 4/agosto/2009

Construção de Estádios via BNDES – O Banco começa a ditar algumas regras.

A Questão dos estádios para a Copa de 2014 ganhou um tempero adicional no dia de ontém.

O BNDES deverá fixar, em breve, um teto de R$ 190 milhões o valor dos financiamentos que disponibilizará para a construção de estádios da Copa-2014, este valor é por estádio e bem abaixo que esses inflacionados empreendimentos demandam de recursos para sua construção ou reforma.

Se fala abertamente em 300, 400, 600 milhões de reais para construção de arenas adequadas ao caderno da FIFA; cheguei a ver alguns projetos já, embora lindos eles apresentam puro CTRL-C CTRL-V do caderno da FIFA, mas tudo bem.

É bom deixar claro para a opinião pública e sobretudo para os dirigentes e políticos que uma operação com o BNDES se trata de um empréstimo como outro qualquer, com contrato cheio de obrigações e direitos de parte a parte, inclusive com a cobrança de juros, mesmo que reduzidos e que para obtê-lo algumas garantias deverão ser dadas. Não é uso de dinheiro público a fundo perdido como é o sonho de muitos.

Contudo, a grande dificuldade é uma imposição do BNDES, aliás, bastante saudável onde o proponente, seja um clube, prefeitura, ou governo de estado terá que demonstrar ,por meio de um plano de negócio, como o empreendimento irá se sustentar pós copa, ou seja, se o estádio será capaz de gerar receitas de forma a honrar o compromisso com o banco e ainda assim garantir alguma receita, mesmo que empatando o custo.

O que não pode é ser deficitário, ou elefante branco no jargão comum.

Em um cenário de baixa ocupação nos jogos de futebol devido à violência, má qualidade de serviços prestados e péssimas condições de entorno deverá ser muito complicado convencer o BNDES, e seu bom corpo técnico, de que há eventos suficientes, quanti e qualitativamente falando para gerar receita suficiente para chegar à sustentabilidade. O quadro atual realmente não insipira confiança, mesmo nos grandes centros.

Antes que alguém reclame das razões que atribuo à pouca ocupação dos estádios, estas são as razões que aparecem em várias pesquisas, é o consumidor quem diz, não é opinião puramente minha.

Em não se obtendo a aprovação de financiamento via BNDES, resta apelar ou para a iniciativa privada, que sabe de todas essas dificuldades também, ou para o poder público, com o risco dos estádios tornarem-se imensos monumentos ao reinado dos políticos e à ineficiência que deles emana, com o contribuinte pagando a conta. Porém, ainda espera-se que o pragmatismo do banco prevaleça, mesmo que vivamos na terra dos atos secretos.

E o nosso leitor, que pensa disso? Acredita que a iniciativa do BNDES ajudará ,ao menos um pouco, a evitar a farra orçamentária que se configura?

Como contraponto, lembrei-me de reportagem recente da Globo Esporte que mostra o estado atual da Fonte Nova, acessível pelo link abaixo.

Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 21/julho/2009

“Janela de Transferência” a Todo Vapor – E os clubes ???

A notícia que “sacode” o futebol paulista, e brasileiro, hoje é a transferência de André Santos e Cristian para o futebol turco, mais precisamente para o Fenerbahce.

Trata-se de um grande clube naquele país, a Turquia é um dos mercados emergentes do futebol e tem como ponto forte a presença nas grandes ligas européias, o que significa alguma visibilidade no cenário europeu, e até mundial. Tanto é que alguns velhos conhecidos nossos lá estão como Edu Dracena, Alex, Roberto Carlos, Lugano e no cenário europeu o atacante Güiza, da seleção espanhola, campeã da última Eurocopa. Inclusive, o clube tem um bom site em português, e oficial.

Mas as questões acima servem apenas como preâmbulo, nada mais. A questão é mais controversa que uma simples transferência, fale-se aí das propostas por Nilmar, feitas pelo Villareal da Espanha e de alguns clubes da Itália; das propostas por Kléber, do Cruzeiro e assim por diante.

No caso específico dos atletas do Corinthians me chama a atenção o valor da transação, 14 milhões de euros, segundo fontes da imprensa e, sobretudo, o que vai sobrar para o clube, algumas fontes falam em 20% outros em pouco mais que 25%.

Cristian tem seus direitos econômicos rateados entre três clubes, irmanamente divididos enquanto André Santos tem tais direitos divididos entre o clube, empresas e empresários até de outros ramos de atividade.

Partindo do princípio fundamental de que quando alguém não ocupa o espaço que lhe é devido, alguém o faz e o raciocínio fica simples. Se o clube não tem recursos para executar sua atividade irá se ancorar em alguém que disponha de tais recursos; estes investidores aplicam recursos em atletas visando auferir lucros quando da transferência destes para outros clubes, sobretudo para o exterior.

No caso o espaço devido é dos clubes, que deveria ter estruturas profissionais para gerenciar a carreira dos atletas dando a eles estrutrura de coaching, gerenciamento de carreira, apoio jurídico e até educacional; como o clube não faz e se aproveitando da fragilidade econômica, emocional e educacional dos atletas em começo de carreira, surgem os empresários, alguns sérios e alguns nem tanto, para “amarrar” os atletas a contratos leoninos ou para que surjam investimentos em suas carreiras visando apenas o lucro imediato.

Eu mesmo quando da transferência de um imóvel que vendi conversei com o funcionário do cartório e ele me confidenciou que não são raras as vezes em que meninos, acompanhados de seus pais, assinam procurações de plenos poderes para estes empresários; ele disse tentar orientá-los, mas a promessa de ganhos imensos e de uma vida melhor nublam o já combalido senso crítico destes jovens e seus pais, é preciso criar estruturas para protegê-los.

O investidor tem pressa e tem pouca ou nenhuma conexão com o aspecto futebol do clube, este sim a razão de existência do clube e muito menos com a carreira do atleta. Tanto no Corinthians como em qualquer outro clube isso acontece, o caso de André Santos e Cristian é apenas e tão somente o exemplo mais recente.

Acredito que para minimizar o impacto desta desregulamentação estranha, e muito conveniente para muitos menos para os clubes, tais clubes devessem se organizar internamente para criar estruturas de gerenciamento das carreiras dos atletas já desde a base e procurar realizar negócios que sejam bons para todos, desta eliminação de intermediários sobrarão mais lucros e maior capacidade de investimento por parte dos clubes em construir times fortes e atrair público.

Esta proposta encontra algumas dificuldades práticas em sua implantação, reconhecemos isso, no entanto, alguém tem que começar para que se tenha uma estrutura de negócios mais harmônica e todos, que efetivamente trabalham e correm riscos, ganhem com isso; ganha também o torcedor e o futebol.

Publicado por: João Frigerio | 21/julho/2009

Fifa lança programa de Voluntários para a Copa de 2010

Para quem estiver interessado: a Fifa lançou nessa segunda feira of programa de Voluntários para a Copa do Mundo da África do Sul.

A entidade espera contar contar com cerca de 15 mil voluntários.

Para ser voluntário é necessário ser maior de 18 anos e falar inglês.

Veja mais detalhes em: http://www.fifa.com/worldcup/organisation/volunteers/index.html

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