Publicado por: Marcos Silveira | 11/fevereiro/2009

A Vez do Leitor: Investindo em talentos

Desde o dia 13/01, quando o Futebol & Negócio completou 1 ano de vida, este blog passou a contar com 8 integrantes, dobrando o número de participantes que tinha em 2008.

Mas na verdade o F&N tem muito mais do que apenas 8 articulistas.  Os nossos leitores são colaboradores de grande valor, capazes de produzir ótimos textos que nos ajudam a manter o alto nível dos debates aqui no blog. Foi o caso do Rodrigo da Cunha, na última quarta.

E o quadro A Vez do Leitor de hoje abre espaço para uma de nossas leitoras mais participativas. É a Yule Bisetto, de São Paulo:

O investimento no Futebol – e o retorno, principalmente – tomou proporções gigantescas nos últimos anos, vide caso de Kaká e Manchester City. Onde há dinheiro, todos sabem, há gente querendo ganhar.

Por aqui, muito comentamos das famosas parcerias e empresas que investem em jogadores para, no futuro, lucrar com a venda para clubes europeus. Eles compram parte ou totalidade dos Direitos Econômicos do atleta e cedem o jogador a um clube, que será detentor dos Direitos Federativos, como bem explicou Luiz Felipe Santoro.

As empresas são várias e o dinheiro por trás delas nem sempre é conhecido. Empresários, anônimos e até cartolas apostam suas fichas em negócios milionários e promissores. Em casos como o da Traffic, por exemplo, chega-se a exigir que o investimento seja feito em jogadores de determinada idade ou com determinada característica. É um verdadeiro ramo de investimento.

A pergunta que fica é: clubes grandes como Corinthians, Flamengo e Palmeiras não deveriam usar esse artifício para, eles mesmos, ganharem dinheiro?

Desconfio até que alguns dirigentes aproveitam de seus clubes para lucrar com jogadores apadrinhados. Mas, em minha opinião, passou da hora de profissionalizarem essa modalidade e passarem a fazer investimentos com o dinheiro do próprio clube, para o bem do clube, em jogadores do próprio clube.

Está aí a Copa São Paulo que não me deixa mentir: empresários em ação, as empresas atentas e os times interessados no dinheiro que podem ganhar em cima dos garotos.

Acho que o pensamento deveria ir além. É mais do que certo que um bom departamento de futebol pode funcionar como uma empresa e gerir com tranqüilidade os negócios relativos aos seus jogadores.

Por outro lado, pondero que os clubes devem, primeiramente, estruturar sua administração de forma a conseguirem organizar outras formas de arrecadação. Assim, por enquanto, os investimentos ficam apenas como idéia.

O texto acima foi escrito pela leitora Yule Bisetto, nova titular do Blog do Torcedor do Corinthians (do Globoesporte.com). Antes ela escrevia um blog próprio.

O que você achou? Concorda com ela? Deixe seu comentário. Na próxima semana pode ser a sua vez…


Responses

  1. Yule,

    Os clubes não o fazem porque administram mal seus orçamentos. Exemplo, o Flamengo pagava R$ 90 mil para o Sambueza, fora as luvas do empréstimo. O atleta ficou 6 meses no clube e jogou pouquíssimos jogos, não fez gol algum e só foi bem em um único jogo. Recentemente o atleta foi devolvido ao River Plate. O gasto foi de mais de R$ 800 mil.

    Com esse valor, o clube poderia ter adquirido facilmente jovens atletas talentosos.

    Só que nem todo jovem atleta vira craque. Exemplo, o Grêmio tinha uma dívida com o Renato Gaúcho, na época a diretoria mandou ele escolher um atleta juvenil – o dinheiro da venda deste atleta seria o pagamento da dívida. Disponibilizaram dois atletas: Tinga e Ronaldinho Gaúcho. Na época a sensação era o Tinga, que foi o escolhido. Bem, o resto da história todos já conhecem.

    Outro exemplo, no Flamengo havia um jovem talentoso chamado Nélio, com 15 anos já ganhava mais de R$ 10 mil reais – diziam que era o novo Zico. Nélio fez apenas alguns raros jogos pelos profissionais até ser dispensado pelo Abel Braga em 2004.

    Os fundos de investimentos vão em cima de jovens prestes a estourar, onde o risco é muito menor. Exemplo, Keirisson, Marquinhos, Diego Souza, Tévez etc.

  2. Yule,

    concordo com sua visão, porém acho que além dos interesses dos empresários, empresas, dirigentes e clubes, existe também o maior interessado que é o atleta.
    A grande maioria deles só pensa no dinheiro imediato, poucos querem saber pra qual clube jogarão.
    Os clubes são reféns do sistema atual, pois sem ao menos saberem o que vai acontecer com aquele adolescente é “obrigado” a investir um valor consideravel em uma promessa futebolistica. Porque se o clube que ele joga não paga, pode ter certeza que outro pagará aquilo que o atleta quer…É um verdadeiro leilão aberto.
    A lei atual dá espaço para o surgimento e atuação de empresas de agenciamento, cabe aos clubes saber conviver com elas e trazer o atleta para seu lado, investindo em bons profissionais, boas estruturas etc.
    Todo esse trabalho vale a pena quando bem feito, vale a pena pro clube que terá retorno futuro, pro atleta que terã uma boa formação e até mesmo para o empresário que tem seu atleta valorizado.
    O convivio harmonico entre esses 3 é fundamental para o surgimento de novos talentos.

  3. Mas, Rodrigo, não estou falando necessariamente em negócios milionários! Podem ser pequenos investimentos, que originem algum lucro considerável, como uma empresa mesmo.

  4. Acho que, no momento atual, as discussões ficam em cima das receitas atuais dos clubes brasileiros, que são compostas principalmente da venda de jogadores, pois é um investimento a curto prazo que trás um retorno considerável para a realidade brasileira. Investir a longo prazo (estrutura, marketing) fica difícil para a grande maioria dos clubes, que carregam dívidas astronômicas, herdadas com juros pelas gestões seguintes. Acredito que, com a possível profissionalização da gestão dos clubes brasileiros, algo que todos apaixonados pelo futebol torcem a favor, seja possível que o assunto seja abordado como forma de aumentar suas receitas, tendo em vista que as empresas têm conseguido altos lucros com a manobra. Os clubes brasileiros acabam agindo de forma parecida, ao comprar alguns destaques dos estaduais, oriundos de clubes do interior, que quase sempre não “vingam” e acabam saindo muito cedo para clubes de menor expressão. Porém, o ideal ainda seria que a filosofia a ser seguida fosse a de manter os craques para que se crie uma identidade do time (como vemos Manchester – Giggs, Rooney, Van der Sar e Milan – Seedorf, Kaká, Maldini) e assim se consiga alcançar, além, de titulos, receitas maiores provenientes de patrocínio, produtos do time, direitos de transmissão, venda de ingressos, entre outros. Mas, como já citei nesse comentário, investir a longo prazo é complicado para quem tem uma dívida como a dos nossos clubes. Portando, a saída tem sido investir nos jovens, sejam da base ou de clubes menores. Um abraço!

  5. Preciso de um empresario
    sou de porto real rj
    habilidoso mais não tenho como jogar sem empresario!

  6. Preciso muito de um empresario para envestir no meu futebol eu não vou me achar muito mais o meu futebol é bonito por que meu sonho é ser jogador se você meu empresario puder me ajudar entre em contato no meu orkut obrigado q Deus abençoe

  7. Sou gestor de futebol,estou disponibilizando 15 quotas mensais de R$3.000,00 para os investidores participar de um projeto onde serão detentores de parte de todo o elenco do sub 15,17,20 e profissional da segunda divisão de São Paulo,porém,subindo de divisão os valores sobem também.
    Atenciosamente.
    Senerito Souza.(11)47997781 / 97065606.

  8. oi preciso de um empresario para ajudar
    meu time disputar campeonato estamos atras de empresario serio que esteja a fim mesmo
    o nome do time E.C AGUIA
    SALVADOR- BA_BRASIL CON LEO_SARAVADA@HOTMAIL.COM

  9. Este sistema de investimento em jogadores não parece muito acessível ao micro investidor que possui apenas aquele dinheirinho que sobra ao fim do mês.
    Eu tenha tido ótimos resultados com trading esportivo, aliás já consegui estabelecer uma renda mensal extra que me ajuda muito apenas através de trading esportivo.
    A vantagem do trading esportivo é a altíssima liquides do investimento e a possibilidade de investir quantias muito baixas, a partir de $4 (quatro dólares).
    Aos interessados eu acredito que meu blog seja um bom ponto de partida para se informar.


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