Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 23/janeiro/2009

Polêmica sobre camisa do Vasco ou quando o rabo abana o cachorro

Este post foi motivado pelas questões levantadas pelo leitor Marcos Vítor, vascaíno, estudante de administração que pretende se especializar em administração esportiva.

As questões que o leitor traz são bastante amplas e ele nos pede um parecer, como esta questão das camisas, seu preço, sua forma de posicionamento ou, enfim para resumir, como este produto é mercadorizado me chama a atenção, resolvi tomar a frente na questão; vamos por partes, a análise é mais complexa do que parece.

Introdução do leitor, que reproduzo na íntegra : “Não sei se vocês estão antenados no assunto (creio que estejam), mas o Vasco assinou recentemente um contrato com a empresa Champs, ‘famosa’ por patrocinar times de segunda e terceira divisão.”

Sim, Marcos Vítor, estamos antenados sim e interessados, e torcendo, por uma reconstrução saudável de um clube que tem muitos predicados e que merece nosso respeito.

Quando acompanhei a assinatura do Vasco com a Champs, amplamente divulgada pela mídia, um dos motes principais do texto que li foi que o clube pretendia lançar uma camisa oficial a custo baixo como podemos ver no link abaixo.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Vasco/0,,MUL870832-9877,00-CLUBE+ROMPE+COM+O+FORNECEDOR+DE+MATERIAL+ESPORTIVO.html

Não parece que foi isso que aconteceu, tudo bem que R$40,00 me pareceu um pouco otimista demais, mas o que vemos no comércio on-line são as camisas novas do Vasco a aproximados R$140,00, média de mercado de clubes grandes, preço este que considero abusivo e injustificável já que ele representa algo perto de um terço do salário mínimo brasileiro, além disso uma camisa oficial na Inglaterra custa 40 Libras, ou seja, os mesmos R$140,00; por mais que tentem me explicar, entendo como uma brutal miopia de mercado, Prahalad neles !!

A primeira questão que o leitor traz foi assim formulada : “Até que ponto o fator financeiro é mais importante do que o fator ‘força da marca’? Até que ponto o fator financeiro é mais importante do que a certeza de bons serviços (e produtos) de uma marca reconhecida?”

Respondendo, de que marca estamos falando? Do fornecedor de material esportivo? A marca predominante é a do clube, não do seu patrocinador técnico, quem é o fornecedor de material esportivo diz alguma coisa sobre a trajetória ou tradições de um clube como o Vasco da Gama? Pensar desta forma é diminuir a importância da história de qualquer clube unificada e comunicada em sua marca; para ilustrar melhor a questão, trago uma reflexão que veio de uma conversa informal, de horas, que tive com meu amigo, companheiro de blog, Luiz Felipe Santoro em Dezembro último.

Imaginem uma camiseta branca, sem requinte algum….ela será usada para ficar em casa, fazer faxina, dormir ou como complemento, por baixo de uma camisa de flanela no inverno, ou seja, um produto básico sem grande valor agregado.

Subamos um degrau e vejamos uma camiseta branca, de tecido antitranspirante, com tecnologia “embarcada”, de marca reconhecida; a este produto destinar-se-á um uso mais “nobre” tal como fazer ginástica, ir ao shopping, passear, enfim…e desta camiseta há diversos provedores, uns sete ou oito, cada um com sua marca, seu posicionamento, seu preço, etc…e vamos escolher de acordo com nossa percepção de cada marca ou de sua habilidade em comunicar os atributos de seu produto.

Agora imagine a camisa (não é mais só camiseta, já tem outro significado) do seu time do coração; o torcedor, como você, pensará em adquiri-la pelo que o CLUBE representa para você, sua percepção da tradição, da trajetória, das conquistas, da sensação de que aquele clube representa sua cidade, bairro, cultura, valores, etc..isso é único, não tem concorrentes, não tem outra, é aquela e ponto final, resumo da ópera : é a marca do clube que tem que prevalecer, ele é o cerne da nossa paixão.

Qual a importância do fornecedor de material esportivo nessa escolha ? Apenas o de garantir que o mercado seja devidamente abastecido e, claro, fornecer material ao clube no tempo certo sem deslizes logísticos e operacionais.

Se a marca do fornecedor de material esportivo é mais importante que toda a história de um clube talvez seja a hora do rabo abanar o cachorro.

O leitor Marcos Vítor continua na problematização da questão dizendo : “Pois bem, a paz durou apenas até o lançamento das camisas. A Champs lançou seus modelos e o indice de rejeição foi enorme…”

Quem vem com uma questão agora sou eu; a rejeição veio do fato do seu novo design, que a meu ver macula um pouco do patrimônio descaracterizando a tradicional faixa transversal ou pela marca do fornecedor esportivo? Vejamos a figura abaixo e tiremos nossas próprias conclusões.

Camisa Vasco Champs

Quanto à questão levantada da fala do VP de marketing do Vasco : “a torcida vai se acostumar, afinal, toda mudanca gera reações….” aí concordo com o leitor proponente; violaram-se os códigos anteriormente, e por tanto tempo, estabelecidos. Houve  mudança de uma identidade visual de tantos anos, não há tempo para se acostumar. Creio que a mudança foi radical demais, se fosse uma terceira camisa, diferente, tudo bem, mas mudou o cerne. Consultei alguns blogs de torcedores e as reações dos torcedores, sobre  cujo linguajar de alguns este autor e este blog não se reponsabilizam,  podem ser exemplificadas pelo link abaixo.

http://www.marcosarouca.com/blog/2008/11/nova-camisa-do-vasco-para-2009-gosto-duvidoso/

Enfim, concluo que temos que dar outro enfoque à questão, entendo que a reação do torcedor vascaíno, ainda ressentido pelo rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, deveria muito mais, e me parece que foi, pela mudança de design que pela troca de fornecedor de material esportivo e que tem-se que trabalhar melhor as marcas dos clubes e tudo que elas representam ao invés de achar que o clube fica mais ou menos importante ao ter seu material esportivo fornecido por uma  marca mais ou menos badalada.

Espero ter ajudado o leitor Marcos Vítor, a quem agradeço por ter nos feito essa proposta, e convido os demais leitores a nos sugerir pauta, lembrem-se que sempre abordaremos as questões com isenção e profissionalismo, o que espero ter feito aqui.


Responses

  1. Robert, Marcos Victor e amigos,

    Em relação à polêmica da camisa do Vasco, acredito que o problema começou quando o clube de São Januário rompeu unilateralmente (e sem aviso prévio) o contrato em vigor com a antiga fornecedora (Reebok). Nem parecia que o Eurico Miranda não era mais o presidente…

    O Marcos Victor também citou uma análise feita pelo Blog do torcedor do Vasco (do Globoesporte.com). Vale a pena ler:
    http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/2009/01/16/satisfacao-garantida-ou-o-cargo-de-volta/

    Abs,
    Marcos Silveira

    Marcos, legal esse complemento, muito obrigado…pois é, essa é uma questão meio mal explicada, o pessoal da Reebok ficou meio, ou inteiro, chateado.

    Legal a ilustração, de dentro da vossa casa editorial, da reação da torcida à camisa “fashion” como eles dizem, creio que ilustra bem a questão.

    Abraços,

    Robert

  2. Marcos, sem querer discordar da sua opinião, mas já discordando _rs_, acho que a questão é outra. A camisa do Vasco foi descaracterizada. Esse é um dos grandes problemas.
    E o outro é a questão do preço, como muito bem abordou o Robert. O preço cobrado por uma camisa de time de futebol no Brasil eu considero irreal para um país como o nosso. Daí um dos motivos para termos tantos produtos piratas.
    Sem falar no fato de os clubes mudarem constantemente o design de suas camisas, mudarem frequentemente de fornecedores de material esportivo, de patrocinadores, você compra uma camisa hoje e amanhã ela já é considerada velha. É um produto que, por melhor que seja sua qualidade, tem prazo de validade _e um prazo de validade curtíssimo, diga-se de passagem. Abração a todos e parabéns ao Marcos Vítor por levantar uma questão tão interessante e polêmica como essa, João Carlos

    João Carlos, obrigado pelo complementar comentário…..é complicado, camisa a 1/3 de salário mínimo é abusivo, pra dizer o mínimo.

    Também há a questão do prazo de validade, parece Fashion Week, mas não é só no Brasil que ocorre, mas na Europa o nível de renda é outro, temos que aprender a vender pra baixa renda…os piratas já aprenderam.

    Abraços,

    Robert

  3. Obrigado Robert, Marcos e João Carlos.

    Vamos por partes:

    Robert, quando toquei no assunto ‘força da marca’, eu me referia à ‘marca’ Champs. E de maneira nenhuma acho que a ‘marca’ Vasco, com toda sua história e tradição, fica enfraquecida com isso…

    Tanto que a conclusão de que ‘ninguém nasce grande e todos têm o direito de ganhar espaço’ foi minha mesmo, ao aceitar a Champs e resolver dar uma ‘chance’ a ela.

    Concordo plenamente com você, caro Robert, que o ‘ressentimento’ não é pela troca do fornecedor, mas pelo design duvidoso das camisa e o principal: A intolerância do VP de marketing em relação à satisfação dos torcedores (afinal, eles que compram – ou não – as camisas).

    Por isso, acho que na ansiedade de levantar o tema, acabei formulando mal as questões e dando a impressao que minha maior preocupação era uma ‘marca’ que não estaria à altura do Vasco…

    Não. Minha maior preocupação refere-se mesmo à completa falta de sensibilidade do marketing do clube.

    Falta de sensibilidade ao impôr algo à torcida. Falta de sensibilidade ao ver a rejeição e ainda assim insistir no erro. Falta de sensibilidade ao expor o seu parceiro (Champs, no caso) a uma situação desagradável. Entre outras…

    Talvez eu tenha um pensamento equivocado, justamente por não ser formado em marketing e ainda nem cursar essa matéria, mas acho que o simples fato de existir polemica, ou seja, o simples fato de existir uma grande parcela insatisfeita, já demonstra o quão falha é essa ação…

    E o post do Julio Cesar, que o Marcos ‘linkou’ traduz de forma perfeita esse pensamento.

    Enfim, creio que eu realmente tenha passado as questões de forma ‘embolada’, peço desculpas por isso… rs

    Mas de qualquer forma, agradeço por lembrar de outro importante ponto: O preço das camisas. Quanto a isso, nem comentei pelo simples fato de ser dejá-vu, infelizmente.

    Muito obrigado mesmo, Robert, João e Marcos. Não esperava uma resposta tão rápida. Estou simplesmente apaixonado pelo blog…

    Parabéns a todos!

    Marcos, sem problemas quanto ao embolar das questões feitas, eu considero a possibilidade de ter entendido de maneira equivocada alguma de suas questões, portanto se houver mais algum esclarecimento que você queira, não deixe de me avisar.

    Mesmo com essa “confusão”, acredito termos abordado todos os pontos, sobretudo na questão de prioridades; claro que a marca do clube se sobrepõe, mas não é isso que temos visto no discurso vigente por aí.

    Quanto à insensibilidade do marketing do clube, fazer o quê? Manifestem-se, de forma cordial que o jogo vira.

    Quanto ao preço, bom….essa é uma questão antiga que já perguntei pra todo mundo e escuto as respostas cada vez menos convincentes, apenas uma se salva, de um ex-aluno meu, de que as margens são exorbitantes, somos explorados cade vez mais.

    Obrigado pela proposta de pauta e continue botando a cabeça pra funcionar e discuta, proponha, é assim que se avança e aprende, tafera de todos nós.

    Abraços,

    Robert

  4. “Quanto à insensibilidade do marketing do clube, fazer o quê? Manifestem-se, de forma cordial que o jogo vira.”

    Esse é o problema. Já protestamos, já mandamos emails, ja ligamos para o clube, ja fizemos abaixo-assinado, o proximo passo vai ser tentar protestar no proximo jogo…

    Mas a posicao do Coelho, ja esta definida. Infelizmente.

    O triste é que o proximo passo será ‘nao comprar a camisa’ e o prejudicado nao sera eu, nem o Coelho, mas o Vasco…

    Isso me lembra um estudo de caso, de uma empresa que tentou vender bolas de gole em pacotes com 4, em um país que o numero 4 é completamente rejeitado…

    Pois é, Marcos, ouvir o mercado consumidor, conhecê-lo e entendê-lo é uma das atividades mais importantes que qualquer departamento de marketing de qualquer empresa de qualquer atividade. Parece que no esporte em geral o achismo ou a figura central, que vive no Olimpo, e que sabe tudo é que prevalece…..mas não há mágica; os resultados aí estão.

    Abraços,

    Robert

  5. Caraca, este post deu mesmo o que falar. Bom, nao sou torcedor do vasco e por isso vi com outros olhares esta nova camisa. Sem colocar a paixao no meio da historia, paricularmente eu achei bonita essa camisa, e mais ainda a segunda (preta). Porem, como o Marcos Victor e apaixonado pelo vasco, ele sentiu que essa nova camisa tirou a tradicao do clube. Eu torco para o Sao Paulo, e tambem ficaria muito nervoso se uma nova camisa aparecesse sem as faixa vermelha e preta na barriga. Porem, lembro (quase nada porque era muito novo) que quando a Parmalat fez uma parceria com o Palmeiras, ela exigiu que a camisa do clube ficasse listrada em verde e branco, assim fugindo as tradicoes do clube. Se nao me engano, os torcedores palmeirenses nao ficaram revoltados com isso e aceiaram numa boa essa inovacao. Finalizando, acho que o maior protesto que os vascainos que nao gostaram desse novo uniforme podem fazer, e nao comprar a camisa.

    Quanto ao custo de venda elevado das camisas dos clubes, eu percebo que os precos nao abaixam porque senao passaria uma imagem de inferioridade a outros clubes. Podemos verificar isso quando por exemplo, um clube acaba de ser campeao. Como ele foi superior aos outros na competicao, no mercado nao sera diferente, e assim o valor de venda da camisa desse clube aumenta ainda mais, e sempre fica uns 20, 30 mais cara que o normal e tambem mais cara que todas as outras camisas de outros clubes.

    Diego, o tema é controverso mesmo e há espaço para opiniões das mais diversas, o legal é usar o espaço para dividir o ponto de vista de cada um; opiniões à parte, a camisa do Vasco até pode ser bonita, não discuto, porém, o futebol é um ramo de atividade onde a identidade visual tem aspectos maiores que o da simples identificação marcária ou de comunicação institucional.

    E é aí que a “porca torceu o rabo”, houve uma reação. Quanto à sua questão de preço, tudo bem que o preço até comunica alguma coisa sobre o produto, mas não se pode virar refém desta estratégia; como considero o preço das camisas no Brasil simplesmente abusivo, acredito sim que o Vaso perdeu uma boa chance de quebrar esse paradigma e aumentar a base de produtos vendidos em diminuir o qualificador renda de seu mercado potencial.

    Obrigado por participar, continue.

    Abraços,

    Robert

  6. Olá Robert…!!!

    Defendo que os clubes de futebol (e até mesmo de outros esportes), tenham um depto. de Maketing altamente profissionalizado, e dentre estes profissionais que irão compor há equipe, um especialista em DESIGNER seria de suma importância.
    Concordo plenamente que o que se deva predominar é a marca do clube e não a marca da fornecedora de material esportivo. Mais gostaria de apimentar um pouco mais o assunto, com duas questões ou pontos há se discutir, e com consequente opiniões e correções:

    1º –
    Com um DESIGNER arrojado, sem é claro tirar às tradições do clube, tanto visual como em cores, o impacto, tanto em relação de valorização de marca como no caixa do clube, não seriam bem maiores?

    2º –
    No caso do Vasco, citado pelo post, ao se fechar um contrato de fornecimento de material esportivo com a CHAMPS, não seria mais vantajoso fechar com uma ADIDAS, NIKE, PUMA e nesse eventual contrato, incluiria-se ações de Marketing, focando-se os torcedores do clube e simpatizantes…??
    Tenho para comigo, que não há mais espaço para as empresas de material esportivo serem apenas meras fornecedoras e sim transformar a relação com o clube em uma proveitosa parceria (para os dois lados).

    Só gostaria de reinteirar, que nas linhas digitadas acima, não levo em consideração, valores ($$$) ou mesmo a divisão em que se encontra a equipe, mais sim, focar o tema “PARCERIA”, onde considero primordial em uma administração moderna nos dias de hoje, em se tratando de um clube de futebol.

    Uma grande abraço e parabéns pelos comentários‼!

    Carlos obrigado pela participação e pelos elogios…..respondendo em tópicos :

    Também defendo que os clubes tenham gente profissional e capacitada em marketing, o que vemos hoje é relativamente distante disso na maioria dos clubes….quanto à questão de um designer…não creio que seja necessário, digo porquê: um designer é um profissional de conhecimento bem específico e sempre vai puxar sua criação para o novo, para o diferente, esse é o “ethos” de sua profissão, tá no DNA dele…..o designer precisa ser abastecido de informações que conduzam seu trabalho por meio de um bem preparado briefing, preparado pelo responsável pela ação de mercado ou de comunicação é assim que funciona e é assim que parece não estar sendo feito no caso, vide as reações…não digo que não precisa mudar, modernizar, mas há um equilíbrio que deve ser buscado.

    Acredito que o mais vantajoso é ter um fornecedor de material esportivo que cumpra o contrato e não deixe faltar produto no mercado, em uma relação boa para ambas as empresas; parceria sim, mas a marca mais importante e que deve pautar todas as ações de mercado é a do clube, em nada agrega ou desagrega valor e tradição ter material fornecido pela empresa A ou B.

    Abraços e continue participando,

    Robert

  7. Fiquei sabendo que o Primeiro Vice Presidente Administrativo, Luso Soares da Costa, exigiu que o time entrasse em campo com as camisas ‘tradicionais’ e não com as ‘fashions’.

    Mas não sei até que ponto tal informação seria verídica. Só sei que o Vasco de fato jogou com as camisas ‘tradicionais’.

    Ah, outra coisa: A Champs também se envolveu em uma baita polemica com as camisas da Ponte Preta e, pelo que soube, os torcedores conseguiram fazer o clube e a empresa voltarem atrás…

    Abraços.
    Caro Marcos, pois é…..até dentro do clube houve reações….como disse na resposta ao Carlos Rocco acima, design sim, mas com orientação do marketing, que é o guardião da marca e de seu uso, pelo menos deveria ser assim.

    Abraços,

    Robert

  8. gdfghf


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