Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 1/junho/2009

Acabou a Desculpa….Hora de Trabalhar !!!!

Amigos, a convite da SP TURIS estive ontém no Morumbi onde acompanhamos, eu e o Prof. Claudinei também da ESPM e a quem me reporto funcionalmente naquela estrutura, o anúncio das doze sedes da Copa do Mundo de Futebol a se celebrar no Brasil em 2014.

SP2014

Quanto às cidades sede, pouca ou nenhuma surpresa, apenas algumas definições; algumas cidades poderiam ser consideradas óbvias , a meu ver, seriam Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

As quatro outras cidades saíram de algumas disputas de sub-regiões inventadas pela e para a disputa: do binômio Planalto Central, Brasília bateu Goiânia, mesmo a segunda sendo uma cidade bastante mais interessante que a primeira…o azar de Goiânia, e do resto do Brasil também por outros aspectos, é que Brasília é a capital do país, adversário difícil em qualquer país.

Do binômio Pantanal venceu Cuiabá, resultado do poder político do Governador do Mato Grosso (MT), que recebeu o título de “Motoserra de Ouro” do Greenpeace…mostra que nem a FIFA, nem a CBF e nem nosso Governo central tem alguma sensibilidade ambiental, lamentável a meu ver.

Do trinômio Amazônico saiu Manaus, que derrotou Belém, cidade mais preparada, e Rio Branco-AC….que vamos e convenhamos não tem nem lampejos de infra-estrutura para receber um evento deste porte, além de ter uma cadeia logística infernal para fazer algo chegar lá.

As cidades do Nordeste, pelo que se sabe, se juntaram e organizaram seu pleito em bloco, deste esforço surgiu Natal-RN, que desbancou Florianópolis, que apesar da força econômica de seu Estado e de seu potencial turístico fez um trabalho insuficiente, a meu ver para sensibilizar quem escolheu as cidades.

Agora, muito se falou na coletiva dos rigores técnicos na escolha das cidades…..conhecendo a CBF e o Estado Brasileiro, o que se viu foi que quem beijou mais a mão da Corte que dirige o futebol brasileiro e o país teve clara vantagem; até os estádios que em teoria já estão em pé tem em seus projetos de adequação nada mais que maquetes e discursos, todos, sem exceção, até no caso de São Paulo.

Desta forma, como vocês já sabem a Copa terá as doze sedes que o Brasil, ou a CBF, tanto queria que são : São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Natal, Cuiabá e Manaus.

A desculpa vigente para o não início de qualquer trabalho sério de planejamento, orçamento e contratação das obras necessárias para receber uma Copa do Mundo era o de que não se sabia, me engana que eu gosto, quais eram as sedes; para manter a farsa, agora se sabe, hora de trabalhar e hora da população por meio das organizações sociais, universidades, empresas de consultoria, de auditoria e cada um de nós fiscalizar tudo o que será feito.

Para contar um pouquinho como foi aqui em SP, os leitores estão à vontade para dizer como as notícias correram suas cidades. O evento foi no Salão Nobre do Morumbi, pouco antes do jogo São Paulo e Cruzeiro; os torcedores do SPFC foram presenteados com uma camiseta, os que estavam no evento também, com uma inscrição alusiva à utilização do Morumbi para a Copa 2014 e à participação de São Paulo.

Quanto ao estádio a ser utilizado na Capital paulista há mais bravatas e especulações que qualquer informação concreta; típico da falta de transparência do Poder Público, da CBF e de quem dirige o futebol….quando anunciadas as cidades houve uma contida comemoração e aí vieram as autoridades…o Gov. Serra falou que seu Estado fará as obras no Metrô, o RodoAnel e cobrou do Gov. Federal o Terminal 3 do Aeroporto Internacional , o Pref. Kassab disse que as obras viárias também são prioridade, o Pres. do SPFC disse que o Morumbi estará pronto….e que, aí está a mágica, “84% do estádio já está em condições”, pelo que entendo de estádios confesso que não sei o que isso quer dizer, por mais boa vontade que eu tenha.

A SP TURIS organizou um painel humano interessante com os dizeres “São Paulo – Cidade Sede”, etc….o logo da cidade para a Copa ficou bem legal assim como o material para a imprensa, isso ficou bom.

Agora como pesquisador peço licença para pontuar algumas coisas que aconteceram aqui que não estão muito claras não.

Na sexta-feira, recebi de fonte boa, embora a informação tenha chegado meio truncada, que a FIFA considerou insuficiente o projeto de reforma do Morumbi e que novas demandas seriam feitas em relação à sala de imprensa (problema que soube ontém já estar equacionado), à entrada e localização das áreas VIP além de questões de acesso e até de estrutura do estádio. Isso levantou a questão de que poder-se-ia levantar outra arena na região Norte da cidade, quase na saída para Campinas, algo nos moldes do Engenhão, preciso explicar mais ?

Surge aí a questão dos 84% de “readiness” do estádio; pela impossibilidade de explicar e pela, de novo, nenhuma transparência pergunto : se há, quais são as demandas novas da FIFA para o Morumbi? Quanto elas custam ? Quem vai pagar pela reforma ? As reformas custarão menos que construir uma nova arena ? De quem é a decisão ?

Quanto menos vermos essas perguntas respondidas maiores são as chances de termos, seja na reforma do Morumbi ou na construção de uma nova arena, um processo de decisão baseada em critérios políticos e um terreno fértil para a corrupção e para o super faturamento de obras.

Qual seria a minha opção ? A opção por uma decisão simplesmente feita pela análise de um plano de negócio consistente e auto sustentável, em seu aspecto econômico. A minha não opção fica por uma decisão política e que permita a contratação de obras de emergência sem licitacão e toda a farra que daí venha.

Enfim, o que vi ontém e veremos e nos próximos desdobramentos em nada me anima. Fica apenas o meu muito obrigado a Porto Alegre e seus clubes e a Curitiba e o Atlético-PR; tais cidades paracem ter projetos com as características necessárias para não precisarem de dinheiro público para seus estádios. De público, nestes locais, deve haver apenas investimento em infra-estrutura, que depois é aproveitado pela população fazendo com que valha a pena o investimento.

Acompanhemos o desenrolar dos fatos, mesmo que não muito promissores, e convido os leitores das demais onze localidades a se manifestarem, o F&N se coloca à disposição de todos.


Responses

  1. Faltam ainda 5 anos para copa no Brasil, mas acredito que é um tempo muito curto para a realização das obras que o Brasil tanto precisa, na Africa do Sul por exemplo parte das obras só ficarão concluidas após a Copa e o pior que ainda tem a tal crise para complicar.

    O que me chama atenção é que há muito tempo se sabe que a copa de 2014 será no Brasil mas até agora nenhuma empresa privada manisfestou alguma intenção para construir ou reformar estádios.

    Com certeza vai haver dinheiro público nas construções de estádios mas isso não é o pior, o pior é que alguns desses estádios serão elefantes brancos, após a copa não haverá manutenção e vai ser mais dinheiro público mas desta vez para a reforma desses estádios.

    Me responde uma coisa: Reformar o Pacaembu sai mais caro do que reformar o Morumbi?

    Marcel, grato pelo comentário. As empresas privadas, como eu disse hoje em participação na Rádio Eldorado, sabe fazer contas, não ?
    É consenso que com o público e tíquete médios gerados hoje pelo futebol ,dentre outras dificuldades de exploração de outras formas de receita, são insuficientes para gerar um business case atrativo a ponto da iniciativa privada investir de 200 a 400 milhões em uma arena esportiva.

    E, em tempo, também penso que o tempo é bem curto.

    Talvez em algumas localidades aliada à uma transformação brutal no produto futebol, sendo essa condição sine qua non, haja até a possibilidade, mas certamente em algumas cidades, que serão sede, os estádios ficarão às moscas depois de utilizados três ou quatro vezes no Mundial, é uma pena…mas o país vai pagar a conta.

    Respondendo : adequar o Pacaembú às exigências da FIFA é impossível, só a área VIP e de imprensa ocuparia toda a numerada, pra começar; e aí ficaria sem o número mínimo de espectadores exigido, não adianta, não cabe….ou então custaria mais que fazer outro estádio; quanto ao custo do Morumbi na sua reforma…vamos esperar um surto de transparência para que o número seja divulgado, o que duvido muito.

    Abraços,

    Robert

  2. Infelizmente eu era bem otimista com a organização da Copa14.
    Mas depois dessas bajulações, imprensa também contida em Nassau, políticos usando o bom e velho pão e circo! Não há porquê se animar.
    Infelizmente, fazer o que?

    Discordo de 4 cidades no Nordeste, que possui estados muito próximos e pequenos (partindo do critério adotado para Goiânia e Campo Grande).
    3 ficaria bom. Fortaleza, Recife e Salvador.

    O que me assusta nisso tudo é a eminente gastança de dinheiro público nas construções de estádios. Pensei que era com iniciativa privada e a FIFA iria fiscalizar. Mas depois dessa escolha de sedes com critérios pra lá de “técnicos”. O pior está por vim.

    Quanto a São Paulo. Especificamente o Estádio do Morumbi. Eu acho uma tremenda balela isso de 80 e tantos por cento adequado!
    Acredito que pra resolver os tantos problemas que o estádio possui (pontos cegos, distância do gramado -quando a FIFA exige 90m-, transporte, etc – deveria começar do zero e com uma boa ajuda na infra-estrutura para facilitar o acesso.

    E pra fechar, considerando que o Palmeiras (assim espero) terá um estádio reformado com exigências FIFA cumpridas, numa localização boa da cidade. Recebendo a devida ajuda na infra-estrutura por estar num bairro residencial. Sendo escolhido como sede, não seria mais respeitoso aos nossos bolsos do que uma gastança desvairada num estádio novo? E mais: com iniciativa privada, nada de PPPs ou investimento público direto.
    Considerando alguns pontos: localizado em bairro residencial e por ter uma capacidade abaixo da demanda da cidade.

    *Sou palmeirense. Espero que não levem o meu comentário como paixão clubística.

    Abraços

    Ricardo, infelizmente a soma da nossa classe política aliada à catastrófica administração do futebol só podia dar nisso.

    Quanto a fazer o que, insisto que temos que fiscalizar e questionar, organizadamente mesmo que aqui não tenhamos algo parecido como a temida, pelos políticos americanos, União dos pagadores de impostos.

    Quanto ao Palestra Itália ser o plano B, não sei ao certo, parece pequeno para a abertura, que demanda 60.000 assentos. Se essa for a opção, São Paulo perde a abertura, o que a meu ver seria um mal menor.

    Enfim, vamos viver a ópera bufa que serão os próximos anos…o que é uma grande oportunidade para revolucionar o futebol vai ser mais uma perpetuação do pão e circo e da roubalheira dos políticos e dos adiministradores do futebol, seja Morumbi ou “Pirituba Arena”.

    Abraços,

    Robert

  3. Creio que, desde o começo, a candidatura do Morumbi a estádio paulista da Copa-2014 não se desenrola de modo transparente.

    Decerto, o processo de escolha das sedes da Copa envolve jogo de influência e articulações nos bastidores.

    Mas é preciso que haja, também, participação da opinião pública na definição a ser adotada, pois a escolha do estádio da Copa provocará desdobramentos na vida da cidade.

    Mais do que isso, envolverá investimentos públicos, tanto no estádio escolhido, quanto no incremento da infraestrutura em virtude da realização do evento máximo do esporte mundial em São Paulo.

    A verdade é que, à luz da racionalidade administrativa, não há como justificar a escolha do Morumbi como o estádio paulista para 2014. O estádio do São Paulo é, inegavelmente, anacrônico e apresenta problemas estruturais insolúveis.

    Na tentativa de adequá-lo, minimamente, aos parâmetros de exigência para abrigar jogos de copa do mundo, seria gasto muito dinheiro; e o resultado seria, ainda assim, insatisfatório.

    A melhor solução, é a construção de um novo estádio. Poderia, até, ser no local onde se situa o Morumbi, após a demolição do mesmo. Mas a localidade não é boa. O ideal seria, após a devida ponderação a partir de estudos urbanísticos, escolher um lugar em São Paulo onde a construção de um novo estádio não representasse um transtorno, mas sim um polo catalisador de desenvolvimento do entorno.

    Que as nossas autoridades decidam de modo racional e isento a questão do estádio paulista para 2014 é o desejo não só dos amantes de futebol, mas dos cidadãos em geral.

    Pedro, obrigado pelo comentário. Concordo que deva haver maior participação da população na definição, porém a sociedade não parece estar organizada para tal e nem é interesse de quem está a decidir.

    A única forma de saber qual é a melhor decisão passa por uma análise técnica e financeira comparando os dois casos, Morumbi e “Pirituba Arena” e que isso seja feito de forma transparente por órgãos ligados à construção civil, engenheiros da Prefeitura e Governo do Estado, consultores financeiros e de marketing ligado ao esporte pra dizer o mínimo; o comitê deveria ser assim formado, a meu ver, em 1.a análise.

    Abraços,

    Robert

  4. Discordo de 2 pontos tratados:

    – Com relação ao estádio de SP, esse questionamento de “será que não é melhor construir outro estádio ao invés de reformar o Morumbi?” vai totalmente contra o bom uso do dinheiro público. Até onde eu sei, o Morumbi será reformado com recursos privados, do São Paulo e seus parceiros (a exemplo de Porto Alegre e Curitiba que você citou). Já um novo estádio, com certeza seria construído inteiramente com dinheiro público! Já os investimentos em infra-estrutura, esses sim serão com recursos do governo e com razão! O ideal seria que fossem feitos independentemente de Copa! É dever do Estado!

    – Sobre a escolha de Brasília, garanto que é uma das cidades mais preparadas pra receber a Copa. Além de ser a capital do país, a infra-estrutura já existe e precisará apenas de alguns ajustes. Além disso, a escolha de Brasília não inviabilizava a escolha de Goiânia (foi apenas uma desculpa que usaram… basta ver que Recife e Natal também são cidades próximas e ambas foram escolhidas). O único porém é que o estádio Mané Garrincha hoje em dia é pouco utilizado e o novo estádio pode virar um elefante branco. Mas a partir desse fato, pode-se aproveitar para incentivar o futebol local.

    Filipe, obrigado pelo comentário e pela cordial chamada à discussão.

    Você está certo quanto aos investimentos na infra-estrutura, não se discute que são investimentos que cabem ao Estado por investimento próprio ou parcerias público-privadas.

    Não é líquido e certo que o Morumbi terá apenas recursos privados em sua reforma e nem que uma arena nova tenha de ser pública, o discurso é bem diferente da prática. Não há investidores em profusão para ter apenas retorno de um camarotinho e algumas placas de publicidade, a conta não está fechando e não é só em São Paulo.

    Uma nova arena remuneraria seus investidores na íntegra ao passo que investir no Morumbi renderia aos investidores apenas um quinhão das receitas que, naturalmente, são do São Paulo F.C na maior parte. Claro que a reforma custa menos, em teoria e apesar das novas demandas da FIFA, mas que São Paulo precisa de um novo estádio precisa, e não deverá ser público, como já deixei bem clara minha opinião; se vai ser usado pra Copa é outra questão. O certo é que São Paulo está sem estádio, tem uma maquete pronta sobre um esqueleto velho e outra no forno para atender às demandas da FIFA.

    Ressalto que a escolha tem que ser baseada em critérios de negócio, sem conchavos políticos como os que estão começando a emergir.

    Quanto à Brasília, sustento minha opinião, considero ainda ter infra-estrutura insuficiente, exceto o aeroporto e considerarei uma farra criminosa construir outro estádio em Brasília, sobretudo pela pouca força econômica do futebol local…. e não é um estádio novo que fomenta o futebol local mas sim seu adequado posicionamento mercadológico, e nisso o estádio é só uma das potenciais ferramentas.

    Quanto à Goiânia, o loteamento das sedes da Copa acertado no beija-mão na CBF e com as bençãos da monarquia, digo governo, central foi o responsável pela sua exclusão, como você bem disse, Recife e Natal também estão próximos, só que da Europa também, e isso pesou.

    Abraços,

    Robert

  5. 02/06/2009 – 10h30

    Jornais revelam que Morumbi é pior estádio da Copa e pode reduzir capacidade

    Do UOL Esporte
    Em São Paulo

    Dias após a escolha de São Paulo como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, a cidade mais rica do país viu o seu estádio escolhido para o Mundial receber uma série de críticas da Fifa. Segundo os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, o Morumbi foi considerado o pior estádio entre os 12 que serão usados na Copa, terá de sofrer várias reformas e pode ter a capacidade reduzida para apenas 46 mil pessoas, o que inviabilizaria sua utilização no jogo de abertura, pois a Fifa exige um estádio para, ao menos, 60 mil pessoas nesta partida.

    Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo, inclusive, a cidade só não perdeu o direito de ser sede da Copa por conta do poderio financeiro e da infraestrutura da cidade, considerada a melhor entre todas as candidatas.

    As maiores críticas reveladas pelas publicações são as áreas reservadas à imprensa (número de estúdios insuficiente, localização dos equipamentos de geração da transmissão de TV e capacidade reduzida da área para a zona mista de entrevistas), os vestiários e uma série de reformas no estádio. Com isso, o jornal O Globo revelou que a Fifa recomendará a mudança da capacidade do Morumbi de 62 mil pessoas (prevista no projeto, hoje são 70 mil) para 46 mil.

    Com tantos problemas, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fala até na escolha de um outro local para receber os jogos da Copa. “Uma das principais discussões com a cidade de São Paulo é sobre o estádio. Necessitamos encontrar uma solução para este estádio ou para a construção de um novo estádio. Mas, definitivamente, o Morumbi não atende a todos os requisitos que necessitamos nos 12 estádios da Copa do Mundo”, disse ao jornal O Globo.

    Tiago, obrigado pelo comentário e pelo informe.

    Esta notícia é comentada já faz alguns dias e muito se repercutiu sobre ela. O problema é que as coisas não chegam de maneira clara para que possamos todos ter um cenário mais preciso sobre a questão. O discurso de um lado é que não dá e do outro é que dá sim….eu mesmo já não sei o que pensar, apenas o que venho sustentando : transparência e decisões apenas técnicas e econômicas, além dos mais, como paulistano, apoiarei qualquer decisão que assim seja tomada e torcerei pelo seu sucesso. Do jeito que está, não dá nem pra ficar feliz.

    Abraços,

    Robert

  6. o que vc achou da sub-sede do pantanal e da amazonia? e é verdade que o projeto de Manaus, é o Melhor do Brasil?

    JK, obrigado pela pergunta e comentário. A escolha de Cuiabá seguiu a divisão regional que fez com que houvessem 12 cidades sede ao invés de 10, minha posição pessoal é a de que o poder político do governador do MT prevaleceu pois nem MS nem MT tem um futebol que gere utilização para os estádios propostos.

    O projeto de Manaus é 100% de acordo com o caderno FIFA; não sei se é o melhor do Brasil, mas ele é bom; pena que não há viabilidade econômica alguma nele no aspecto pós Copa.

    Abraços,

    Robert

  7. Professor,

    Quanto ao Palestra Itália, não serviria pra abertura.
    Com ela sendo em MG ou DF. Só como sede mesmo da cidade, pra evitar gastos com um novo estádio.

    Agora se for feita uma análise profissional, e concordando com o vc e com o Pedro, pode ser que dê samba.

    E o Corinthians seria beneficiado, pois, é o único grande time que pode gerir tal empreendimento.
    Resultando na exclusão do bom e velho Pacaembu.

    Enfim, são muitas alternativas. E em cada uma delas alguém sairá prejudicado: nós (dinheiro público), prefeitura (Pacaembu) e SPFC (caso não arrumem investimentos).

    Abs

    Ricardo, de fato é preciso uma análise profissional e séria, ou seja, sem políticos e sem dirigentes. Eu apoiarei a melhor opção, seja ela qual for.

    Cuidado com a contaminação da mídia, o Corinthians nada tem a ver com essa estória, não o vejo como capaz de gerir empreendimento em estádios, não há caixa para tal, no máximo o clube pode ser um razoável gerador de eventos para ajudar a pagar o novo estádio, assim como o Santos, que também nada tem a ver com a questão.

    Temos alternativas sim, mas é preciso preservar o erário, sempre, afinal, não é todo mundo que quer pagar a conta do futebol.

    Abraços,

    Robert

  8. Mais uma coisa:

    Infelizmente AM DF MS não possuem tradição futebolística e nem estao nos grandes circuitos de shows.

    Ou seja, virarão Elefantes Brancos…

    Na Euro 08 tivemos grandes exemplos do que fazer.
    Construíram estádios com capacidade reduzidas e logo depois desativaram.
    Com essa escolha o certo deveria ser isso.
    Enquanto dedicar 75% do investimento na infra-estrutura para que as cidades tenham ao menos um legado.

    abs

    Ricardo, sim virarão elefantes brancos. Esperemos que o legado de transporte, saúde, etc..compense isso.

  9. Professor,

    A palavra benefício foi forte.

    É que se construírem um novo estádio aqui em SP. Só sobraria o Corinthians como grande clube da capital. E sabemos que nenhum clube possui tal barganha pra arcar no pós-Copa.

    É só uma lógica.
    Pois, o SPFC não abandonaria o Morumbi, idem Palmeiras.
    Já o Santos, não sei oq opinar. Pois, têm torcida em ambas cidades. Mas teriam coragem de desativarem a Vila pra gerir um estádio na capital.

    Abs

    Ricardo, um estádio não precisa ser administrado por um clube, pode ser administrado como um negócio à parte, insisto que Corinthians e Santos, este mandando parte de seus jogos em SP podem gerar 50 eventos futebolísticos/ano. Mas é certo que eles pagariam por isso tal qual hoje no Pacaembú.

  10. Neste link há um áudio com a explicação do mandatário do SPFC, que esclarece alguns pontos controversos na matéria polêmica de “O Globo”. Gostaria de saber as suas considerações a respeito. []’s.

    http://espnbrasil.terra.com.br/copadomundo/noticia/53538_PRESIDENTE+DO+SAO+PAULO+VE+CAMPANHA+CONTRA+O+MORUMBI+E+CHAMA+JORNALISTA+DE+MENTIROSO#

    Clayton, obrigado pelo comentário e pelo link. Vamos botar a bola no chão.

    Não gosto do tom do Pres. Juvenal , embora respeite a pessoa e a instituição, toda essa raiva é o que não precisamos agora, mas sim de bom senso e profissionalismo.

    A reforma não diminui a capacidade do estádio para 46 mil lugares, isso não procede. Há problemas sim no projeto inicial e adequações precisam ser feitas, sabe-se que estão desenhadas, não sei se custeadas, essa é uma das maiores questões. As maiores mudanças estão no espaço VIP e imprensa, resumidamente…isso não tira 16 mil lugares já que 30 fileiras de 93 metros de comprimento geram 6 mil lugares conforme renomado autor brasileiro no tema….e as áreas VIP e de imprensa não consomem tudo isso.

    Há problemas de número, tem gente falando no custo total de 300 milhões, outros falam 130 milhões….300 me parece muito, mas é o tipo de informação truncada que se tem recebido. O ponto maior é a pergunta sobre quem paga essa conta e como, da resposta à essa pergunta é que advém a melhor decisão.

    Há uma guerra travada contra a cidade de São Paulo pelo jogo da abertura, isso é fato, não contra o Morumbi. Entra até a questão da sucessão do Lula…ganhar o jogo de abertura fortalece o Serra, se for pra BH, fortalece o Aécio, que namora o PMDB, partido da base aliada e outros rolos.

    Há pessoas que querem uma nova arena, uns pra ganhar dinheiro na obra, outros pra fazer média….ninguém apresenta um plano de negócio sustentável para esta nova arena, embora eu considere até que seja necessário em uma cidade como São Paulo.

    Resumindo : a coisa tá briga de foice no escuro, o SPFC tá no meio dela com um enorme encargo na mão, sem dinheiro para fazer o que precisa e gastando energia pra defender seu território e projeto, parece, no entanto, que a questão futebol e suas rivalidades são questões menores neste momento.

    Abraços,

    Robert

  11. E mais, circula a informação de que o São Paulo já teria empenhado cerca de R$130milhões, do orçamento total avaliado em R$300milhões para a reforma do Morumbi. O São Paulo poderia, a exemplo dos clubes do Sul, buscar financiamento via BNDES, para bancar o projeto de reforma do estádio?

    Clayton, respondi acima. Quanto a BNDES, isso não é a missão dele, mas se os clubes do Sul pleitearam, não conseguiram ainda, o SPFC poderia pedir também….mas confesso que não gostaria de ver o BNDES financiar estádios..

    Abraços,

    Robert

  12. Como você sugere no titulo, devemos passar para a nova fase do jogo: e agora?

    Eu tenho levantado essa questão do estádio no meu blogue e em outros.

    Primeiro Robert, eu já fui em Copa do Mundo, e nenhum estádio de SP chega nem perto daquilo, principalmente no quesito segurança do público (áreas de acesso e circulação), fora a questão do terrorismo que exige grandes áreas livres ao redor do estádio (coisa que nenhum dos nossos tem).

    Defendo a construção de uma Arena 5 estrelas, desde que mostre-se viável economicamente – como vc bem lembra.

    Mas acho que é viável, se pensarmos grande.

    Um estádio compartilhado entre os quatro grandes (Cor/Pal/SP/Santos), como é o San Siro, teria rendas oriundas de:

    1) Clássicos e jogos principais (equipes de Sampa sempre presentes em grandes decisões).

    2) Um pré-acordo poderia garantir um certo número de partidas da Sel. Brasileira por ano.

    3) Todos os eventos musicais que transtornam a cidade quando no Morumbi/Pacaembu seriam transferidos para lá. (aqui existe um ganho do “não transtornar a cidade”)

    4) Um estádio novo, seria verdadeiramente projetado para setores VIPs/Camarotes e hotelaria, aumentando, e muito, a arrecadação.

    5) Bem localizado, com estacionamento, áreas de circulação e seguro? ÔPA! Todo mundo vai querer ir, aumentando a renda.

    6) O estádio seria moderno, com escritórios, Shopp etc.

    7) O dinheiro público viria pelo BNDES, pelo investimento em infra-estruturas locais e por uma via rápida de aprovação e alteração do projeto junto aos governos (isso já seria uma baita economia).

    Existe um erro de conceito, pois muita gente quer ou imagina um estádio para o Corinthians: acho isso uma estupidez e pensar muito pequeno. O estádio deveria ser entregue a adm. privada, com participação de todos os clubes.

    Ao meu ver, perdemos o bonde da história. Faltou um líder com bagagem ética para propor e tocar a idéia. Aquele tipo de líder que nunca encontraremos entre os cartolas do futebol brasileiro atual.

    Álvaro, obrigado pelo comentário.

    Quisera eu que as coisas fossem tão simples.

    1) O Morumbi e o Palestra não deixarão de ser utilizados pelos seus donos, desta forma restariam Corinthians e Santos que juntos podem gerar 50 eventos futebolísticos/ano neste estádio. Além disso deve haver espaços comerciais locados para gerar receita, se for naquela área em Pirituba, esquece, não há demanda lá.

    2) Seleção Brasileira em SP apenas quando a dinastia acabar, pode esquecer.

    3) Concordo.

    4) Concordo, desde que não em Pirituba, o acesso pra esse local é péssimo.

    5) O estádio em si não é suficiente para gerar demanda, ajuda, mas o produto futebol precisa de uma repaginação mercadológica para atrair público capaz de gerar um tíquete médio maior, sem isso, o investimento não retorna em prazo exequível…não adianta ter estádio ótimo e o processo de compra de ingressos continuar o horror que é, não ter lugar marcado e o estádio estar loteado pelas torcidas organizadas.

    6) Sim, mas não naquela localidade longe de tudo e todos.

    7) Eu detesto a idéia de ver o BNDES financiando projetos no futebol, mas se é o único caminho……

    Também concordo que não deva ser feito repasse a nenhum clube, a administração da arena deve ser exclusiva, privada e visando retorno financeiro por meio de prestação de bons serviços aos clubes e ao público.

    Não faltou líder, temos que despersonalizar as coisas, falta um plano de negócio para o futebol.

    Abraços,

    Robert

  13. http://www.trivela.com/blog/morumbi-na-copa-2014

    Morumbi na Copa 2014

    Postado em 02/06/2009 às 16:25 por Ubiratan Leal

    Nos últimos meses, haviam crescidos os rumores de que o Morumbi seria descartado da Copa do Mundo de 2014. Hoje, O Globo e O Estado de São Paulo publicaram notícias a respeito da desconfiança da Fifa a respeito da casa são-paulina, que não se adequaria em relação a área de imprensa, vestiários e outras das reformas necessárias. Para a reportagem d’O Globo, Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, até falou em “construir novo estádio em São Paulo”.

    A Trivela vem alertando isso há tempos. Quando surgiu o projeto de “reforma” do Morumbi para a Copa, claramente era um arremedo de modernização, com intervenções pouco profundas em alguns setores e a colocação de uma cobertura que soa a remendo. Não sou só eu que digo isso, mas também vários profissionais especializados em projetos de arenas esportivas.

    A diretoria do São Paulo, sempre que perguntada a respeito disso, preferia ignorar o óbvio: afirmou que estava tudo certo, que o projeto se enquadrava, que ia encontrar zilhões de dólares para financiar a obra sem ter de ceder nem o nome do estádio, que a iniciativa privada se interessaria em bancar um mega-estacionamento a 1 km do Morumbi (quem mora em São Paulo sabe que morador do bairro do Morumbi nunca irá ao trabalho de metrô)…

    Bem, para não ficar parecendo mentira minha, a Trivela já fez reportagem revelando a inadequação do estádio do Morumbi para a Copa. E não foi agora, mas em outubro do ano passado. Ou seja, o leitor da Trivela sabe muito bem que não se trata de nenhuma novidade.

    Quem não teve oportunidade de ler, clique aqui: http://www.trivela.com/ckfinder/userfiles/files/fiscalizo_Morumbi.pdf
    , e veja a reportagem em PDF.

    Júnior, obrigado pelo comentário. Nem sempre o critério técnico prevalece, há questões políticas envolvidas, esperemos os desdobramentos.

    Abraços,

    Robert

  14. Olá Robert! É muito bom termos um fórum como este para discussão! Sobre a sua resposta ao meu comentário, trago mais algumas questões:

    “Não é líquido e certo que o Morumbi terá apenas recursos privados em sua reforma e nem que uma arena nova tenha de ser pública, o discurso é bem diferente da prática.”

    Se não é líquido e certo que o Morumbi terá apenas recursos privados, o mesmo se aplica ao Beira-Rio. Por que a discussão é apenas acerca do Morumbi?

    O Inter-RS apresenta um plano para o Beira-Rio que transcende a Copa do Mundo por conta do relacionamento com seu público e eventuais receitas adicionais que possa auferir, o clube tem um plano de negócio consistente e até em prática hoje, essa é a diferença, eles não pensam só em Copa.

    Além disso, tem-se questionado ultimamente sobre a capacidade do Morumbi se adequar às exigências da Fifa, que é um estádio antigo, etc. Mas o Marcanã e o Mineirão também são estádios antigos, com as mesmas características, e ninguém comentou nada sobre eles. O Maraca já é inclusive tido como palco certo para a final da Copa.

    Sobre o Mineirão já repercutimos em post anterior, escrito pelo Maurício Bardella, realmente o estádio é péssimo….sobre o Maracanã, não precisa nem comentar…a questão do Morumbi tem outras conexões como na minha resposta ao leitor Clayton.

    “mas que São Paulo precisa de um novo estádio precisa, e não deverá ser público, como já deixei bem clara minha opinião; se vai ser usado pra Copa é outra questão”

    Se não é pra ser usado na Copa, não entendo qual é a necessidade de outro estádio. O SPFC tem o Morumbi, o Palmeiras tem o Palestra e o Corinthians não tem estádio, mas joga no Pacaembu. Não vejo toda essa demanda por estádio na capital.

    É um erro pensar que só a Copa justifica a construção de uma arena, o retorno financeiro vem de sua utilização plena por vários anos, e acredito que São Paulo tem demanda sim por um espaço multi uso, especialmente para Corinthians e Santos, que podem gerar juntos uns cinquenta eventos por ano, além de outras receitas, pode ser um bom negócio se o futebol também mudar seu posicionamento.

    Já há muito tempo se fala no Corinthians sobre a construção do seu estádio, mas nunca saiu do papel. Não creio que o time tenha recursos hoje para a construção. O meu temor (pelo que entendi é o mesmo do Ricardo Teixeira no post acima) é que seja construído um estádio com recursos públicos e seja entregue de graça ao Corinthians, assim como foi feito com o Engenhão no Rio.

    Eu não vejo essa possibilidade, pelo menos no aspecto econômico. O Corinthians não tem recursos para tal.

    Em relação a Brasília, existem algumas opções para viabilizar o estádio. Já vi aqui neste blog vários posts sobre as diferentes alternativas de renda numa arena multi-uso (lojas, restaurantes, bares e shows por exemplo), então o assunto deve ser estudado com calma, buscando uma melhor utilização após a Copa (fora dos dias de jogos). Você disse que a infra-estrutura da cidade é insuficiente, mas não acho que falte tanto. O aeroporto é bom e será ampliado, o setor hoteleiro fica a 1km do estádio. Somente o transporte precisa melhorar, mas já está prevista a construção de VLT do aeroporto ao centro da cidade (hotéis e estádio) e integração com o metrô.

    Continuo pensando que Brasília não tem massa crítica para gerar demanda que traga retorno financeiro para um obra deste porte, mesmo com as outras utilizações possíveis e sendo elas muitas, não há clubes âncora capazes de trazer público.

    Um abraço!

    Filipe

  15. Robert

    Quanto ao Corinthians se beneficiar de um novo estádio em São Paulo acho muito dificil, já que as despesas de uma arena esportiva são altas e o Corinthians não tem atualmente recursos para cobrir essas despesas e também é muito improvável a prefeitura abrir mão de estádio moderno. Se realmente for construido um novo estádio em São Paulo acho que é mais provável que a prefeitura venda o Pacaembu para o Corinthians.

    Na minha opinião deveria ser feito o seguinte:

    O governo, as empresas privadas e os clubes se juntam para construir um novo estádio e reformar o Pacaembu e Morumbi. O novo estádio fica com o Corinthians, o Pacaembu com o Palmeiras, a Portuguesa com Palestra, o São Paulo obviamente com o Morumbi e no final explodem o Canindé, porque afinal de contas São Paulo não precisa de tantos estádios.

    Marcel, obrigado pelo comentário. Acredito que o novo estádio deva ter administração privada, assim como sua construção; quem quiser usar o estádio deverá remunerar seu administrador e dono, sem essa de ceder para clube já.

    Quanto à sua idéia considero impossível, além de todos terem que concordar temos o fato do clube Palmeiras estar ao lado do seu estádio com algumas sinergias em andamento e isso não precisa mudar, não?

    Em Londres temos muitos estádios também e cada clube tem seu público, e, exceto Wembley que é destinado a ocasiões especiais, não vemos ociosidade, é só cada clube fazer um trabalho mercadológico do jeito que tem que ser para gerar demanda de seu público.

    Abraços,

    Robert

  16. Acho que Brasilia vai ficar com a abertura já que é a capital, Rio de Janeiro fica com a final (obviamente) e São Paulo vai sediar algum jogo da Seleção Brasileira e a semifinal.

    É um palpite, mas ainda aposto por São Paulo na abertura.

    Robert

  17. Venhamos e convenhamos.

    Copa do Mundo é o evento máximo não só do futebol, mas do esporte mundial.

    Obrigatoriamente, proporciona aos países promotores um upgrade em suas praças esportivas e, mais importante ainda, um incremento em sua infraestrutura.

    Em todas as copas do mundo, são construídas novas arenas. Foi assim com o Stade de France, na França, em 1998. Foi assim com 18 (dezoito) novos estádios construídos no Japão e na Coréia do Sul, para a Copa de 2002. Foi assim com o Allianz Arena, na Alemanha, em 2006. Será assim com o sensacional estádio de Durban, na África do Sul, em 2010.

    É inconcebível que o o Brasil, que pretende mostrar ao mundo a sua pujança de potência emergente, exponha ao mundo um desastre da engenharia remendado, o Morumbi, como a praça esportiva de 2014 em sua maior e mais importante cidade, São Paulo.

    Só a histórica benevolência com que o São Paulo F.C. é tratado pelas autoridades públicas, acrescida de uma inexplicável passividade da opinião pública, dos órgãos de imprensa e do Ministério Público, explica a absurda candidatura do Morumbi – e sem concorrentes! – a estádio paulista da Copa de 2014.

    Foi preciso que a FIFA, de modo não usual, apontasse o óbvio – “o rei está nú!” -, vetando a insustentável candidatura sãopaulina, para que as pessoas acordassem, e se dessem conta do ridículo a que estavam se submetendo, e do vexame a que iriam expor o Brasil em 2014.

    Reginaldo, obrigado pelo comentário.

    Apenas tentemos pintar as coisas com cores menos fortes, se há problemas no Morumbi que isso seja divulgado de forma transparente e que se procure uma solução, caso não haja solução ou ela custe muito, que se avaliem alternativas, sustentáveis economicamente.

    Quanto à pujança de potência emergente, creio que o país tenha que mostrar isso primeiro à sua população com uma educação de qualidade, bons serviços públicos e oportunidades reais de desenvolvimento para as pessoas; potências não precisam de bolsa isso, bolsa aquilo, nem tem a medíocre distribuição de renda que o país tem…nem os elevados níveis de corrupção.

    Quanto à benevolência da mídia com o São Paulo, creio que as autoridades e a imprensa (parte dela, não?) realmente deve uma explicação.

    Abraços,

    Robert

  18. Você têm razão quando diz que o Morumbi têm que ser olhado como um esqueleto e não uma arena 80% pronta para o evento.
    Os alemães pensaram assim e fizeram isso com o estádio olímpico de Berlim que é muito mais antigo que o Morumbi.

    Ricardo, obrigado pelo comentário.

    A reforma do Olímpico de Berlim teve aspectos estruturais relativamente profundos e um excelente resultado.

    Abraços,

    Robert

  19. Robert

    A probabildade de estádio público no Brasil ficar ocioso é enorme, porque entrei no site do estádio Wembley e vi que a maioria dos eventos de junho a outubro são shows de artistas consagrados como Oasis, U2 e Coldplay, quer dizer são shows de lotação maxima e ingresso caro (no total são 12 datas para shows), fora isso o estádio recebe jogos de rugbi, atletismo, receberá um jogo da NFL em outubro e a maioria dos jogos realizados em Wembley são decisões de torneios o que significa casa cheia.

    Eventos que tenham atratividade suficiente para lotar estádio é dificil no Brasil e aqui os estádios só servem para futebol, enquanto a maioria dos estádios europeus também recebem jogos de rugbi e como você deve saber rugbi é sinonimo de estádio cheio.

    Marcel, obrigado pelo comentário. Pois é, se não tem viabilidade econômica não deveria construir; o que teremos aqui são monumentos de homenagem aos “reinados” dos políticos e dirigentes do futebol, tudo o que se tem que evitar.

    Abraços,

    Robert

  20. Considero a ideia de se construir um estadio as margens da Rodovia dos Bandeirantes, uma tacada genial, nao so pela localizaçao, mas principalmente por nao depender de investimentos no “entorno”.
    Outro fator positivo, seria a sustentabilidade de um projeto multi uso no local, uma vez, que nesse corredor (Sao Paulo-Rib. Preto), esta a chamada “California brasileira”, a regiao mais rica do pais.
    Transporte aereo via Viracopos, e rodoviario a partir de Sao Paulo, ou mesmo ferroviario.
    Vamos ver se os Governos, estaduais, e municipais serao inteligentes o suficiente para encampar essa ideia, a meu ver, magnifica.
    Parabens pelo post.

    Thiago, obrigado pelo comentário. Apenas considerarei genial se provarem real viabilidade financeira, uma área meio remota não atrai público para consumo nos estabelecimentos que pagarão aluguel ter lá suas lojas, restaurantes,etc, e essa é condição fundamental para que o investimento se pague. Quanto à transporte, a área prevista tem uma estação de trem da CPTM apenas.

    Abraços,

    Robert

  21. Robert, mas uma das atribuições do BNDES é servir de fomento para a indústria nacional, na qual o futebol (entretenimento) se enquadra.

    Depois que é feita a análise de viabilidade de todo o projeto, a empresa (clube) pode pleitear uma linha de financiamento que se adeque as suas necessidades.

    O Grêmio por exemplo, terá 45% do custo estimado (R$300milhões) da sua nova Arena financiado pelo BNDES.

    Uma outra alternativa aos clubes, seria a captação de recursos através do mercado de capitais, porém esta estratégia é praticamente impossível, atualmente.

    []’s.

    Clayton, até concordo com você, no entanto, o BNDES exige uma série de documentos e certidões negativas que clube de futebol nenhum consegue, salvo raras exceções, consegue.

    Como o BNDES é público, seu uso político é bastante provável e como polítíca e futebol andam, infelizmente, de mãos dadas, já sabemos quem é que vai pagar a conta.

    Abraços,

    Robert

  22. 99,9% de SP sediar a abertura da copa, a grande questão é em qual estadio sera feito isso, acredito eu que o morumbi consiga se estruturar se acordo com as exigencias, o que ta pegando é a FIFA querer um estadio mais moderno que o morumbi para abertura. na minha opinião.

    JK, também espero, só creio que a conta vai ser maior que o planejado. Quem quer o estádio novo não o quer por razões de mercado, o quer pois será uma obra de 400-600 milhões e aí sobra espaço para as mordidas habituais.

    Abraços,

    Robert

  23. Pavimentando o caminho para o estádio da Copa, em Pirituba:

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/06/04/ult4469u42158.jhtm

    04/06/2009 – 17h02
    Serra anuncia início das obras na Marginal do Tietê; veja imagens

    Em São Paulo

    O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), informou que as obras de ampliação da Marginal do Tietê foram iniciadas hoje. Além da nova pista, que ficará entre a expressa e a local nos 22,7 quilômetros de extensão da via, a marginal também terá quatro pontes e três viadutos, segundo anúncio feito pelo governador no início do mês de maio.

    Após evento no Palácio dos Bandeirantes, Serra estimou que a iniciativa deverá reduzir em cerca de 35% o tempo das viagens nessa via e que o novo trecho ficará pronto no início de 2010.

    Veja como será a nova Marginal Tietê

    O investimento total nessas obras será de R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 1,1 bilhão do Tesouro estadual e R$ 200 milhões das concessionárias de rodovias com ligação com a Marginal Tietê. A participação foi acordada com a AutoBan, que administra o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, e integra o edital de concessão da companhia que vier a administrar a Ayrton Senna, explicou o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce.

    A AutoBan ficará responsável pelas obras da Rodovia Castello Branco até a Ponte da CPTM (4 quilômetros). O trecho de 15,2 quilômetros entre a Lapa e o Piqueri está a cargo do Estado, por meio da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa). Do Tatuapé até a Rodovia Ayrton Senna, (3,5 quilômetros), a responsabilidade é da concessionária que vier a administrar a Ayrton Senna.

    Mauro Arce garantiu que as obras não vão interferir no trânsito já complicado da região durante o dia. Quando for necessário interromper temporariamente o tráfego para a travessia de materiais, por exemplo, ele explicou que isso será feito à noite.

    Como compensação ambiental pela ampliação, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente exigiu o plantio de 83 mil árvores nos bairros do entorno da Marginal. O Estado também fará investimentos na revitalização do Parque Linear do Tietê, com plantio de árvores, espaço para esportes, centros de educação ambiental e ciclovias.

    Sérgio, obrigado pela notícia….mas não vejo relação alguma com o eventual novo estádio em Pirituba .

    Abraços,

    Robert

  24. Bom, vou falar sobre Mato Grosso e sua “lamentável” escolha. Apesar do passado, que valeu o título de motoserra de ouro, o governador Blairo Maggi – a quem tenho sérias restrições – busca trabalhar a consciência ecológica no Estado. Pensando nisso, o governo realizou, neste ano, o Katoomba Meeting (http://www.katoombameeting2009.com.br), evento que discutiu questões ambientais do país e foi um sucesso (sei disso porque participei e, além disso, minha esposa, publicitária, criou as peças do evento). Não bastasse a criação de eventos do tipo, a Assembleia Legislativa do Estado promove diversas audiências públicas sobre o zoneamento, inclusive com a participação de movimentos sociais e ambientalistas. Claro que isso não aparece para o resto do país. O “dono” da TV Globo em MT é o mesmo em MS e optou, como pudemos ver aqui, pelo Estado vizinho, uma vez que possui um volume maior de negócios em Campo Grande. Isso sem contar a sordidez de MS, que contratou até o publicitário “Chico Santa Rita” para capitanear uma campanha difamatória contra Cuiabá. Do ponto de vista do planejamento, desde que se anunciou que a Copa será no Brasil, antes mesmo do número de subsedes ser definido, Cuiabá já trabalhava de forma séria para, mesmo sem o evento, gerar uma série de obras de infraestrutura para nossa capital. Quanto à arena esportiva, além dela será construído, em cidades vizinhas, 3 CT’s que servirão para o fomento do esporte após a Copa. Vale lembrar que o Ginásio Aecim Tocantins, construído em Cuiabá, alavancou o vôlei e o basquete no Estado. Já sediamos alguns eventos internacionais de vôlei, inclusive no ano passado e, acabou de ser anunciado, vamos receber a Copa América de Basquete feminino. Bom, nem vou falar do agronegócio, do PIB que cresce 8% por ano e da importância do Estado no sentido de minimizar os efeitos da crise no Brasil.

    Abraços respeitosos

    Gláucio, respeito o estado de Mato Grosso e sua população, lamentável não é a escolha de Cuiabá, mas sim a nenhuma preocupação ambiental da FIFA nem do Governo Central, nem da maioria dos estados, inclusive o seu; agora esse papinho de apagar o passado não cola; e o que foi feito ? Não tem punição ? Peço desculpas mas esses eventos e tais ações ou são mea culpa ou cortina de fumaça.

    Tirando o governador, sobre cujas opiniões nossas coincidem, espero que a sociedade mato-grossense realmente discuta os aspectos da responsabilidade ambiental e criem um ambiente mais sustentável para a população. E congratulo a sociedade pelas realizações esportivas, espero que traga resultado, mas sem se esquecer que antes de formar atletas, precisamos formar gente.

    Abraços,

    Robert

  25. Roberto. Acho que voce desconhece o potencial economico dessa regiao.
    Quando a gastos com o entorno, qualquer projeto na caotica capital esta fadado ao fracasso.
    Falam em 21 bilhoes de gastos. Para viabiliar o que?
    Um jogo da Copa.?
    Em um bairro, onde nao existem ruas espaçosas e repleto de curvas, quase em caracol?
    A capital eh absolutamente inviavel, me desculpe discordar de sua opiniao.
    Shopings Sao Paulo ja possui trossentos, quem iria a um deles num estadio?
    Eu nao, e acho que nem voce.

    Thiago, peço desculpas por entender apenas parcialmente o seu comentário. O que fiz para poder interagir melhor foi voltar ao seu anterior, feito isso, argumentemos :

    1) O potencial econômico da região é bem conhecido sim, trata-se de um quadrilátero que abriga 185 cidades que produzem 85% do PIB do Estado, este pedaço do Estado tem a melhor infra-estrutura viária e de telecomunicações do país, boas universidades e centros de pesquisa. Eu mesmo, participando em projetos off-shore na área de TI, calculo ter trazido mais de mil postos de trabalho para esta região, e postos de alto valor agregado, claro que nada fiz sozinho, mas ajudei bastante. Agora, o potencial econômico é um indicador, mas não traz certezas a respeito da viabilidade econômica de um estádio, estudos mais detalhados precisam ser feitos, inclusive o posicionamento do produto futebol.

    2) Os 21 bilhões, não sei de onde saiu esse número, se gastos em SP são bem mais que tornar viável “um jogo da Copa”, existe sim um plano de fomento ao transporte público e a infra-estrutura viária. Não seja simplista.

    3) Se a capital do Estado de São Paulo é inviável, desculpe, não há outro lugar viável no país. Copa do Mundo sem São Paulo só cabe na cabeça dos políticos do Governo Central.

    4) Não sei se o projeto melhor é o do Morumbi, talvez não seja, mas pode haver dificuldades em tornar viável a nova arena; é preciso fazer os cálculos, botar em um plano de negócio e ver qual a melhor decisão.

    5) Iria sim, se me for conveniente e não for no fim do mundo.

    Abraços,

    Robert

  26. 05/06/2009

    Sem saída
    A participação da cidade de São Paulo, como uma das sedes da Copa do Mundo 2014 provoca discussão e perplexidade!

    A escolha do Morumbi como local para abertura da Copa-2014 foi decidida pela Prefeitura da Capital e pelo Governo Estadual, por estarem certos de que não encontrariam dificuldades para as atender às especificações exigidas pela FIFA.

    O Relatório Técnico dos Consultores contratados, que analisaram o Morumbi, é devastador. O “projeto” de Ruy Otake, alardeado pelo São Paulo, foi “demolido” antes mesmo de ser executado, e um outro precisa ser feito para que o estádio possa sediar qualquer jogo da Copa do Mundo.

    O Morumbi foi escolhido pela Prefeitura e pelo Estado por algumas razões básicas de comodismo e algumas pitadas clubísticas. O São Paulo afirmava que seu projeto era construído em cima de duas premissas: atenderia as exigências da FIFA e seria realizado com dinheiro privado.

    As duas coisas foram por terra e os Governos Estadual e Municipal, até onde puderam, fingiram que a situação não lhes dizia respeito.
    Agora não dá mais. O risco de São Paulo não fazer a abertura da Copa é real e, mais que isso, está cada dia maior.

    Embora tanto no Município, quanto no Estado, se fosse sabido que o São Paulo não teria grana para fazer uma “reforma de fundo”,
    esperava-se que, com uma ou outra arrumadinha no estádio, o local pudesse superar as dificuldades e mesmo assim abrir o evento.

    As novas exigências da FIFA (que não são novas) exigem muito mais dinheiro e, segundo alguns técnicos, mesmo com muito dinheiro não poderá ser feito pelo Morumbi.

    A Administração Estadual, que referendou o decidido no Município sobre a escolha do Morumbi, vive um momento de perplexidade e angústia, pelo inevitável custo político que terá o fato de São Paulo ficar numa posição secundária na Copa do Mundo. Alguns acham que é hora de o São Paulo apresentar projeto, orçamento e origem da grana para sua reforma. Nada disso é, ou será, possível!

    Mas o pior virá depois da confirmada inviabilidade do Morumbi sediar a abertura e partidas importantes da Copa. Não há plano B para a Cidade. A construção de uma arena alternativa perdeu-se num mundo obscuro, que não leva a lugar nenhum.

    O Corinthians, que deveria ser um fator relevante para viabilização de um plano de uma arena alternativa, nos últimos dois anos cometeu todos os desatinos possíveis: apoiou projetos em desacordo com normas da FIFA para uma Copa do Mundo; deu encaminhamento a aventuras projetistas aonde o único beneficiário não era o Clube; e até incentivou projetos malucos como a construção de um estádio rateada pela torcida. Basta lembrarmos dos WTorre, projeto da Marginal, Cooperfiel, arrendamento do Pacaembu etc.

    A Direção Corinthiana, nos últimos tempos, se descredenciou para criar uma alternativa viável. Chegou-se até a fazer acordo eleitoral com um grupo que, em troca de uma dezena de votos, queria que seu projeto – inteiramente inviável – fosse submetido ao Conselho – e o que é pior, foi! Todos os investidores e empresas que trabalham na área entendem que seja indispensável a participação do Corinthians em um projeto exequível, pois só com um grande clube, garantindo a utilização do estádio após a Copa, é possível retorno para o projeto.

    Desafortunadamente para a Cidade e para todos o Clube não ajudou em nada.

    A situação agora está no seguinte pé: São Paulo poderá ter jogos secundários da Copa do Mundo, porque não pensou em equipar-se à altura para tal evento. Não adianta possuir hoteis, hospitais, teatros, restaurantes, transportes etc, se não possui um estádio em condições para a Copa do Mundo.

    A Prefeitura ficará com o ônus do grave erro cometido e o Governo do Estado, que, por omissão, ficou quieto, com ela dividirá os prejuízos políticos, econômicos, sociais e esportivos.

    (do Blog do Citadini)

    Ricardo, obrigado por compartilhar o texto.

    O que estamos vendo é uma forte articulação contra a Cidade de São Paulo, há aspectos políticos intra e extra futebol, insisto até que essas questões envolvem o desenho da sucessão presidencial, mas isso é um papo mais longo.

    A decisão pelo Morumbi foi cômoda e simplista, concordo, mas dentro de uma premissa que o Estado de São Paulo adotou de que não haveria dinheiro público em estádios, premissa com a qual concordo.

    O projeto de readequação do Morumbi ficou aquém, disso não há dúvida alguma também.

    Agora, seja por qual razão for, a cidade está numa sinuca de bico das mais complicadas; por inablidade, por crer demais no projeto do Morumbi ou simplesmente por ser São Paulo, aquela que não se rende, e nem depende, ao Governo Central nem ao Imperador da CBF.

    Como paulista eu até retiraria a candidatura e daria um choque no país, virem-se sem o Estado responsável por 38% do PIB agora, fiquem com a abertura o encerramento, etc.

    Voltando à pauta : temos pouco tempo pra decidir o que fazer, infelizmente circula nos meios que será impossível construir arenas sem dinheiro público, o que considero lamentável; o produto futebol não se encontra em patamar atrativo, por muitos motivos aqui expostos neste BLOG, para que a iniciativa privada invista em arenas. Mais uma razão para fiscalizar ainda mais os próximos movimentos.

    Abraços,

    Robert

  27. A farsa do “fato consumado” da candidatura do Morumbi como estádio paulista da Copa-2014 é um escandaloso exemplo de como se processam as falcatruas no Brasil.

    A sociedade não foi ouvida.

    Não se fizeram estudos aprofundados.

    Querem empurrar goela abaixo dos paulistas e brasileiros um estádio ultrapassado e com problemas estruturais insolúveis, certeza de fiasco na representação da cidade mais importante do Brasil na Copa-2014.

    Todo esse atropelo ocorre porque sabem que a candidatura do Morumbi é insustentável, à luz da razão, por qualquer parâmetro que se adote.

    São Paulo necessita urgentemente de uma nova arena, moderna e espaçosa.

    A Copa-2014 surge como o motivo que faltava para, finalmente, solucionar tal carência. Construir um novo estádio em São Paulo que possa ser utilizado na Copa de 2014 equivaleria ao que popularmente se define como “juntar a fome com a vontade de comer”.

    Tempo e recursos não serão problemas.

    Faltam mais de cinco anos até a Copa-2014. A título de comparação, o Maracanã foi construído, para a Copa-1950, em dois anos.

    Investimentos privados e públicos (ao menos na forma de incentivos fiscais) não faltarão, pelo que já se divulgou, e considerando o histórico das copas pelo mundo afora.

    Nada, senão os interesses particulares do São Paulo F.C. , justifica a escolha do Morumbi como um dos estádios a serem utilizados na Copa-2014.

    http://farsadofatoconsumado.blogspot.com/

    Gustavo, obrigado pelo comentário.

    Concordaria mais com você se as opiniões viessem de forma menos contundente, por mais que o tema seja apaixonante, é hora de deixar as planilhas e os planos de negócio falarem mais alto.

    Quanto à sociedade ser ouvida, nunca o será a menos que façamos barulho suficiente, isso vale pra nós todos.

    A candidatura do Morumbi tem problemas sérios mas há gente trabalhando para consertar o projeto, que atualmente é muito frágil mesmo, esperemos pra ver. Também acredito que haja espaço para outra arena em São Paulo, desde que o Corinthians seja o clube âncora dele e o Santos mande parte de seus jogos aqui, desde que se possa obter renda por meio de naming rights, camarotes, lojas, etc….e que o tíquete médio aumente mais de 100% e o púlbico médio também…ou seja, há dificuldades em encontrar gente interessada em investir tanto sobre essas premissas arriscadas.

    Esperemos o desfecho, mas prefiro que São Paulo deixe de ser sede a que se contrua uma nova arena ou se reforme o Morumbi com dinheiro publico. Porém, não gostaria que se abrisse mão de todos investimentos que estão sendo feitos no transporte público.

    Abraços,

    Robert

  28. Robert. Nunca um empreendimento as margens da rodovia dos Bandeirantes, a pouco mais de 30 minutos da capital, seria o “fim do mundo” me desculpe.
    Na minha modesta opiniao, essa questao de investimentos no tal de “entorno”, seria o que?
    Entorno de onde?
    Faça uma visita ao maior shopping horizontal da america latina, as margens da D. Pedro para verificar o potencial, e constatar de onde vem as pessoas que ali frequentam.
    Um empreendimento as margens da Bandeirantes, entre Campinas e Sao Paulo, seria garantia de sustentabilidade certa.
    Enquanto qualquer outro similar (estadio/arena multiuso), na capital exigiria investimentos absurdos, em termos de malha viaria e estacionamentos.
    Apostaria com voce, que se saissemos da praça da se, juntos em um dia de jogo, para irmos a um estadio em qualquer bairro da capital, ou um estadio proximo a Jundiai por exemplo, com um cronometro na mao, demandariamos mais tempo, do que um torcedor de Piracicaba, Limeira, Sao Carlos, Araraquara, Campinas, etc.
    E, nem porisso, Sao Paulo deixaria de estar representado em uma copa do Mundo, muito pelo contrario, estaria sim, muito melhor representado.
    Mas, essa eh apenas a minha humilde opiniao, e se voce mencionou essa possibilidade em seu post, eh sinal que alguns outros mais qualificados que eu, pelo menos a consideraram.
    Entao, so porisso, nao acho nenhum absurdo, que obrigue a ser desconsiderada de pronto.
    Pelo contrario, nao ha pontos fracos, a meu ver, pelo menos, que tenham apontado.
    Abraços

    Thiago, as coisas não são tão simples assim. Insisto que potencial econômico de uma região não garante retorno de investimento.

    Um estádio precisa de 40/50 eventos ano, com tíquete médio líquido de aproximados R$54,00 e taxa de ocupação de 90% por vinte anos para ser viável caso seu custo seja de R$600 milhões como o que tem se ventilado por aí para ser um negócio razoavelmente rentável.

    O futebol atual precisaria de uma transformação mercadológica brutal para que isso se dê, só o estádio não resolve.

    Adoraria ver esse business case possível, mas os números não são promissores.

    Essa é a grande dificuldade de uma nova arena, seja ela onde for, talvez sua idéia seja boa pelo menor custo do terreno em relação ao centro expandido de São Paulo, mas sua viabilidade esbarra no próprio posicionamento ruim do futebol como um todo e na localização infeliz, de difícil acesso, tanto quanto o Morumbi, para 70% da população de São Paulo onde nem todo mundo tem carro ou mora perto das marginais.

    Não há como ter tanta certeza que o projeto é viável, a menos que você já tenha construído um business case que te fundamente.

    Além dessas receitas, para esse retorno seriam necessárias receitas comerciais (camarotes, lojas, restaurantes, etc.) de aproximados R$ 8 milhões/ano, isso só se alcança em regiões bem servidas por transporte público e de grande afluxo de pessoas e dentro de centros urbanos, nas cercanias isso fica disperso e não atrai comerciantes na medida que se precisa.

    Entorno, alguns exemplos : estacionamento, espaço para caminhões geradores de imagem com face N (para enxergar os satélites), espaço para escoamento de 96 pessoas/minuto/portão, transporte público com malha de escoamento a aproximados 1200 metros da área do estádio, pra dizer o mínimo e com vazão para sessenta/setenta vezes isso.

    Duvido que alguém esteja fazendo essa conta, os que querem construir arena em SP não o fazem por aspectos de mercado, mas sim por seus interesses, afinal uma obra dessas dá muito espaço pra “mordidas” típicas de governo, empreiteiras, dirigentes de futebol…etc. Ou seja, apesar da boa oportunidade, não vamos aproveitá-la, pois o viés é encher a burra, não melhorar o futebol.

    Abraços,

    Robert

  29. Robert. Pois eh, conforme suas palavras, o Brasil nao tem condiçoes de receber uma copa do mundo.
    Lamentavel sob todos os aspectos.

    Se nao serve, como voce diz, um espaço restrito como a capital, necessitando area de 1200 metros ao redor do estadio, (que nao existe), e se nao serve um espaço muito maior, que seria ao lado da rodovia dos Bandeirantes nas proximidades de S.Paulo, preparemo-nos para a pior organizaçao de copa do mundo do planeta.

    E se voce acha inviavel, tanto em local espaçoso, como em local caotico, dentro da capital, nao tenho mais argumentos nessa discussao.

    Espero apenas, que as pessoas que apontam esses possiveis e anunciados roubos de dinheiro publico, o façam formalmente via denuncia ao ministerio publico, caso ocorra uma ameaça sequer de saque contra o erario.

    Seja via recursos publicos, seja via financiamentos do BNDES.

    Mesmo porque, alem da discussao sobre a viabilidade economica, que voce nao ve nenhuma possibilidade, a menos que haja uma improvavel reversao do posicionamento ruim do futebol em suas palavras, voce colocou de forma definitiva, essa questao dos interesses, e mordidas, ou enchidas de burra.

    Realmente, diante desse seu argumento, nao tenho nada a comentar, apenas a lamentar nosso eterno complexo de virta-latas.

    Abraços.

    Thiago, embora eu goste da idéia de ter uma Copa no Brasil, as dificuldades são muito grandes.

    Na Copa tudo vai até funcionar razoavelmente, apenas razoavelmente, como foi no PAN, que só não foi trágico porque o público foi aquém do esperado. Denúncias e processos encherão as pautas dos Tribunais de Contas, como no PAN, mas nada acontecerá, como sempre.

    Em uma coisa mantenho, no entanto, minha crença; a de que o posicionamento do produto futebol pode e deve mudar, até para honrar sua estrutura de custos, aí há uma esperança que só virá acompanhada da profissionalização da administração do futebol, em havendo isso e com um trabalho de médio a longo prazo acredito na mudança….mas os dirigentes atuais e Estado brasileiro preferem a TimeMania, creio que com gente formada, especializada e sem vícios, pode mudar, sim.

    Não tenho complexo de vira lata não e não devemos ter, aliás, cachorro esperto e bem fiel ao seu dono. Talvez, por termos sido submetidos a uma educação que não fomenta o pensamento crítico, sejamos apenas muito passivos com os desmandos dos políticos, esses sim, o grande freio para que esse país ganhe contornos mais sérios e passe a ter alguma eficiência na esfera pública ao invés apenas de ser a besta arrecadadora de impostos sem nada devolver ao cidadão.

    Abraços,

    Robert

  30. Robert,

    Perfeito seu post. Infelizmente no Brasil o aspecto político se sobrepõe muitas vezes ao aspecto técnico. Basta observar que ministro da agricultura de vez em quando é um médico, ou que do desenvolvimeno é advogado.

    A notícia mais nova que ouvi, é de que a CBF durante a copa terá que liberar a venda de bebidas alcóolicas nos estádios devido ao contrato da FIFA com a Budweiser. Ou seja, vão jogar no lixo a história (pra boi dormir) de que a não venda de cerveja acaba com a violência das torcidas.

    Viva a CBF

    Gustavo, obrigado pelo comentário. O futebol brasileiro certamente perderá a oportunidade de retrabalhar o posicionamento de seu produto com a Copa 2014 por conta da prioridade à política em detrimento do negócio futebol.

    Sim, a FIFA já “pediu” o relaxamento da lei em questão, e como o viés é político vai acabar acontecendo. Queria ver se a Copa fosse no mundo árabe, mas enfim.

    Abraços,

    Robert

  31. Robert,

    O anel inferior do Morumbi é inviável. Não se vê o jogo. Só no Brasil para aquilo não ser atacado. Mas não vejo esperanças em pessoas que jogo a jogo colocam BANDEIRAS na frente do torcedor.

    As obras são detalhes perto de grande mudança necessária na consciência de quem organiza jogos de futebol no Brasil.

    Enfim, a falta de infra-estrutura física se resolve com dinheiro, mas a falta de infra-estrutura humana, aí demora um pouco mais.

    Abraços.

    Guilherme, obrigado pelo comentário. O anel inferior tem o problema de visibilidade vertical de 15 metros para quem está nas últimas fileiras, a visão é de 11 metros, ter-se-ia que rebaixar o campo, custo não orçado e é aí que a porca torce o rabo, o estádio fica inútil no períodpo da obra.

    Concordo que pra construir o país que queremos é preciso investir em pessoas e isso se faz pela educação e leva tempo, entre uma e duas gerações a partir do momento em que comecemos, e estamos bem longe de começar.

    Abraços,

    Robert

  32. Concordo com a maioria dos comentários: há muita coisa errada em vias de ser feita quanto à Copa-2014.
    E, de todos os equívocos, o maior é a absurda insistência na candidatura do Morumbi como o estádio de São Paulo para a Copa.
    Todo mundo que já assistiu uma partida no estádio sabe que o Morumbi, mais do que ultrapassado, é (e sempre foi) muito ruim: falta de opção de estacionamento, saídas perigosamente insuficientes e o insolúvel problema da péssima visibilidade.
    É óbvia a necessidade da construção de um novo estádio em São Paulo para a Copa. E não dá para entender como é que vão construir novos estádios que serão “elefantes brancos” depois da Copa (em Natal, em Manaus e em Cuiabá), além de um quarto estádio para se juntar aos três que já existem em Recife, e não querem fazer um novo estádio na maior cidade do Brasil, que será de grande utilidade mesmo após 2014.
    Na qualidade de cidadão brasileiro, deixo aqui registrada a minha discordância e o meu protesto pela maneira como está sendo conduzida a organização da Copa-2014.

    Julio, obrigado pelo comentário.

    Já começa a circular que a FIFA poderá relaxar algumas de suas demandas, que o caderno é o nirvana e se aceita o chegar próximo das recomendações, vamos ver, isso salvaria a proposta de uso do Morumbi. Para os estádios novos, tenho visto brochuras com simples copy/paste das figuras do caderno da FIFA, vão custar caro e não ter uso que os justifique, é bom para vermos mais uma vez o que os administradores públicos pensam sobre nosso dinheiro.

    Seu protesto é o nosso também, manifesto há tempos e em outros textos já aqui publicados; vamos perder a oportunidade e os estádios virarão plataformas eleitorais e abandonados assim que servirem aos propósitos dessa gente.

    Abraços,

    Robert

  33. Panamericano RELOADED… Muito gasto público e vai ter o mesmo destino que teve o PAN esse dinheiro da copa…

    Abraços.

    Esporte Social – Esporte, sociabiliação e saúde! http://www.esportesocial.com

    Tudo indica que sim….temos que estar atentos pois a festa promete arrombar os cofres públicos e com um agravante, temos eleições majoritárias em 2014.

    Abraços,

    Robert


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