Publicado por: Marcos Silveira | 12/fevereiro/2009

Camarote F&N: Oportunidades da Copa 2014

Quinta-feira é dia de Camarote F&N, o quadro do blog que abre espaço para a opinião de alguns convidados que nos dão a honra de colaborar com o debate dos negócios do futebol.

E hoje temos o prazer de “receber” Eduardo Antonini, representante de uma nova geração de dirigentes esportivos no Brasil e um dos principais responsáveis pelo Projeto Arena do Grêmio (que já teve um post campeão de audiência).

Copa 2014: Oportunidade perdida?

Por Eduardo Kenzi Antonini*

Desde que o Brasil lançou-se como candidato a sede da Copa do Mundo FIFA 2014, esse tema tem causado frisson no meio esportivo. A CBF, entidade maior do futebol brasileiro e os mais variados segmentos políticos – desde o Presidente Lula, passando por governadores, prefeitos, deputados e vereadores – têm aproveitado o ensejo para tirar sua “lasquinha” desse grande evento. Todos buscando, e com razão, agradar e atender todas (e são muitas!) as exigências da FIFA.

A Copa do Mundo serviu em diversos países, e a Alemanha é o exemplo mais recente, para alavancar o futebol como negócio, dotando-o de infra-estrutura (estádios modernos) e gestão (profissionalização dos clubes, efetivação de parcerias com a iniciativa privada etc.) capazes de viabilizar uma nova realidade: foco no conforto e segurança para os expectadores, aumento das receitas dos clubes e consequente fortalecimento do futebol local. Essa cadeia gera um círculo virtuoso, em que os clubes podem investir em jogadores de alto nível – sem necessitar vender seus principais astros por qualquer valor – permitindo aumento do público e da arrecadação nos estádios, além de garantir melhores contratos publicitários.

Mas e aqui, o que de fato está sendo feito para que o futebol brasileiro aproveite essa oportunidade única e se modernize, dando um salto de qualidade na busca de poder oferecer aos seus expectadores/torcedores espetáculos de melhor nível? Eu diria que, afora algumas iniciativas isoladas, todos estão mais preocupados com o “caderno de encargos da FIFA” do que em definir um “caderno de encargos para o futebol brasileiro”.

Porto Alegre poderia ter dois estádios na Copa?

Nova arena do Grêmio e Beira-Rio reformado: Porto Alegre poderia ter dois estádios na Copa? Por enquanto estádio do Inter é o escolhido...

Para exemplificar, cito Porto Alegre, onde ocorre uma situação surrealista. O Grêmio desenvolveu o projeto de uma nova Arena multiuso, atendendo não somente aos padrões da FIFA, mas também a modernos conceitos de gestão esportiva, aliando conforto, segurança e rentabilidade ao seu novo estádio. O contrato de construção foi assinado em dezembro passado, com todas as garantias necessárias e previsão de conclusão da obra para 2013, ou seja, a tempo de sediar jogos da Copa. Mas, por incrível que pareça (não deveria, mas em política é assim), o estádio escolhido em Porto Alegre é o Beira-Rio, concebido e construído em 1969 e que tem um projeto de reforma que nem de longe o dotará das condições apresentadas pelos novos estádios mundo afora. Dessa forma, a Arena do Grêmio, um dos maiores clubes do país, não poderá usufruir os inúmeros benefícios (fiscais e de infra-estrutura) que o Governo está concedendo aos “equipamentos” que farão parte da infra-estrutura da Copa do Mundo FIFA 2014. Por que não pode haver dois estádios (como houve em Paris/98 e haverá em Johanesburgo/2010) em uma mesma cidade-sede? Se isso pode beneficiar uma imensa multidão de torcedores (o Grêmio é a sexta maior torcida do país), não deveria ser uma das linhas de ação da CBF?

Esse exemplo vale para outras cidades, como São Paulo (onde, além do Morumbi, o Palmeiras planeja construir sua Arena – sem falar no recorrente projeto de novo estádio corintiano), Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, maiores polos do futebol brasileiro, que recebem os jogos mais importantes, a imprensa, os times do exterior (em competições internacionais) e a Seleção Brasileira. Não seria melhor para o futebol brasileiro que houvesse uma agenda positiva para a Copa do Mundo, que permitisse uma melhoria efetiva dos estádios/arenas dos principais clubes do país ao invés de os governos investirem centenas de milhões de reais para construir estádios completamente desnecessários, como a Arena da Floresta – no Acre – ou o Vivaldão – em Manaus. Quem jogará lá depois da Copa? Quem pagará o alto custo de manutenção desses estádios?

Enfim, ainda faltam 5 anos para a realização da segunda Copa do Mundo no Brasil que, com um bom planejamento, poderá ser um marco no fortalecimento do futebol brasileiro. Mas se o fator político continuar prevalecendo em relação às necessidades técnicas do esporte que é a paixão nacional no Brasil, depois que a Copa acabar vamos continuar nos queixando da falta de conforto e segurança nos estádios, da saída precoce de nossos jovens talentos e da pobreza de nossos grandes clubes.

* O engenheiro Eduardo Kenzi Antonini é especialista em Gestão e conselheiro do Grêmio. Foi vice-presidente de Planejamento do clube e coordenou o Projeto Arena (desde 2006).

Apesar de todo o envolvimento e dedicação, acabou excluído da Grêmio Empreendimentos (empresa criada para gerenciar as obras da nova arena) no fim de 2008 por decisão do Conselho Deliberativo gremista.

Prova de que a política interna dos clubes ainda é um dos principais obstáculos para a profissionalização.

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Responses

  1. Texto polêmico este. Bom, não podemos deixar de lado os outros estados que não são grandes polos comerciais, pois como todos sabemos, as pessoas que vivem ou nasceram fora de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Rio grande de Sul reclamam muito sobre a falta de investimento em seus estados e apoio para seu desenvolvimento. Não podemos deixar de lado estes estados menos favorecidos, pois a Copa é dos brasileiros (todos) por isso sou a favor de deixarmos um estádio apenas para cada estado brasileiro.

    Porém confesso que não tinha pensado sobre como ficarão estes estádios depois da Copa do Mundo. Realmente, para esses estados que não tem grande veiculação do futebol e cobertua da mídia terão prejuízos, pois para se sustentar será necessári ocobrar por ingressos com preços elevados.

  2. Prezado Diego,
    Penso que o mais indicado para as Cidades/Estados com grande atratividade turística (ex. do Pantanal e da Amazônia) seria, ao invés de construir estádios para serem utilizados por apenas 2 ou 3 jogos e depois permanecerem sem utilização, a construção de modernos Centros de Treinamento e Formação. Essas estruturas poderíam receber as seleções (e os turistas dos respectivos países) para a temporada de preparação para a Copa e, depois, serviriam para que nossos grandes clubes fizessem suas pré-temporadas anuais ou como polos formadores de novos atletas. Essa é apenas um idéia. O que cobro é que se faça um planejamento global e que aproveite a Copa como indutor do desenvolvimento do futebol no país.
    Abraços,
    Antonini

  3. Parabéns ao Eduardo pelo post.
    Trata-se de uma abordagem inédita sobre a Copa no Brasil. Pelo que o Eduardo demonstra, fica claro que se houvesse a participação de pessoas do “meio” (futebol) no planejamento das ações voltadas para a Copa, o futebol brasileiro seria muito beneficiado. Mas, por enquanto, tudo está nas mãos dos políticos, sejam os governantes, sejam o políticos da CBF.
    Espero que esse cenário se modifique.
    Luis.

  4. Pessoal do Futebol & Negócios,
    Sou gremista e posso atestar que o trabalho do Eduarod Antonini como Vice-Presidente do Grêmio (2005-8) foi um marco na gestão esportiva aqui no Sul. Em 2005 o Grêmio estava na série B e tinha apenas 5 jogadores com contrato (sendo 3 goleiros!). Em 4 anos venceu a Série B, foi bi-campeão gaúcho, vice da Libertadores e vice do Brasileiro, entregando o clube, em 2009, com 25 jogadores no plantel e classificado para a Libertadores, além de contar com 50.000 sócios e o Proejto Arena contratado junto à OAS.
    Ou seja, isso prova que dirigentes competentes e com visão moderna podem ajudar muito os clubes. Não seria a hora de o Clube dos 13 auxiliar um pouco nessa questão do “legado” que a Copa deve deixar para o futebol brasileiro?
    Abraços e parabéns pelo blog.

  5. SALVE ANTONINI!

    O homem do Projeto Arena do Grêmio derrubado por um monte de interesseiros, que quando o projeto estava começando e ninguem acreditava, eles nao se interessaram, dai quando viram que ia dar certo, eles resolvem tirar o cara que sabia mais do que qualquer pessoa sobre a Arena, o cara que respeitava o torcedor, e dava informaçoes sobre a Arena via a comunidade do orkut (saudades desse tempo).

    Concordo com tudo que o Eduardo escreveu.

    Espero que esse G666 do Grêmio nao estrague o duro trabalho quem merece.

    Parabéns pessoal do F&N e Antonini

  6. Postarei este post na comunidade Grêmio Arena, lá como o Antonini sabe, tem um alto grau de discussão sobre o projeto, e lá, os membros estão com saudade do Antonini.

    Abraços.

  7. MAIS UM!

    Depois de tirarem o Antonini do Projeto, dão mais um resteira em Paulo Odone, homem que assumiu o Grêmio e o Projeto Arena, quando ninguém acreditava nos mesmos.

    O presidente Duda Froeff nao cumpriu sua palavra mais uma vez, e ainda diz que nao tem culpa, porque nao participou na Reunião.

    Agora sim estou com muito medo que o projeto arena do Grêmio de pra trás.

    Antonini, há informaçoes via comunidade da Arena no orkut, que voces atuara em um outro lugar no projeto, poderia confirmar e dizer aonde seria?

  8. MAIS UM!

    Depois de tirarem o Antonini do Projeto, dão mais um resteira em Paulo Odone, homem que assumiu o Grêmio e o Projeto Arena, quando ninguém acreditava nos mesmos.

    O presidente Duda Froeff nao cumpriu sua palavra mais uma vez, e ainda diz que nao tem culpa, porque nao participou na Reunião.

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a2402509.xml

    Agora sim estou com muito medo que o projeto arena do Grêmio de pra trás.

    Antonini, há informaçoes via comunidade da Arena no orkut, que voces atuara em um outro lugar no projeto, poderia confirmar e dizer aonde seria?

  9. Amigos do F&N,
    Esse tema é muito importante. Parabéns por levantarem essa discussão. Nós, torcedores brasileiros, merecemos maior considração. Se temos o melhor futebol do mundo (pentacampeão), imaginem como seria se nossa infra-estrutura fosse do mesmo nível dos países europeus?
    Denilson.

  10. A idéia de criar polos com centros de formação de jovens promissores é fanstastica! Poderíamos aliar a alavancagem do turismo com a paixão por futebol sem perder de vista a função social agragada (educação/esporte/etc). O Governo precisa se alertar disso.
    Abraços!

  11. Bom ver o Antonini falando sobre Arenas e Copa do Mundo.
    Nós gremistas estamos sentindo falta dele no comando de nosso clube.
    Para os que não conhecem o Projeto Arena, olhem no site do Grêmio e vejam o profissionalismo, visão e qualidade do Projeto.
    Em alguns anos o Grêmio voltará a ser um dos mais poderosos clubes d aAmérica.
    Obrigado, Antonini
    Neli – sócia do Grêmio em Bento gonçalves

  12. Agradeço pelos comentários de todos.
    O objetivo do post era esse mesmo: questionar a condução do “Projeto Copa 2014” para que possamos, com base numa discussão mais ampla, aproveitar essa oportunidade única que surgiu para o futebol brasileiro.
    Sobre o Grêmio, apesar da mudança de diretoria, creio que em virtude de o contrato já ter sido assinado, temos tudo para inaugurar a Arena em questão de 4 anos.
    Abraços.
    Antonini

  13. Agradeço ao Antonini por dividir essas questões conosco; a discussão, como vimos, é bem mais ampla que a simples utilização das novas arenas ou das reformadas na Copa de 2014.

    O que é preciso é transformar as arenas de centros de custo em centros de receita perene; com receitas além das vindas da bilheteria; isso não se obtém com as atuais, defasadas tecnologicamente pois não foram idealizadas para tal.

    Além disso, voltando ao futebol, é necessário melhorar a experiência do torcedor em campo para mudar o panorama atual em que apenas os mais fanáticos se dispõe aos sacrifícios gerados pelas péssimas acomodações e serviços encontrados em quase todos os estádios brasileiros.

    Abraços a todos,

    Robert

  14. Ola Antonini

    Obrigado pelo profissionalismo que tratou nossa Arena, espero lhe ver novamente neste projeto, apesar de todos pesares. Boa sorte, ate a inauguração!

  15. Eu apenas quero agradecer todo o empenho dado por ti Eduardo Antonini com a Arena, pode ter certeza por mais longe que tu etejas terás seu reconhecimento e todos os méritos, o mesmo com o Paulo Odone. Ainda lamento muito a tua saída do grupo do projeto, o maior conhecedor do projeto, não há palavras para expressar meus lamentos. Abraços e tudo de bom para ti GRANDE GREMISTA!

  16. Véio Antonini de Guerra!

    Achei interessante uma manifestação do Duda hoje dizendo que não tinha poderes para interferir na Grêmio Empreendimentos. Achei gozado isso porque o G6 diz que foste excluído da mesma por teres perdido a eleição em outubro. Portanto fica a pergunta: Se quem ganhou não tem poderes para interferir e quem perdeu não pode participar, que iminência parda é esta que está na GE?

  17. acredito que as arenas que serao criadas por exemplo na região norte, não vao ser totalmente inúteis depois da copa meu amigo vao ter varias empresas interessadas em patrocinar o clube por exemplo do são raimundo de manaus, na ZFM tem milhaes de empresas inclusive a LG que patrocina o SPFC, e samsung Palmeiras, você acha que elas nao vao querer patrocinar esses clubes? com toda a estrutura que a copa ira trazer, esses clubes poderam se tornar um baueri talvez.

  18. JKOLIVEIRA

    ta, e se eles patrocinaram esses times ai?
    Vai ficar igual ao barueri, sem torcida, estadio grande pra guardar arvores né..

  19. Lamentavelmente, a questão dos estádios da Copa do Mundo de 2014 não está sendo tratada tecnicamente.
    As decisões estão se desenrolando com base em critérios políticos ou clubísticos.
    A situação de São Paulo ainda é mais grave de que a de Porto Alegre, pois, na capital gaúcha, caso se confirme a escolha do Beira-Rio, está se cometendo uma injustiça e uma má destinação de recursos públicos. Mas, ainda assim, a nova arena do Grêmio se concretizará, e os gaúchos terão à sua disposição um estádio moderno – o qual, lamentavelmente, não será utilizado na Copa do Mundo.
    Em São Paulo, devido ao lobby pela candidatura do Morumbi, que contaminou esferas da administração pública, está-se obstaculizando o planejamento de um novo e moderno estádio.
    O esforço empregado na tarefa de sustentação da candidatura do Morumbi é digno de admiração, por ser capaz de concorrer com os lendários trabalhos de Hércules. Procura-se, por um lado, impedir a construção de uma nova arena, que supriria a falta de um estádio à altura da grandeza e da importância da principal cidade brasileira – construção que, se tratada de modo estritamente objetivo, seria inevitável, tendo em vista a realização da Copa do Mundo; por outro lado, existe a tentativa de se maquiar os irreparáveis problemas estruturais do Morumbi, e “vendê-lo” como um estádio de acordo com os padrões de exigência do mais importante evento esportivo do mundo.
    Todo esforço até aqui dispendido, entretanto, pode ter sido em vão. Pelo que se teve notícia, da recente visita dos inspetores da FIFA pelas cidades candidatas a sedes da Copa de 2014, a pior avaliação coube à cidade de São Paulo -justamente, pela péssima impressão causada pelo Morumbi.
    O que era fato consumado – a escolha do Morumbi -hoje é um imenso ponto de interrogação.

  20. Parabéns ao Marcos pelos convidaos qualificados que estão emprestando brilhantismo a esse BLOG.
    O futebol é cada ve mais “negócio” e é essa visaõ que precisamos defender a fim de que nosso futebol se modernize e satisfaça todos os brasileiros.
    Bjs Raquel

  21. Antonini, é grave o problema dos investimentos públicos em projetos notóriamente deficitários. Infelizmente vários deles serão efetuados pelos governos estaduais e prefeituras com interesses francamente eleitoreiros. Quase impossível impedir essa prática. Minha esperança é que esses governos se cerquem de profissionais sérios que possam amenizar os efeitos do desperdício. Por exemplo, elaborar projetos que possam sofrer redução de capacidade após a Copa adaptando-os a realidade local. Estádios com 40.000 lugares poderiam ser reduzidos à metade. Abraço.

  22. Me referi ao barueri em relacao a ser competitivo, se você for para o norte ou centro-oeste, todas as torcidas sao apaixonadas pelos clubes, o que falta la é realmente os clubes serem competitivos os estadios vao lotar com certaza meu amigo.

  23. Parabéns ao F&N pelo ótimo post, e a você Antonini.

    Tenho medo desse projeto da Arena ficar só no papel, espero realmente que isso não aconteça.

    O Grêmio merece uma Arena como esta, e com ela pronta até a Copa de 2014, vai ser difícil a FIFA explicar o porque de não utilizá-la.

    Abs!

  24. Primeiro quero dar parabéns ao F & N pelo ótimo post.
    Na minha opinião acho que deveriam ser usados os dois estádios, talvez um na primeira fase e outro na segunda.
    A muito tempo o futebol gaúcho vem pedindo espaço na mídia. E isso seria bom para alavancar ainda mais os dois clubes.
    Os dois projetos são maravilhosos.
    Tanto o da Arena do Grêmio quanto a modernização do complexo Beira-Rio.
    Antes de fazer este comentário eu analisei bem os dois projetos, e acho que você não viu bem o projeto do Beira-rio, ele se encaixará em todas as exigencias da FIFA além disso juntamente com a Marina que deve ser construída vai ser o mais belo estádio da copa, posso estar falando assim por ser colorado, mas o projeto está perfeito.
    E Arena do Grêmio é um espetáculo, um enorme complexo esportivo, asimilando shoppings, lojas, etc., Via proporcionar um grande fluxo de capital para o clube.
    Eu espero que nenhum dos dois fique de fora, e que nenhum fique só no papel.
    O RIO GRANDE DO SUL ganha, Porto Alegre ganha, assim como Grêmio e Inter.


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