Publicado por: Amir Somoggi | 31/agosto/2008

Adidas, líder na Argentina

A disputa global entre as principais marcas de material esportivo do mundo, que já foi tema de um post meu (Concorrência Global), a cada ano torna-se mais acirrada. De um lado a norte-americana Nike, líder global em vendas, que adquiriu a Umbro buscando um posicionamento ainda mais forte no futebol e de outro lado a alemã Adidas, consolidada na vice-liderança global desde a compra da Reebok.

 

Entretanto na Argentina a empresa das três listras mostra sua força, já que segundo a pesquisa realizada pela empresa iEco de Buenos Aires a Adidas é líder em seu segmento.

 

Ranking Argentino de marcas de material esportivo

 

1º Adidas

2º Nike

3º Topper

4º Puma

5º Reebok

6º All Star

7º Fila

8º Le Coq

9º Prestige

10º Diadora

 

 

Em termos comparativos tanto a Adidas como a Nike se mostram fortemente associadas aos diferentes esportes principalmente nas classes média e alta. A marca alemã responde por cerca de 30% do mercado argentino enquanto que a americana tem um share de 24%. A Adidas distancia-se de sua principal concorrente na Argentina entre os homens e no público acima de 35 anos, enquanto que a Nike diminui consideravelmente sua diferença entre as mulheres e jovens.

 

 

O futebol que faz parte do DNA da Adidas representa cera de 40% de suas vendas de roupas e 50% dos calçados esportivos na Argentina e em parte esse resultado deve-se ao patrocínio à seleção nacional e também a força da marca como parceira de grandes eventos como a Copa do Mundo e o patrocínio de grandes ídolos locais como Riquelme e Messi, além do patrocínio ao River Plate, clube com a segunda maior torcida local e com forte presença nas classes A e B.

 

Além do futebol, os esportes que mais representam as vendas no mercado esportivo argentino são running, fitness, tênis, rúgbi, basquete, natação e hóckey.

 

E no Brasil, quando será que teremos uma análise específica sobre esse segmento, que movimenta somente em vendas de tênis mais de R$ 4 bilhões ao ano?

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Responses

  1. Amir, porque o marketing esportivo ainda não se consolidou no Brasil. Qual é a maior resistência de clubes e entidades em trabalhar com esse segmento?
    Eu acho qu brasil tem um potencial enorme de receitas com as empresas de material esportivo.
    Um exemplo que acompanhei foi a inserção da OLYMPIKUS (falta confirmar…) no futebol como fornecedor de material do FLAMENGO pagando muitos milhões de reais.

    Olá Cleber,

    O Brasil é o principal mercado de varejo esportivo da América Latina junto com o México e tem grande portencial de crescimento. As marcas estrangeiras embora vendam muito aqui, têm fortes concorrentes nacionais e um dos principais é a Olympikus.

    Já os clubes de futebol e sua relação com as marcas de material esportivo realmente está engatinhando, mesmo que os valores envolvidos nas negociações se ampliaram consideravelmente nos últimos anos.

    O maior problema é que os clubes ainda não perceberam a importância desse parceiro estratégico para seus negócios, visto que as receitas que podem auferir com vendas de camisas, outros materias e diferentes produtos podem alavancar muito seu faturamento.

    Como em tudo relacionado ao futebol brasileiro o maior problema é a falta de projetos estratégicos de marketing visando a fidelização dos clientes, através da oferta de produtos e serviços atrelados com suas expectativas.

    Mesmo que a Olympikus invista pesado no Flamengo ou em qualquer outro time, não creio que revoucionará o mercado em termos de marketing, já que em seus outros projetos não vejo nenhuma grande inovação, que não seja na compra de mídia.

    Um abraço.

    Amir

  2. O que acha disso?
    Sobre o Estadio do sao paulo, lah na Vila Sonia…

    Terreno doado pela Prefeitura, Laudo Natel (governador bionico da ditaura) sentado no banco de reservas em dia de jogo pressionado o Juiz, e depois como presidente “angariando fundos” para a construcao do estadio da Vila Sonia, ou seria Jardim Leonor, nunca lembro direito. O SP monta uns time bons, mas deveria assumir a historia que tem junto dos poderosos do Estado de Sao Paulo. A Ultima reforma do Morumbi foi “patrocinada” pela Telesp quando o falecido Sergiao era Ministro das Telecomunicacoes do Governo FHC, e a reforma pra Copa de 2014, quem eh que vai bancar?
    O Contribuinte, mais uma vez?
    Sds

    Olá Steven,

    Realmente dinheiro público na construção de estádios não é o caminho que devemos seguir para a Copa da 2014, principalmente nos principais centros.

    Muita gente não sabe mas o Governo Alemão investiu recursos públicos na construção /reforma de alguns estádios para a Copa de 2006.

    O Palmeiras já acertou a reforma de seu estádio com recursos privados, o Grêmio está indo pelo mesmo caminho.

    O São Paulo, como clube que mais gera receitas no futebol brasileiro deveria buscar essa alternativa não apenas para a Copa de 2014, mas principalmente para incrementar sua geração de receitas e serviços qualificados para o seu torcedor.

    Um abraço.

    Amir

  3. Olah Almir,

    Parabens pelo blog e pela rapida resposta.

    Quanto ao dinheiro publico, os tricolores da Vila Sonia tem um otimo historico de uso do mesmo.

    Esperemos

    Abs

    SD

    Olá Steven,

    Pois é esperemos os próximos capítulos dessa história.

    Eu pessoalmente gostaria muito que o SPFC criasse um modelo de negócio com empresas privadas para a demolição e construção de uma nova Arena no Morumbi.

    Um abraço.

    Amir

  4. Fala, Amir!
    Concordo com sua questão, mas há de lembrar que o Brasil, com dimensões (quase) continentais, tem “micropaíses” representados por suas regiões, com fortes diferenças culturais, sociais, econômicas, etc, entre eles.
    O que vende no Sul, provavelmente não terá a mesma aceitação no Nordeste (chá quente, por exemplo…).
    Além disso, como vc já respondeu num dos comentários, a forte concorrência dos “players” nacionais faz com que o mercado seja muito mais competitivo e complexo.
    Acho também que faltam profissionais de marketing DE VERDADE nos clubes, caras que façam um velho e bom planejamento, como os TCCs da faculdade, sabe? Caras que olhem o clube como olhamos empresas, com seus 4Ps e todas as variáveis que daí surgem…
    (se bem que as próprias detentoras das marcas de material esportivo poderiam, também, mostrar o caminho das pedras… mas, a briga política nem sempre é saudável).
    Grande abraço,
    Joao Luis Amaral

    Olá João,

    Até por essa complexidade do mercado brasileiro esse tipo de estudo já deveria ser realizado aqui. Teríamos que entender quais são os esportes que mais geram vendas, quais empresas têm maior participação de mercado em cada região, targets, etc…

    Você está certo, os clubes precisam implementar uma profunda reestruturação em seus departamentos de marketing e os patrocinadores, que já possuem executivos remunerados deveriam exigir de seus parceiros projetos mais elaborados.

    O problema é que como você citou todas as mudanças sempre esbarram nos aspectos políticos, que infelizmente guiam a administração das entidades.

    Um abraço.

    Amir

  5. Olá Amir

    Concordo plenamente com o texto postado pelo internauta Cleber, em que o mercado brasileiro tem um grande potencial há ser explorado pelos clubes e acrescento a esse bolo, também, empresas público/privadas, que queiram associar sua ‘MARCA’ a ‘MARCA’ de uma determinada empresa de material esportivo.
    Acredito que parcerias nesse contexto seriam de grande valia ao combalido mercado de marketing esportivo, que necessita, ma minha opinião, de uma diversificação.

    Gostaria de uma avaliação sua, sobre o futuro desse mercado, se há possibilidade, citada por você, de um estudo nos moldes efetuado no mercado Argentino.
    Nike e Adidas, ainda manterão a hegemonia do mercado mundial ou outras empresas podem fazer frente as duas potencias do mercado mundial.
    Em sua opinião, os valores ($$$) envolvidos entre empresa de material esportivo e clube, não deixam muito a desejar, pelo tamanho do mercado, Brasil??

    Enfim, gostaria de uma visão geral sua, sobre esse mercado, onde tenho grande interesse de desbravá-lo perante o mercado brasileiro.

    Grande Abraço!!!

    Olá Carlos,

    Sobre a sua pergunta referente a um estudo específico, espero que tenhamos em breve esse tipo de análise, até o momento eu nunca vi nada sobre o assunto.

    Os valores pagos aos clubes evoluíram bastante nos últimos anos e as empresas têm investido mais recursos nos clubes, entretanto o retorno das empresas está muito mais associado à visibilidade e valores agregados às marcas do que em retorno comercial.

    Os clubes brasileiros têm nos royalties uma receita marginal e em média esses valores gerados não chegam a 1% do faturamento das equipes. Na Europa alguns clubes chegam a gerar até 30% de suas receitas com royalties, não apenas na venda de produtos mas também em serviços licenciados.

    A perspectiva de ampliação desse mercado potencial depende de um trabalho conjunto entre os clubes e seus patrocinadores, onde o relacionamento com o torcedor seja o diferencial.

    Além disso, os clubes brasileiros devem buscar a internacionalização de suas marcas (algo inexistente atualmente) a fm de utilizarem a capilaridade que seus patrocinadores têm pelo mundo na busca de novos mercados e receitas.

    Um abraço.

    Amir

  6. Graças a deus o Gremio parece ter acordado nesse assunto (se forem trocar a Puma torço q seja pela Adidas – apesar de haverem boatos da Olympikus patrocinar o Gremio antes mesmo de eles acertarem com o flamengo), so falta saber se as empresas vao concordar em pagar isso pra um time fora do eixo… (mesmo q o time em questao seja campeao brasileiro 2008, vice da libertadores 2007, 3º colocado no camp. brasileiro 2006, etc.)

    Grêmio quer bater rivais em patrocínio
    TERÇA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2008
    Da Máquina do Esporte, em São Paulo

    Patrocinado pelo Banrisul desde 2001, o Grêmio inveja os valores de patrocínio de seus rivais, e pode criar um problema para o banco no próximo ano. De olho em um substancial aumento, o clube do Olímpico pretende inflacionar o mercado no Rio Grande do Sul com um novo contrato de um valor até quatro vezes maior que o do último compromisso.

    A idéia do Grêmio é acompanhar o crescimento do mercado esportivo. Enquanto clubes do eixo Rio-São Paulo chegam a ganhar R$ 16,5 milhões por temporada (valor do contrato entre Corinthians e Medial Saúde), os dois rivais de Porto Alegre ganham pouco mais de R$ 3 milhões cada, mesmo com resultados tão ou até mais expressivos.

    “Há alguns anos Grêmio e Inter deviam para o Banrisul, que fez um contrato que abatia um valor da dívida. Naquela situação de dificuldade o acerto foi bom, mas hoje eles têm publicidade em todo o estádio, conta-corrente de todos funcionários. No fim eles até saem no lucro com a gente”, disse César Pacheco, vice-presidente de marketing do Grêmio.

    A insatisfação não é só tricolor. De acordo com o dirigente, Vitorio Píffero, presidente do Inter, já foi pleitear um aumento com o Banrisul, mas recebeu mais que um não como resposta. Além de negar o aumento do apoio, a entidade financeira ainda teria tripudiado com o fato de ser uma boa administradora, patrocinando os dois principais clubes do estado com apenas R$ 7 milhões anuais.

    A preocupação com valores, inclusive, não fica restrita à estampa principal da camisa.. Apesar de se dizer muito satisfeito com os serviços prestados pela Puma, o Grêmio ouve com atenção propostas como a da Olympikus. O baixo valor da multa rescisória pode atrair rivais da marca alemã.

    Na próxima quarta-feira, membros do clube gaúcho se reunirão com dirigentes da Puma para discutir, oficialmente, uma aproximação entre setores estratégicos das duas partes. Há a possibilidade, no entanto, de um aumento em valores do contrato, que vai até 2010, ser negociado.
    http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10426

    Olá Borracho,

    Já está mais do que na hora de Grêmio e Inter buscarem novos patrocinadores oficiais, juntos ou individualmente. O valor recebido é insignificante pelo que ambos têm feito com seus sócios, públicos nos estádios e presença na mídia.

    Espero que isso se confirme.

    Um abraço.

    Amir

  7. Olha Amir, perdoe-me se estou sendo repetitivo, mais gostaria de ressaltar mais uma vez pela qualidade do blog e dos assuntos abordados, e a você, meus parabéns pelas respostas objetivas sobre os temas!!! Sem falsas intenções… Acredite.

    Dando continuidade ao assunto abordado, há como você postar números, comparando valores, entre algumas equipes da Europa e do Brasil, em se tratando de parceria, com determinada empresa de material esportivo…??

    Há uma diferença de negociação do que é executado/efetuado aqui no Brasil em comparação à Europa??

    Abraço!!!

    Olá Carlos,

    Agradeço os elogios.

    Vou preparar um post apresentando alguns dados.

    Um abraço.

    Amir

  8. Baaaah incríveis os números da Adidas no Futebol Argentino, sempre quis que a Adidas patrocinasse o Grêmio, só que a Puma se aproveitou do momento de fraqueza da Série B do Grêmio, e assumiu, e vai ficar por um bom tempo…

    Abraços, Bom Post.

    Olá Matheus,

    Acredito que a Puma fez realmente um bom trabalho no clube, desde o lançamento da camisa preta. Quem sabe com essa onda a empresa alemã não vai ser obrigada a pagar um bom ágio para ficar no Grêmio.

    Um abraço.

    Amir

  9. Falando em adidas, rolou um boato ha um tempo atras de um interesse da marca alemã em fechar com o Botafogo um projeto bem ousado que levaria em conta até o naming rights do engenhão. Sempre achei uma boa pro Botafogo uma empresa que investisse em atletismo até pq a pista do engenhão foi feita nos mesmos padrões que a de pequim. Um evento de atletismo no estádio (um super grand prix, ateh pq golden league eh muito complicado) seria praticamente a unica forma de trazer atletas como bolt e isinbaeva para o brasil, gerando lucros para o clube e um incentivo aos mais jovens na pratica do atletismo.

    Abraços

    Olá Gustavo,

    Não estou ciente se isso realmente era real ou mera especulação.

    A ideia é escelente, mas como o Engenhão ficou para o Botafogo, creio que essa alternativa ficou praticamente descartada.

    Sobre o naming rights dificilmente alguma empresa investirá no Engenhão, considerando que o nome do estádio já está na mente do consumidor e da mídia, isso deveria ter sido feito ainda no período de obras do estádio.

    Um abraço.

    Amir

  10. Sobre o naming rights talvez não seja tão dificil mesmo levando em conta seu argumento. É só ver o exemplo do canecão petrobras no rio. Mas que complica complica.
    Outro assunto em relação as marcas esportivas é a ascensão da Li Ning, a marca que mais vende na China

    Olá Gustavo,

    Realmente o naming rights pode dar certo,mas o investimento será muito maior na ativação do que se o contrato se inicia ainda nas obras do estádio.

    Sobre a Li Ning a marca é um fenômeno local realmente e quem sabe um dia fará parte do portfolio de alguma marca global.

    Um abraço.

    Amir

  11. eu só não entendi qual idéia vc acha que ficou descartada. Se for a do meeting de atletismo, não consigo ver o porque
    abraços

    Olá Gustavo,

    A idéia de usar o Enegenhão como espaço de treinamento e preparação de equipes de atletismo.

    Um abraço.

    Amir

  12. Olá Amir.

    Acredito que uma boa estratégia para marcas esportivas é o patrocínio de atletas, como acontece no resto do mundo.
    As marcas esportivas poderiam muito bem patrocinar atletas do cenário brasileiro como Nilmar, Diego Souza, Tulio, Keirrison, Kleber Pereira e utilizá-los exaustivamente em campanhas institucionais. Muitos inclusive são patrocinados, mas ninguém fica sabendo pois não são bem aproveitados.
    Por quanto tempo o jogador vai ficar atuando no mesmo time e no mesmo país? Na minha visão este deve ser o maior impecilho das marcas na hora de um grande investimento em um atleta.
    Exceções como Marcos e Rogério, capas da Placar deste mês, podem até ser patrocinados, mas na minha opinião são muito mal aproveitados pelo detentor de suas imagens. Não sei se existe mais algum impecilho para esta prática tão comum e eficaz no resto do mundo.

    Abraços!

    Leonardo Gerodetti

    Olá Leonardo,

    Você está certíssimo, o patrocínio aos atetas é uma das melhores ferramentas para que as marcas de material esportivo atinjam a mente e o coração do torcedor.

    Como você bem lembrou temos o problema do grande número de transferências para o exeterior, mas isso não pode ser usado como justificativa para a ausência de investimento nessa área.

    Acredito que os responsáveis pelas marcas aqui no Brasil têm baixa criatividade e até pouco conhecimento em como estruturar ações diferenciadas e rentáveis em comparação com seus pares na Euorpa.

    Sempre gosto de deixar claro que os clubes não são os únicos responsáveis pelo baixo desenvolvimento do marketing esportivo no Brasil, os patrocinadores também têm um boa parcela de culpa.

    Um abraço.

    Amir

  13. Por que os clubes brasileiros não vão buscar patrocínio com a Adidas?
    Apenas Palmeiras e Fluminense são patrocinados por ela.
    Em 2009 e 2010 a Adidas vai investir muito dinheiro na América Latina, seria uma ótima chance dos clubes brasileiros conseguirem esse patrocínio.

    Até mais!

    Olá João Paulo,

    Pelo que sei a empresa tentou acertar com alguns clubes. Mas não creio que a adidas patrocinaria clubes pequenos, assim seu interesse somente está direcionado nos grandes clubes do futebol brasileiro.

    A empresa fechou a parceria com o Red Bull, principalmente pelo projeto, já que o clube não tem importância alguma no cenário do futebol nacional.

    Um abraço.

    Amir


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