Publicado por: Marcos Silveira | 23/fevereiro/2009

F&N quer saber: Divisão das torcidas

Na última semana a polêmica dos 10% de ingressos para a torcida do Corinthians no clássico contra o São Paulo dominou os noticiários esportivos. Principalmente por conta de declarações irresponsáveis e, mais ainda, pelo saldo de quase 50 feridos após a partida.

E foi graças às ocorrências lamentáveis daquele domingo que a discussão sobre a divisão das torcidas em clássicos veio à tona com força total. O promotor Paulo Castilho propôs a redução para 5% e teve gente até que defendeu a adoção de torcida única como forma de combater a violência. Uma hipótese polêmica, sem dúvida.

Mas aqui o que vale é a sua opinião. Por isso o F&N quer saber: “Como deveria ser a divisão das torcidas em clássicos?”

Vote na nossa enquete, que ficará disponível apenas na barra lateral durante toda a semana.

E vamos conferir os resultados finais da enquete anterior: “qual cidade poderia ter dois estádios na Copa de 2014?”

175 pessoas responderam, numa disputa apertada:

  1. Porto Alegre – 46 votos – 26%
  2. Nenhuma – 43 votos – 24%
  3. São Paulo – 41 votos – 23%
  4. Rio de Janeiro – 34 votos – 19%
  5. Curitiba – 5 votos – 3%
  6. Belo Horizonte – 4 votos – 2%
  7. Brasília – 2 votos – 1%
  8. Outras – 5 votos – 3% (3 votos para “outras cidades de SP”, 1 para “RS” e 1 para “PR”)

Obrigado pela participação de todos mais uma vez. Na semana que vem tem mais.


Responses

  1. Marcos
    A pergunta que tenho a fazer foge do assunto do post, como você encara a situação da escolha da data de estréia do Ronaldo no Corinthians, o Mano Meneses foi enfático em dizer que o Departamento de Marqueting não terá nenhuma influência, porem esta contratação é considerada a maior jogada de marqueting da historia do nosso futebol, é possível este departamento ficar completamente de fora da escolha da data e local da estréia? Além do mais o timão vai ter que lucrar com a imagem do “Fenômeno” e se o Mano achar que ele não mereça ser titular e resolver deixa-lo sempre no banco?

    Um abraço
    Roberto Carlos

  2. Oi Roberto Carlos,

    Obrigado pela participação e pela pergunta.
    Acredito que nesse caso o MKT deve manter diálogo com a comissão técnica, que vai decidir o melhor momento para a estreia do Ronaldo.
    Havendo esse contato, certamente o Mano Menezes vai informar quando o Fenômeno poderá entrar em campo.
    Em relação à titularidade, só o tempo vai dizer. Mas pelos elogios que o Ronaldo vem recebendo durante a preparação, e pela dificuldade do Souza em se firmar, acredito que em breve o Fenômeno terá lugar cativo na equipe.

    Abs,
    Marcos Silveira

  3. Toda essa discussão que se desenrola há dias começou com o anúncio do São Paulo de que a torcida do Corinthians teria direito a apenas 10% dos ingressos para o clássico a ser disputado dali a apenas poucos dias.

    Mas há um dado fundamental que está sendo praticamente ignorado em todas as análises a respeito do que ocorreu no clássico e do que será feito daqui para frente: o Morumbi, depois de suas últimas reestruturações, não tem mais como acomodar, de modo conveniente, uma torcida visitante.

    Para quem quiser entender esse fenômeno, existe um artigo esclarecedor no Blog do Rica Perrone, que é um jornalista, sãopaulino, filho de conselheiro do São Paulo, que freqüenta o clube e o Morumbi desde garoto, e que tem opinião mais gabaritada do que qualquer um para falar do assunto. O link para o artigo é:
    http://ricaperrone.wordpress.com/2009/02/16/entendi-direito/

    Com o arrendamento de partes do estádio a vários “parceiros comerciais”, o São Paulo criou uma situação inusitada, provavelmente sem equivalentes dentre os grandes estádios do mundo: O MORUMBI É UM ESTÁDIO QUE NÃO COMPORTA, COM SEGURANÇA, DUAS TORCIDAS DIFERENTES.

    Note-se que estamos falando de um estádio candidato a representar a maior cidade do Brasil na Copa do Mundo de 2014.

    O pior é que, ao que tudo indica, o São Paulo só se deu conta disso na véspera da realização do clássico contra o Corinthians! A construção, às pressas, de um esdrúxulo muro, que repartiu um dos acessos ao estádio, é evidência dessa tomada de consciência tardia do São Paulo.

    A própria intempestividade do anúncio sobre a carga de ingressos, pelo São Paulo, pode ser explicada pela constatação retardada que os diretores sãopaulinos tiveram do problema que tinham em mãos.

    O caso lembra uma charge, visualmente hilária, em que construtores portugueses coçam a cabeça, diante de um caminhão que ficou dentro da obra terminada, e que não tem como sair.

    É… mas o Morumbi não fica em Portugal. Nem está-se, aqui, a tratar de uma piada. Muito pelo contrário: dezenas de torcedores se feriram naquele tumulto, prenunciado e pré-anunciado, na saída do Morumbi, no último dia 15.

    Em última instância, é o futuro do futebol paulista que está em discussão: como será feita a divisão de torcedas nos próximos clássicos? Onde o Corinthians passará a mandar os seus grandes jogos? É chegada a hora da construção de um novo estádio na cidade de São Paulo?

  4. O grande problema dos clássicos no Brasil e na Argentina é o comportamento das torcidas. Quando porções consideráveis das torcidas assumem atitudes bélicas, é impossível ficar tranquilo no estádio, especialmente quando se é torcedor da equipe visitante.

    Por isso e só por isso, eu acredito que os clássicos deveriam abolir a torcida rival. Não adianta destinar uma porção ínfima dos ingressos disponíveis, como tem ocorrido em Porto Alegre (por causa do número de sócios dos dois clubes). O ideal seria uma divisão mais generosa (60/40 ou 70/30), mas grande parte das torcidas brasileiras simplesmente não sabem comportar-se civilizadamente.

  5. Gustavo,

    Antes eu era a favor dessa restrição para os visitantes. Mas pensando melhor talvez não seja essa a melhor solução. Primeiro, que uma cota de 4 mil visitantes ou 20 mil visitantes não faz diferença quando você percebe que menos de 1000 realmente fazem confusão. Os caras que vão fazer a confusão provavelmente irão com 4 mil ou 20 mil ingressos disponíveis. Proibindo a torcida adversária, você não impede emboscadas como a que tirou a vida de um torcedor atleticano há 2 semanas atrás.

    A restrição da torcida visitante, na minha opinião, é mais eficiente para diminuir a quantidade de depredações na arena do mandante.

    Abraços

  6. Guerra ao Morumbi

    A cartolagem paulista concluiu que é inviável o projeto de reforma do Estádio do Morumbi apresentado à Fifa pelo presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. O orçamento está subestimado e o projeto não preenche todos os requisitos exigidos das arenas candidatas a sediar a abertura ou a final da Copa de 2014. Por isso, os cartolas pressionam a prefeitura e o governo estadual a aceitar a idéia de erguer um estádio na Zona Norte da capital.

    Felipe Patury

    (Veja, Holofote, 25/02/2009, p.30)

    AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.


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