Publicado por: Amir Somoggi | 30/setembro/2008

Copa da 2014: legado ou política?

Pretendo escrever diversos posts sobre a Copa de 2014 no Brasil, devido o seu grande potencial para transformar radicalmente o mercado brasileiro de futebol, por seus impactos para a economia brasileira e também a imagem do país no exterior. Tenho estudado há algum tempo os diferentes modelos adotados no planejamento e execução dos mais variados exemplos de mega-eventos esportivos pelo mundo e os que obtiveram mais êxito para o país e para o mercado esportivo doméstico foram aqueles que estruturam um amplo projeto estratégico.

 

Estádios na para a Copa da Alemanha, menos de 22% do investimento realizado

 

 

Esse projeto deve ser iniciado pelo Comitê Organizador o mais rápido possível e a entidade precisa ser altamente profissional, focada na transparência na gestão dos recursos a serem captados e alocados e seu grande objetivo é que o investimento a ser realizado tenha o conceito corporativo de efeito multiplicador dos investimentos e envolva os investimentos das esferas públicas em infra-estrutura urbana, os recursos da iniciativa privada e o mercado do futebol (clubes e Federações).

Com essa profissionalização da gestão do planejamento do evento o Comitê Organizador deve ter em mente atingir um sucesso na organização em termos financeiros e esportivos, desde o projeto inicial até a competição, promover a transformação urbana e infra-estrutural, com impactos sociais, turísticos e econômicos para o país e criar um modelo que gere um legado de longo prazo para o país anfitrião, tanto em termos econômicos como esportivos e sociais.

 

A realidade atual

Segundo artigo assinado pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho publicado na Folha de São Paulo do último domingo nesse momento há uma verdadeira guerra travada entre as 18 cidades-candidatas a receber os jogos da Copa de 2014, que deverão ficar em 10 sedes. Segundo PVC apenas Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre estão garantidas e capitais do Nordeste como Recife e Salvador estão quase asseguradas, ficando uma disputa política entre Belém e Manaus, que segundo o jornalista deve ficar com o Pará e Brasília que deve iniciar as obras do novo estádio Mané Garrincha ainda esse ano.

A briga política em curso é para  decidir quais seriam as outras cidades-sede, já que Cuiabá parece ser uma candidata bem cotada, pela força de seu governador Blairo Maggi, mas que não tem um time na Série B desde 1992. Uma outra cidade que pode ser contemplada é Fortaleza por ser um importante destino turístico no país.

Nesse cenário há um grande risco de Curitiba ficar de fora, o que parece inacreditável, pela força econômica do estado do Paraná, sua estrutura urbana e força de seu futebol, provando que o projeto de planejamento do evento nem começou, mas ao que parece os acordos políticos nortearão os objetivos de todos os envolvidos com a Copa do Mundo no Brasil.

Infelizmente corremos um sério risco da estruturação do evento seguir critérios políticos e não técnicos, o que vai resultar no gasto de bilhões de US$ em estádios, um pequeno investimento em infra-estrutura urbana e no final o contribuinte brasileiro é quem vai pagar a conta, sem legado algum para a sociedade, similar ao ocorrido no Pan 2007, o melhor exemplo do que não pode ser feito em termos de gestão de grandes eventos esportivos que se tem notícia.

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Responses

  1. Eu acho que esta copa do mundo vai ser uma robalheira. Eu não consigo acreditar. Quando leio algo sobre isto vejo que a maioria das cidades que querem ser sede e até as que já estão acertadas não têm uma infra suficiente. E o que me deixa mais incomodado é que parece que estas cidades só irão melhorar suas infras se forem uma das cidades sedes. Poxa, isso está muito errado. Eles devem melhorar a infra porque é o dever deles e não pela copa do mundo ou por outro evento esportivo. Na real, prefiro que está copa seja em outro lugar.

    Olá Rodrigo,

    Realmente os estados não devem esperar serem sede da Copa do Mundo para investirem em melhorias para a população.

    Mas é inevitável que ser sede da Copa obrigará aos estados contemplados um amplo investimento em infra-estrutura, além do investimento do Governo Federal.

    O projeto é complexo e necessita um Comitê Organizador absolutamente profissional e transparente.

    Um abraço.

    Amir

  2. eles gastaram um rio de dinheiro pra fazer o engenhão, não colocá-lo na copa é uma burrice. Junto com a Arena da Baixada, seriam os dois estádios com menor necessidade de investimentos para reforma. Deixar curitiba de fora parece ser outro erro.
    No rio, eu pensava que o Maracanã devia sediar só a final. Ia criar um clima diferente, algo como, “Quem conseguirá chegar ao Maracanã”

    Olá Gustavo,

    A idéia é interessante, mas teremos que esperar mais algum tempo para saber o que vai acontecer.

    Segundo o Lance! de hoje até se considera a possibilidade de uma mesma cidade ter dois estádios, caso a infra-estrutura de algumas sedes não sejam adequadas.

    Infelizmente vivemos um momento de pura especulação.

    Um abraço.

    Amir

  3. Realmente é lamentável os critérios que podem escolher as sedes da copa no Brasil, a politicagem fala mais alto que os critérios técnicos. Sou favorável que tenha mais duas sedes (14), a CBF decidiu 12 e a FIFA queria 10, parece que esqueceram que o Brasil é um país continente. Pra mim 7 cidades não podem ficar de fora de jeito nenhum (Rio, SP, BH, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife), por terem os maiores mercados consumidores e os clubes mais tradicionais do futebol brasileiro (o que facilitaria os investimentos). Brasília por ser a capital, também não pode ficar de fora, assim como outras boas opções: Florianópolis, Goiania e Fortaleza. Colocaria mais duas capitais nordestinas (Maceió e Natal) por serem também importantes pontos turísticos. Na Região Norte entre Belém e Manaus, prefiro Belém, pois facilitaria na questão dos transportes (diminuiria a dependência do avião), Belém está mais integrada ao país, enquanto Manaus está muito isolada, não há estradas ou ferrovias que ligam a capital do Amazonas ao restante do Brasil.

    Olá Filipe,

    Creio que 14 cidades é impossível de ser aprovado pela FIFA. Embora o país tenha dimensões continentais acredito que 10 cidades seriam suficientes. Agora no caso de optarem por 12 cidades, Curitiba não pode ficar de fora.

    Vamos aguardar o que vai acontecer, mas está claro que as discussões políticas estão à frente dos objetivos estratégicos de um evento dessa magnitude.

    Agora o SPFC deve se cuidar, pois tem afirmado constantemente que o Morumbi está praticamente pronto para a Copa?? Não podem estar falando do mesmo estádio antiquado e obsoleto que conhecemos…

    Um abraço.

    Amir

  4. interessante a ideia do Gustavo de so’ usar o Maracana na final…

    o problema seria: a final da Copa sera’ em um estadio sem estrutura ou far-se-ia um grande investimento no estadio para somente uma partida.

    Amir, para vc quais seriam as 10 (ou 12) cidades-sede?

    O estado de Sao Paulo poderia ter duas sedes (capital e interior – e.g. Ribeirao Preto)? Se levarmos em consideracaoimportancia tanto em numero de habitantes, quanto poder economico e ateh tradicao futebolistica, o interior de Sao Paulo bate em muita capital que estah concorrendo a receber jogos da Copa.

    Olá João,

    A questão que serve para o Maracanã e para qualquer estádio é que devemos criar um plano claro de como explorar comercialmente o espaço assim que a Copa acabar, ou até antes do evento.

    O mês do mundial é o menor dos nossos problemas.

    Como comentei já se discute a possibilidade de termos dois estádios em uma mesma cidade. O interior pode ser contemplado eventualmente com sub-sedes para concentração e treinamento das equipes, ou mesmo Santos.

    No caso das 10 cidades minha opinião é: SP, RJ, BH, POA, Curitiba, Recife, Salvador, Brasília, Belém e Fortaleza. No caso de optarem por mais 2 cidades, defendo a utilização de uma cidade do interior de SP e uma outra do Centro-Oeste, que poderia ser Goiânia.

    Agora Cuiabá tem força política e vende o pantanal, mesmo o Governador do estado ser um defensor do desmatamento.

    Minha opinião é que para ser sede da Copa o estado tenha pelo menos clubes na Série B do Brasileiro, o que obrigaria os dirigentes a planejarem um fortalecimento de seus times.

    Um abraço.

    Amir

  5. É joão como disse o Gaba a reforma não vai servir só pra final da copa, mas sim para toda a competição. O maracanã é um estádio “místico” então seria legal isso de só os dois melhores times terem esse prêmio de jogar no grande templo do futebol mundial, até porque esse é um jogo especial.

    Abraços

    Olá Gustavo,

    O problema é saber como os clubes que mandam seus jogos no estádio vão se envolver para a futura geração de receitas do espaço reformado.

    O risco é ocorrer o mesmo cenário atual do Engenhão.

    Um abraço.

    Amir

  6. Oi Amir, vou falar sobre Brasília, que é a realidade que conheço.

    A construção ou reconstrução do estádio Mané Garrincha será um desperdício de dinheiro. Apesar dos habitantes gostarem de futebol, o uso para reformar o estádio para depois se utilizado pelos clubes do DF não compensaria o investimento, mesmo ainda tendo dois clubes na Série B.

    Sei que a idéia da capital do país participar da Copa de 2014 é politicamente importante, mas sinceramente não há motivo para fazer o estádio do tamanho que querem fazer aqui.

    Se Brasília não tem como ficar de fora da Copa, que fizessem um estádio do tamanho mínimo permitido pela FIFA para abrir uma partida de Copa do Mundo.

    Sobre o local do estádio ele é excelente. Tem vias boas e largas e local para estacionamento. Se ocorrer como o governo local diz, que a Copa em Brasília permitirá não só a reconstrução do estádio, mas a criação de um linha de trens leves em uma boa parte da cidade, talvez esse seja o legado mais importante da Copa para Brasília.

    Olá Gilson,

    Obrigado pelo comentário, realmente exemplifica de forma bastante clara nossa realidade.

    O investimento de milhões de R$ para a reforma do estádio Mané Garrincha deveria ser incorporado a um planejamento para a exploração comercial do espaço, para o futebol e para outras utilizações, além de ser adequada a realidade local, você está certo em suas colocações.

    O estádio em Brasília corre o risco de se transformar em um dos grandes elefantes brancos de 2014. Os clubes do DF deveriam desde já se conscientizarem da importância de se inserirem no projeto e principalmente se foratalecerem financeira e esportivamente.

    Agora se realmente investirem em infra-estrutura urbana para os cidadãos, seguramente será a coisa mais inteligente que podem fazer.

    Um abraço.

    Amir

  7. pra não ocorrer com outros estádios o que ocorre no engenhão hoje, é necessário já durante a construção do estádio um diálogo com os clubes usuários para que os contratos necessários já sejam discutidos

    Olá Gustavo,

    Seguramente esse é o caminho e também que a prefeitura e governo estadual estejam envolvidos com o projeto para que o entorno do estádio receba os investimentos necessários para que não se torne um elefante branco e contribua para a melhora da cidade.

    Um abraço.

    Amir

  8. Olá, Amir!!!

    Primeiramente é um absurdo que um evento do porte de uma Copa do Mundo, tenha sua diretriz organizada pelos meios obscuros da pura politicagem.
    A tal comissão criada/montada pelo presidente da CBF, tem em seu quadro um individuo ligado ao Sr. Daniel Dantas e no dia de hoje (01/10/2008), me deparei com a noticia que a filha do Sr. Ricardo Teixeira também integrará a comissão.

    Por que não entregar há eminente tarefa para iniciativa privada, ou mesmo para um pool de empresas, especializada (internacionalmente), que efetue um bem sucedido projeto, pré-copa e pós-copa??

    Os órgãos públicos juntamente com a dona CBF apenas fiscalizaria o processo. Acredito que seria mais transparente e quem sabe até, o custo seria menor ($$$).

    Olha, pode ser meio débio o meu ponto de vista, mais estádios com estruturas consideradas ultrapassadas, como, Maracanã; Mineirão; Morumbi e outros… Deveriam ser demolidos e construídas modernas Arenas.

    Aguarda-se sempre que a realização de um evento dessa magnitude traga juntamente com a modernização dos estádios uma infra-estrutura de qualidade para que à população usufrua da mesma.

    Para finalizar, uma das importantes ações, não menos que outras, o trabalho de Marketing/Mídia de qualidade, importantíssimo, onde vise não só o evento mais o torcedor, aqui migrados, mais também os que viram acompanhar o evento.
    O Brasil tem uma grande oportunidade de efetuar/executar um grande trabalho de Marketing (diferenciado), agregando grande valor ‘MARCA’, Copa do Mundo…!!!

    Abraço!!!

    Olá CArlos,

    Realmente as últimas notícias sobre o Comitê Organizador da Copa de 2014 não são nada animadoras.

    Infelizmente creio que teremos o mesmo processo que foi realizado para o Pan, nenhuma transparência, falta de planejamento e interesses políticos.

    Já que as esferas do setor público nada devem fazer para exigir transparência ao processo (o que é uma pena), espero que pelo menos a imprensa possa servir de canal para que a população seja informada do processo que se iniciará em 2009.

    A CBF perdeu uma grande oportunidade ao não estruturar um Comitê altamente profissional e isento.

    Um abraço.

    Amir

  9. Caro Amir, essa bola já vinha sendo cantada há tempos até mesmo por todos nós em nossas proveitosas conversas.

    Por mais que pareça pessimista, já estamos em 2008 e até agora temos apenas discursos, alguns projetos já mais bem encaminhados como o Morumbi, o do Grêmio (amplamente discutido aqui) e a obra da Arena da Baixada já iniciada; vejam o que está acontecendo na África do Sul, estou preocupado, o resto vai ficar pra quando se possa dispensar licitações por serem “obras de emergência”.

    O exemplo do PAN é emblemático e concordo com o Amir que ele é um case de absoluto fracasso no âmbito de negócios, financeiro e esportivo e a Copa vai para o mesmo caminho.

    Profissionalizar sim é a saída e para isso é preciso transpor as imensas barreiras políticas que se impõe, como sempre digo, vai ser uma farra.

    Abraços a todos,

    Robert

    Olá Robert,

    Realmente o Comitê da Copa de 2014 já devia estar com seu projeto em curso, já que estamos chegando ao fim de 2008 e nada até agora foi apresentado, somente especulações sobre novos estádios…

    O Comitê deveria utilizar 2008 como o momento propício para estruturar seu projeto de longo prazo para o evento, fazendo road shows com investidores, reuniões com o setor público e negociações com as entidades esportivas.

    Entretanto como vivemos a disputa política para decidir quem ficará com os jogos, fica claro que tudo deve ser feito às pressas, com custo de emergência, e a conta seguramente ficará para o Governo Federal, quer dizer para todos nós.

    Um abraço.

    Amir

  10. Amir

    Como estamos falando de Brasil, país do jeitinho e da politicagem, tenho receio dessa copa no Brasil, simplesmente pelo fato dos interesses escusos sempre estarem a frente dos mais lógicos, O Engenhão é um estádio praticamente pronto para a Copa do Mundo, o que deve mudar é seu entorno, melhorar infraestrutura de acesso e outras coisas, como podem colocar outro, ou querer construir outro estádio? o Maracanã é mistico sim, e concordo em fazer a final lá, mas muita coisa teria que ser mudada para que isso acontecesse. Quanto às cidades, entre Cuiabá e Curitiba, pelo amor de Deus né meu povo, é brincar de fazer Copa do Mundo. Curitiba deveria ser modelo para o resto do país, e tem clubes fortes. Tenho medo.

    Márcio Santos

    Olá Marcio,

    Realmente você está certo, poderiam utilizar a Copa do Mundo para inserir o Engenhão em um novo cenário, transformando o estádio em um local mais acessível e com radicais mudanças urbanas, além de melhorias no sistema de serviços no estádio. Já o Maracanã poderia ser utilizado somente para a final.

    Sobre as sedes está bem claro que a escoha se dará por parâmetros políticos.

    Um abraço.

    Amir

  11. Amir,

    Já começamos com o pé esquerdo a organização da Copa com esse Comitê. Simplesmente ridículo.

    Eu fico revoltado em não ver alguém qualificado e com experiência em Gestão Esportiva fazendo parte da Organização da Copa.

    Temos excelentes Cases de como uma Copa do Mundo pode mudar completamente o cenário futebolístico do país e trazer legados às cidades.
    Em 2002, a Coréia e o Japão deixaram suas cidades completamente organizadas e dignas para serem usadas pós Copa. Lembro-me de várias matérias citando o impacto que o torneio trouxe.
    Isso pq são países com um futebol fraquissímo.
    Já na Alemanha em 2006, dispensa comentários pro legado deixado para as cidades sedes, aumentando ainda mais a maior média de público do futebol mundial.

    Em relação ao nº de cidades sedes brasileiras, eu concordo com a CBF. Mas Curitiba ficar fora? Inadmissível. E outra, não sou muito fã de Brasília sediar. Não há tradição futebolística na cidade. E não custa nada transferir pra Goiânia.
    E também concordo com que uma cidade deve ter duas sedes, e tem de ser SP. Pelo grande poder que a cidade possui e pelo grande risco de ficar sem abertura, pois, sinceramente não acredito que o Morumbi receberá tal honra, ainda mais sem apresentar qual(is) empresa(s) PRIVADAS irão investir no antiquado estádio.

    *Como bom palmeirense que sou, voto para ser uma sede da cidade de São Paulo. Temos já toda obra encaminhada, em seu início e com todos investidores privados devidamente identificados como a FIFA exige.

    Massss… Vamos assistir a essa palhaçada de politicagem rolar solta. Espero que com o fim das “ereções” (como diz o Zé Simão) o cenário mude um pouco.
    Pois o meu sonho -ou o de todos?- é ver um legado pra cada cidade digno de Barcelona-92 e Copa-06. E claro… investimento PÚBLICO na infra-estrutura das cidades e não em estádios.

    Abraços


    Olá Ricardo,

    Realmente com a divulgação do Comitê da Copa de 2014 fica claro que todas as nossas preocupações começam a se materializar.

    Uma questão que você levantou que é de extrema importância é o legado infra-estrutural e social para o pais, algo que o Pan não gerou e que parece que para a Copa pode também não ocorrer, seria uma grande oportunidade desperdiçada…

    Um abraço.

    Amir

  12. brasília por ser capital tem que ser sede pra mim
    apesar de no japão tóquio não ter sediado jogos, saitama recebeu uma semifinal e yokohama uma final, e as duas cidades são próximas a capital

    Olá Gustavo,

    Ao que parece o DF será uma das sedes.

    A questão é saber o que farão com o estádio depois da Copa.

    Um abraço.

    Amir

  13. Em relação às sedes: Muito se tem falado que Cuiabá, e outras capitais, não poderiam ser sede, devido à cidade e o estado não possuirem futebol desenvolvido, com clubes nas principais divisões do futebol nacional.

    Em parte eu até concordo, mas penso também que a Copa do Mundo seria uma excelente oportunidade para se desenvolver o futebol local nessas regiões.

    Estádios modernos, que pudessem ser administrados pelos clubes locais, gerando receitas aos mesmos, permitiriam que o futebol na cidade evoluísse.

    Infelizmente, porém, não se vê um planejamento nesse sentido, apenas politicagem na hora da escolha das sedes, e nenhum plano do que acontecerá depois.

    Nesse caso, realmente, o melhor seria contar com as cidades que possuem clubes fortes, que pudesse até mesmo, com auxilio de parceirias, construir ou reformar seus próprios estádios para a Copa, como é o caso do Figueirense, em Florianópolis, que já tem um projeto pronto para ser executado, caso a cidade venha a ser sede da Copa.

    Aparentemente se não vier, o novo estádio ainda será construído, porém de forma mais modesta.

    Olá Ricardo,

    Concordo com você que a Copa do Mundo poderia desenvolver o futebol em algum estado específico, mas sem dúvida acredito que a chance maior é após o evento o espaço esportivo ficar obsoleto.

    Até hoje não temos um único clube que apresentou um projeto absolutamente inovador no conceito de geração de receitas com seus jogos e também em dias que não há partidas.

    Além disso, creio que com a crise global muitos clubes terão problemas para conseguir parceiros para viabilizar seus projetos, esse é uma assunto ainda pouco explorado no Brasil, mas que seguramente afetará futuros projetos, dada a escassez de crédito no mercado internacional e o custo do dinheiro.

    Um abraço.

    Amir

  14. Copa do mundo tem que existir paixão pelo futebol…e na amazônia somente em Belém o povo é apaixonado!!!! Manaus se diverte com os bois garantido e caprixoso… Então na época da copa o povo manauara deve está dançando o boi!!!!!
    Vamos ser coerentes… Manaus é conhecida pelos bois azul e vermelho e Belém é conhecida pelo Amor do povo paraense pelo Azul escuro (REMO) e o azul/branco ( PAYSANDU). Estou falando da região amazonica e nesta área Belém tem se destacado nos ultimos anos!!!!!!!!!!

    Olá David,

    Sem dúvida Belém tem um futebol muito mais desenvolvido que Manaus, mas como a disputa segue parâmetros políticos e não técnicos, existe uma grande chance da sub-sede ser Manaus.

    Um abraço.

    Amir

  15. A Cidade para ser Sub-Sede em uma região tem que trazer os benefícios para a população de outros Estados e demais Municípios brasileiros. O acesso entre esses Estados e Municipios tem que ser facilitado com transportes e deslocamentos via Terrestre, Fluvial e Aérea. A Cidade-Sede tem que ser localizada em uma área adjacente de acesso fácil sem obstáculos ou impedimentos para que sejam dadas as oportunidades para a maioria absoluta da população.
    Penso que a Sub-Sede de uma Copa do Mundo não pode ficar “Isolada” e nem deve ficar restrita apenas ao Estado ou a Cidade-Sede pois os favores do evento tem que ser ampliados para que seja certo de alcançar a participação da população dos demais Estados e Municipios pelo Brasil, tudo isso é para que a maioria absoluta dos habitantes da região possam ter garantias da consideração de fazer lograr a parte dos favores do evento.
    Com referência aos estádios é preciso levar em conta as condições para utilização dos mesmos não apenas por ocasião do evento mas também depois que terminar, para que depois não venham a se transformarem em verdadeiros “Elefantes Brancos” sem finalidade de utilização e cuidados de manutenção. É preciso também levar em consideração o apelo popular a paixão do povo pelo futebol assim como a frequencia do público nos estádios. Os estádios não podem ser construídos apenas para o evento e depois deixados de lado a míngua. É necessário que sejam justificados os projetos de grande custo para que os estádios não fiquem desprezados.
    O dinheiro público ou privado não pode ser usado de forma desiquilibrada, não pode ser gasto desordenadamente e nem desperdiçado de forma irresponsável.

    Olá Guimarães,

    Concordo com o que você escreveu.

    Mas o caso do Pan mostra o que acontece com os espaços esportivos no Brasil depois de um evento e da falta de investimento em infra-estrutura, essencial para o mega-evento produzir o seu legado.

    Assim creio que se não for criado um projeto estratégico para a Copa de 2014, dificilmente o país colherá os frutos que podem ser gerados com um evento dessa proporção.

    Um abraço.

    Amir

  16. Amir Somoggi , boa tarde gostaria de saber se já tem publicado algum artigo falando dos impactos sociais com a realização da copa do mundo de futebol e as olimpíadas aqui no Brasil.
    Atenciosamente,
    Pedro Mauro


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