Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 27/fevereiro/2009

Emirates no Corinthians?

Sei que o título deste post gerará sentimentos dos mais diversos. Tenhamos calma antes de sair acreditando em tudo o que se lê, inclusive aqui. É preciso ter senso crítico, saber usar a calculadora e verificar como as empresas funcionam; é com esse viés que venho dividir meu ponto de vista com nossos qualificados leitores.

Estamos chegando ao final de fevereiro, hoje é o último dia útil do mês, e um dos maiores clubes de futebol do país, um dos líderes em exposição midiática e dono da segunda maior torcida do país (Lancenet-Ibope) continua sem patrocinador publicitário desde o começo deste ano. É um fato estranho dado o crescimento que essa fonte de receita tem apresentado nos últimos anos.

Alguns órgãos de imprensa, poucos é verdade, jornalistas independentes, blogs mantidos por torcedores e outros meios dão conta que o Departamento de Marketing do S.C. Corinthians Paulista espera um contrato de patrocínio publicitário da ordem de vinte a trinta milhões de reais anuais. Os motivos e argumentos alegados sobram em quantidade e pela pobreza técnica.

Esse tema foi anteriormente repercutido pelo equilibrado e competente amigo e editor chefe do F&N, Marcos Silveira, no post “Polêmica no patrocínio do Corinthians” e a questão parece ainda estar longe de resolvida. Este post teve contribuições da leitora Yule Bisetto, do Amir Somoggi, amigo e companheiro de blog e minha, modesta por sinal.

A crise econômica, em sua face mais insidiosa e em seu efeito mais perverso, coloca as empresas num compasso de espera em que são represadas iniciativas tais como lançamento de produtos novos, projetos de comunicação, dentre outras ações estratégicas; o resultado disso é o eventual aprofundamento desta ou a demora maior na retomada do crescimento via investimento produtivo.

É neste cenário que a diretoria do S.C.Corinthians Paulista insiste em valores tão altos e nada acontece, dando combustível às mais curiosas especulações.

A mais fantástica delas, e curiosamente a mais popular que tenho visto pelas minhas andanças na Internet é que a companhia aérea Emirates Air Lines, com sede em Dubai, seria a tal patrocinadora disposta a pagar 30 milhões de reais por ano para estampar sua marca na camisa do S.C. Corinthians Paulista. Esta mesma especulação dá conta que a Emirates haveria flertado com meio futebol brasileiro. Ainda, como se vivessemos na Inglaterra, a companhia aérea construiria um estádio, traria Tevez de volta e algumas coisinhas a mais.

emirates

Claro que qualquer profissional de marketing sonharia com uma ação de patrocínio desse tamanho e dessa importância, mas e o outro lado? O que temos, o futebol brasileiro e o Brasil em si, a oferecer à empresa em troca? Muito pouco, como veremos a seguir.

Vamos a alguns pontos: tudo bem que a Emirates fez o mesmo na Inglaterra, em uma ação de sucesso no Arsenal F.C., além de outras diversas ações de patrocínio esportivo na Inglaterra como no golfe e no automobilismo, tanto no rally como na F-1, estampando sua marca no dorso e asa de minha queridíssima McLaren. Mas no Brasil a coisa funciona de forma diferente, assim como diferente é o ambiente.

A Emirates opera grande quantidade de vôos saindo da Inglaterra, não é só um por dia; tem uma classe média predominante que, por metade de um salário mínimo inglês, voa para Dubai e volta; além dessa questão, a Emirates voa, tendo Dubai como sua grande base de operações para escalas e conexões (HUB), para diversos destinos na Ásia e na Oceania, onde estão muitas ex-colônias e ex-protetorados ingleses com quem a Inglaterra possui laços comerciais e culturais intensos. Quem já passeou pelas ruas de Londres sabe do que estou falando. Em resumo, há uma massa crítica de negócios, o que possibilita a alocação de uma verba de comunicação mais robusta.

Além disso, essa verba foi alavancada pela direção da empresa em um esforço de melhorar a imagem do mundo árabe frente à comunidade ocidental. E o esporte foi a plataforma de comunicação escolhida, segundo ouvi do executivo de marketing do Arsenal F.C., Christopher Bevan, quando me reuni com ele durante minha pesquisa de campo.

No Brasil, temos uma situação diferente. Uma iniciativa de comunicação teria que levar em consideração o alcance de um público qualificado, que possa pagar mais de quatro mil reais por uma passagem aérea, além de poder custear alguma estada em Dubai ou um vôo de conexão para a Índia, por exemplo.

Duvido que algum profissional de marketing competente, dado este cenário, optaria pela mídia de massa, que é onde o futebol se insere dada a pobreza com a qual vendemos patrocínio no Brasil, como já pontuei em um post anterior.

Tentando explorar alguns números, com um vôo por dia, tem-se uma receita bruta potencial, com todos os assentos ocupados, de aproximados 800 milhões de reais ao ano.

Contando que um vôo atinge seu ponto de equilíbrio com algo em torno de 65-70% de ocupação, a margem começa a ficar apertada. Tiradas as despesas administrativas e de propaganda e marketing, o cinto aperta tal qual em uma decolagem.

Simplificando, com algumas premissas assumidas, pode-se chegar a um orçamento máximo de comunicação de uns trinta milhões de reais, que certamente serão usados em concepção e veiculação de mensagens em meios que atinjam, de forma mais eficiente, o público alvo, como jornais de TV, revistas e eventos mais sofisticados; a mídia de massa vai até atingir esse público, mas de forma muito pulverizada e ineficiente.

Talvez, em uma forma de gerar algum share of mind, poder-se-ia até investir no esporte no Brasil, mas seria uma ação secundária, que não poderia custar mais que 4 ou 5 milhões ao ano; e mesmo assim um profissional de marketing poderia decidir canalizar esforços para golfe ou tênis, por exemplo. De novo a questão do público alvo.

Estádio? Nem em sonho. Por mais que pensemos que o mundo árabe nada em um caldo feito de dólares e petróleo, não se tem notícia que eles rasguem dinheiro ainda. Desta forma, considero absolutamente improvável que tal parceria venha a, de fato, se materializar.

O patrocinador ideal para o S.C. Corinthians Paulista, a meu ver, está em fabricantes de produtos de consumo que tenham um leque de produtos que atendam as mais diversas classes sociais, em grande escala, e que tenham orçamento de comunicação que comporte ações de patrocínio do montante de no máximo 15 milhões de reais ao ano. Qualquer coincidência desta descrição com os patrocinadores da S.E. Palmeiras e do São Paulo F.C. é mera semelhança; eles parecem ter acertado mais por terem compreendido melhor o ambiente atual. Isso também é um trabalho de marketing.

Outra opção seriam os grandes bancos, públicos ou privados, mas já me foi confidenciado que os executivos dos bancos tem medo da rejeição das demais torcidas, outro paradigma que precisa se quebrado.

Espero que esta calculeira toda não tenha irritado o leitor, mas era necessária para fundamentar meus pontos de vista.


Responses

  1. Olá Robert,

    Parabéns pelo post e pelas análises.

    Tenho feito diversos estudos sobre o mercado de patrocínio no mundo e no Brasil e já falei com alguns clubes brasileiros sobre o assunto.

    Flamengo, São Paulo e Corinthians têm potencial para negociar cotas de patrocínio de R$ 20 a até R$ 30 milhões por ano. Entretanto somente conseguirão isso quando mudarem o atual cenário da relação com seus parcerios.

    Além disso, os patrocinadores do futebol no Brasil (salvo poucos bons exemplos) ainda não praticam o verdadeiro marketing esportivo que essas mesmas companhias e muitas outras desenvolvem no mundo.

    E a culpa não é só dos clubes.

    Um abraço.

    Amir

    Valeu, Amir !!!

    O mostar o potencial, pouco explorado, do patrocínio e as prescrições para maximizar as captações desta fonte poderosa tem se tornado mais uma bandeira que empunhamos juntos.

    Concordo que a culpa não é só dos clubes.

    Abraços,

    Robert

  2. Robert,

    concordo com tudo que foi dito. Acho que uma estratégia que deve ser utilizada nestes casos, é buscar formar parcerias e patrocinios que envolvam outras áreas que não camisa.

    Não tenho dúvida que seria interessante para a Emirates por exemplo possuir um camarote em grande estádio brasileiro. Ela faria um investimento menor porém específico para atender ao público no qual tem interesse.

    Além de outras formas, já que como foi dito no post sobre o Forest, ainda temos muito a crescer nesta área.

    Roberto Mihalik

    Roberto, obrigado pelo comentário.

    Concordo que a Emirates poderia buscar algum espaço no esporte brasileiro, como fez no inglês, proporcional à sua capacidade de geração de caixa no Brasil e mais focado em seu público, mas cada empresa tem sua política de uso de marca.

    Realmente o post do Nottingham nos trouxe uma visão muito interessante, não?

    Abraços e continue participando,

    Robert

  3. Muito pertinentes as tuas observações, Robert. Realmente, um patrocínio dessa monta por parte da Emirates seria um péssimo negócio para ela.

    Pois é, Gustavo. Temos que analisar tudo o que se lê e ter senso crítico, um patrocínio como se vem ventilando por aí não fecha a conta.

    Obrigado pela participação e abraços,

    Robert

  4. Fantástica a análise. Não sei porque frequento tão pouco este espaço extraordinário de debate a respeito dos negócios e do marketing esportivo. Aproveito para convidar-lhes a dar uma olhada nas análises que faço (especificamente sobre o Flamengo) no Blog da Flamengonet. Ao contrário da maioria dos colunistas em foros de torcedores, eu costumo focar nas mesmas questões tão bem debatidas aqui no site de vocês. Um abraço

    Obrigado, Vinícius, darei uma olhada nas suas análises, não temos muitos dados sobre o Flamengo para fazer análises mais profundas, o que certamente valeria a pena.

    Abraços e continue participando,

    Robert

  5. A – O distintivo do Corinthians que encabeça a postagem está incorreto; ou melhor, defasado no tempo: as 3 estrelas remetem ao final do ano de 1999, quando o Corinthians conquistou o seu terceiro campeonato brasileiro. Logo a seguir, na primeira metade de janeiro de 2000, o Corinthians se sagrou campeão do I Campeonato Mundial de Clubes; e, em 2005, atingiu a sua quarta conquista no campeonato brasileiro.

    B – Segundo o autor da postagem, não há lógica econômica no cogitado (pela imprensa) patrocínio da Emirates ao Corinthians. Foi o mesmo entendimento que grassou na mídia, recentemente, quando surgiram os primeiros boatos da contratação de Ronaldo Fenômeno; e, em 2004, quando se falou da parceria com a MSI e a contratação de Carlitos Tevez (o próprio).

    C – Falando em lógica econômica, como se explicar o fato de, em 2008, o Corinthians, estando na Série B do Brasileirão, haver ostentado o maior patrocínio do panorama futebolístico brasileiro?

    D – A verdade é que compartilham da mesma e imensa ansiedade, quanto ao novo patrocínio do Corinthians, tanto os corinthianos quanto os anticorinthianos. A efetivação do cogitado patrocínio da Emirates seria, para os primeiros, a concretização de seus maiores sonhos; enquanto que, para os segundos, de seus mais terríveis pesadelos…

    Ronaldo, obrigado pelo estruturado comentário ; vamos por partes como você fez :

    A – Ok, erro meu.

    B – Não há lógica econômica mesmo nesta conversa da Emirates patrocinar o Corinthians, os números que coloquei no post mostram isso e serviram de suporte à um estudo estruturado, feito de forma profissional e consistente, se você não concorda, siga o mesmo percurso e faça seu contraponto, se eu estiver errado nas minhas premissas financeiras, dou a mão a palmatória numa boa. Quanto à contratação do Ronaldo, só vai dar certo economicamente se ele gerar mais receita que seu custeio, o contrato não acabou, portanto não há como analisar, eu acredito que com Ronaldo jogando o potencial de receitas é imenso. A lógica econômica da “parceria com a MSI” se mostrou quando acabou na prática deixando uma série de passivos financeiros ao clube sem mais um centavo desta tal empresa, fundo, quadrilha, ou seja lá o que for. E aqui ninguém grassa, publica opiniões profissionais e qualificadas.

    C – Essa é fácil ; o Corinthians na 2.a divisão virou mega notícia, aproximou o torcedor do clube vide suas médias de público e audiência em TV; este é um cenário extremamente fértil para um bom contrato de patrocínio, bastante bem aproveitado pelo departamento de marketing do clube.

    D – Ansiedade não é a palavra mais adequada, sou um profissional. Apenas repercuto o fato do clube de segunda maior torcida no Brasil e de tão grande representatividade estar ainda sem patrocínio publicitário, isto é um ponto fora da curva e objeto de estudo, que foi o que fiz. Não é sonho nem pesadelo o Corinthians assinar com a Emirates, apenas insisto que para a segunda, não faria o menor sentido, ao menos nos valores especulados, por todos os motivos expostos no texto, sugiro uma nova leitura menos apaixonada.

    Abraços e participe sempre,

    Robert

  6. Olá Robert!

    Parabéns pelo post!

    Gostaria de alertar que o nome da Emirates é descartado categoricamente pelos cartolas Corinthianos. O que pouco influi na sua brilhante análise.

    É fato que um investimento desse tamanho não seria nada rentável para a outra parte. Tanto dinheiro, para um retorno incerto e com baixas expectativas. Que profissional de marketing arriscaria uma tacada dessa?

    Mas eu lembro que existem profissionais negociando de ambos os lados. O que me leva a acreditar – otimista que sou – que existem mais detalhes do que imaginemos.

    Usemos a imaginação, porque parece haver mais cláusulas entre o céu e a terra do que imaginam nossas mentes.

    Prefiro aguardar um pouquinho mais!

    De novo, parabéns pelo post e pelo blog!

    Beijos

    Yule, obrigado pela sua sempre cordial participação. Você deve ter lido no texto que esta especulação parte de organismos independentes tipo sites de jornalistas, blogs, etc. Não citei como fonte da especulação a diretoria do clube.

    A ressalva, no entanto, que faço à diretoria do clube é a de considerar a possibilidade de conseguir valores tão elevados em uma época de tantas incertezas; julgo que as ações de Palmeiras e São Paulo foram mais acertadas, mas torço para estar enganado, e se estiver, corrijo minha visão numa boa, afinal evoluir sempre é uma de minhas idéias centrais.

    Abraços e participe sempre,

    Robert

  7. Essa historia de mídia espontânea têm que ser melhor analisada. A parceria parmalat/Palmeiras sempre é sitada como sucesso de marketing esportivo, levando até alguns palmeirenses fanáticos dizer que o Palmeiras é o grande responsável pelo sucesso da empresa de laticínios. Realmente o nome parmalat se tornou impregnante no meio esportivo, só que não me lembro de nenhuma grande ação publicitaria da empresa levando o nome do Palmeiras. O que não sai da minha cabeça é aquela grande campanha dos mamíferos (que o diga meus netos), mesmo numa época sem a grande força da web a empresa conseguiu dar o seu recado, seja na tv, nas revistas e até nas rádios ( até hoje sei cantar a musiquinha tema!hehe).

    Ricardo, estou de acordo com o seu bem humorado comentário, obrigado. É sempre complicado medir o retorno da mídia de massa que é como o patrocínio publicitário do futebol é vendido; nunca se sabe se foi a parceria com o Palmeiras ou a campanha dos bichinhos, assim como todas as demais ações de comunicação incluindo as não mídia, que trouxe mais contribuição o crescimento da marca no Brasil; para aferir tal eficiência são necessárias complexas e custosas pesquisas, coisa que no futebol passa longe.

    Abraços e participe sempre,

    Robert

  8. Acrescentando o post a crise também chegou lá nos emirados. Só no aeroporto de Dubai há mais de 3 mil carros abandonados por imigrantes endividados. Com leis muito duras a inadimplência é punida com prisão, desempregados perdem automaticamente a cidadania. No início do ano jornais locais relatavam que mil vistos temporários eram cancelados por dia.
    O preço dos imóveis caiu 30% desde novembro.
    Ao contrario de que muitos pensavam a crise acertou em cheio os emirados, principalmente Dubai.
    Só como efeito de comparação a Emirates desembolsa 5 milhões de euros anuais para patrocinar o Hamburgo, clube alemão. E olha que a Alemanha é um dos mercados mais promissores de turismo.

    Abraços

    Ricardo, bons números que ajudam na construção de conhecimento que é a que o blog se destina, obrigado e abraço.

    Robert

  9. Opa!

    Na verdade, não quis dizer que não partiu da Diretoria. Quis deixar claro que partiu da diretoria a negativa da questão. Acho até importante o seu post, justamente por dissecar o que a imprensa diz. Está de parabéns.

    Um segundo ponto é a minha opinião pessoal. Acho que um valor desse só foi ventilado porque existem outras coisas em jogo. Outras cláusulas, outras exigencias, outros aspectos que não conseguimos imaginar numa análise de patrocínios comuns.

    Não acho nem que tenha muito a ver com São Paulo e Palmeiras. Sabemos que o fator Ronaldo trouxe esse elemento totalmente novo para a negociação.

    No mais, li uma reportagem da Folha falando justamente sobre os times sem patrocínio. Dos 20 times da séire A, ao menos 5 têm patrocínio estatal (Flamengo, Botafogo, Vasco, Grêmio e Inter) e outros seis ainda não fecharam com alguma empresa (Corinthians, Atlético Paranaense, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Náutico e Vitória).

    Ou seja, os que fecharam patrocínio com empresas privadas não são nem metade do grupo mais importante do futebol. A reportagem mostra, ainda, dirigentes que optaram por não fechar o patrocínio num valor inferior ao da sua marca, calculando custos e revendo valores. Eu acredito que seja a estratégia de cada um. O Corinthians, espero em Deus, deve ter pensado na sua também!

    Beijos
    Yule, sem problemas, entendi o que você disse.

    Não vejo aspectos de um patrocínio que vão além de aumento de mind share, exposição, ativação e aumento de receitas como consequências da ação de comunicação. Então não vejo mistério nos contratos, ou outras coisas que não entendamos ou coisa parecida.

    Se alguém saiu ventilando valores por julgar que havia algo em pauta, o fez de maneira irresponsável; fingir haver leilão em um momento de volatilidade chega a ser pueril, de novo, quem fez isso agiu de forma desinformada e independente, é isso que temos que combater e esse espaço pretende ajudar nisso.

    Também torço para um contrato que surja logo, seja bom para ambas as partes de fato; é bom para o clube e para o futebol do país.

    Abraços,

    Robert

  10. Olá Robert, primeira vez que leio o blog e achei ótimo, realista e bem escrito, é bom que tenhamos uma visão totalmente realista, chega de ilusão !!!!
    Legal que conheça a YULE, a mina é muito talentosa!!!
    ABRAÇO…

    Josué, obrigado e apareça por aqui, as opiniões do leitor são sempre bemvindas e necessárias.

    Bom, tentamos trazer um modelo para gerar a discussão, já teve gente que concordou, discordou de forma educada…é isso aí, se só eu tivesse razão minha hora de trabalho custaria muito caro, tendendo a infinito.

    A Yule é leitora assídua do blog e sempre aborda as questões de forma madura e positiva, não a conhecemos pessoalmente mas a colega tem potencial.

    Abraços,

    Robert

  11. Robert, sua análise falha em apenas dois pontos: é estática e unilateral. É estática por que considera a situação atual da Emirates no Brasil. Se a empresa estiver lançando um plano de marketing para ter 2 vôos por dia (que é bastante baixo ainda, mesmo considerando o diferencial de renda), todos seus cálculos caem por terra. É unilateral porque apenas observa a rentabilidade da Emirates no Brasil, esquecendo que muito provavelmente a empresa não considera apenas a divisão brasileira para a decisão. Da mesma forma que a Emirates quer melhorar a visibilidade/percepção da marca na Europa, também deve querer fazer o mesmo na América Latina.

    Paschoal, obrigado pelo comentário e pelas opiniões bem pontuadas.

    Duvido que haja demanda a curto prazo para mais de um vôo, grosso modo e mantido o modelo de análise, o valor máximo a gastar em uma ação de patrocínio linearmente dobraria, o que ainda ficaria abaixo dos vinte ou trinta milhões especulados.

    Posto que o futebol brasileiro não tem a visibilidade que o futebol inglês tem acredito que as ações no Arsenal, na F-1 dentre outras já teriam cumprido a missão da melhora de imagem do mundo árabe perante a comunidade ocidental, o que inclui a América Latina.

    Enfim, é um modelo de análise que propus, tem suas falhas mas o mais importante é colocar a discussão no ar.

    Abraços e continue participando,

    Robert

  12. Robert
    É que muitos torcedores ainda têm essa visão de que uma empresa só precisa colocar seu logo na camisa de um clube popular para ter sucesso.
    A Parmalat na época fez uma agressiva aquisição de pequenas cooperativas da laticínios, inclusive uma minha( não me arrependo,pagaram muito bem.hehehe).
    A LG investiu pesado na sua estrategia de vendas nos Brasil, de nada adiantaria patrocinar o SPFC sem antes ter investido tanto na fabrica de Manaus.
    Até os últimos levantamentos a Sony tinha um faturamento três vezes menor que os coreanos aqui no Brasil.

    Pois é, Ricardo, como empresário você sabe que a conta tem que fechar, não? Mostramos, por este modelo, que a conta não fecha nestes valores, ou que não faz sentido usar mídia de massa para um produto de alvo tão restrito.

    Abraços,

    Robert

  13. E como sei Robert, quantas madrugas afora passei na contabilidade quebrando a cabeça pra fechar as benditas contas. Como sou avesso a loucuras sempre fechei. Como diz o ditado “cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém”.
    Esperava ver o nome do Ronaldo na lista dos jogadores mais midiáticos do mundo, o que reforça que o europeu e muito continentalista, saiu de seus domínios esta fora do seleto clube. E não estão errados não, seria muito exigir que a mídia européia se deslocasse rumo a América do sul para cobrir um jogador, que convenhamos, foi um grande craque, mas não é pra tanto.
    Recentemente a mídia italiana levantou um estudo do impacto da contratação do David Beckham junto ao Milan, apesar do inglês não servir para amarrar as chuteiras do Ronaldo ( futebolisticamente falando) o Ronaldo não servi de parâmetros em comparação ao inglês no campo do marketing. Lembrando que o Ronaldo jogou no Milan antes do Corinthians, saiu pela porta dos fundos e não deixou saudades.O Spice Boy realmente é (e continua sendo) um fenômeno.

    Ricardo, grato pelo depoimento.

    Antes de internacionalizar um clube por conta do Ronaldo, é preciso internacionalizar o futebol brasileiro como um todo, temos um produto bom, falta vendê-lo melhor.

    Quanto ao Beckham, não sou fã dele como jogador, mas ele “vende”.

    Abraços,

    Robert

  14. Olá robert, o que voce diz ao torcedor corinthiano,nesse momento em que não temos ainda um patrocinador, sobre o ventilado nome da Ethrad airlines, que possivelmente venha a disputar com outras empresas o mercado na america latina, possivelmente tambem linhas domesticas brasileiras,sendo assim tambem concorrente da emirates no brasil, e na questao patrocinio do timão ? abraço.

    Caro Maurão, a Etihad terá o mesmo problema que a Emirates, poucos vôos para atingir massa crítica que fundamente um patrocínio tão custoso. Além do mais, os aspectos regulatórios impedem que linhas aéreas estrangeiras operem linhas domésticas no Brasil.

    Esperemos um patrocinador como os que dei como exemplo no texto, pelo menos o ramo de atividade.

    Abraços,

    Robert

  15. Excelente post, Robert.

    Acho que patrocínio acima de tudo é uma questão de bom senso. Se eu vou colocar 30 milhões de reais em um time, eu quero conseguir um incremento nas minhas receitas bem maior do que esse dinheiro que investi. E os dados por você apresentados, mostram que na atual conjuntura da Emirates no Brasil, esse retorno é inviável.

    O Corinthians (e nenhum outro clube brasileiro) tem uma marca de envergadura mundial, a ponto de ganhar um patrocínio de uma empresa que não atue fortemente no Brasil. Ao contrário, o Manchester United pode assinar contrato de patrocínio master com a Saudi Telecom, simplesmente pela força que a marca dos red devils tem no oriente médio.

    E, em tempos de crise, ações de marketing podem ter um retorno bem abaixo do esperado, sem contar que uma medida de 30 milhões de reais que não dê efeito vai ser um desastre amplificado pela crise.

    Abraços.
    Gustavo, obrigado pelo comentário..a conta é simples, só vai investir 30 milhões em um ano empresa que considerar que vai faturar mais que isso de forma incremental com essa ação e que encontre na mídia de massa o veículo correto de suas ações de comunicação ou que este veículo seja parte importante de seu mix. Sem isso, insisto que a conta não fecha.

    Abraços,

    Robert

  16. Em primeiro lugar, parabéns pelo blog. não conhecia, visitarei mais vezes.
    Em segundo, concordo plenamente com seus argumentos. ainda que não dispusesse de dados técnicos como você apresentou, já imaginava isso. não faz sentido uma empresa “desconhecida” investir tanto em patrocínio, se não existir simultaneamente um projeto de ampliação da empresa no “novo mercado”, coisa muito difícil nessa época.
    ainda assim, torço para que o Corinthians feche o patrocínio mais rápido possível (já perdemos 2 meses = 16,67% do ano) e que os valores sejam superiores aos dos rivais, para que recupere esse “tempo perdido”. Além disso, o marketing deixou esfriar o fator Ronaldo, que deveria aquecer muito mais as vendas. eu, por exemplo, estou esperando o novo patrocínio para comprar a camisa nova do corinthians.

    Melk, obrigado pelo comentário. Quis ajudar a desmistificar essa celeuma toda que se criou, que fique bem claro, por pessoas independentes e não ligadas ao clube pelo que sei.

    Espero, em breve, poder escrever sobre o novo patrocinador do clube e depois narrar como caso de sucesso, apenas creio que o caso das cias. aéreas estrageiras não parece ser o caminho.

    Abraços,

    Robert

  17. Receitas no futebol europeu – Parte II
    Postado por: Amir Somoggi | 27/Fevereiro/2009
    _ 1 Comentário

    Emirates no Corinthians?
    Postado por: Robert Alvarez Fernández | 27/Fevereiro/2009
    _ 17 Comentários

    Camarote F&N: Mais uma “aula” inglesa
    Postado por: Marcos Silveira | 26/Fevereiro/2009
    _ 3 Comentários

    Futebol e Carnaval como Vetores de Transformação Social
    Postado por: Robert Alvarez Fernández | 26/Fevereiro/2009
    _ 2 Comentários

    A Vez do Leitor: Marketing esportivo na Internet
    Postado por: Marcos Silveira | 25/Fevereiro/2009
    _ 8 Comentários

    F&News: Leste europeu avança
    Postado por: Marcos Silveira | 24/Fevereiro/2009
    _ 3 Comentários

    F&N quer saber: Divisão das torcidas
    Postado por: Marcos Silveira | 23/Fevereiro/2009
    _ 6 Comentários

    Frase da semana: Harakiri na Gávea
    Postado por: Marcos Silveira | 22/Fevereiro/2009
    _ 5 Comentários

    Você e o Outro
    Postado por: João Carlos Assumpção | 21/Fevereiro/2009
    _ 9 Comentários

    Receitas no futebol europeu – Parte I
    Postado por: Amir Somoggi | 20/Fevereiro/2009
    _ 4 Comentários

    ———————————————————

    Os números de comentários das mais recentes postagens do Futebol & Negócio revelam o porquê de o Corinthians estar em um patamar acima, quanto a potencial de marca, no futebol brasileiro.

    Se os postulantes a patrocinadores do Corinthians derem uma olhada nos dados acima, vão intuir que estão com um rico e mal explorado filão em mãos.

    Se esses mesmos postulantes se informarem bem sobre o que é o Corinthians, a sua história de contínua superação, da várzea (1910) ao Mundial (2000), sempre com o apoio de uma torcida chamada Fiel, vão decidir fechar negócio.

    Por fim, se esses postulantes assistirem uma partida do Timão, no meio da Fiel, e sentirem a incomparável paixão dessa torcida por seu time, aí eles se transformarão nos mais novos integrantes do bando de loucos.

    Hélio, por mais que tenhamos uma audiência grande e qualificada no blog, não creio que tenhamos massa para amostragem científica, mas tudo bem, sua intenção valeu.

    A marca Corinthians é tão forte e representativa quanto mal trabalhada, houve avanços, mas ainda abaixo do potencial.

    Lembre-se, apenas, que é preciso traduzir todos os atributos que você descreve em números, em negócio, vendas, para que alguém feche, emoção é pra quem está na arquibancada.

    Abraços,

    Robert

  18. Eu só acho que agora a diretoria corinthiana esta agindo num sistema bem sigiloso.

    Assim evita especulações da mídia

    Adorei a contratação do Ronaldo nem tanto pela situação fisica do jogador; mas sim para calar a boca da imprensa.

    Agora é o tal patrocinador??? pode ter certeza vai ser o maior já registrado no futebol brasileiro

    Só para lembrar a NIKE já cobriu os principais times de SP

    Depois é só ver as “caras dos jornalistas” que só vivem criticando o clube

    Vamos esperar

    Fravio, obrigado pelo comentário.

    Realmente o contrato da Nike foi bom,algo para se comemorar….agora falta o patrocinador publicitário e está todo mundo curioso em saber quem será e valores.

    O clube tem potencial para conseguir um bom contrato, mas não esperaria algo astronômico, sobretudo com a forma com que este espaço é vendido.

    Abraços,

    Robert

  19. Concordo com tudo o que foi dito, apenas não foi pesado nessa analise o fator Ronaldo, que sim altera essa analise e sim altera todo esse processo por se tratar de uma marca de interesse internacional. Se no Corinthians não tivesse ele o que conseguiria fehcar no máximo, seria um patrocinio gordo de 20 milhões e nem passaria por perto um investimento do porte citado, nem tão pouco uma empresa internacional com potencial restrito no territorio brasileiro.

    Eduardo, obrigado pelo comentário. O fato do Ronaldo estar no clube foi levado em conta sim, mas ao contrário do que parece, não tem poder de aumentar as receitas tanto assim pois é o futebol brasileiro que precisa ser vendido internacionalmente, não o Ronaldo.

    Abraços,

    Robert

  20. Realmente a diretoria do Corinthians esta trabalhando em sigilo, o novo patrocinador deve ser um Night Club, porque se um presidente de um clube junto com um diretor de futebol acompanha jogadores em baladas deve ser de extrema importância!

    Ricardo, mantenhamos a linha que os baladeiros não conseguem !!🙂

    Lamentavelmente, o episódio de Presidente Prudente teve repercussão em vários lugares do mundo…e não é a repercussão que ajuda a conseguir patrocínio bom. Puxão de orelha pro Ronaldo e demais acompanhantes do clube.

    Abraços,

    Robert

  21. Primeiramente, é preciso ressaltar o padrão diferenciado de artigos que compõem o blog, e o debate aberto e democrático a que os autores de propõem a travar com os leitores. O Futebol & Negócio está de parabéns.

    Ronaldo, obrigado, aqui o espaço é de discussão e não de pregação, opiniões são bem vindas e ajudam para que todos cresçamos com o debate, essa é a idéia.

    Isso posto, passo à tréplica das observações que o autor fez do meu comentário:

    A – O autor reconheceu o erro em relação à versão do distintivo do Corinthians que encima a postagem (com apenas três estrelas representando conquistas de títulos do campeonato brasileiro, e não as atuais quatro estrelas para os brasileiros e mais uma estrela para o Mundial), mas não procedeu à correção do mesmo. Errar é humano, mas insistir no erro é, neste caso, desrespeito ao Sport Club Corinthians Paulista.

    Vou retirar o escudo do post, afinal, nunca vou acertar qual é o correto…e desrespeito com o clube é permitir o tanto de produtos piratas que andam por aí…é deixar as torcidas organizadas usarem o escudo e identidade visual a seu bel prazer, eu só cometi um erro menor; o pirata é doloso.

    B – Considerando um hipotético patrocínio do Corinthians com o enfoque limitado adotado pelo autor, aquele contrariaria a lógica econômica, de fato. Mas, quando se agrega outras variantes, a equação é outra. Por exemplo: a construção de uma arena para o clube de maior visibilidade do Brasil, a ser batizada com o nome do patrocinador, tendo em vista a realização de uma Copa do Mundo no Brasil, configura-se como autêntico “negócio da China” (ou das Arábias…); e, se adicionalmente, o patrocinador almeja expandir as suas atividades no imenso e emergente mercado brasileiro, a equação está fechada. É preciso ressaltar que a crise financeira global vai impor a recessão a, praticamente, todos os países desenvolvidos; enquanto que o Brasil, país de economia em insofismável processo de desenvolvimento (integrante dos chamados “brics”), não será afetado de modo tão radical pela crise, que, por aqui, deve resultar apenas em uma diminuição do crescimento. O Brasil, portanto, será uma das poucas economias do mundo que permanecerá aquecida, ao menos, no próximo par de anos.

    O setor aéreo brasileiro é regulamentado, não há muito espaço para crescimento das cias. aéreas estrangeiras no Brasil, é esse fator de restrição que levei em conta no potencial de crescimento da empresa, portanto, a equação para mim não muda.

    Quanto à observação feita pelo autor sobre a MSI, ela repete termos que grassaram na mídia há alguns anos (“fundo, quadrilha, ou seja lá o que for”), e que justificaram a devassa jurídico-policial que o Corinthians sofreu. Mas o fato é que todo o aparato mobilizado pelas polícias e pelos ministérios públicos conseguiu, tão somente, desvelar os desfalques que Alberto Dualib e seus seguidores praticavam contra o clube (aqui surge a pergunta: alguma entidade no Brasil sairía incólume de uma investigação tão agressiva quanto à movida contra o Corinthians?). A campanha que resultou na dizimação da parceria Corinthians-MSI lembra a estória das supostas “armas de destruição em massa”, jamais encontradas, mas que serviram para justificar a invasão do Iraque pelos EUA e a morte de Saddam Hussein.
    O Brasil, porto seguro de Ronald Biggs e Cesare Battisti, homicidas condenados em seus países de origem, chegou a declarar a prisão preventiva de Boris Beresovski e Kia Joorabchian, que vivem legalmente na Inglaterra, terra do futebol mais desenvolvido economicamente no mundo (e que é tema de postagens freqüentes neste blog, nas quais jamais se utilizam termos como “quadrilha” para se referir a investidores de perfil tão ou mais nebuloso do que o dos integrantes da MSI). Boris Beresovski, que chegou a revelar o seu intento de investir bilhões (sim, bilhões) no PAC do governo federal; e Kia Joorabchin, um dos mais importantes business men do futebol global, o mesmo que, recentemente, operacionalizou a transferência de Robinho para o Manchester City.
    Kia, aliás, estabeleceu laços de amizade com Andrés Sanchez, é empresário de Carlitos Tevez, e mantém contatos rotineiros com empresários dos Emirados Árabes, que estão na ponta dos investimentos no esporte.
    Aquela equação sobre os patrocinadores do Corinthians fez mais sentido agora?

    Suas opiniões sobre MSI seguem um viés particular com o qual discordo diametralmente; não vejo vantagem alguma no Poder Público perseguir o SSCP, há diversa ligações políticas entre seus dirigentes e o partido do governo hoje; as investigações, pelo que sei, foram motivadas por questões técnicas na entrada e registro de recursos, o Estado tem o dever de investigar….se eles são bemvindos na Inglaterra será porque lá eles seguem a lei sendo isso um problema do contribuinte inglês.

    C – A posteriori, é inegável que fez todo o sentido pagar o maior patrocínio do Brasil em 2008 para o Corinthians, mesmo estando este na Série B do Brasileirão (como é, certamente, possível que, a posteriori, um patrocínio “das Arábias”, de dezenas de milhões, tenha o sentido que alguns não conseguem vislumbrar no atual momento). Entretanto, não é o que se dizia, quando do rebaixamento do Corinthians; naqueles dias, se falava em apequenamento do clube, verbas menores, e de um futuro negro. E o que se viu, e contrariou muita gente, foi a “Volta por Cima”.

    Aí concordamos, quem falou que isso ia acontecer, SAMSUNG inclusive, quebrou a cara…mas era natural que o clube, pela força e significado de sua marca, ressurgiria de forma intensa.

    D – Quem viver, verá o desfecho da negociação do novo patrocínio corinthiano. Se vai, e em que medida, confirmar ou contrariar o muito que tem-se falado sobre o tema, em breve saberemos. Mas, como diria o Rei, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.
    Pois o Corinthians é, em sua essência, justamente isso: emoção em estado puro. E já são quase 100 anos de emoções…
    Concluindo, não há como tratar do assunto aqui em questão de forma “menos apaixonada”, como propôs o blogueiro. Primeiro, porque o futebol de difere se todos os demais campos de negócio, justamente, pela paixão que lhe é inerente. Segundo, porque, dentro do universo impregnado de paixão que é o futebol, uma estrela se destaca, incandescida pelo combustível passional que a alimenta, como a nenhum outro componente: o Corinthians. O fenômeno foi definido de modo lapidar por Nando Reis, que, antes de sãopaulino, é poeta, e, em momento de raras inspiração e sinceridade, proferiu:

    “O Corinthians desperta em sua torcida uma devoção e uma fidelidade ímpares, indiscutíveis. O inverso disso é a antipatia das outras torcidas, mistura de hostilidade e inveja. Grandes paixões não são fáceis de assistir para quem está de fora.”

    ~Lugar de paixão é na arquibancada e no coração dos torcedores, paixão na hora de decidir o destino dos clubes e seus negócios tem sido, a meu ver, o principal problema, que tem gerado dívidas absurdas e absurdos morais como TIMEMANIA, etc.

    Espero realmente que o clube consiga um bom contrato dentro da realidade e bom para todos, mas duvido que seja algo tão grandioso e abrangente quanto se tem ventilado.

    Espero ter coberto seus pontos nesta nossa intensa discussão

    Obrigado pelo espaço.

    Um abraço,

    Ronaldo

  22. Acho que há alguns eqúívocos na observação bem argumentativa sobretudo no conhecimento de alguns detalhes envolvendo a novela.O primeiro é que a parceria ainda não foi fechada devido a baixa oferta da empresa de aviação:30 milhões em DOIS anos,o que quer dizer,obviamente,15 milões por ano.O marketing do Corinthians não quer fechar um contrato que resulte em prejuizo pro timão principalmente ano que vem,ano do centenário e que o time deverá estar disputando um campeonato sulamericano e talvez um mundial.Além disso o time paulista fechou contrato com a nike tres vezes maior do que o anterior.Portanto não tem muita pressa de ter um patrocinio na camisa…

    Robson, não há novela alguma, há uma série de especulações desorganizadas. É muito complicado assumir a premissa que o clube disputará competições para as quais precisa se classificar dentro de campo e usar isso como instrumento de valorização do patrocínio; e quanto não fazer falta….cuidado…não é isso que se diz por aí, faz falta sim.

    Abraços,

    Robert

  23. Vendo o amigo aí em cima se vangloriando que seu clube gera mais repercussão reforço a tese que o futebol brasileiro carece de muita coisa.
    Hoje em dia virou questão de honra ter os maiores patrocínios, ser o clube mais falado, seja para o bem ou para o mau.

    Pois é, Ricardo, é um problema de orientação de negócios que a profissionalização resolve…mas quando vem de torcedor não tem problema, faz parte da paixão do torcedor; o duro é quando esse discurso vem de diretores, aí a porca torce o rabo.

    Abraços,

    Robert

  24. Só história, pra chamar atenção de possíveis verdadeiros patrocinadores

    Praphael, eu não adotaria tal estratégia, mas respeito sua opinião!

    Abraços,

    Robert

  25. Aida acho e que a Emirates ta de olho no SPFC não no SCCP

    Este patrocínio não faz sentido nem no SPFC, nem no SCCP, nem em qualquer mídia outra de massa.

    Abraços,

    Robert

  26. Certo! Mais do mesmo! Desculpe, mas isso tudo que você escreveu eu e a grande maioria já sabiamos! “…uma palavra escrita a lápis, eternidades da semana…” (Engenheiros do Hawai)

    Maykon, se você precisa citar letra dos “Engenheiros do Hawai” pra dizer que eu sou “óbvio” eu preciso mudar meus conceitos..fique à vontade em participar, mas acrescente algo.

    Robert

  27. Sou são Paulino, mas parabens pela excelente análise, também acho q o Corinthians vem pecando nessa situação, e 2 meses perdidos ja se foram, e eles q non abram o olho…

    Diego, obrigado; cada um de nós tem seu time do coração também; mas procuramos ser neutros e profissionais.

    Também me preocupa esses dois meses de camisa “em branco”, começam a aparecer algumas dificuldades.

    Abraços,

    Robert

  28. Prezado Robert, li atentamente seu post, parabenizo pela construção, e li também todas as manifestações.

    Permita-me apontar apenas uma certa incoerência entre o raciocinio inicial, e o decorrente nas respostas aos blogueiros leitores.

    Você corretamente a meu ver, aponta uma série de fatores que apontam para decisões de diretores de marketing das grandes empresas, na retração dos investimentos, e de certa forma aprova a decisão do Palmeiras e do São Paulo, em aceitarem valores em torno de 15 milhões que classificou digamos, como ponto de equilibrio.

    Ao responder ao leitor RONALDO 27/2/2009 6:46, sobre as razões do patrocinio na segunda divisão em valores significativos você diz:

    “C – Essa é fácil ; o Corinthians na 2.a divisão virou mega notícia, aproximou o torcedor do clube vide suas médias de público e audiência em TV; este é um cenário extremamente fértil para um bom contrato de patrocínio, bastante bem aproveitado pelo departamento de marketing do clube. ”

    Diante dessa fácil constatação, como você classificaria a lógica do executivo de marketing
    da Samsung, que ofereceu a metade do valor do ano anterior, provavelmente pelo rebaixamento ?

    Classificaria, essa decisão do Marketing da Samsung, como um erro infantil, ou incapaz de observar a obviedade que você aponta?

    Podemos então concluir, que o executivo da Medial Saude, foi muito mais perspicaz do que o da poderosa Samsung?

    Como você diz, o Corinthians virou “Mega Noticia”, só que, se o time tivesse sido um fracasso, essa sua constatação nem aconteceria provavelmente.

    Então, fica fácil concluir que, a empresa que “enxergar” assim como você e a Medial, que o Corinthians será novamente uma “Mega Noticia” no ano de seu centenário, fará um excelente negócio.

    E, na minha modesta opinião, a Samsung, ao propor a redução de patrocinio no momento de rebaixamento, revelou que tanto ela, como seu produto não são nada fieis.

    E mais, hoje, o produto vinculado ao Corinthians, virá com a poderosa mensagem “EU NUNCA VOU TE ABANDONAR”.

    Vamos ver qual profissional de marketing, terá a capacidade de enxergar um pouco mais além dos 15 graus, ou 15 milhões apontados como “UM VALOR ÓTIMO”.

    Anderson, obrigado pela participação. Vamos às respostas:

    – Os 15 milhões não são exatamente ponto de equilíbrio, são o que consideroo aproximado possível obter, dadas as curvas de crescimento históricas do patrocínio e o momento econômico; desta forma, não há incoerência da resposta ao Ronaldo e o texto, são momentos econômicos e esportivos diferentes.

    A SAMSUNG queria cumprir o que estava, pelo que sei, no contrato, e a meu ver tomou uma má decisão, pois poderia ter pego carona no “ressurgimento” do clube em sua promoção à 1.a divisão ganhando grande visibilidade e reforço de imagem. Neste aspecto, o pessoal da Medial me pareceu mais perspicaz, sim.

    O bom profissional de marketing não vai vender esse espaço somente como mídia barata, venderá como uma oportunidade de relacionamento, de comunicação e de espaço para inúmeras promoções para com o seu público; isso é enxergar mais do que os 15 graus (?) e fazer valer mais que 15 milhões…do jeito que se vende o futebol hoje, eu não pagaria nem 10 milhões.

    Abraços,

    Robert

  29. DEU NO ESTADÃO:

    EMPRESA AÉREA DEVE PATROCINAR CAMISA DO CORINTHIANS.

    Thiago, mantenho minha posição e meus cálculos, esperemos para ver.

    Pra mim, mais especulação.

    Abraços,

    Robert

  30. Prezado Robert, só acho que o time de maior torcida do maior e mais rico estado do país (maior torcida também do Paraná) e o que mais aparece na mídia nacionalmente feche um patrocínio nos mesmos valores que clubes de marcas menores…
    vi o endereço do blog na página do citadine e já add nos favoritos, bem legal os comentários

    Vitor, potencial a marca tem, mas temos de levar em conta o momento da economia também. Espero que o clube consiga um bom contrato, bom para todos os envolvidos, vamos acompanhar.

    Abraços,

    Robert

  31. Olá Robert,
    apesar de ser um leigo em marketing sou investidor e torcedor fiel do Corinthians! Sei que o Timão é uma grande marca e gera incontáveis receitas a quem se dispor a patrociná-lo. Exemplo disso foi o enorme sucesso com o patrocínio da Medial saúde! Como torcedor fanático, acompanho de perto o desenrolar dessa estória e mais uma vez torço para que este patrocínio, apesar de demorado, represente a maior cota de todos os tempos do futebol brasileiro e abra as portas para que novos maiores venham e dêem uma alavancada para o nosso futebol tão brilhante mas ao mesmo tempo tão incapaz de segurar nossos craques por não mais que uma temporada! E que este patrocínio traga de volta nosso Carlitos Tevez e mais outros craques e acima de tudo que nos ajude a construir nosso tão sonhado estádio!
    Parabéns pelo conteúdo de seu post. Pretendo voltar aqui outras vezes! Grande abraço!
    Lauro, obrigado pela participação e comentário…apenas vamos botar os pés no chão…não há receitas incontáveis e o retorno para a Medial pode ter sido ótimo sob o ponto de vista imagem e share of mind, mas o importante é sob o resultado financeiro da empresa…o fato de não ter renovado pode ser um sinal de que não foi tão bom assim.

    Espero sim que o clube consiga um bom patrocínio, mas não sonharia tão alto assim.

    Abraços,

    Robert

  32. Ola Robert;
    O Ricardo já comentou o que eu queria falar.
    Dubai esta sofrendo muito com a crise mundial, tudo o que o Ricardo falou realmente esta acontecendo em Dubai, sem falar no sistema fananceiro deles que esta quase que entrando em colapso. No final do ano passado, quando falavam que o Airlines Emirates iria patrocinar o São Paulo, eu comentei em um blog que achava difícil, pois ja tinha informações do que estava acontecendo por lá. Fui ridicularizado. O que poucas pessoas sabem é que o Grupo Emirates é uma empresa praticamente estatal, pois tudo em Dubai é controlado pelo “estado”, ou seja, pelo Xeque. Lógicamente que não descarto um patrocinio da Airlines Emirates, mas acho dífícil.

    João, embora acredite que não se tenha chegado ao ponto de máxima desaceleração econômica ainda, o que vemos é uma crise que, por mais que perdure, é passageira dada sua origem; o texto trata do potencial patrocinador em específico e suas operações no Brasil; insisto no ponto : não fecha no Corinthians, nem no São Paulo nem em qualquer outra mídia de massa.

    Abraços e grato pela participação,

    Robert

  33. O blog é muito interessante, e alguns comentários são excelentes. Voltarei mais vezes, com certeza.

    Valdir, obrigado. Apareça e participe sempre e será bem recebido.

    Abraços,

    Robert

  34. É por isso que você é um mero blogueiro. 90% do que escreveu é pura bobagem!

    Rogério, não sou um mero “blogueiro”. Sou um profissional formado, certificado, com titulação acadêmica com amplo trabalho de pesquisa no esporte e no campo da tecnologia. Em breve, assinarei uma coluna sobre marketing em uma grande emissora de rádio de SP, então cuidado com quem fala.

    Quem me paga, e paga muito bem, pensa diferente pelo que eu apresento de resultados tanto acadêmicos quanto profissionais.

    Faça como os demais colegas; coloque seus pontos de vista, apresente soluções e seu entendimento das coisas e discuta de forma franca.

    Do seu jeito, fica muito fácil.

    Robert

  35. Primeiramente, desculpe pela forma que escrevi meu comentário acima!

    Rogério, aceito as desculpas, porém não foi legal a sua resposta; aqui tentamos patrocinar discussões elevadas onde não cabem comentários da natureza do anterior.

    Mas vamos lá,

    Esse negócio de crise é “conversa para boi dormir”. As empresas nunca ganharam tanto como agora, seja com lucros exorbitantes (nada contra) ou com dinheiro emprestado a custo muito baixo ou até mesmo sem custo dos governos.

    Faça uma comparação, pegue a receita de uma empresa como a GM e compare com os maiores PIB’s do mundo, seguramente ela seria um dos 20 ou 30 países mais ricos do mundo.

    O que está ocorrendo no mundo agora é o que chamamos de “realização de lucros”, ou seja, “ricos mais ricos e pobres mais pobres”. Viva o meu amado capitalismo!

    Discordo de sua opinião; há uma crise de liquidez e de credibilidade no mercado em níveis bastante preocupantes; a crise teve seu início pelas irresponsabilidades do mercado financeiro onde dívidas hipotecárias viraram lastro para fundos; com a desvalorização dos imóveis e consequente inadimplência o lastro virou pó e os fundos também, o que causou o enxugamento da liquidez. A crise tem reflexos no Brasil, pois exportamos commodities e matéria prima, a “conversa pra boi dormir” já ceifou 800 mil empregos só no Brasil. A crise existe sim.

    Quanto ao PIB de empresas x países….não vejo problema algum…é melhor ter um PIB modesto mas uma grande renda per capita e boa distribuição de renda

    Presumo que a Emirates Air Lines, assim como qualquer empresa, queira aumentar sua participação no cenário mundial.

    Qual as chances dela conseguir isso na América do Norte, teria um mercado bastante fechado e com regras protencionistas?

    Quais as chances de conseguir na Europa, onde a concorrencia é enorme e tem o mercado com o maior número de companhias na sua disputa?

    O único mercado fragilizado o bastante, com regras nebulosas o bastante para poderem ser manipuladas por seus governantes mediante alguns meros trocados é na América Latina. E o Brasil é a porta de entrada e saida para este mercado.

    Como o Brasil adora receber lixo do exterior, a Emirates Air Lines poderia extender um pouco mais a vida dos seus aviões considerados obsoletos na Europa e America do Norte. Um exemplo bastante claro é a idade das aeronaves que a Air Canada utiliza na América do Norte e a idade das aéronaves que fazem vôo para o Brasil!

    O mercado no Brasil é bastante regulamentado; essa regulamentação é acompanhada pelas empresas nacionais e pela agência reguladora; desta forma não há espaço para que empresas estrangeiras ocupem tal espaço…curiosamente, na Europa é que a Emirates tem seu maior espaço, por razões expostas no texto inicial.

    Quanto ao estádio, empresas sabem muito bem como obter uma forcinha do estado, sejam na forma de emprestimo que nunca mais será devolvido ou na forma de isenção de impostos. Já imaginou a mídia que seria a vavor de uma empresa que contruiu o famoso estádio Corinthiano?

    Discordo, gerar mídia sem gerar demanda e resultados de negócio em nada adianta….e que adianta ter mídia que não gere demanda se nem oferta haverá?

    Por fim, não se iluda com esse papo que no Brasil só tem pobre, tem muito rico, suficiente para invejar qualquer país europeu!

    Conheço bem os dados sócio-econômicos do Brasil, pode ficar tranquilo. Afinal os uso em minhas aulas, pesquisas, no meu trabalho, etc.

    Acredito ter coberto seus pontos com minhas opiniões.

  36. Olá!!Robert!
    Estou cursando o segundo ano de PP com ênfase em marketing e achei muito Bom seu blog..
    com posts muito interessantes para satisfazer nossa curiosidade no mercado publicitário do MELHOR FUTEBOL DO MUNDO
    E essa “DIGITALÉTICA GOOGLÔNICA” entre os comentários, com fatos e dados que alimentam ainda mais minha busca para as melhores idéias..
    Porèm…”O QUE PARA MIM É,È…E O QUE PARA MIM NÃO É, NÃO É…NÃO É?rsrsrsrsr
    Com relação à Emirates, eu gostaria de levar um ponto importante, o qual não foi citado ainda que é a COPA DO MUNDO de 2014….
    Esse investimento pela companhia podendo até
    patrocinar um estádio (pois contruir em tão pouco tempo seria impossível..)não levaria tal empresa em questão ter seu nome em destaque na mídia durante esse período? tá aí uma questão a ser colocada em pauta…é até uma das alternativas aos dirigentes de Marketing do meu CORINGÃO (paixão Platônica) conseguirem segurar esse Filé de kibe aí num é!..
    UM ABRAÇO!!!

    Renato, obrigado pelo comentário e pela participação. Não vejo a COPA como oportunidade, pois durante a COPA o estádio fica sem “nome”, vira “arena FIFA”. Outro ponto que descaracteriza é…pra que gerar mídia se isso não se vai traduzir em retorno que justifique tal investimento? Pelos cálculos e pelo fato de ter um vôo por dia apenas, continuo com a tese que a conta não fecha.

    Abraços,

    Robert

  37. Caro Robert.

    Não podemos nos basear apenas em conceitos aprendidos na Universidade. O Marketing não é uma ciencia exata e esta crise é apenas uma oportunidade de negócio.
    Quem usa a crise como argumento para não investir é por que carece de criatividade, e no mundo moderno quem não é criativo “dança”.

    Wilton, eu concordo com você….mas uma das funções do marketing é analisar o ambiente externo, detectar as oportunidades e explorá-las e mitigar o risco das ameaças. Certamente há muitas oportunidades na incerteza, porém, no aspecto do patrocínio, ‘não há como fugir do fato de que muitas empresas represaram iniciativas de negócio, ações de comunicação, inclusive.

    Há potenciais patrocinadores fortes, menos afetados pela crise, mas eles estarão bastante seletivos. Aí é que temos que ser criativos sim, mas há sempre um componente tangível em questão que é o retorno no negócio.

    Abraços,

    Robert

    Parabéns pelo post e pelo alto nível nas discussões.
    Abraços.

  38. Emirates fora do pareô.

    http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=12387

    Ricardo, obrigado pelo UPDATE, imagino que esta posição oficial encerra a questão. Surgiu outra especulação, que me parece bem mais factível sim, em torno de 15 milhões a.a., empresa brasileira. Vamos aguardar.

    Abraços,

    Robert

  39. Oi Robert!

    Eu de novo!

    Escrevi sobre o assunt no blog!

    Beijos

    Yule, obrigado. Só nos resta esperar e só voltar a escrever a respeito quando estiver fechado.

    Abraços,

    Robert

  40. o link!

    http://colunas.globoesporte.com/yulebisetto/2009/03/02/o-patrocinio-sera-bom-ou-otimo/

    Já li, amiguinha….pensa que eu perco tempo??🙂

    Obrigado pelo link.

    Robert

  41. 1) Pois é, lembra da crise de 29, anos e anos se passaram, várias teorias foram criadas para explicar a sua causa e até agora nenhum consenso.

    Rogério, não há e nem vai haver consenso, as causas são sempre múltiplas e integradas, porém, nada invalida seus efeitos práticos.

    Em uma crise, existem 2 lados, os perdedores e os ganhadores. Antes dos imóveis se desvalorizarem, o mercado financeiro já tinha ganho muito além do imaginável. Quem perde são aqueles que acreditaram que qualquer um poderia se dar bem no mercado financeiro, mesmo sem ter influencia sobre o mesmo.
    Vejo aqui, pessoas pagavam 1 milhão por um imóvel que não valia mais de 300 mil. Atualmente, compra-se estes mesmos imóveis por 150 mil.

    Ok, até estou de acordo….bancos, como os brasileiros e sul americanos em geral, que tem uma regulamentação, seja governamental ou setorial, que os impede de ter um grau de alavancagem alto estão passando pela crise de maneira menos sofrida, discuti esse tema ontém com executivos de um banco peruano e concluímos que essas regras evitaram muitos problemas. A questão hipotecária americana teve efeito nos bancos de alavancagem muito alta, alguns chegando a 95%, com a perda de valor de seus títulos hipotecários, vimos o efeito dominó com enxugamento de liquidez e de crédito; isso é o efeito prático.

    Com relação ao PIB, exceto paises europeus beneficiados pela União Européia, qual é o pais que tem PIB modesto e grande renda per capita? Não vale citar paises financiados por outros paises e que mais cedo ou mais tarde pagaram a conta.

    Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda, etc..

    2) Com relação a regulamentação, o Brasil é bastante regulamentado, primando pela “dubialidade de suas leis”, vide constituição, direito trabalhista, cívil, etc. Mesmo porque nenhuma das empresas aérias é 100% brasileira. Como eu disse antes, basta uma boa “canetada” e tudo se resolve. Lembra do mercado de automóveis que diziam que outras montadoras não entrariam no pais pela pressão que as antigas montadoras faziam? Veja como esta o mercado agora!

    A regulamentação do setor aéreo brasileiro é governamental e setorial, as companhias brasileiras tem o percentual permitido de capital estrangeiro. O Brasil ainda está longe de ser 100% seguro institucionalmente, mas não é mais a farra da canetada que você descreve. O caso das montadoras foi um caso de abertura de mercado, foi bom para o país e um dia tinha que acontecer.

    A Emirates, não atua na Europa, ela possui vôos da Europa para o Oriente, o que é muito diferente. É um mercado que não era tão explorado pela companhias presentes na Europa.

    Questão de semântica, deixe de ser implicante, você entendeu o que eu quis dizer.

    3) Quem disse que um estádio não poderia gerar demanda? O mal do brasileiro é pensar que se um negócio não lhe dá retorno em 1 ano, é um mal negócio!

    De novo você apresenta a tendência de generalizar e nivelar por baixo o que lê; fiz estudos nos quais concluí, e demais colegas fizeram estudos de conclusões próximas, que um estádio não se paga em prazo exequível, ao longo de sua vida útil, com o tíquete e média de público atuais, muito se tem que mudar….quanto à demanda, não adianta gerar demanda se não vai se poder ter oferta, como é o caso estudado, então, não faz sentido. Não vou ficar variando sobre o mesmo tema, estou encerrando o post.

    4) Os dados socio-econômicos que você possui, mostram bem a possibilidade de receitas para a entrada de uma empresa como a Emirates.

    A empresa fez suas pesquisas, analisou o mercado e concluiu, de forma mais precisa que nós, que havia espaço para um vôo por dia para suas operações no país; por hora, não mais que isso.

    Pontos e contrapontos respondidos, encerro o assunto pois esta discussão está gerando trabalho sem conteúdo; peço que comente outros posts, que são bem legais.

    Robert

  42. Você é convidado a virar membro a nossa Communidade
    só de futebol no Brasileirão.com!
    http://www.brasileirão.com

    Para quem curte ser repórter mesmo não sendo formado em jornalismo ai vai uma dica: O Brasileirão está lançando o Vc Repórter, com ele qualquer pessoa pode enviar notícias, fotos e áudios para o Portal Brasileirão, e se a sua notícia tiver uma relevância ela poderá parar na home do portal.

    Você pode enviar qualquer notícia, seja de futebol, alguma coisa que tenha acontecido com você ou com algum amigo seu, algum acontecimento com o seu time ou torcida, novidade em tecnologia, enfim, o que você quiser!

    Sua notícia será imediatamente publicada com o seu nome.

    Se você gosta de se comunicar, escrever, tem paixão

    por futebol, e acompanha os principais eventos e campeonatos do
    mundo, este grupo de discussão é perfeito pra
    você. Este é o melhor fórum social sobre
    futebol para você expressar suas opiniões.

    Nosso grupo é modelado para discutir ou debater tudo
    sobre os times brasileiros, ligas e notícias do esporte,
    no Brasil e ao redor do mundo. você pode escrever
    opiniões em qualquer formato que escolher e nossos
    membros podem adicionar comentários. Suas opiniões
    serão arquivadas e pesquisáveis pela internet e
    assim, qualquer pessoa poderá vê-las. Bem-vindo!

    José, agradeço o convite; no entanto, terei que declinar. Tenho atividades demais já e ficaria difícil manter alguma qualidade ao assumir mais coisas, boa sorte no site e darei uma olhada quando puder.

    Abraços,

    Robert

  43. Robert,
    Como baixarel em marketing concordo plenamente, com os resultados de seus estudos, estão todos fundamentados e estruturados de forma clara e objetiva. Mas como corinthiano confesso que gostaria que estivesse errado com seus estudos, que seria uma ótima para o S.C. Corinthians Paulista ter estampado na camisa um patrocinador de renome como a Emirates isto seria com toda certeza, alem de injetar um alto volume de dinheiro no clube, tambem faria uma ressalva aos resultados que nosso “querido” Sr. Alberto Dualib (blahhhhh…) em sua administração, deixou no clube, e também injetaria mais alguns craques no meu time do coração… Mais uma vez parabens pelo post!

    Adriano, agradeço o colega pelo comentário e pelos elogios. Os estudos que fazemos nem sempre traz o resultado que gostaríamos; assim são as coisas, é importante aprender com eles e abrir o pensamento para avaliar alternativas. Porém, como vimos, é inviável para este espculado patrocinador, tem que ser bom para os dois lados.

    Esperemos um bom patrocínio para o clube e uma boa estruturação dele para que possa tornar sua atividade rentável e acompanhamento por parte de seus torcedores uma experiência bem agradável.

    Abraços,

    Robert


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: