Publicado por: Amir Somoggi | 20/julho/2008

Chelsea e seu rombo financeiro

A publicação desse post somente foi possível graças ao leitor do blog Bruno Rodrigues, que forneceu o relatório financeiro do Chelsea Limited referente à temporada 2006-07.

 

No meu post (Clube campeão ou bem administrado?) levantei uma questão bastante atual sobre a gestão de clubes de futebol, em que muitas vezes as diretorias dos clubes acreditam que investindo cada vez mais recursos no departamento de futebol e na eventual conquista de títulos, novas receitas serão geradas, possibilitando um equilíbrio financeiro em sua administração.

 

Entre os diferentes clubes de futebol no mundo o que exemplifica claramente como essa afirmação não é correta é o Chelsea, clube comprado pelo magnata russo Roman Abramovich e que embora tenha evoluído muito em termos esportivos e em geração de receitas é o pior exemplo de modelo de administração do futebol global.

 

Entre 2003 e 2007 o Chelsea implementou um projeto contundente de ampliação de suas fontes de receitas, através da comercialização de sua marca, exploração de seu estádio e também pelos altos valores recebidos com os contratos de TV e receitas provenientes da participação do time londrino na Champions League. Nos últimos 5 anos o Chelsea ampliou os recursos gerados em 112%, posicionando o clube entre os clubes europeus que mais recursos novos geraram nesse período na Europa.

 

Stamford Bridge, receitas de € 110,7 milhões em 2007 e um dos maiores Tickets Médios do futebol global

  

 

Entretanto a administração do clube é absolutamente ineficiente, já que as despesas geradas pelo clube são extremamente elevadas, tanto pelos altos salários de seus atletas, como pela amortização dos contratos dos jogadores, que juntos consumiram em 2007 € 297,3 milhões, 5% a mais que toda a receita gerada pelo Chelsea.

 

O companhia Chelsea Limited apresentou um prejuízo acumulado de inacreditáveis € -620,3 milhões em 2007, sendo que somente nos dois últimos exercícios esses prejuízos se ampliaram em € -230 milhões e no mesmo período as receitas cresceram 28%. Com esse resultado apresentado nos últimos anos o clube encerrou a temporada 2006-07 com uma dívida líquida de € -921 milhões.

 

Dados Financeiros – Chelsea – € milhões

 

 

O rombo financeiro apresentado pelo Chelsea demonstra como um clube mesmo ganhando títulos e ampliando consideravelmente suas receitas, se não manter uma gestão equilibrada e um rígido controle em suas despesas amargará pesados déficits a cada exercício.

 

Obviamente muitos defenderão que o Chelsea é um brinquedo para o bilionário russo, mas o que acontecerá com o clube caso ele resolva sair e cobrar todos os recursos injetados até o momento?

 

A resposta é uma só, a falência do clube de Stamford Bridge, que encerrou a temporada 2006-07 com um Patrimônio Líquido Negativo de mais de € -492 milhões.


Responses

  1. Confesso que recebo com espanto tal notícia.
    Um clube que cresce futebolisticamente de uma maneira espantosa mostrar tal déficit.
    Pra mim uma das respostas é aquela de sempre: Um clube sem nenhuma tradição que recebeu muito dinheiro e cresceu muito dentro de campo, na sede de se projetar rapidamente não deu a mínima para planejamentos de longo e a médio prazo.
    Não sei ao certo se essa será realidade de clubes ingleses sem tradição recentemente comprados por bilionários. Man. City seria o próximo?
    Pois aqueles com tradição que também foram comprados mostram lucros em seus balanços.

    E como leigo, a única saída é manter os pés nos chão, cortando gastos astronômicos com contratações jogadores e fazer um excelente planejamento para fortalecer ainda mais suas formas de receitas com marketing e Arena.
    Ou será que o Russo liquidará toda essa dívida?

    Amir, uma pergunta. Você sabe quando o pessoal lá do curso entregará o material apresentado? Pois até agora nada.

    Abraços

    Olá Ricardo,

    Realmente a gestão do Chelsea assusta o mercado, já que se por um lado o clube inflaciona os salários, de outro possui um magnata disposto a injetar cada vez mais recursos para manter a operação do clube.

    O Chelsea se transformou em uma potência esportiva e de geração de receitas, mas acumula perdas nunca antes vistas no futebol global e em pouco tempo. Isso é um bom alterta para o mercado brasileiro que além de um amplo projeto de geração de receitas, os clubes devem instituir um eficiente controle orçamentário.

    Quanto ao curso, não tenho como te responder, o ideal é você entrar em contato com os organizadores.

    Um abraço.

    Amir

  2. Realmente o tamanho do rombo assusta, principalmente porque o Chelsea de importante mesmo ganhou duas ligas inglesas nesse período.

    Ainda que o prejuízo do Chelsea durante esse período fosse a metade dos 921 milhões, eu classificaria como o pior investimento da história do futebol. A curva de crescimento da receita nem de longe acompanha as despesas, por mais que o curto prazo seja o momento de investir pesado, para colher os frutos a longo prazo.

    Sabemos que a proposta do Abramovich não é tornar o chelsea forte a longo prazo, e sim no curtíssimo prazo. Nesse ponto ele falhou, por mais que o Chelsea hoje seja um clube respeitado.

    Da forma que está, não se pode nem calcular o payback do clube.

    Eu acho que duas ligas inglesas e uma final de champions não vale tudo isso.

    Levando em conta que o liverpool foi vendido por 145 milhões de libras, dava pro Abramovich comprar os três grandes clubes inglesses com esse valor que ele investiu kkkkkkkkkkkk

    Tenho certeza que o Abramovich é primo do Eurico Miranda kkkkkkkkk

    forte abraço

    Léo!®

    Olá Leonardo,

    Realmente as despesas apresentadas pelo Chelsea deveriam ser revistas pela administração do clube caso o objetivo fosse obter payback do investimento realizado.

    Entretanto acredito que o grande objetivo do Abramovich foi atingido, já que em minha opinião ele tinha como meta se inserir rapidamente na sociedade britânica e ser aceito não apenas como mais um bilionário do Leste europeu e o Chelsea foi excelente para isso.

    Caso as normas da Premier League sobre o orçamento dos clubes fossem tão rígidas quanto são na França, o clube já teria sido punido com o rebaixamento.

    O Peter Kenion, CEO do Chelsea promete há anos apresentar resultados positivos, mas a cada ano os déficits são gigantescos. Na Ligue 1 francesa planejar superávit e apresentar déficit é o suficiente para ser punido pelo temido DNCG, órgão que regula o esporte profissional francês.

    Um abraço.

    Amir

  3. Amir, obrigado pelo post e ao colega leitor no fornecer os dados para a análise.

    Os clubes do futebol inglês, no meu entender, tem como principal ativo o uso excelente dos vetores de identificação com seu público por meio de sua identidade visual e suas tradições; isso gera imensas oportunidades de exploração mercadológica resultando em clubes de administração relativamente saudáveis.

    O caso do Chelsea traz à luz uma discussão que está começando a fermentar na Inglaterra, que é o modelo de propriedade dos clubes; alguns milionários estrangeiros, alguns até suspeitos, tem adquirido clubes ingleses pondo em risco suas tradições e saúde financeira, a Liga já está de olho, assim como a FIFA, esperemos os desdobramentos.

    Os números do Chealsea FC meio que falam por si só, será que o Abramovitch vai continuar fechando a conta ? Faço minha a pergunta do Amir.

    Abraços a todos,

    Robert

    Olá Robert,

    Realmente o mercado inglês produziu uma onda de aquisições de clubes que sem dúvida coloca o mercado britânico em alerta. Embora a Inglaterra esteja na vanguarda do mercado europeu de clubes, está produzindo um fenômeno bastante maléfico para seu futuro.

    Acredito que somente uma maior regulação da origem dos recursos e a implementação de um teto salarial para os clubes, poderia acarretar em uma mudança de cenário futuro.

    Como isso não deve acontecer, a Inglaterra será vítima de sua ampla profissionalização, considerando que metade dos clubes da PL já são de propriedade de estrangeiros.

    Um abraço.

    Amir

  4. Pois é Amir,

    Aqui no Brasil os clubes que fizeram parcerias sabem muito bem o que isso significa.

    Quando o investidor está do lado, botando dinheiro, fica fácil de tapar os buracos. O brilho das estrelas em campo cegam os dirigentes e torcedores, que acabam esquecendo de olhar os números (e estes, como todo mundo sabe, não mentem).

    O problema é quando quem abre a carteira resolve sair de cena. Daí fica o clube com seu elenco milionário de salários astronômicos, com uma pergunta que não quer calar: como pagar as contas?

    Infelizmente isso aconteceu com o meu Grêmio. Tivemos que cair para a segunda divisão para nos darmos conta de que foi-se a época do amadorismo no futebol. Graças a um trabalho competentíssimo, estamos nos reerguendo, sem estrelas, apenas com jogadores que seguem a cultura do clube: suor e raça (só para terem uma idéia, nossa folha atual é de R$ 1,2 milhão). Mas principalmente pela implantação de um planejamento estratégico muito bem elaborado.

    Porém, olho para o lado e vejo o co-irmão gastando rios de dinheiro em jogadores carimbados, esquecendo que no Brasil o importante é valorizar a gurizada da base. Estou prevendo para eles o mesmo destino do Santos, que vendeu Robinho e Diego por muito dinheiro, mas não soube administrá-lo e agora está na situação que todos sabemos.

    Como futuro dirigente, sei que para se ter um time forte, é preciso que todos os setores do clube estejam profissionalizados e se comunicando com perfeição. Assim, tudo funciona com harmonia: quadro social, marketing e futebol.

    O time em campo tem que ser o reflexo da situação real do clube, e não apenas um devaneio de dirigentes irresponsáveis.

    Saudações tricolores

    Olá Giuliano,

    Muito obrigado pelo seu comentário absolutamente equilibrado.

    Até hoje não conheço um único caso de parceria em nosso futebol que o final não fosse trágico…O mesmo pode acontecer na Europa, com a saída desses investidores.

    Estive recentemente em POA e ministrei uma palestra no congresso do MGI e fiquei muito bem impressionado com a realidade atual do clube e também pela forma que os grupos que não estão atualmente tocando sua administração se posicionam. Seria muito bom se outras entidades tivessem essa visão, onde a oposição procura estudar a fundo os problemas de seus clubes.

    Acredito que o Grêmio pode realmente melhorar muito os seus números, principalmente em geração de receitas. Na palestra apresentei uma projeção que mostrava que o clube pode faturar em 4 ou 5 anos mais de R$ 80 milhões/ano, sem vender um único atleta.

    Um abraço.

    Amir

  5. Baaaah
    Nunca pensei que o Chelsea deveria tanto..
    E agora que ofereceu 205 milhoes pelo Kaka?

    vou na mesma onda do Giuliano (deve ser esse mesmo giuliano da comunidade da Arena)

    O Grêmio tem uma filosfia de nao pagar X de salário para um jogador, tem um limite, assim nao gasta tanto e nao tem aquele racha no elenco quando um jogador ganha 5x mais do que o outro..

    (caso do inter, que o Nilmar ganha 400mil e o D’Alessando vai ganhar 300mil enquanto tem jogadores que nao ganhas nem 70 mil..)

    Abraço, parabéns pelo post.

    Olá Matheus,

    Fico feliz que você gostou do post.

    Realmente o Chelsea está ficando muito mais famoso na Europa pelo seus déficits do que por seus títulos.

    O Grêmio tem mostrado um controle mais rígido em seu orçamento do que o Internacional e com o vice da Libertadores de 2007 e a sua posição na tabela na Série A parece que o clube porva ser possível montar um time competitivo gastando bem menos que outros clubes do futebol brasileiro.

    Um abraço.

    Amir

  6. Amir,

    Esta tua projeção de faturamento do Grêmio para daqui a 4, 5 anos (R$ 80 milhões/ano) leva em conta a construção da arena?

    PS: Matheus Gaúcho, sou moderador da comunidade Grêmio Arena.🙂

    Abraços

    Olá Giuliano,

    Não, essa projeção somente leva em conta a realidade atual do clube, na exploração da sua marca, projetos de marketing com patrocinadores, novas ofertas de produtos/serviços para os sócios e maximização das receitas com o Olímpico.

    Obviamente com a nova arena os números tendem a ser muito maiores.

    Um abraço.

    Amir

  7. Fonte?

    Prezado Lauro,

    Sobre a projeção que fiz para as receitas do Grêmio fundamentei minha análise nos balanços publicados pelo clube e estudando sua realidade atual.

    Os dados do Chelsea foram extraídos do relatório financeiro da empresa Chelsea Limited.

    Um abraço.

    Amir

  8. Obrigado pela explanação sobre o campeonato Francês. Eu não conhecia essas regras. Caso vc possua acesso à algo parecido dos demais países da europa poderia postar pra gente!

    Mas em tempo, gastar 921 Milhões pra ser aceito na sociedade britânica, acho muito caro.

    Por menos da metade eu lhe apresentava á Rainha rsrsrsrsrs

    forte abraço

    Léo!®

    Olá Leonardo,

    Realmente é muito caro mesmo!

    Obrigado pela sugestão apresentarei futuramente um post sobre o modelo de gestão francês.

    Um abraço.

    Amir

  9. Caro Amir, neste link: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Sao_Paulo/0,,MUL652496-9875,00.html
    o São Paulo é apresentado como modelo de gestão financeira, por apresentar em 2 anos seguidos superávit nas suas contas. É um dos três clubes brasileiros a atingir esta marca. Mas continua escravo da negociação de jogadores para o exterior. Lembro-me de uma entrevista sua no “Arena Sportv”, há 2 ou 3 anos atrás, onde você dizia que apenas com as receitas provenientes do MORUMBI, o São Paulo tinha condições de faturar cerca de R$100milhões, através da maximização das fontes de receitas. Quais outras soluções viáveis para o clube continuar apresentando superávits, sem depender da venda de atletas? Parabéns pelo blog.

    Olá Carlos,

    Obrigado pela mensagem.

    Realmente o SPFC está se distanciando dos demais clubes brasileros pelas receitas geradas. Entretanto como os demais é refém da transferências dos jogadores, já que apresentaria um déficit sem atletas de R$ (72,2) milhões em 2007, já que suas despesas cresceram muito.

    O clube deve implementar um profundo processo de maximização de suas fontes de receitas com o estádio do Morumbi que durante a Série A 2007 apresentou % de Ocupação de apenas 41% e buscar essas novas receitas independente do desempenho do clube nas competições. Em 2007 considerando as receitas com o Morumbi e bilheteria o clube gerou R$ 26 milhões e em 2006 esse montante foi de R$ 29 milhões.

    Se o clube criasse estratégias de marketing e comunicação para lotar seus jogos no Paulista e Série A e instituisse ofertas de serviços para esses torcedores, poderia gerar próximo de R$ 100 milhões com seu estádio.

    Vale destacar que o SPFC é o clube com mais receitas de marketing no Brasil e pelo que sabemos pouco faz em termos de ações de ativação. Alguém tem dúvida que o clube poderia crescer ainda mais nesse aspecto?

    Um abraço.

    Amir

  10. Amir, concordo plenamente. E uma das primeiras ações que o clube poderia adotar, é o rompimento da parceria com a BWA-Ingresso Fácil. Quero ver chegar o dia em que os ingressos estarão disponíveis para compra via internet, além de uma série de estabelecimentos comerciais, através de convênios e parcerias. Eu vejo o São Paulo costurando um patrocínio de camisa na ordem dos R$30milhões para o próximo período. Interessante, mas assim como os demais clubes, precisa aprender a ganhar dinheiro com o torcedor, seja através de licenciamento de produtos, projeto sócio-torcedor e receitas com o seu estádio.
    Um Abraço!

    Olá Carlos,

    Você está certo, o modelo de ingressos no Brasil deveria ser repensado.

    Quantos aos patrocínios o números crescem pela visibilidade que o clube tem. Gostaria de ver o SPFC negociar essas cotas ficando uns 2 ou 3 anos em 14º ou 16º na classificação da Série A.

    E como já falamos aqui no blog, essa mentalidade de falta de ações integradas de marketing esportivo entre os clubes e seus patrocinadores também é culpa dos executivos das empresas, não só dos clubes.

    Um abraço.

    Amir

  11. Amir,

    Então as tuas notícias são muito animadoras, pelo menos para mim, que sou gremista. Se juntarmos a tua projeção (de 80 milhões/ano) a projeção feita pela AAA (e depois reafirmada por um estudo feito pela FGV) em relação às receitas geradas pela arena (R$ 56 milhões/ano), vejo que em 2013 seremos o clube com a maior receita do país.

    Digo isso porque o Grêmio ficará com 65% do que for arrecadado com a arena (ou seja, cerca de R$ 36 milhões/ano), totalizando R$ 116 milhões por ano, sem precisar vender nenhum atleta.

    É dar tempo ao tempo e continuar com a administração séria que vêm sendo feita, pois num futuro bem próximo estaremos colhendo os frutos deste maravilhoso trabalho.

    Olá Giuliano,

    Realmente o clube pode crescer muito nos próximos anos.

    Claro que nesses R$ 80 milhões há que se considerar um valor das receitas com o estádio, que deveria ser descontado para que não houvesse duplicidade na análise quando consideradas as receitas da nova arena, mas sem dúvida se o clube ficar com 65% do resultado gerado com a arena será um excelente negócio.

    Um abraço.

    Amir

  12. Ah, e sobre o modelo de ingressos, o Grêmio já vende ingressos via site, além de pacotes para o primeiro e segundo turnos do campeonato.

    Aos poucos o clube está se estruturando para atender a um número cada vez maior de sócios (hoje possuímos 42 mil sócios em dia), pois não adianta ter 100 mil sócios e não conseguir atendê-los com a devida qualidade.

    Olá Giuliano,

    Tenho acompanhado no site do clube essas notícias de vendas on-line, realmente os resultados estão muito bons.

    Tenho repetido sempre que Grêmio, Inter, CAP e Figueirense estão dando uma aula ao mercado brasileiro de como criar projetos com o torcedor.

    O clubes dos outros estados deveriam abrir o olho e aprender com o Sul do Brasil.

    Um abraço.

    Amir

  13. Assustador o rombo do chelsea… mas me interessei mais pela tua projeçao de receitas do Gremio😀

    Na minha opiniao o marketing ainda esta muito aquem do seu verdadeiro potencial. Nao por eu ser Gremista, mas a historia do Gremio eh fascinante e eh um prato cheio para ser usada em campanhas (ate Nostradamus ja citou o “imortal tricolor” 2 vezes em suas profecias!)… por outro lado essa mesma historia de “batalhas” e tao identificada com a cultura gaucha pode prejudicar o crescimento da marca a nivel nacional (nao eh atoa q os “Gremistas brasileiros” se encontram majoritariamente em areas onde ocorreu uma migraçao de gauchos com SC, PR, MT, etc.)

    Os valores de patrocinio atual tambem sao ridiculos, e acho q outra questao eh o Ronaldinho… ja perderam muito dinheiro quando deixaram ele ir de graça e agora em vez de explorar a imagem dele (q sempre se declara gremista e recentemente foi apontado como o jogador mais querido do brasil) continuam com essa birra e perdendo a possibilidade de recuperar um pouco desse dinheiro. Assim como ele “usou” o Gremio, o Gremio deveria usar ele agora!

    Sera q tu poderia falar mais sobre essa projeçao? ja pensou com essas receitas mais a arena daria quase R$ 120 milhoes sem vender nenhum jogador! e acredito q a venda de jogadores vai crescer ainda mais pois o Gremio esta investindo pesado no seu CT das categorias de base e tem um dirigente remunerado para analisar as contrataçoes profissionais e da base (Rodrigo Caetano)… se tu puder fazer um post sobre essa otimizaçao nas receitas eu e os outros Gremistas agradecemos!

    Olá Borracho,

    O que me levou a estudar a fundo os números do Grêmio foi a palestra que fiz aí em POA no final de junho.

    Tanto Grêmio como o Inter recebem valores muito baixos de patrocínio e publicidade e esse é um dos pontos que destaco nessa projeção que fiz. As cotas de patrocínio estão muito aquém do potencial dos clubes.

    Além disso, embora os projetos com os sócios vão muito bem, as receitas com os jogos também são baixas. O Grêmio cresceu bastante em bilheteria em 2007 por conta da Libertadores, mas ainda é muito pouco para um clube que tem um estádio para 50 mil espectadores. Se a média de público do Grêmio durante o ano fosse a mesma da Libertadores, já poderia dobrar as receitas com os estádios.Sem contar as diferente receitas que podem ser geradas com catering e hospitality.

    Agora um ponto que me parece uma grande oportunidade para o clube é a questão de desenvolver um amplo projeto de CRM com sua base de sócios. Acredito que há espaço para o Grêmio ganhar muito dinheiro implementando ações de marketing e ofertas de serviços para esse público.

    Um abraço.

    Amir

  14. Pois eh, mas infelizmente eu acho q nos patrocinios o maior problema eh estar longe do “eixo”… concordo com tudo q tu disse, so gostaria q tu me explicasse oq eh CRM (catering e hospitality eu entendi o significado das palavras, mas tambem nao sei muito bem oq eh… hehehe)

    vlw pelos esclarecimentos!

    Olá Borracho,

    O CRM (Customer Relationship Management) é uma ferramenta de gestão que tem como objetivo utilizar informações de uma base de dados específica para conhecer e estudar o comportamento do consumidor. O Grêmio tem todos os dados de seus sócios e pode gerenciar esses dados para oferecer produtos e serviços adequados para esse segmento específico.

    Catering é a oferta de serviços em dias de jogos, principalmente relacionado a oferta de comida e bebida.

    Hospitality é a criação de camarotes corporativos e também espaços premium para torcedores com alto poder aquisitivo nos estádios.

    Um abraço.

    Amir

  15. Ola Amir.

    Essa eh minha primeira participacao aqui no Blog, mas leio com frequencia os posts e comentarios.

    Quanto ao Chelsea, entendo que mudancas estao acontecendo dentro de um masterplan megalomaniaco que causou o furor necessario para levantar o nome do time internacionalmente e que a medio prazo sera equilibrado (bem, o meu conceito de equilibrado nao eh o mesmo do Abramovich, ne?). Estava ouvindo o Monday Night Club da BBC a respeito do assunto e a renovacao de Lampard e manutencao de Drogba estao sendo estudadas de forma mais realista do que anteriormentepela diretoria do clube, mostrando uma evolucao neste quadro de planejamento dos Blues.

    Entendo que a (re?)construcao da MARCA Chelsea ja esta em sua fase final. Eh interessantissimo os resultados obtidos em tao pouco tempo no mercado asiatico!!

    Vale lembrar que o fenomeno dos debitos altos no futebol ingles nao eh privilegio do Chelsea:”A normal business culture of maximising profitability does not appear to be happening at the Premier League clubs,” said Dan Jones, a partner in Deloitte’s Sports Business Group.

    A proposito, seria demais pedir uma copia desta tua palestra de projeção de faturamento do Grêmio para daqui a 4, 5 anos (R$ 80 milhões/ano)???

    Cordialmente,
    Federici

    Federici,

    Sem dúvida o Chelsea conquistou um status bastante diferenciado em termos de geração de receitas e deixo isso bem claro no post. O ticket médio de seu estádio que tem apenas 42 mil lugares é altíssimo e a projeção internacional da marca do clube é fantástica, mas sem dúvida é o pior exemplo de gestão financeira do futebol global.

    O Dan Jones realmente citou isso, mas deve-se considerar que somente o Chelsea é responsável por grande parte dessas perdas no futebol inglês nos útlimos ano.

    Infelizmente não terei como encaminhar a palestra, peço desculpas.

    Um abraço.

    Amir

  16. Pois é, eu também gostaria de ter uma cópia dessa tua palestra de projeção.
    🙂

    Olá Giuliano,

    Acho que o MGI vai disponibilizar o vídeo da palestra em seu site.

    Um abraço.

    Amir

  17. “Hospitality é a criação de camarotes corporativos e também espaços premium para torcedores com alto poder aquisitivo nos estádios.”

    Bom, hoje o Grêmio tem todos os camarotes locados e mais 30 pessoas/grupos na fila para entrar..

    Muuuuuito bom mesmo esse post.
    abraço

    Olá Matheus,

    Que bom, isso demnstra que o clube está se desenvolvendo.

    Seria interessante que o Grêmio publicasse em seu balanço essas informações.

    Fico feliz que você gostou do post.

    Um abraço.

    Amir

  18. Concordo com as teses centrais. Só gostaria de pontuar a diferença entre o Abramovich e as parcerias que os clubes brasileiros fizeram. Ele efetivamente comprou o clube, então não tem como ele resolver sair e cobrar todos os recursos injetados até o momento. Ou ele vende o clube e alguém assume os passivos ou ele pára de investir e o clube volta a ser médio. Ou ele morre e o clube vai a falência.

    Olá David,

    Embora ele seja dono do clube e portanto tenha que vendê-lo para receber os valores injetados, se ele resolver sair, mesmo que não consiga um comprador que arque com todas as dívidas, o clube pode passar por sérios problemas.

    Por exemplo, ele pode decidir vender osa ativos do Chelsea para um grupo que trabalha com imóveis e que podem implodir o estádio para a construção de um complexo imobiliário ou um shopping. Será que os torcedores ficariam contentes?

    E com PL negativo já comprova que mesmo vendendo o clube ele não conseguirá receber os valores injetados de volta, pelo menos até o momento.

    Um abraço.

    Amir

  19. Correto. Ser dono significa isso: poder fazer o que quiser. Se ele quiser vender os imóveis, como você disse, mandar todo mundo embora e fechar o clube, os torcedores não ficariam nem um pouco contentes. Mas não importa, porque o Chelsea tem dono, e é ele. E ele poderia fazer isso mesmo que o clube estivesse dando lucro.

    O fato do clube fechar as contas no vermelho era previsto nos planos do Abramovich. O interesse dele ali não é financeiro, porque sua fortuna pessoal é maior do que qualquer lucro que o clube pudesse trazer. O dinheiro pra cobrir o rombo tá saindo do bolso dele, mas não é um dinheiro que ele está jogando fora. Ele está comprando algo impalpável.

    Evidentemente essa situação (gastar mais do que arrecada) não é sustentável a longo prazo, porque o Abramovich não é imortal. E nem acho que ele próprio queira isso. Depois que o Chelsea ganhar a Champions, ou depois que ele desistir dela, a tendência é diminuir os gastos.

    Portanto, embora fosse mais “saudável” que as finanças estivessem equilibradas, do ponto de vista do torcedor isso pouco importa, o fato do clube dar prejuízo é a última das preocupações. O fato do seu clube ter um dono, que pode se dispor dele como quiser, é uma preocupação maior. O fato dele não visar lucro, do ponto de vista esportivo, é até positivo. Enquanto ele estiver com o cofre aberto, o Chelsea terá grandes elencos e disputará títulos. O amanhã pode ser sombrio, mas acho que eles preferem que o clube viva “dez anos a mil do que mil anos a dez”.

    Como deu pra ver, eu estou entre aqueles que enxergam o Chelsea como um brinquedo para o bilionário russo. O que acontecerá quando ele sair é que os elencos terão que ser mais modestos, com salários menores. Mas, na minha opinião, deixará um legado positivo na forma dos investimentos feitos, na promoção do clube e dos títulos.

    Isso posto, é óbvio que o Chelsea não um modelo a ser seguido, porque um bilionário disposto a gastar seu dinheiro no futebol não se acha na esquina.

    Olá David,

    Sem dúvida suas colocações são corretas. Mas faltou falar que esse gasto absurdo realizado pelo Chelsea impactou em uma inflação na aquisição dos jogadores e nos gastos salariais no futebol europeu, o que trouxe como consequência uma corrida dos clubes pela busca de novos investidores, muitos deles fugidos de seus países de origem ( exemplo é o Man.City).

    Na Europa os torcedores como aqui querem títulos, mas você pode estar certo que os torcedores de Real Madrid e Barcelona hoje em dia riem do que está passando o mercado inglês, já que nunca um desses magnatas poderão “brincar” com seus clubes.O Barça tem uma grande dívida atualmente e é a diretoria eleita quem está cuidado para saná-la e não um bilionário qualquer.

    Vale a reflexão para nosso mercado, será que temos que atrair esse tipo de investidor, ou buscar um modelo próprio auto-sustentável?

    Um abraço.

    Amir

  20. Você disse:

    “Quantos aos patrocínios o números crescem pela visibilidade que o clube tem. Gostaria de ver o SPFC negociar essas cotas ficando uns 2 ou 3 anos em 14º ou 16º na classificação da Série A.”

    Por isso é tão importante se manter sempre no topo, participando todo ano da Libertadores de América.

    Também acho que, no caso do São Paulo, a negociação de atletas não é uma “dependência”, é o próprio negócio principal do clube. Haja visto o investimento feito nas categorias de base e na manutenção de um elenco forte, com boas contratações. Com a frequência de bons resultados em campo, até jogadores limitados tecnicamente ou mesmo veteranos conseguem gerar receita para o clube com venda para o exterior.

    Existe uma tática nessa operação.

    Olá Rocha,

    Tenho uma visão diferente da sua. Para negociar melhores cotas de patrocínio o clube tem que se posicionar no mercado como um bom produto de marketing, fazendo com que os patrocinadores tenham reais oportunidades de negócios em deiferentes pontos de contato com o torcedor.

    Com relação a venda dos atletas, não acredito que o SPFC, terceira torcida do Brasil e tri-campeão do mundo e da Libertadores tenha uma visão tão limitada do futebol como negócio.

    Você como torcedor deveria ser o primeiro a exigir uma mudança de paradigma, já que o SPFC, bem como outros clubes brasileiros vivem um ciclo vicioso em sua gestão, já que utilizam a venda dos atletas para equilibrar seus orçamentos, cada vez mais elevados.

    O foco do clube deveria ser o futebol como entretenimento e não a exportação de atletas. Esse é papel para um clube pequeno, sem brand value e sem uma boa base de torcedores.

    Um abraço.

    Amir

  21. Eu não sou contra a mudaça no modelo e muito menos contra a diversificação de receita.

    Mas a exportação de atletas, desde que bem feita, não atrapalha o entretenimento.

    Existem muitos problemas em se manter um elenco valorizado durante muito tempo sem mudanças. O maior deles é o aumento da folha salarial.

    Só para dar um exemplo. O SPFC conseguiu assinar ano passado um novo contrato com o volante Hernanes, até 2012, e com multa estipulada em 25 milhões de euros.

    Para manter o jogador com um salário dentro da realidade do clube, ofereceu-lhe 25% do valor de sua futura negociação.

    Ou seja, essa negociação com o exterior precisa ser feita no momento certo, para que tanto o jogador como o clube lucrem com a situação.

    Se a idéia fosse manter o jogador no Brasil pelo maior tempo possível, seria necessário oferecer-lhe um salário exorbitante para que ele assinasse o novo contrato e ficasse até o fim. Com isso, além de estourar a folha salarial, o clube não recuperaria nada ao final de seu contrato.

    A minha opinião é que a exportação de atletas ao mesmo tempo em que é o dilema do futebol brasileiro, é sua mina de ouro.

    Acho muito sintomático que uma empresa de marketing esportivo tenha se transformado em agenciadora de atletas, como é o caso da Traffic.

    Os valores são muito altos para que os clubes abram mão desse mercado.

    Abração

  22. Amir, que bom que este post causou grande discussao inclusive apontamentos sobre a realidade nacional de “parcerias” e investimentos.
    Pudemos ter uma idéia de que o futebol como industria ainda necessita de cuidado ao ser utilizado como subsidiaria para investidores, mesmo os do nivel do Sr. Abramovich.
    Um movimento onde as partes aparentemente estao correndo sérios riscos financeiros deve sim ser observados com muito cuidado.
    Um abraço.

    Olá Bruno,

    Realmente o post foi um sucesso. Agradeço muito o envio das informações.

    Em minha opinião essa realidade da chegada de investidores ao mercado europeu deve servir de aviso do que queremos construir em nosso mercado.

    Um abraço.

    Amir

  23. Grêmio lidera ranking financeiro

    A Casual Auditores Independentes, empresa de auditoria especializada em entidades desportivas, pelo quarto ano consecutivo, publicou os resultados de seu estudo anual sobre as informações financeiras extraídas das demonstrações contábeis dos clubes com maiores receitas no futebol brasileiro em 2007.

    O Grêmio foi um dos clubes com destaque positivo neste estudo, apresentando entre os clubes o maior EBTIDA (superávit/(déficit) antes de impostos, juros, depreciação e amortização) em 2007, colocando-se em 1º do Ranking, o que evidencia a evolução do potencial do fluxo de caixa operacional do Grêmio, com R$ 44,3 milhões, R$ 6,91 milhões a mais que o 2º colocado. O EBTIDA consolidado dos clubes foi negativo de R$ 14, 9 milhões.

    Em relação à receita total, houve um incremento substancial em 2007 em relação ao exercício anterior, principalmente pela transferência de jogadores (+519%), receitas de bilheteria (+ 88%) e pela ampliação de recursos gerados pelos sócios (+ 121%). A transferência de atletas gerou R$ 52,8 milhões, basicamente com as vendas de Lucas, Carlos Eduardo e Cássio. A receita com sócios atingiu R$ 17,6 milhões, com 40.391 sócios em dia, representando 12% da receita consolidada de sócios dos clubes. As receitas de bilheterias foram diretamente impactadas pela presença dos torcedores no estádio, proporcionando a 3º maior média de público do Campeonato Brasileiro de 2007. A taxa de ocupação (média de público/capacidade do estádio) do Estádio Olímpico apresentou um crescimento de 231% em relação aos últimos 4 anos.

    Em decorrência do faturamento realizado em 2007, no montante de R$ 109 milhões, o clube passou da 11º posição em 2006 para 4º posição em 2007 no Ranking por receita total. A evolução é significativa, acrescendo no faturamento no período compreendido entre 2004 e 2007 o montante de R$ 84, 5 milhões.

    Em termos %, o Grêmio ocupa a 2º posição, com incremento de 121% na receita total em relação aos clubes que apresentaram as maiores evoluções de 2006 para 2007. O líder é o São Paulo-SP que atingiu a receita total de R$ 190 milhões em 2007.

    Os 21 clubes analisados atingiram uma receita consolidada de R$ 1,34 bilhão em 2007, o maior já registrado pelo futebol brasileiro, o que representa 0,052% do PIB do Brasil em 2007. Representamos 8% desta receita consolidada, acima da média dos clubes.
    A composição da receita consolidada apresenta-se da seguinte forma: 34% negociação de atletas, 22% cotas de TV, 14% outras receitas, 11% social, 11% patrocínio e publicidade e 8% bilheteria.

    Em 2007, os recursos gerados pelos clubes com a transferência de atletas superaram o valor histórico de R$ 450 milhões, sendo o Grêmio responsável por 12% deste montante. Este dado posiciona a exportação de jogadores de futebol acima dos itens tradicionais da pauta de exportação do Brasil, segundo dados publicados pelo Ministério de Desenvolvimento.

    O volume gerado pelos clubes com a transferência de atletas para o exterior supera o investimento direto no Brasil em 2007 de diversos países como Coréia do Sul, Itália e Noruega, os quais investiram no país entre US$ 255 e US$ 265 milhões.

    Na contramão da piora dos resultados dos clubes em 2007, o Grêmio apresentou o 2º maior superávit entre os 21 clubes analisados, com R$ 14, 7 milhões. Apenas 6 clubes apresentaram superávits no final do exercício de 2007, que representaram um valor de R$ 51,6 milhões, enquanto que os 15 clubes que apresentaram déficits do exercício representaram um resultado negativo de R$ 352,5 milhões.

    Informações no site http://www.casualauditores.com.br

    E ainda: aposte na TimeMania, marque o Grêmio como time do coração!

    Seja sócio do Grêmio!

    http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=5546&language=0&news_type_id=1

    Olá Matheus,

    Obrigado pela divulgação dos estudo, em breve vou publicar um post exclusivo analisando os dados publicados na semana passada.

    Um abraço.

    Amir

  24. Rocha,

    Quando o Amir diz que o foco do clube deve ser o entretenimento, penso que implicitamente ele esteja se referindo a todo o potencial de exploração dos serviços e opções de consumo que o produto futebol alavanca. E o modelo americano é uma grande lição para nós, no que diz respeito à exploração comercial do esporte como entretenimento.

    A exportação deve ser encarada como complemento para o total de receitas auferidas. Em um plano de negócios, a exportação não pode ser vista como um fim nela mesma. Jamais o foco principal. Mesmo o São Paulo, que faz dela uma fonte consistente de receitas -e cada vez mais de maior “valor agregado”- nos últimos 12, 13 anos. É um dos maiores exportadores mundiais, ao lado do River Plate.

    O problema a meu ver, pra mudança dessa mentalidade, passa pela visão empreendedora dos nossos dirigentes. Não sei se o Amir concorda, mas a afirmação do tipo: “o São Paulo é uma associação sem fins lucrativos e os superávits são investidos no clube”, não engessa esta transformação?

    Em relação às ações de ativação, penso que no caso específico do São Paulo, a LG também tem a sua parcela de responsabilidade. Tirando o lançamento de um ou outro produto com a marca do São Paulo, poucas oportunidades de negócios são exploradas junto ao torcedor. A intenção limita-se a exibir a sua marca nacional e internacionalmente.

    Um abraço!

    Olá Carlos,

    Obrigado pela colocações, estão corretíssimas.

    Sobre essa afirmação de que o clube é uma entidade sem fins lucrativos é um equívoco acreditar que por isso não deva apresentar superávits. Um clube somente não deve distribuir lucros para seus sócios e dirigentes, essa é a verdadeira exigência para uma entidade sem fins lucrativos.

    Se o SPFC tivesse por exemplo superávits acumulados da ordem de R$ 80 milhões por exemplo, poderia facilmente implementar investimentos no Morumbi e desenvolver diferentes ações de marketing.

    Quanto aos projetos de ativação você está certo, os patrocinadores são tão responsáveis quanto os clubes pela falta de projetos concretos, contínuos e criativos.

    Um abraço.

    Amir

  25. Saiu uma materia na ZERO HORA sobre a folha salarial do Grêmio e de alguns outros times do brasil:
    http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Esportes&newsID=a2073615.xml

    Clube é um dos que menos gasta com salários no Brasileirão

    Primeiro colocado do Brasileirão, segundo melhor ataque e defesa menos vazada, o Grêmio também mostra eficiência no “Campeonato do Balancete”, expressão cunhada pelo ex-presidente Flávio Obino. Entre os principais clubes da competição, é o que menos gasta com salários de jogadores: cerca de R$ 1 milhão por mês.

    Trata-se de um valor modesto frente aos mais de R$ 3 milhões investidos pelo Palmeiras, adversário deste domingo no Olímpico. No mesmo nível estão Inter, São Paulo e Flamengo, donos dos grupos mais caros do país. Só com o técnico Wanderley Luxemburgo e seus auxiliares, a direção palmeirense aplica R$ 700 mil.

    No Fluminense, Washington custa entre R$ 200 e R$ 300 mil a cada 30 dias. Centroavante do São Caetano na Série B, Finazzi recebe R$ 75 mil, contra R$ 50 mil de Tcheco. E Nilmar marca gols em troca de R$ 170 mil no Beira-Rio.

    — Futebol também se faz com criatividade. Nem sempre o jogador mais caro traz o melhor resultado — analisa o vice de futebol do Grêmio, André Krieger.

    Além da busca por bons negócios — como o goleiro Victor e seus vencimentos de R$ 15 mil — , Krieger explica que o aproveitamento de jovens da base ajuda a enxugar gastos. Willian Magrão, Léo, Anderson Pico e Rafael Carioca, todos com ganhos inferiores a R$ 15 mil, são exemplos.

    Isso não significa, porém, só contratações modestas: emprestado pelo PSG, o meia Souza tem salário na casa dos três dígitos — ganhava pouco menos de R$ 200 mil na França.

    Entre os líderes do Brasileirão, só o Vitória investe menos que o Grêmio. Com folha de R$ 650 mil, surpreende ao ocupar a terceira posição. Com pouco, faz melhor do que o vice-lanterna Santos e seus R$ 2,3 milhões mensais — eram R$ 3,8 milhões em 2007, com Luxemburgo e Zé Roberto.

    A comparação se aplica também ao Vasco. Há menos de um mês em São Januário, o presidente Roberto Dinamite garante ainda não saber o custo exato com jogadores. Mas arrisca algo em torno de R$ 2 milhões.

    — Nosso maior salário não ultrapassa R$ 100 mil — explica, citando Edmundo e Leandro Amaral.

    Gasto do futebol no Olímpico surpreendeu dirigente carioca

    Em 10º no Brasileirão, o Botafogo gasta o mesmo R$ 1,5 milhão do Atlético-MG e adota teto semelhante ao do Vasco: R$ 80 mil. Informado sobre os números do Olímpico, o assessor de futebol Ricardo Rotenberg mostrou surpresa e parabenizou o Grêmio. Ainda assim, disse preferir reforços de peso como Carlos Alberto, do Werder Bremen (um parceiro paga ao Botafogo metade dos R$ 150 mil mensais pelo empréstimo).

    — Não dá para investir pouco. É um luxo ter o Gil (atacante emprestado pelo Inter) para entrar no segundo tempo — sustenta.

    Esta receita, porém, nem sempre dá certo. Krieger relembra um episódio ruim para os gremistas e que, de certa forma, valoriza a política atual de futebol. A época era da parceria com a extinta multinacional suíça ISL:

    — Em 2000 tínhamos um time milionário e perdemos o Gauchão para o Caxias.

    Olá Borracho,

    Obrigado pela matéria.

    Realmente esse é um dos assuntos mais interessantes quando falamos em gestão de clubes.

    Muitas vezes a eficiência em um campeonato não depende somente de quanto um clube investiu para montar um time competitivo mas como isso foi feito. O Real Madrid talvez tenha servido de exemplo global.

    Um abraço.

    Amir

  26. Amir, achei um video no youtube sobre o seminario do MGI q tu deu a palestra:

    parte 1

    parte 2

    parte 3

    Muito legal!

    Olá Borracho,

    Obrigado pelos links, tinha visto no site do MGI.

    Um abraço.

    Amir


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