Publicado por: Amir Somoggi | 27/abril/2009

Vender o Flamengo, para quem?

Amigos do blog, peço desculpas pela ausência nesses últimos tempos, estava viajando pela Europa e tive dificuldade de escrever. Prometo que publicarei um texto sobre minhas impressões do que vi no Velho Continente.

Entretanto o texto que vou publicar hoje trata de uma assunto que tornou-se notícia aqui no Brasil: as declarações do Leonardo, ex-craque do Flamengo, São Paulo, Milan e seleção brasileira e atual diretor do rubro-negro de Milão.

Antes de emitir minha opinião sobre as declarações do Leonardo, quero dizer que o respeito muito e o considero uma grande pessoa, esclarecido e principalmente com um trabalho maravilhoso realizado à frente da Fundação Gol de Letra. Contudo, não posso corroborar com sua opinião de que a solução para o Flamengo e para outros grandes clubes brasileiros seja a venda das entidades.

Todos aqui no blog já sabem da minha opinião sobre o assunto: que sou contra a venda de nossos clubes, bem como das parcerias realizadas no passado e atualmente. O modelo europeu de mudança de estrutura jurídica dos clubes no Velho Continente, principalmente na Itália e Inglaterra, não resolveu os problemas dos clubes e pior, transformou marcas centenárias e com milhões de torcedores em brinquedos nas mãos de magnatas que começaram a usar os clubes para ganharem notoriedade e respeito na sociedade.

O melhor exemplo a ser citado é do chefe do Leonardo, Silvio Berlusconi, dono do Milan e homem mais rico da Itália. Indiscutivelmente ser dono de um clube popular como o Milan foi muito bom para a imagem do atual primeiro-ministro italiano. Mas eu já soube que muitos torcedores rossoneros não são felizes por terem sob o comando do clube um político tão controverso.

Assim quero deixar aqui meu descontentamento sobre as declarações do Leonardo, que embora seja um cidadão que respeito muito, talvez tenha falado como diretor do Milan e não como ex-atleta do Fla. E me incomodou não ler na imprensa brasileira um único comentário questionando se quem falava era o ex-craque Leonardo, ou o atual diretor do clube de Milão.

Uma dúvida que fiquei: será que para os projetos globais do Milan não seria bom ter o controle de um outro rubro-negro com 35 milhões de torcedores no Brasil?

A minha maior preocupação é que cedo ou tarde nossos grandes clubes caiam nas mãos de magnatas estrangeiros, principalmente do leste europeu, dispostos a transformar nossos clubes em lavanderias.

Seguramente a realidade atual do mercado europeu nos ensina que há outros caminhos viáveis para o nosso mercado.

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Responses

  1. O que mais temo é que os clubes brasileiros se vendam a esses milionários estrangeiros, antes um futebol falido do que vendido.

    Abs

    Olá João,

    Concordo plenamente.

    Até porque depois de vender, não tem volta…

    Um abraço.

    Amir

  2. Amir, você fala que não concorda em vender os clubes para magnatas europeus e que o modelo europeu não resolveu os problemas dos clubes. DISCORDO TOTALMENTE.
    Você deve tá comparando com o Kia no corinthians! O milan vem se dando muito bem e tem um título mundial bem recente. O Chelsea também está muito bem e não vejo seus torcedores nem um pouco descontentes. Apenas o City ainda não teve tempo de surtir o efeito da grana. E sendo lavagem de dinheiro ou não, quem compra o clube assume dívidas. Não se trata de parcerias! Se comprassem o Flamengo, po exemplo, o clube seria tratado como empresa e o novo presidente voltaria sua cabeça pra gerar lucro. E pra isso se buscaria novos sócios, um novo estádio, novos patrocinadores e moutras ações.
    E outra coisa, você discorda de Leonardo, mas não diz qual seria a melhor solução!!!

    Caro Saulo,

    Talvez você não acompanhe meus textos e análises, há anos apresento idéias e caminhos para solucionar as dificuldades de nossos clubes, sem que tenhamos que vendê-los ou fazer parcerias.

    A solução em linhas gerais é controle orçamentário, maximização de receitas e relacionamento com stakeholders. Ah claro, tudo fundamentado em um planejamento de longo prazo.

    Com relação aos seu comentário que os clubes estão bem, te convido a ler dois textos que publiquei aqui no blog. Possivelmente você esteja analisando a questão pelo viés esportivo e não pelo econômico-financeiro.

    Os clubes como Chelsea e Manchester estão muito pior agora ( em termos financeiros) do que antes…O Chelsea está tecnicamente quebrado, tem uma dívida impagável e dependendo da boa vontade de um russo bilionário…

    O Manchester era um benchmark no mercado global e hoje acumula dívidas por conta da compra do clube por um magnata americano. Mesmo com títulos há um grupo de torcedores que se organizou e mantém uma fiscalização forte sobre a gestão do clube, embora não possam fazer nada, já que o clube é uma “Limited Company”.

    https://futebolnegocio.wordpress.com/2008/07/20/chelsea-e-seu-rombo-financeiro/

    https://futebolnegocio.wordpress.com/2008/09/15/manchester-united-da-lucratividade-as-dividas/

    Sobre o Milan, embora o clube tenha conquistado a CL e Mundial, mal consegue se estabelecer no Italiano e o sonho é conseguir uma vaguinha na CL. Inacreditável para o tamanho do clube.

    Infelizmente aqui no Brasil misturamos as coisas, achamos que se o clube vai bem em uma competição é fruto de uma parceria bem-sucedida ou por ter um dono como na Europa.

    Nossos clubes como os europeus têm história, tradição e valores que não devem ser vendidos. Por isso os torcedores de Real Madrid e Barcelona riem de italianos e ingleses.

    Nós podemos cometer os mesmos erros dos europeus que venderam seus clubes ou estudar os poucos modelos associativos que sobraram e procurar criar um modelo para o nosso mercado e fortalecer nossos clubes.

    Um abraço.

    Amir

  3. O milan já tem projetos para montar escolinhas de futebol aqui no Brasil, “comprar” o Flamengo seria uma mão na roda pois iria pegar umas das categorias de base mais sólidas do Brasil, quem sabe o Milan tiraria o investimento em uma meia dúzia de meninos, a questão é, quanto ele valeria?

    Olá Silvério,

    O que me diexa feliz é que o clube nunca será vendido, já que para isso teria que mudar o estatuto e separar o futebol do social.

    Agora que seria uma ótima para o Milan seria, somente não seria bom para o Fla e sua imensa torcida.

    É possível mensurar quanto vale o clube, fazendo uma análise dos ativos e fluxo de caixa futuro da entidade.

    Um abraço.

    Amir

  4. Concordo com o texto – embora não ache que exista essa relação com um possível interesse do Milan em ser dono de outro rubro-negro sul-americano.

    E melhor ainda a resposta a esse último comentário!

    Também escrevi falando disso em meu blog, e citando os casos dos ingleses insatisfeitos com os donos de seus times – como o pessoal que está tentando comprar o Liverpool, outro clube quebrado.

    Olá André,

    Vou ler o texto no seu blog. Realmente o Liverpool é mais uma vítima desses magnatas que decidiram gastar no futebol…

    Também não estou certo se as declarações do Leonardo tem como objetivo levantar essa questão e de repente colocar o Milan como potencial comprador do Fla, mas sem dúvida seria um grande negócio para os italianos.

    Agora como comentei, fico feliz que isso dificilmente acontecerá.

    Um abraço.

    Amir

  5. Amir,

    concordo com vc sobre não vender os clubes. Seria terrível pra torcida e até mesmo pro clube.

    Você poderia fazer alguns posts sobre a gestão dos clubes espanhóis, essencialmente Real e Barça?

    Falando num geral, o futebol precisa se separar do social. Para se ter uma administração inteira para ambos. E como todos nós sabemos, as poucas receitas do futebol brasileiro são consumidas por obrigações do social (que não gera receita há muito tempo).
    Assim, concordando novamente com vc, tem que se fazer um planejamento estratégico (o mais importante, na minha opinião), maximizar as receitas e obter o controle orçamentário.

    Falando em orçamento, que demora pra divulgarem os BPs.

    Abraços

    Olá Ricardo,

    Farei um post falando sobre o modelo adotado por Real Madrid e Barcelona e também pelo A.Bilbao e Osasuna, os 4 clubes espanhóis que não se transformaram em SAD.

    Realmente separar o social do futebol é o caminho, mas mesmo essa atitude não é simples, já que as eleições são através do clube social.

    Embora o social consuma muitos recursos do futebol, muitos grandes clubes arrecadam bastante com seus sócios tradicionais.

    Realmente o caminho é a reestruturação administrativa de cada clube individualmente com executivos remunerados e que trabalhem full time nos clubes. Esse sim seria a mudança prioritária.

    Ah é claro que ninguém perguntasse qual time esses executivos torcem, esse sim a coisa mais antiquada ainda em vigor no futebol brasileiro.

    Um abraço.

    Amir

  6. Amir,

    Concordo integralmente com você. Aliás, há alguns dias, escrevi um post no meu blog nos mesmos moldes, onde chego até a estender o assunto mais um pouco.
    Caso queira ler, segue o link: http://a4l.zip.net/arch2009-04-19_2009-04-25.html#2009_04-21_22_39_17-103011204-0

    Abraços.

    Olá Michel,

    Vou ler o texto em seu blog.

    Um abraço.

    Amir

  7. Olá Amir,

    Muito bom esse post. É legal ver que algumas pessoas sonham com a venda, outras que pesquisam mais a realidade dos clubes que foram vendidos veem que as vezes a salvação não é tão salvadora assim.

    Eu mesmo não sabia muito sobre essa insatisfação dos torcedores de alguns clubes com os donos dos clubes.

    Eu acho que um lado positivo da venda é que o clube passa a ter um responsável pelas ações, isso não garante nada, mas pelo menos existe alguém que está lá e se esse alguém for competente o clube pode se dar muito bem, como é o caso do 1899 Hoffenheim não?

    Isso funciona mais quando o clube está “nascendo”, inclusive abrindo um parenteses eu vi uma reportagem com o Roque Junior, que fundou um time e quer trazer a experiência de gestão adquirida como jogador para a realidade… acho legal isso…

    Agora voltando a questão de venda dos clubes, o que eu acredito ser uma saída é o que o site http://www.myfootballclub.co.uk/ fez. Acho a proposta muito boa e lógico, com mudanças e ajustes acredito que poderia ser replicado em alguns clubes aqui no Brasil.

    Grande Abraço!

    Olá Rodrigo,

    A idéia de começar do zero um clube com um dono é bem interessante, mas o clube vai demorar muito tempo para criar torcida e importância na sociedade, se conseguir, até por isso os magnatas estão comprando os clubes tradicionais pelo mundo.

    Muitos torcedores, principalmente na Inglaterra estão muito insatisfeitos em ver os times nas mãos de estrangeiros.

    A iniciativa do My Football Club é boa, mas ao meu ver parece meio utópica, visto que é necessário que assim que o grupo tenha o controle do clube tenha uma equipe multidisciplinar pronta para desenvolver o projeto.

    Eu defendo que os clubes tradicionais implementem internamente uma reestruturação em sua administração a fim de solucionar em médio prazo boa parte dos problemas atuais.

    Um abraço.

    Amir

  8. Oi, achei muito legal esse post, bem bacana o teu blog!

    Vou adicionar aqui nos meus favoritos 😉

    Até mais,

    Paulinha

    Paulinha,

    Fico feliz que você gostou do blog.

    Um abraço.

    Amir

  9. Oi Amir.

    Por falar em dificuldade financeira, venda e insolvencia. Hoje dia 29 o Vasco apresentou seu ” novo ” total de dívidas 377 milhoes, sendo que 160 milhoes só no exercício 2008\2009.
    Como isso é possível ?
    Outra coisa, sei q a Timemania não cumpriu e nem cumprirá as expectativas que se tinham quando foi criada, nesse sentido eu tenho a enorme curiosidade: Algum time conseguiu quitar ou diminuir seus passivos por conta da timemania ?
    E no futebol carioca, algum time está conseguindo diminuir seus passivos (ou aumentar o patrimonio ) ?

    Um grande abraço e parabéns pelo trabalho !

    Olá Bruno,

    Os números do Vasco sem dúvida são os mais aguardados do mercado. Ainda não vi o balanço mas imaginava que isso ocorreria.

    Seguramente isso é um reflexo direto de anos de má administração anterior e que agora com uma nova auditoria as dívidas apareceram.

    Realmente os clubes do RJ não passam por um bom momento financeiro e em 2007 foram muito impactados pela Timemania. Vamos ver agora em 2008.

    Os clubes demorarão um bom tempo para reduzir suas dívidas através da Loteria, já que a Timemania está muito aquém do planejamento inicial.

    Um abraço.

    Amir

  10. Oi Amir.

    Grande texto. parabens.
    Uma pergunta pra vc e para os leitores.

    Eu notei que nas suas criticas houve bastante enfase contra `a venda de clubes sobretudo para magnatas ESTRANGEIROS.

    E se fosse para empresarios como Antonio Ermirio de Moraes, Abilio Diniz ou Eike Batista comprarem grandes clubes brasileiros… nesse caso vc acha que poderia ser uma boa, ou sua opiniao e’ a mesma?

    Abs

    Joao

    Olá João,

    Valeu!

    Na verdade falei em empresários estrangeiros pois essa é a tendência atual no mundo do futebol.

    Sou contra qualquer venda de clubes tradicionais do futebol global. Entretanto em mercados como Itália e Inglaterra, onde as entidades se transformaram em empresas, algumas com capital na bolsa, não há o que fazer.

    Já no Brasil ainda temos a chance de tentar encontrar um caminho mais saudável para nossos clubes.

    Um abraço.

    Amir

  11. Boa tarde!

    Esse é o meu primeiro comentário no blog, e antes de dar a minha opinião, gostaria de parabenizar o blog. Amir, muito legal esse seu blog. Eu por ser apaixonado pelo esporte e principalmente o futebol, vou começar a acompanhar e a comentar seus posts. PARABENS.

    Também sou contra a venda dos nossos clubes para esses magnatas, e concordo com tudo que você diz. Existem clubes bem administrados como o São Paulo, Inter e mais um ou outro clube. De repente se os outros clubes se espelhassem a esses citados acima, os mesmos poderiam sair dessas situações sem serem vendidos para esses velhos barbas negras do velho continente.

    É isso ai.

    Um forte abraço.

    André Moreira

    Olá André,

    Legal que você gostou do nosso blog.

    Espero sempre ver comentários seus aqui.

    Essa é uma tese que defendo, temos que ter cada vez mais clubes bem administrados e não somente um número tão restrito.

    Um abraço.

    Amir

  12. Amir,

    Parabéns! Eu também tenho as mesmas impressões sobre o Leonardo. Além disso, embora equivocada a meu ver, a questão levantada por ele foi importante para provocar esse debate. Assim como, você não vejo apenas nos modelos de “Cia. Ltda” a saída para os nossos clubes, ainda acho que podemos trabalhar melhor o modelo associativo. A questão, para mim, é o que e como fazer com o social.

    O Flamengo, por exemplo, tem uma grande torcida, com classes variando de “A a Z”, mas é representado apenas por alguns sócios que frenquentam, ou não, a sede social na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. São eles que decidem quem vai mandar no clube, por sua vez, aqueles que mandam conclamam a todos contribuir. Não importa se você está na Gávea ou em Japeri. Tem ajudar o Mengão. Então faço os seguintes questionamentos: quanto custa essa sede? A sede é mantida apenas com as mensalidades dos sócios? Se tenho que ajudar por que eu posso escolher quem vai?

    Embora eu não tenhas as respostas para 2 primeiras perguntas, em função delas não serem suficientemente claras, mais um exemplo da falência do nosso modelo. Entretanto, sabemos que o futebol de hoje é bastante dispendioso, manter equipe custa caro e construir uma equipe vencedora é caríssimo. Desse modo, é fácil imaginar que mensalidades de sócios, embora contribua para clube, seu impacto nos negócios relacionados ao futebol profissional é limitado.

    No caso do Flamengo, acho ainda mais grave, pois a utilização dessa sede para atividades em torno do futebol profissional são extremamente limitadas. Pois, a construção de estádio na Gávea não tem o projeto aprovado. Talvez, por isso, foi se alimentado, hoje eu já não sei mais por quem, a ideia que a dupla Fla-Flu poderia participar, assim como, Inter e Milan no San Siro, de um consórcio junto a CBF para administrar o Maracanã.

    Acontece que o edital de privatização do Maracanã está vetando a participação dos clubes na administração do estádio. Sendo assim, o Flamengo não pode ser sócio do Maracanã, tem que ser cliente. E nem pode ser dono de um estádio na sua própria sede. Sendo o Flamengo um clube insolvente, um lugar onde acabou o dinheiro e com ativo imobilizados no sentido mais amplo. Por que manter uma modelo societário da metade do século passado?

    Sinceramente, eu não sei. Contudo, no blog do André Monnerat eu defendi que externamente precisamos articular um movimento de torcedores, de especialistas, de homens de negócios e de qualquer a mais que queira alterar esse quadro. Inspirado nas idéias do Liverpool Share, por exemplo, poderíamos começar apontar as falências desse modelo. Não seria um trabalho árduo, mas também não seria tão simples assim.

    Forte abraço.

    Olá Júlio,

    Realmente seus questionamentos são complexos e absolutamente pertinentes.

    Sobre o modelo associativo, realidade de quase todos os grandes clubes, realmente são poucos que decidem o futuro de muitos.

    Os casos de Real Madrid e Barcelona comprovam que é possível ser diferente disso, já que os sócios, (que são em grande parte donos das cadeiras nos dois estádios), são responsáveis pela eleição da diretoria e conselho de sócios que administram o futuro das entidades. E os dois faturam juntos quase 700 milhões de euros.

    Aqui no Brasil em geral o clube social é mantido em parte pelos recursos do clube social que são complementados com recursos provenientes do futebol.

    Vale lembrar que o Flamengo, bem como outros clubes sofrem por péssimas administrações do passado recente.

    E sobre o Leonardo, suas declarações foram importantes para trazer à tona o assunto, faltou a nossa imprensa aprofundar o tema.

    Agora em algum momento o Fla terá que buscar uma alternativa para o seu estádio, já que o time de maior torcida do Brasil não pode passar toda a sua história sem ter um estádio próprio.

    Um abraço.

    Amir

  13. O Flamengo acaba de divulgar seu balanço de 2008. Confirma a tendencia de mostrar um signiricativo aumento em suas receitas operacionais. As receitas totais foram de R$ 117.9 milhões , dos quais R$ 27 milhões são referentes a venda de jogadores.

    As tendencias para 2009 / 2010 são muito positivas para as receitas do clube. A cota de TV , que em 2008 gerou R$ 27.8 milhões , deixarão R$ 45 milhões nos cofres do clube em 2009 e outros R$ 45 milhões em 2010 , um acréscimo de R$ 17 milhões / ano.

    Na conta de patrocinios , que gerou R$ 21 milhões em 2008 ( Petrobrás + Nike ) , teremos dois cenários. Em 2009 , com a entrada em vigor dos novos patrocinadores , Olimpikus e Esso , já veremos um incremento , mas não total , pois os contratos pegarão no máximo sete meses do ano. A Esso pagará R$ 21 milhões por toda a camisa do clube , ou R$ 1.75 milhões / mês. Como entrará em vigor no mês 5 , representará R$ 12.250 milhões em 2009 , contra os R$ 16 milhões da Petrobrás em 2008. A Olimpikus só entrará no segundo semestre e pagará R$ 14 milhões ( parcela em dinheiro ) pelo primeiro ano , ou R$ 7 milhões pelo segundo semestre. Juntando-se com os R$ 2.5 milhões que a Nike pagará pelo primeiro semestre , teremos R$ 9.5 milhões , dando um total de R$ 21.750 milhões , valor quase identico ao de 2008.

    Mas em 2010 , os valores darão um pulo. A Esso deixará os R$ 21 milhões e a Olimpikus pagará os R$ 7 milhões referente ao primeiro semestre de 2010 e R$ 10 milhões pelo segundo semestre , que estará entrando no segundo ano de contrato. Com isso , a conta pulará para R$ 38 milhões.

    Ou seja , em 2008 , o clube fez R$ 48.8 milhões com TV e patrocinios,
    Em 2009 , esse valor será de R$ 66.7 milhões
    Em 2010 , R$ 86 milhões.

    Olá Eduardo,

    Obrigado pelos números do Flamengo, é indiscutível que estão melhorando.

    Um abraço.

    Amir

  14. Oi Amir

    Acho essa idéia de venda dos clubes brasileiros sem cogitação no momento, pois assim como o São Paulo o Inter já passaram por maus momentos mas com um bom planejamento a longo prazo sei que isso pode ser resolvido, tambem sei que é muito dificil até porque o brasileiro vive de titulos e sem eles o crescimento não é muito grande, esse planejamento tem que jogo aberto assim com os contratados e os salarios a serem pagos que no momento nao seriam milionarios mas com o time e a reputação que o mengão tem acho que podemos criar uma nova linha de frente no Brasil valorizando os nossos jogadores e não admirando estrangeiros.

    Olá Gehudson,

    Realmente há outros caminhos para nossos clubes que não seja a venda do controle e os casos de SP e Inter comprovam que outros clubes podem evoluir como ambos conseguiram

    Um abraço.

    Amir

  15. o GOOGLE do FLAMENGO!!!

    http://www.footgoogle.com/flamengo/

    Vamos po-lo como homepage!!!

  16. Concordo c vc que o clube tem q maximizar, fazer parcerias etc e tal. mas isso só vai ocorrer um dia qdo o clube for tratatdo como uma empresa, com um executivo trabalhando o dia todo lá, como funciona em qualquer grande empresa com orçamentos gigantesco e em busca de aumentá-los. Só acho q isso n vai acontecer nunca no modelo de estão q existe hoje no Fla. não sei se a venda seria uma ótima coisa, mas ia fazer isso tudo. quanto a parcerias, n vejo pq vc discorda. no caso Fla/ISL, e em qualquer outra com mesmo formato era uma boa, pois a parceira usava a marca do clube e pagava muito bem, o problema foi deixarem as marcas q elas usavam pra ganhar dinheiro serem destruidas por seus dirigentes amadores, assim não há parceria com sucesso, vide a do vasco com a de uma Banco Americano.


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