Publicado por: Marcos Silveira | 22/fevereiro/2009

Frase da semana: Harakiri na Gávea

Todo mundo sabe que o Flamengo vive (mais) uma crise financeira e que vários jogadores vem mostrando insatisfação com o atraso de salários e outros pagamentos.

Por isso a frase da semana deste domingo de Carnaval, proferida na última terça, vem da Gávea. Mais precisamente de um dirigente que, pela surpresa na declaração, nem parece estar há tanto tempo no clube:

“O Flamengo hoje é um Japão pós-guerra. Está tudo bem, tudo tranquilo e de repente surge uma dívida do Gamarra de R$ 10 milhões. Uma outra de R$ 1 milhão. Aí o orçamento vai pro espaço, não tem jeito.”

Kleber Leite, vice-presidente de futebol do Flamengo, admitindo a situação complicada do clube mais popular do Brasil e garantindo que a diretoria “só” deve um mês de salários atrasados ao elenco.

Kleber Leite foi presidente do Flamengo em 1995, ano do centenário do clube. Ficou marcado pela ousadia de repatriar Romário, então melhor jogador do mundo, do Barcelona, além de outros grandes investimentos que provavelmente ajudaram a aumentar o rombo financeiro rubro-negro nos últimos anos.

Já nesta passagem atual, como vice-presidente, é questionado pela torcida sobre o destino do dinheiro das vendas de Renato Augusto, para o futebol alemão, e Marcinho, para o futebol árabe, ambas em 2008.

Mas, independentemente de qualquer coisa, o que mais impressiona é a “capacidade” do dirigente de se surpreender tanto com algo que é tão conhecido por todos…

Ao ler a frase do Kleber Leite, lembrei dos antigos samurais, que cometiam o harakiri (ritual suicida) para recuperar a honra pessoal ou limpar o nome da família. Certamente no caso dele a motivação não é a mesma, mas o resultado da declaração, metaforicamente falando, pode até aproximá-lo dos guerreiros japoneses.

O que a torcida do Flamengo espera de verdade é que o clube mire o exemplo do Japão e consiga superar o “pós-guerra” em que se meteu.

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Responses

  1. Pois é, o Kleber Leite falando, parece até que ele está chegando agora no Flamengo e não sabe o que acontece e também não tem culpa nenhuma para tantos mistérios que acontecem na Gávea como dinheiro da venda de jogadores que simplesmente “evaporam” e dívidas antigas que sempre voltam à tona! O futebol brasileiro tem diversos dirigentes fracos que administram mal, falam mal e acabam com grandes clubes, mas no Rio parece que eles se esforçam mais ainda para serem os piores!

  2. Ainda acho que esses dirigentes deveriam ser substituídos por especialistas em management esportivo; ou pelo ou menos ter uma equipe técnica encarregada de tocar os projetos de gestão do clube !

  3. É Marcos, o sonho de grande parte da torcida do Flamengo, inclusive eu, é que não só o Kléber Leite, mas a grande maioria dos diretores do clube, cometam um harakiri em suas vidas de administradores do clube.
    Abraços!

  4. Olá Eduardo, Esporte Social e Jorge,

    Não é só no Flamengo (ou no Rio) que vemos dirigentes soltando “pérolas” desse tipo.
    Outro dia mesmo testemunhamos declarações tão lamentáveis ou piores de cartolas corintianos e sãopaulinos.
    Mas é inadmissível que um gestor fale absurdos dessa natureza e continue no cargo.
    Numa empresa séria ele iria ao menos para a geladeira, não acham?
    Infelizmente a profissionalização dos clubes brasileiros ainda está muito distante…

    Continuem participando!

    Abs,
    Marcos Silveira

  5. Pra mim, o que “mata” a frase é a expressão “de repente”.


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