Publicado por: Marcos Silveira | 25/janeiro/2009

Mais um ídolo “brasileño”

É senso comum dizer que o Internacional tem um dos melhores elencos do país nesta temporada. Principalmente do meio pra frente. O campeão da Copa Sul-Americana conta com nomes do quilate de Alex, D’Alessandro e Nilmar.

Entretanto, o maior ídolo da torcida colorada atualmente é outro. Pablo Horácio Guiñazu pode não ter o mesmo talento dos 3 craques citados acima, mas com raça e dedicação conquistou a torcida do Inter, tornando-se uma unanimidade nas arquibancadas do Beira-Rio.

Com a saida de Edinho, o argentino herda a tarja de capitão do Inter

Sem Edinho, Guiñazu herdou a braçadeira de capitão do Inter (Vipcomm)

O volante argentino também tem prestígio com os jogadores e com a comissão técnica. Tanto que foi escolhido o novo capitão do time no ano do centenário. A liderança e a experiência do jogador de 30 anos são destacadas pelo técnico Tite.

Guiñazu está tão à vontade no Beira-Rio que nem parece que ele chegou ao clube há apenas um ano e meio (vindo do Libertad, do Paraguai). E tem tudo para ficar muito mais tempo.

Depois de recusar uma proposta milionária do Al Jazira (equipe dos Emirados Árabes dirigida pelo brasileiro Abel Braga) no ano passado e sondagens de River Plate e Boca Juniors este ano, o argentino vai estender o contrato por mais um ano e terá ainda aumento de salário. O volante já fala até em terminar a carreira no Inter.

Tudo isso ajuda a explicar a adoração dos colorados por Guiñazu. Mas a evidência definitiva nem é tão grande assim. Na verdade tem apenas 15 centímetros. Trata-se de um boneco lançado no fim do ano passado e vendido por R$ 49,90. O argentino foi o primeiro (e até agora único) jogador do Inter a ganhar uma miniatura oficial.

Guiñazu em "tamanho real" e a miniatura vendida por R$49,90 (Divulgação)

Guiñazu em "tamanho real" e a "versão reduzida" (Divulgação)

Guiñazu não é o único sul-americano do elenco do Inter. O zagueiro uruguaio Sorondo e o já citado D’Alessandro, também argentino, completam o trio “castellano” d0 Beira-Rio, confirmando uma crescente tendência de hermanos jogarem em times brasileiros.

Nem todo jogador vindo de países vizinhos faz sucesso por aqui, mas Guiñazu não é um caso isolado de ídolo que fala “portunhol”. Deixo aqui uma pequena lista de atletas que se destacaram recentemente em alguns dos principais clubes do Brasil:

  • Atlético-PR: Ferreira (Colômbia)
  • Corinthians: Carlitos Tevez e Herrera (Argentina)
  • Cruzeiro: Sorín (Argentina) e Marcelo Moreno (Bolívia)
  • Fluminense: Dario Conca (Argentina)
  • Grêmio: Saja (Argentina) e Perea (Colômbia)
  • Náutico: Acosta (Uruguai)
  • Palmeiras: Valdívia (Chile)
  • Santos: Maldonado (Chile)
  • São Paulo: Diego Lugano (Uruguai) 
Lugano foi um dos lideres no Mundial de 2005 (Getty Images)

Diego Lugano foi um dos líderes no Mundial de 2005 (Getty Images)

Certamente esqueci de um ou outro, mas de todos os exemplos acima destaco o caso de Diego Lugano. Talvez seja o que mais se aproxima de Guiñazu. Assim como o volante do Inter, o uruguaio cativou os torcedores (no caso do SPFC) mais pela raça do que pelo talento. A identificação do zagueiro com os são-paulinos foi tão grande que ele chegou a vender mais camisas que Rogério Ceni.

Voltando um pouco mais no tempo, a lista de hermanos que fizeram sucesso por aqui aumenta:

  • Argentina: Andrada, Artime, Cejas, Doval, Fillol, Fischer, Perfumo, Poy, Ramos Delgado, Sastre e Scotta
  • Chile: Figueroa
  • Colômbia: Aristizábal e Rincón
  • Paraguai: Arce, Benítez, Gamarra, Reyes e Romerito
  • Uruguai: Aguirregaray, Ancheta, Dario Pereyra, Forlan, Hugo de León, Mazurkiewicz, Pedro Rocha, Rodolfo Rodriguez e Rubén Paz

Faltou alguém? Deixe um comentário pra gente!

Como se vê, já faz tempo que os times brasileiros tem ídolos sul-americanos. Mas hoje, mais do que nunca, apostar em atletas de países vizinhos pode ser um bom negócio.

Sucesso no Brasil fez de Valdivia um campeão de audiência no Chile

Sucesso no Campeonato Paulista transformou Valdívia em campeão de audiência no Chile

Quer um exemplo? No ano passado, graças ao sucesso do meia Valdívia, uma emissora de TV do Chile comprou os direitos das semifinais e finais do Campeonato Paulista. E o mais interessante: liderou a audiência com a exibição dos jogos do Palmeiras.

Guiñazu, Lugano, Valdívia. Bons exemplos não faltam. O que falta mesmo é encarar a América do Sul como um mercado promissor, aproveitar a proximidade geográfica e transformar “ídolos brasileños” em novas receitas.


Responses

  1. Incrível serem lembrados Cejas e Filhol (que nunca fez nada no Flamengo) e terem esquecido o ANDRADA, o melhor goleiro do Vasco dos últimos tempos, Campeão nacional em 1974. Na época, é só ver nos jornais, até queriam a sua naturalização para jogar na Seleção.

    Oi Luiz Claudio,

    Realmente o Andrada merece estar na galeria de ídolos estrangeiros no Brasil, tanto que já fiz a inclusão. O goleiro argentino até ganhou a Bola de Prata de Placar em 1971. E pelo mesmo motivo acrescentei o uruguaio Aguirregaray, que recebeu o prêmio em 1988, quando jogava pelo Inter.
    Se algum outro leitor sentir falta de algum ídolo pode se manifestar. É por isso, aliás, que blogs são tão fascinantes: permitem a troca de idéias e informações.

    Obrigado pela lembrança e continue participando!

    Abs,
    Marcos Silveira

  2. Os clubes brasileiros, depois de perderem diversos jogadores para países de outros continentes, começaram a olhar com mais atenção para o mercado sul-americano, onde tinham, até pelo fortalecimento do real, maior poder de barganha.
    Um jogador que acho sensacional é o D`Alessandro, sou fã dele. E o Guiñazu é outro que joga com uma garra incrível. E não sabia do bonequinho que é a miniatura do atleta e está à venda no mercado. É uma idéia boa que pode trazer frutos para atletas e clubes brasileiros. Mas temos que combater a pirataria e cobrar um preço acessível à população, talvez fazendo mais de um modelo de boneco. Abs. João Carlos

    Concordo com você, Janca…
    O D’Alessandro é o tipo de jogador que cairia bem em qualquer time!
    Assim como o Conca, no Flu.
    Ficar de olho nos países vizinhos pode ser bom tecnicamente e financeiramente!

    Abs,
    Marcos Silveira

  3. O colombiano Valencia é o melhor jogador do time atual do Atlético Paranaense. E o paraguaio Julio dos Santos é mais um que promete pra esse ano…

    Podem não ter feito tanto sucesso a nível nacional, mas poderia citar ainda o uruguaio Matosas, que jogou no Atlético Paranaense em 1995 e 1996 e os Polacos Novak e Piekarski que jogaram aqui em 1996 e 1997. Todos foram destaques.

    Oi Felipe, obrigado pelo comentário.

    Acho até que o Valencia é um bom jogador, mas ele não se destacou tanto quanto o Ferreira, que já fez muitos gols nos dois últimos Brasileiros e atraiu a atenção de vários clubes. Sobre o Julio dos Santos, vamos ver como ele se sai este ano…
    Novak e Piekarski eu não citei (assim como o Petlovic) porque o foco do post foi apenas os sul-americanos.

    Participe sempre!

    Abs,
    Marcos Silveira

  4. Ótima matéria. Os clubes brasileiros têm uma visão realmente limitada. Até clubes médios da Argentina possuem uma representatividade maior nos outros países sulamericanos comparados aos brasileiros.

    O Brasileirão é transmitido pra fora por outra emissora ou só pela Globo Internacional?

    Os clubes brasileiros patinam no seu próprio quintal. Temos vizinhos com campeonatos nacionais fraquíssimos que adorariam ver um clássico brasileiro. Sábado mesmo eu assisti River x Boca no Sportv, disputando um torneio de verão. Não imagino um São Paulo x Corinthians passando na Argentina, Uruguai ou Chile.

    Seja bem-vindo, Fabim!

    O futebol brasileiro é exibido para o exterior sim, por outros canais que adquirem os direitos. Não só o Brasileiro, mas o Paulista também. Atualmente 85 países exibem o estadual de São Paulo.

    Sobre a América do Sul, existe um contrato em fase final de negociação para que os jogos sejam exibidos para os hermanos (Equador, Venezuela, Peru, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai).

    Abs,
    Marcos Silveira

  5. Lembrei de alguns que não fizeram tanatas histórias: Asprilla, Sierra e Muñhos.

    Olá Diego, obrigado pelo comentário.

    O Asprilla até teve alguns bons momentos, mas o Muñoz e o Sierra (principalmente) nunca conseguiram se firmar por aqui.

    Abs,
    Marcos Silveira

  6. Bom, contratar argentinos e uruguaios nao eh novidade aqui no Sul, mas oq vale destacar eh a iniciativa do marketing do Inter em saber lucrar com isso e a incompetencia do Gremio… se tu procurar no Orkut vai ver q gremistas ja tinham sugerido isso ha um bom tempo para o nosso marketing, mas infelizmente o amadorismo ainda impera nesse departamento e o Inter acabou fazendo primeiro.

    E discordo em relaçao ao Guinazu. Ele tem muita raça mas sabe jogar bem sim! Tanto q foi ate especulada sua convocaçao pra seleçao argentina e o Lugano tambem eh titular da seleçao uruguaia. Apesar dos Gauchos se identificarem com o futebol “platino”, a maior parte da torcida do Inter prefere o futebol arte brasileiro. Quem gosta mesmo de 100% de raça eh a torcida do Gremio (Sandro Goiano virou idolo e ate foi parar na calçada da fama do Gremio por sua raça), e 10 entre 10 gremistas admiram o Guinazu mesmo sendo jogador do Inter e o comentario por aqui eh de q ele tem o perfil de jogador do Gremio, e nao do Inter. A Geral do Gremio inclusive era conhecida antigamente por “Alma Castelhana”.

    Sobre os estrangeiros, acho q esta faltando o paraguaio Gavilan (2007) e o argentino Herrera (2006) no Gremio, ambos muito raçudos q conquistaram a torcida. Dos antigos faltaram Oberti, Rivarola, Cardaccio e Chamaco Rodrigues.

    Perea empolgou no inicio, mas talvez por sser colombiano e ter um estilo diferente, ele dependia somente de fazer gols pra agradar a torcida e sua queda brusca de rendimento o queimou com a torcida. Ja o colombiano Renteria se deu muito bem no Inter. Enfim, eu tiraria o Perea dessa lista… e espero q com a chegada do Maxi Lopez a direçao do Gremio acorde pro lucro q isso pode dar. Ano passado ate teve um encontro com estrangeiros q atuaram pela dupla Grenal, mas isso pode ser melhor explorado, ainda mais com tantos idolos estrangeiros q tivemos aqui.

    Links sobre o encontro:

    http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=6579

    http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=6572

    http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=6563

    Salve Borracho!

    Legal ler um comentário seu. Fazia tempo que você não “aparecia”…

    Dessa vez o Inter pode ter sido mais rápido, mas é inegável que o Grêmio também tem feito boas ações fora de campo. Acredito que esse GRE-NAL nas áreas de gestão e marketing deve ser incentivado porque certamente vai ajudar a desenvolver cada vez mais os dois clubes.

    Eu também sou fã do Guiñazu e do Lugano. Gostaria de ter os dois no meu time. Mas é inegável que eles não tem a técnica de um D’Alessandro ou Conca. Por isso escrevi que se destacam pela raça. São tipos diferentes de jogadores, mas igualmente importantes na montagem de uma equipe equilibrada.

    Sobre o Maxi Lopes, espero que ele recupere no Grêmio o futebol que apresentava no River. Se conseguir será um belo reforço dentro de campo. Fora de campo vai depender da ousadia e da criatividade dos dirigentes grêmistas.

    Participe sempre!

    Abs,
    Marcos Silveira

  7. O uruguayo Revetria foi um grande ídolo do Cruzeiro nos anos 70. É um dos poucos jogadores a ter marcado 3 gols quando Cruzeiro e atlético ainda era um clássico.

    Olá Lucas!

    Está feito o registro.

    Abs,
    Marcos Silveira

  8. Creio que a postagem deveria ter dado mais destaque ao caso de Carlitos Tevez.

    O argentino foi a mais cara contratação da história do futebol brasileiro (cerca de US$ 22 milhões.

    Foi a primeira vez (e até agora única) em que um clube brasileiro venceu o leilão, contra clubes europeus, por uma jovem estrela do futebol mundial.

    A passagem de Tevez pelo Corinthians foi a mais rumorosa e brilhante dentre as de todos os estrangeiros no futebol brasileiro.

    Nenhum estrangeiro foi tão comentado, elogiado e criticado por aqui.

    Nenhum despertou tamanho amor dos torcedores do seu clube e ódio dos rivais.

    Carlitos Tevez foi o melhor jogador a atuar no Brasil no século 21, e entrou para a galeria dos grandes ídolos do clube mais importante do país: o Corinthians.

    Olá Felipe, obrigado pelo comentário.

    A intenção do post foi pegar um exemplo atual e de um jogador que chegou sem grandes expectativas e acabou se tornando ídolo.
    Destacar o Tevez (que já chegou ao Brasil com status de craque e foi embora há mais de 2 anos) não faria muito sentido. A não ser que fosse para falar das nebulosas negociações envolvendo o jogador, que até hoje enfrenta problemas na Inglaterra por conta da transferência pro West Ham, quando estava ligado a um grupo de investidores (MSI) e não a um clube.

    Enfim, não era esse o objetivo do texto, mas valeu a participação.

    Abs,
    Marcos Silveira

  9. É interessante como o blogueiro aqui não gosta de citar o Corinthians nos posts.

    CARLOS TEVEZ foi o maior exemplo de atleta argentino ídolo em time nacional e nào há foto dele aí.

    Por que?

    Outro assunto: Há 2 ou 3 anos, a Gazeta mercantil fez um estudo que colocava o Corinthians como maior marca do futebol brasileiro. (clube mais tradicional, sediado na maior cidade da América Latina), no Estado que concentra 40 % do PIB nacional.

    Acho que vale um post seu. Ou não?

  10. Não entendi a resposta ao Felipe.

    Negociação nebulosa?

    Isso é o que não falta ao futebol brasileiro.

    Nilmar, no Inter, grupo sondas, etc, etc…… Cafu no Palmeiras, após ir pro Uruguay.( no papel)

    Pelo visto o blogueiro anda muito “enfadado” com a exposiçào corinthiana, mesmo que mesmo na segunda divisão, é mais exposto que qualquer clube nacional.

  11. Caro Marco,

    Em primeiro lugar é preciso deixar claro que este blog não tem preferências clubísticas.
    Desde sua concepção, a ideia sempre foi abordar os temas extracampo de forma imparcial.
    Além disso, cada integrante do blog tem total liberdade e independência para escolher os assuntos que serão abordados.

    Este post dos estrangeiros surgiu a partir de uma observação do caso do Guiñazu e acabou crescendo quando resolvi citar outros jogadores sul-americanos que atuaram por aqui.
    As fotos do Lugano e do Valdívia só foram utilizadas porque citei o exemplo dos dois atletas.

    Sobre o estudo da Gazeta Mercantil, você mesmo diz que foi feito “há 2 ou 3 anos”. Sinceramente prefiro abordar temas mais atuais. Se fizerem outro trabalho semelhante, terei prazer em escrever a respeito.

    Em relação à resposta ao Felipe, não teria sentido eu citar o Nilmar (que também envolve o Corinthians) e o Cafu (que foi pro Zaragoza, da Espanha, e não pro Uruguai) numa pergunta sobre o Tevez.

    Para finalizar, quero deixar claro que não estou incomodado com a exposição corintiana. Muito pelo contrário. O Corinthians é o clube que mais foi citado nos nossos posts (21 vezes), como você pode conferir na “nuvem de TAGs” que fica na barra lateral.

    Inclusive indico um dos posts que escrevi sobre o Corinthians no ano passado:
    https://futebolnegocio.wordpress.com/2008/06/09/marketing-ambulante/

    Continue participando, mas tente deixar a paixão clubística um pouco de lado, ok?

    Abs,
    Marcos Silveira

  12. Marcos

    Obrigado pela resposta, em primeiro lugar.

    Veja sua resposta ao Felipe:

    “Destacar o Tevez (que já chegou ao Brasil com status de craque e foi embora há mais de 2 anos) não faria muito sentido. A não ser que fosse para falar das nebulosas negociações envolvendo o jogador, que até hoje enfrenta problemas na Inglaterra por conta da transferência pro West Ham, quando estava ligado a um grupo de investidores (MSI) e não a um clube.”

    Desculpe, essa resposta me pareceu no mínimo, irônica.

    Se for pra citar jogador negociado há 2 anos, o Lugano não teria de ser citado.

    Agora, falar do Tevez, e comentar só sobre negociaçào nebolusa é absurdo.

    Se quer saber se foi nebulosa, isso realmente foi, mas ele foi ídolo da torcida mais fanática e apaixonada do país e campeão nacional.

    Oras….o futebol brasileiro não é exemplo de transparência em trasações.

    EM TODOS OS CLUBES !

    Quem são os donos dos passes dos jogadores de fato?

    Fundos de investimentos? Grupos financeiros?
    Em paraísos fiscais?

    A título de que?

    Isso daria um ótimo post.

    Abraços

    Talvez eu tenha sido um pouco irônico na resposta mesmo, mas o fato é que o post falava sobre um assunto que não tinha relação com o Tevez.

    O texto não era sobre jogadores sul-americanos conhecidos que jogaram no Brasil e sim sobre atletas que chegaram sem pompa e conquistaram seu espaço (por isso o caso do Lugano se aproxima do Guiñazu, que era o foco principal).

    Quando Tevez chegou ao Corinthians, ele já era um nome de alcance mundial. Trata-se de algo relevante, sem dúvida, mas que não cabe no post que eu me propus a escrever.

    O Herrera sim poderia ter sido incluído na postagem, por ter chegado ao Corinthians com desconfiança e conquistado a torcida com muita raça, dedicação e gols. Ele conseguiu se transformar num ídolo da Fiel, mas a diretoria preferiu abrir mão dele para contratar o Souza, numa decisão inexplicável (na minha opinião) e que talvez mereça um post a parte.

    A sugestão sobre fundos de investimento e negociações nebulosas é boa e pode até virar post qualquer hora.

    Enquanto isso, deixo 3 sugestões de posts antigos aqui. As duas primeiras (uma do Maurício e outra do Amir) falam um pouco sobre parcerias com clubes e sobre o cenário do futebol brasileiro. A terceira (também do Maurício) aborda a volta por cima do Corinthians, após a queda, logo no início de 2008.

    https://futebolnegocio.wordpress.com/2008/07/31/ha-sinais-de-mudanca-no-horizonte/

    https://futebolnegocio.wordpress.com/2008/02/21/barriga-de-aluguel/

    https://futebolnegocio.wordpress.com/2008/02/22/renascer-das-cinzas/

    Abs,
    Marcos Silveira

  13. sobre a resposta ao Fabim.

    Eu moro no exterior há algum tempo. Já morei na Europa Inclusive.

    Eu nunca consegui assistir a um jogo do campeonato paulista, em emissoras internacionais. (exclue-se, claro a globo internacional ou PFC).

    O campeonato brasileiro é desprezado aqui fora.
    Nos jornais internacionais, a informaçào de quem foi o campeão brasileiro sai em uma linha e olhe lá.

    Os clubes argentinos são de longe mais reconhecidos que os nossos nas ruas européias ou americanas. É muito mais fácil você ver nas ruas uma camisa do River ou do Boca do que QUALQUER clube brasileiro.

    abs

    Oi Marco,

    Realmente os clubes brasileiros (todos eles) estão engatinhando no quesito projeção internacional, inclusive na comparação com os times argentinos, o que é mais grave.

    Mas minha resposta ao Fabim foi baseada em dados concretos das vendas do futebol brasileiro (que são feitas pela Globo) para o exterior. O que ocorre é que os jogos são exibidos em canais de TV por assinatura, muitas vezes pertencentes a pacotes premium das operadoras de cada país ou região. O que talvez não dê a visibilidade esperada aos campeonatos disputados no Brasil.

    Abs,
    Marcos Silveira


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