Publicado por: Maurício Bardella | 1/junho/2008

Olympikus no Flamengo

O Flamengo anunciou recentemente a troca de seu patrocinador esportivo. A Olympikus substituirá a Nike pagando R$ 20,6 milhões anuais, valor recorde no mercado brasileiro, além dos royalties relativos a dez lojas espalhadas pelo país. O clube espera faturar, nos próximos cinco anos, algo próximo de R$ 170 milhões através desse acordo.

 

Essa troca de fornecedor, no entanto, não foi pacífica. O contrato com a Nike teria validade até junho de 2009, mas o clube da Gávea o rompeu unilateralmente alegando violação de cláusulas contratuais relacionadas com o fornecimento e venda de materiais esportivos. O processo correrá na Câmara de Comércio Internacional, com sede na França, e deve se estender por três anos.

 

Segundo a coluna ”Painel FC” da Folha de São Paulo, escrita por Ricardo Perrone, o Flamengo afirma que apenas 100 mil de suas camisas foram vendidas em 2007 contra 500 mil vendidas pelo São Paulo. O motivo dessa gritante diferença estaria na falta do produto rubro-negro nas lojas, falha de responsabilidade da Nike.

 

Pelos próximos sessenta dias o Flamengo utilizará uma camisa sem a logomarca de seu novo fornecedor, substituindo-a por três interrogações. Mais do que uma espécie de teaser para gerar expectativa no mercado, esse fato possivelmente se deva a alguma recomendação jurídica.

 

 

 

Ricardo Hinrichsen, vice-presidente de marketing do Flamengo, mostra a nova camisa do clube com as interrogações no lugar da logomarca. (Foto: Globoesporte.com)

 

O fato é que o Flamengo há tempos vinha alimentando a expectativa de trocar seu fornecedor de material esportivo com o objetivo de aumentar substancialmente suas receitas, em movimento conjunto com o Corinthians que, até esse momento, mantém o antigo contrato.

 

A grande candidata a bancar o novo contrato com o Flamengo era a Adidas, rival internacional da Nike, mas a multinacional não cobriu os valores propostos pela Olympikus, marca gaúcha que pertence à Vulcabras desde que esta adquiriu o controle da Calçados Azaléia S.A. em 2007, e que debutou no futebol patrocinando o Grêmio no título do Campeonato Brasileiro de 1981. Nas décadas seguintes a Olympikus ausentou-se do mercado do futebol, mas construiu uma forte imagem de marca através dos patrocínios do COB e da Confederação Brasileira de Vôlei.

 

Essa investida gaúcha repete parcialmente uma estratégia aplicada em nosso mercado pela própria Nike, que para lançar sua marca no futebol brasileiro contratou os dois clubes mais populares do país, além da Seleção Brasileira, pagando valores até então inéditos. Trata-se no fundo de um conceito diferente do que era seguido pelas marcas nacionais que predominavam em nosso cenário até os anos 90. Naquela época, Penalty, Topper, Rhummel e Dellerba, entre outras, buscavam recuperar os valores investidos nos patrocínios com a venda de camisas e outros itens de suas coleções relacionados com os clubes contratados.

 

A chegada da Nike mudou esse panorama. A empresa americana apostou fortemente no investimento como uma ferramenta de divulgação de sua marca, relegando – até certo ponto – a um segundo plano a venda de camisas. Nessa estratégia foi seguida pela Reebok (marca que no Brasil pertence à mesma Vulcabras), pela Puma e pela Adidas, que tem tentado redesenhar sua ação em nosso país.

 

A Vulcabras, por sinal, saltou de um faturamento de R$ 91 milhões em 1999 para R$ 563 milhões no ano passado e planeja, com suas novas aquisições, chegar à marca de R$ 1 bilhão em 2008.

 

Esses significativos valores contratuais que o Flamengo acaba de firmar com a Olympikus mostram que os clubes brasileiros ainda estão longe de descobrir o real valor de suas marcas. Por certo haverá, nos próximos anos, uma corrida de outros grandes clubes para atualizar os valores de seus patrocínios esportivos, de maneira a aproximá-los dos quase vinte e um milhões anuais recebidos pelo Flamengo; nesse movimento se utilizarão da ferramenta mais comumente aplicada pelos nossos dirigentes, que é a comparação imediata com o que o clube vizinho consegue faturar, sem maiores elaborações teóricas.


Responses

  1. Vamos ser sinceros isso é uma falácia, não existe esse retorno em vendas de material esportivo no Brasil, onde uma camisa de clube vale R$ 150,00, contra um salário mínimo de R$ 450,00. O Flamengo correu mesmo atrás de dinheiro em caixa para quitar dívidas vencidas, porém, a Nike vai atrás da indenização por quebra de contrato e pelas parcelas já adiantadas do patrocínio na justiça. Quem viver verá.

    Carlos, se você leu com atenção o texto deve ter percebido que, na minha opinião, os valores dos patrocínios de material esportivo a partir da sobrevalorização acontecida na era “pós-Nike” não podem ser remunerados com a venda de produtos somente; grande parcela do investimento tem como objetivo um retorno de imagem para o patrocinador.

    Da mesma maneira, se teve a oportunidade de ler outros artigos e comentários desse blog, deve ter percebido que citamos em outras ocasiões exemplos de clubes que utilizam o pretexto da violação de cláusulas contratuais decorrentes de atrasos e falhas na entrega de materiais (pretexto que nem sempre é verdadeiro) para quebrar unilateralmente contratos. É um artifício que pode ou não ter sido utilizado pelo Flamengo, não tenho como fazer uma afirmação a respeito. Que a Nike reagirá usando os meios legais, parece-me um tanto óbvio.

    Mauricio

  2. Vocês são meio amadores no comentário. Estou deletando vocês dos meus favoritos. Esperava mais, porém, vocês seguem uma linha já conhecida, a linha jornalistica da mídia imediatista.

    Carlos, creio que amadorismo não é exatamente o cerne da questão… Só posso dizer que conto, na minha experiência profissional, com passagens por fabricantes de materiais esportivos, o que julgo me credenciar para escrever um comentário a respeito.

    Independentemente desse fato – que nada mais é que um detalhe – fique à vontade para excluir-nos de seus favoritos, já que essa é uma opção que cabe apenas a você, e portanto não nos cabe julgá-la. Por outro lado,se quiser nos ajudar a melhorar o conteúdo de nosso blog, por favor faça um comentário fundamentado, com justificativas palpáveis, para que possamos entender os reais motivos de sua ira, se assim posso chamá-la, e travar uma discussão construtiva, que é o real propósito desse blog.

    Observe que, como sempre, democraticamente publicamos integralmente seu comentário…

    Mauricio

  3. Como é que o Flamengo consegue um contrato de 21 milhões por ano com a Olympikus? Enquanto o Grêmio tem um patrocinio com a Puma de ~7milhões de reais? A diferença entre os clubes não pode ser tão extensa assim.

    Gabriel, sem dúvida esse contrato deve inflacionar o mercado de patrocínios esportivos. Não tenho ainda os valores corretos, mas o novo contrato com a Olympikus representa um aumento de ao menos 50% na receita do Flamengo com seu fornecedor de material esportivo. Daí a tão gritante diferença.

    Abraço,

    Mauricio

  4. Vcs tem q informação de quantas camisas os outros clubes venderam em 2007? 500mil camisas é mto lucro pra empresa fornecedora, eles poderiam pagar ate mais q isso

    Marcelo, esse dados são tratados confidencialmente pelas empresas, e o que se tem são “informações de bastidores”.

    De qualquer maneira, 500 mil camisas representam cerca 40 mil camisas mensais, o que é um número coerente com o histórico do São Paulo, especialmente em um bom momento esportivo.

    Flamengo e Corinthians, de acordo com os dados históricos, deveriam vender de 20% a 50% acima disso, dependendo de seu momento esportivo.

    Lembre-se ainda que, embora as camisas oficiais custem R$ 150,00 nas lojas, a margem de lucro por unidade não é tão expressiva. Grande parte do preço ao consumidor pertence aos lojistas, e há os impostos, os relativamente altos custos de produção desses artigos no Brasil e os royalties pagos para os clubes.

    Um abraço,

    Mauricio

  5. Se a Nike não quis aumentar o valor do contrato. O Flamengo deveria ter, pelo menos, a decência de esperar o fim do contrato ou entrar num acordo. Mas como foi dito: os dirigentes usam várias desculpas para rompê-lo.
    Porém, está mais que no direito dele de exigir um preço maior.
    Não só ele. Como outros grandes clubes. Só ajuda na valorização do clube. Contanto, que esses clubes sejam totalmente responsabilizados por um eficiente departamento de marketing para vender camisas.(Acabando de vez com essa desculpa que o vizinho vendeu mais que ele. É de se imaginar que o São Paulo vendeu mais que o Flamengo, comparem o marketing de ambas equipes…) E claro! A fornecedora entregando às lojas no prazo. Assim, ambos lados podem trabalhar de forma saudável, gerando um bom retorno para fortalecer a marca e o clube.

    Abraços

    Ricardo, estamos de acordo. Tenho grandes restrições a contratos não cumpridos, por mais que se justifique o rompimento. Sempre há margens para interesses não explícitos. Por outro lado, também é verdade que nem sempre os parceiros – nesse caso os fornecedoers de material esportivo – cumprem seus papéis conforme o esperado.

    Um abraço,

    Mauricio

  6. Mauricio:

    Um primeiro lugar, meus parabens pelo teu blog. Muuito bom. agora já sei one posso pegar minhas noticias esportivas (pois o site de espoertes do Terra está uma droga!)

    Razão de ser do meu post é para lhe corrigir em algo (se assim posso me comportar): não existe “LOGOMARCA”. Isso é uma redundância e mais uma invenção linguística dos brasileiros. o Certo é Logotipo, signo ou simplesmente logo.

    Fica ai minha contribuição com o blog!
    E mais uma vez: parabens!

    Grande abraço e sucesso
    Fique com Deus

    Daniel

    Olá, Daniel, obrigado pelas palavras e por sua presença aqui em nosso blog.

    Claro que você pode fazer correções, sempre que quiser. Agradeço e me desculpo pelos vícios que, é verdade, devemos tentar eliminar….logomarca é um termo comumente usado por gente que trabalha em marketing e, segundo o Wikipedia, é um neologismo utilizado para designar logotipo, símbolo ou marca, sem que haja consenso quanto ao que ele se refere exatamente: se apenas ao símbolo, se ao logotipo ou a uma combinação de ambos.

    Em resumo, é um termo inadequado, que bem poderia ser substituído por logotipo ou logo.

    Um abraço,

    Mauricio

  7. Dessa vez o Flamengo agiu com esperteza, no início do ano tentou arrecadar mais com patrocínio de camisa e falhou, ou o Flamengo não quis fazer um leilão de concorrência ou acreditou que nenhuma empresa nesse país tem condições de pagar mais que os R$ 16 ou 17 milhões da Petrobrás (Agora provou-se que não é verdade, o potencial de se estampar a marca na camisa é ainda maior). Creio que esse contrato assinado pelo Flamengo, deve ser o maior de um time fora da Europa.

    Filipe, acho até que o Flamengo vem tentando fazer esse leilão há um bom tempo, mas talvez só agora tenha tido algum tipo de segurança jurídica para dar esse passo, já que certamente haverá a resposta da Nike, em termos legais. Agora, os valores do novo contrato são mesmo surpreendentes.

    Valeu, um abraço,

    Mauricio

  8. Caro Maurício, o tema é importante e traz alguns convites à reflexão, mantendo o padrão de qualidade elevada, como sempre.

    Em primeira análise, sou simpático à idéia de que empresas brasileiras forneçam material esportivo aos clubes nacionais; não é um ataque de Policarpismo Quaresmal, apenas acredito, e você pode me corrigir se for o caso por tua experiência, que as empresas nacionais tenham melhor entendimento do que é o mercado em seus cortes qualitiativos, quantitativos e seus hábitos de consumo e por isso possa configurar um marketing mix mais adequado às nossas características.

    Julgo que a Nike, estabeleceu os dois clubes mais populares do Brasil e a Seleção como cabeça de ponte para uma mais forte entrada no mercado brasileiro e concordo que o viés de venda de camisas dos clubes patrocinados não esteve na prioridade do business case feito; comunicar e reforçar a marca foi a principal orientação nesta estratégia de penetração de mercado, em análise bem “lato sensu”.

    Creio que as empresas brasileiras até tenham seus vícios, mas o leitor Carlos levantou um ponto bom que precisa de uma outra análise para ser realmente útil…a camisa custar R$150, ou 1/3 do salário mínimo, de onde vêm tal preço ?? Me chama a atenção que as camisas na Inglaterra, de clubes grandes, custam 40 libras, ou seja, próximo a R$ 150, será que a Nike aqui, ou as demais, pensou globalmente e ESQUECEU de agir localmente ?

    A coincidência de preço salta aos olhos, mas deixo pro especialista responder…a diferença é que na Inglaterra, uma camisa custa 1/24 do salário mínimo, salário este que só um recém chegado no mercado, ou no país, ganha em mercado de bairro no turno da noite, de qquer. forma, o produto é mais acessível.

    Acredito que as empresas brasileiras possam, por conhecer o mercado e por terem marcas menos poderosas em termos globais, trabalhar mais junto dos clubes para desenvolver o mercado local em ações bem mais coordenadas que a disjunção observada entre a Nike, o Flamengo e o Corinthians; algo não combina, não há objetivos e posicionamento comuns, vejo a iniciativa do Flamengo como positiva, talvez não do jeito certo pois deverá haver passivos jurídicos.

    Abraços,

    Robert

    Robert, há um fator não considerado nessa análise salário mínimo x preço das camisas, que é o tamanho do mercado brasileiro. Esse tipo de produto é direcionado para um público A-B, que soma, em nosso país, mais pessoas que a população da Inglaterra (50 milhões de pessoas habitam essa país, segundo estimativa de 2006). O público de baixa renda – que ganha até um pouco mais que o salário mínimo – é um público marginal para as fabricantes de material esportivo no que se refere aos produtos oficiais.

    OK, aí entra a questão da miopia dessas empresas que não investem no enorme potencial para as chamadas camisas populares, que devem ser confeccionadas de maneira simplificada e, como sempre insisto, vendidas em canais de distribuição alternativos, para chegar ao consumidor a preços mais compatíveis com sua realidade sócio-econômica. Parte do mercado “pirata” poderia ser combatida com essa linha de produtos populares, aumentando os lucros dos fabricantes oficiais mas, em contrapartida, aumentando também os riscos do negócio, já que lucros são, a princípio, inerentes aos riscos assumidos.

    Quanto a ter empresas nacionais em franca competição com as multinacionais dessa indústria para, pensando e agindo localmente, criar um novo cenário nas relações estratégicas entre clubes e patrocinadores esportivos, penso que infelizmente há poucos sinais de mudanças, já que continuam prevalecendo os vícios e preconceitos que orientam esse mercado. Isso não é de se estranhar….a Vulcabras, por exemplo, controla tanto a internacional Reebok como a nacionalíssima Olympikus, e é uma empresa nacional que, a meu ver, não mostra grandes propostas de inovação em suas práticas comerciais e gestão de produtos.

    Mauricio

  9. Em tempo, mais uma pra ajudar….a confusão LOGO, MARCA, LOGOMARCA, etc….pode ser mais facilmente dirimida se usarmos o termo IDENTIDADE VISUAL, no esporte é mais amplo, mas evita erros.

    Dica de orientação…

    Abraços,

    Robert

    Valeu pela dica, Robert. Vou incorporar ao meu vocabulário. Um abraço,

    Mauricio

  10. Peço licença ao Robert para lhe fazer uma pergunta. Ou quem se propor a responder.

    Há um tempo num curso de Marketing Esportivo. Pelo oq eu entendi no assunto sobre vendas de camisas. Os professores (Rafael Plastina e Georgios Hatzidakis) explicaram que ela(camisa) deve ser tratada como um “produto de desejo”, por isso o preço alto.
    Eu acho que não entendi mto bem…hahauahuahauau
    E no post anterior, vc comparou os salários mínimos daqui e da Inglaterra. Sei que é uma comparação absurda.
    Mas creio eu que as empresas prefiram um retorno financeiro e não apenas desejada (claro que isso é importante).E pra isso ser mais efetivo no Brasil eles precisam baixar os preços.

    Enfim a questão: Eu não entendi bem a aula ou o que os professores me explicaram é uma estratégia ultrapassada?

    Peço desculpas pelos termos pobres. É que eu sou bem iniciante (17 anos) ).

    Abraços

    Ricardo, já pedi para que o Robert escreva uma resposta para você. Como contribuição, leia minha resposta ao primeiro comentário do Robert, na qual tento “apimentar” um pouco a questão.

    Abraço,

    Mauricio

  11. Eis outra questão que entra nessa seara. Os valores pelos quais as camisetas serão comercializadas são previstos contratualmente também? As empresas têm plena autonomia para “inflacionar” os produtos?
    Além disso, acredito que essa “tendência” de fortalecimento das marcas locais em parcerias com clubes já pode ser mais verificada em pequenos clubes do interior. Ao menos aqui no RS, é recorrente o fornecimento de material esportivo por médias empresas – quando no passado, os mesmos clubes “imploravam” aos grandes por abastecimento nesse segmento. Fora, que como destacou Alvarez, essas empresas tem mais conhecimento da realidade local.

    Tércio, pode até ser que haja algum tipo de cláusula contratual relativa ao preço máximo das camisas para o mercado, mas eu desconheço…Na verdade me parece que se trata de estabelecer um posicionamento para o produto através do preço, buscando um público de poder aquisitivo mais alto. Ok, podemos criticar a estratégia, especialmente por considerar que há um enorme mercado para produtos populares, mesmo que não cheguem aos preços das camisas piratas e falsificadas.

    Quanto à presença de fabricantes menores em equipes locais, creio que essa é uma tendência que se espalhou por todo o país. As grandes empresas simplesmente não tem interesse comercial em atuar localmente, e aí podemos tecer mais críticas…Realmente novas marcas vem surgindo e tentando se consolidar através do patrocínio (barato) de clubes de médio e pequeno porte, e na verdade isso já foi feito em outros tempos, por exemplo, pela Dell’erba.

    Abraço,

    Mauricio

  12. Mauricio,

    Que isso, sempre gosto de ajudar qdo posso. Se desejar, te envio dois artigos de um grande profissional do designer e outra que é professora, explicando tal termo e o que deve ser usado em seus lugares.

    Voce ai tem acesso ao meu email. Se desejar os textos, me escreva que lhe envio com o maior prazer, ok?!

    Grande abraço e sucesso
    Fique com Deus

    Daniel

    Obrigado, Daniel, vou enviar-lhe um e-mail.

    Mauricio

  13. Eu poderia responder à questão do Ricardo Teixeira sem problemas, porém, por cortesia, precisaria da autorização dos amigos donos do BLOG, que tem tanto ou mais repertório que eu nesta questão e precisam manter sua “linha editorial” coesa.

    Abraços,

    Robert.

    Robert, fique à vontade para responder. Abraço,

    Mauricio

  14. Sou economista e rubro-negro. O Flamengo não tem como perder esta ação contra a Nike, porque houve falta de material até mesmo para os jogadores.

    O Bruno cansou de jogar com um moletom de treino improvisado este ano. Aliás, estou há quase um ano tentando comprar camisas de goleiro e não colocaram à venda.

    Pedro, seu comentário vale como um testemunho. Valeu pela colaboração.

    Mauricio

  15. Diga-se de passagem, Maurício, acompanhei de longe a negociação – que já vem acontecendo há pelo menos quatro meses – e a disposição da OLK chega a ser assustadora.

    A Nike não quis entrar em leilão, mas, se entrasse, perderia. Os caras estavam dispostos a qualquer preço para equipar o Flamengo, que será o ponta de lança para a internacionalização da marca Olympikus. Por tabela, do Flamengo também.

    Em tempo: não sou nada do clube, apenas um torcedor – e economista – que conhece algumas pessoas de lá.

    É verdade, Pedro, parece que a contratação do Flamengo era um movimento estratégico imprescindível para a Olympikus-Vulcabras, e daí penso que podemos entender que os valores pagos nesse contrato tem um alcance bem maior que o retorno com a venda de camisas.

    Um abraço,

    Mauricio

  16. A vulcabrás já deu bastante trabalho para nós colorados e ainda está dando. Demora prá entregar lançamentos nas lojas, camisas que descolavam/descascavam patrocínio/número, poucos produtos. Para o SP parece que é diferente, e pro Fla, tudo indica que será diferente também.

    Alcindo, não conheço a fundo a estrutura atual da Vulcabras, tanto no atendimento ao mercado quanto no atendimento aos clubes contratados. Acredito no seu testemunho e não sei se chega a ser diferente com o São Paulo e com o Vasco. Talvez precisemos da opinião de torcedores/clientes desses clubes também.

    Sei que, por mais que as coisas mudem, a Vulcabras é uma empresa calçadista por origem, e essa é (ou ao menos era, no tempo em que a conheci melhor) sua prioridade absoluta no gerenciamento dos negócios. O mesmo acontece com outras empresas que tem como objetivo, ao patrocinar clubes de futebol, ganhar dinheiro com a venda de tênis e chuteiras, prioritariamente.

    Um abraço,

    Mauricio

  17. Mas a Vulcabrás também conta com a venda de camisas. A promessa é de que saia a no máximo R$ 100 uma camisa oficial.

    Segundo notícias divulgadas pela imprensa, a linha terá 45 produtos. A camisa definitiva está em processo de aprovação.

    Sem dúvida, Pedro, a empresa fará todos os esforços para maximizar seu retorno com a venda de produtos oficiais. A dúvida é se os 21 milhões de reais poderão ser pagos com esse retorno. Eu creio a princípio que não; parte do custo desse investimento deverá ser assimilado como uma despesa de marketing.

    Mauricio

  18. Respondendo ao Ricardo e polemizando o Maurício um pouco mais neste muito legal e cavalheiríssimo “jogo de xadrez” que virou este tópico.

    Como produto de desejo, eu, que venho do ramo de tecnologia da informação que é pródiga em criar “gadgets” (tranqueiras legais de consumir como Ipods de cada vez mais capacidade, Mp3-4,5,6……etc..), entendo como o produto recém lançado que um determinado grupo de consumidores, um nicho, chamado de early adopters, faz questão de adquirir pagando um pouco a mais por uma questão de pioneirismo; esse comportamento não é apenas uma nuance de mercado, é uma estratégia puxar o consumo destes produtos com alta margem no começo de seu ciclo de vida para, o mais rápido possível, para ajudar a recuperar os investimentos no desenvolvimento do produto e auferir, até, algum lucro já que nesse tipo de produto a obsolescência chega logo, a estratégia que suporta isso é a política de preço de desnatamento, ou skimming.

    Definitivamente, isso não cabe no caso de camisas de clubes de futebol, não é produto que demande grandes pesquisas, o tecido está desenvolvido pelo seu fabricante, cabe algum esforço de design que está longe de ser um custo tão elevado. O que ocorre, no meu caso, é a aplicação da lei do mínimo esforço, ou seja, ocupar a parcela do mercado onde se pode praticar um preço que comporta a estrutura de custos da empresa, é o rabo mordendo o cachorro.

    Como disse o Maurício, as camisas são voltadas para o público A-B, os números do Maurício estão corretos, porém o produto futebol está tão comumente associado às camadas mais baixas do extrato sócio-econômico e as acomodações e formas de consumí-lo até meio que reforçam isso que a conclusão que chegamos é que mercadorizamos o futebol de um jeito muito estranho, uma parte do consumo para baixo da pirâmide e outra pros segmentos mais favorecidos, em resumo, nenhuma integração nos planos de marketing, clubes e fornecedores com visões e planos distintos, opostos até; o resultado é um futebol pobre mercadológica e financeiramente, os resultados aí estão pois não atendemos bem nem um grupo social nem outro.
    Prahalad, em seu artigo e posterior livro a Riqueza na Base da Pirâmide, nos ensina que dada a realidade onde países emergentes crescerão mas nunca terão a Renda Per Capita da Dinamarca, as empresas deverão ajustar suas formas de conceber produtos, estratégias para produzir, distribuir e vender compatíveis com o nível de renda vigente, maior quantidade e menores margens, creio que essa abordagem faça mais sentido em um mercado como o nosso e com o apelo universal do futebol. Segmentar sim, com produtos e serviços para todas as classes sociais fará crescer o bolo e a relevância do produto e isso é bom, a menos que queiramos ver o povo A-B passeando com a camisa de R$ 150,00 no shopping e o povo C-D de camisa pirata ocupando 30% dos nossos estádios, o que gera prejuízos.

    Espero ter contribuído e não ter saído da linha do blog, pela qual os amigos zelam tanto.

    Abraços,

    Robert

    Robert, acho essa discussão muito produtiva. Sua contribuição é muito importante e penso que nossos comentários, mais que criar polêmicas, se aproximam de uma espécie de consenso.

    Mais uma vez, penso que podemos dizer que estamos em um estágio de práticas gerenciais bastante limitado não apenas dentro de nossas entidades esportivas, mas também em grande parte das empresas que participam desse mercado através de patrocínios e parcerias.

    Um abraço,

    Mauricio

  19. Sim, Maurício, creio que a visão limitada do horizonte de possibilidades que há neste mercado acabam sendo a maior fonte de problemas e deste hiatos mercadológicos que o negócio futebol apresenta.
    Creio que o consenso se aproxima pela percepção deste fenômeno, pois invariavelmente, as pesquisas mostram, por vários caminhos, que há um mercado disponível qualificado para o produto, porém as ações estratégicas atuais são insuficientes para penetrá-lo dadas as práticas não só gerenciais, mas de planejamento estratégico, sendo a necessidade de um plano estratégico de longo alcance o que pregamos, cada um por seu veículo e jeito.

    Obrigado pelo espaço onde travamos estes muito produtivos debates, excelente discussão !!!

    Abraços,

    Robert

    Legal, Robert, de discussão em discussão vamos evoluindo…

    Grande abraço,

    Mauricio

  20. Olá Mauríco, Primeiramente quero te parabenizar pelo post.
    O que me deixa P*** da cara é que o Gremio tem um patrocínio de 6 milhoes anuais com a Puma e o Flamengo tem um de 21 milhoes..
    Sei que o Flamengo é um time maior e é um time moda, e está no eixo rio-sp, só que o que me incomoda é a minha diretoria, horrível, com certeza ela poderia ter um contrato semelhante a esse do Flamengo.. Em 96 fomos o time que mais vendeu camisas no MUNDO INTEIRO, quase 500 mil..
    E poderiamos retomar isso se nossa diretoria nao fosse tão incompetente.

    Espero que com o futuro da Arena os Patrocinadores paguem mais para ter seu nome na camisa do gremio.

    Esse ano a camisa que a Puma fez do Gremio, ficou horrivel o tecido parece aqueles panos que a gente usa pra limpar a tinta (acho que o nome é perfex).

    Espero que com o futuro da Arena os Patrocinadores paguem mais para ter seu nome na camisa do gremio.

    Abraços.

    Olá, Matheus. Acredito que deve haver, nos próximos anos, uma grande pressão dos grandes clubes por novos e mais valorizados contratos de patrocínio esportivo. Não há dúvida de que os 21 milhões representam um valor muito acima do que era até então praticado em nosso mercado, mesmo guardadas as devidas proporções entre clubes com referência ao potencial de consumo de cada um.

    Especificamente com relação ao Flamengo (e a outros cariocas também), há um diferencial em relação não apenas ao Grêmio, mas à maior parte dos clubes: sua torcida se espalha por todo o Brasil, o que o valoriza aos olhos de patrocinadores pela exposição mais ampla de marca. Mesmo assim, você tem razão quanto à exagerada diferença nos valores a partir desse novo contrato.

    Um abraço,

    Mauricio

  21. Robert, Mauricio e colegas especialistas
    Posso estar equivocado, mas, não parece que esse erro é basicamente de estratégia?? Aliás, em um curso que fiz com o professor Fernando, da ESPM-RS, fazíamos referência justamente a falta de conhecimento do clube sobre o perfil socio-economico de seus frequentadores ou ainda dos consumidores de produtos licenciados. Acho, inclusive, que a ausência de dados que embasem as tais estratégias é mais grave que a própria falta de estratégias.
    Se formos avaliar de forma simplista, é mais ou menos da mesma forma que andam os projetos de novas arenas. Sem foco, sem estratégias para atingir os públicos certos, e, ainda pior, excluindo os públicos de camadas desfavorecidas, que são um expressivo potencial público consumidor. Deixe-me exemplificar, pra não parecer perdido: O Palmeiras, favorito, tem média de público inferior a 10 mil pessoas no Brasileiro. É ou não é problema de estratégia?

    Tércio, em minha opinião você está certo. Há um grande desconhecimento das mais básicas variáveis mercadológicas em nossa indústria esportiva. Estratégias são, em nossa realidade, ações táticas na maioria das vezes descoordenadas, sem visão de longo prazo.

    No caso das prováveis novas arenas, a discussão se amplia. Penso, no entanto, que nesse caso é fundamental levar às arenas um novo público com poder maior de consumo, ainda que se preservem áreas populares. Esse público de maior poder de consumo está hoje excluído dos estádios em razão de diversos fatores, que podemos sintetizar no péssimo nível dos serviços oferecidos.

    Segmentação é a palavra chave, tanto no planejamento de arenas quanto na produção e venda de produtos oficiais dos clubes. Há diversos segmentos e nichos que representam um grande potencial de receitas para os clubes, e que são hoje desprezados. Sem uma visão mais ampla de negócios e um planejamento estratégico, resta aos clubes se lamentarem cotidianamente, como se o futebol fosse por si um negócio insustentável.

    Um abraço,

    Mauricio

  22. Tércio
    Também acho isso.. os Clubes nao tem o mínimo planejamento das coisas..
    Esse exemplo do Palmeiras é perfeito. Clube com uma baixíssima média de público comparado com o que desempenha..
    Nesse ponto a Diretoria do Gremio até que acertou, em fazer um estudo com a AAA antes de procurar um investidor, e as obras ainda nao começaram aqui porque a própria diretoria junto com seus conselheiros demora muito tempo para analisar o contrato, pois ja sofremos com isto com as diretorias anteriores (caso ISL)…

    O que me preocupa um pouco é o preço do futuro ingresso na Arena… Eles disseram que o preço do ingresso vai ser a média de hoje em dia.. espero que seja que o anel de cadeiras Vip’s e de Camarotes, será metade da receita da partida..(Para quem nao sabe serão 4 anéis: Um com 20 mil pessoas e um possível lugar para a Geral do Gremio, anel com 9 mil cadeiras Vip’s, outro anel com 2 mil lugares de Camarotes, e mais 20 mil lugars com outro possível lugar para a Geral do Gremio).

    Acho que seria interessante Voces do Futebol e Negócio fazer uma matéria sobre a Arena do Gremio.

    Matheus, há um compromisso nosso de escrever uma matéria a respeito, e admito que estamos atrasados nesse assunto. De fato a a nova arena merece uma observação mais atenta, mas adianto que penso que o potencial de receitas é bastante grande. Só que insisto na minha opinião: é preciso segmentar desde o planejamento, oferecendo ingressos populares em alguns setores mas também ingressos bem mais caros caros em outros, disponibilizando nestes setores serviços diferenciados para atrair um público capaz de gastar mais dinheiro no evento ao comprar, por exemplo, produtos oficiais nos dias de jogo.

    Mas isso é assunto para o futuro artigo sobre a arena que, espero, sairá em breve.

    Um abraço,

    Mauricio

  23. Ola Mauricio,

    Mais uma vez um clube que quer melhorar seu contrato com fornecedor esportivo parte da alegação da falta de produtos em estoque e dificuldades e demora na entrega dos mesmos.

    Ponto pro Flamengo que fatura mais que o dobro do que o 2o clube mais popular do país no quesito patrocinio esportivo.

    A Nike que se cuide, o Corinthians já está com o mesmo discurso Rubro Begro.

    Creio que mesmo que o Flamengo perca na justiça, o valor a ser pago de multa pelo clube é coberto com sobra pelo que recebe na Olympikus.

    Grande abraço,

    Sérgio, também acho que o Corinthians terá, no próximo ano, um grande aumento no contrato de patrocínio esportivo. Acredito no entanto que será possível que esse aumento seja proporcionado pela própria Nike, que acaba de sofrer um desfalque considerável com a perda do clube carioca.

    De resto, acho que diversos clubes partirão para a ofensiva com o objetivo de aumentar suas receitas com patrocínio esportivo.

    Um abraço,

    Mauricio

  24. Agora eu entendi!

    Infelizmente é isso que vemos: Pessoas de classe A-B com camisas oficiais passeando pelos shoppings e pessoas de classe C-D com camisas piratas e ocupando pouco mais de 1/3 dos estádios.

    Espero que os planejamentos e segmentação de hoje mudem nos próximos anos.

    Obrigado pela aula Maurício e Robert…auhauhauahua

    Abraços

    Um abraço, Ricardo, valeu pela sua colaboração.

  25. Parabéns pelo BLOG, excelente… é a primeira vez que escrevo nos comentários, vamos lá:

    Vejo muita gente criticando o Flamengo por romper o contrato unilateralmente… mas o fato é que a Nike vem descumprindo várias cláusulas do contrato. A tempos o Flamengo sofre com a distribuição do material esportivo, a ponto de faltarem camisas e do goleiro ter que adaptar a camisa de treino para disputar jogos oficiais.

    Além disso é latente a falta de camisas no mercado, faltar material nas lojas num momento em que o time é um dos principais do Brasil é um desprestígio imenso, outro fato que desagradou a torcida e o clube foi a Nike ter fabricado uma camisa de Campeão Carioca antes do título estar decidido…

    Fica claro que o valor pago vai inflacionar o mercado, mas vale destacar a grandeza do Flamengo (que não se compara a Grêmio e Inter-RS por exemplo…), fora a entrada da OLK no mercado futebolístico.

    Marcos Vinicios, obrigado pelo seu depoimento. De fato a relação entre Flamengo e Nike vinha sendo conflituosa, e a falta de produtos no mercado (conforme o seu comentário) é uma falta grave da fornecedora de material esportivo.

    Quero discordar de você quando você usa o termo grandeza na comparação entre Flamengo e outros clubes. Para mim grandeza traduz uma superioridade muito ampla, inclusive esportiva, o que pode ser justamente questionado por outros torcedores. Eu diria que o Flamengo tem, sim, maior destaque por sua expressão nacional, demonstrada em sua torcida muito maior que as desses outros clubes e que o leva a ter uma exposição superior; como tal, sem dúvida possui maior atratividade para patrocinadores.

    Um abraço,

    Mauricio

  26. Maurício, já que vais produzir conteúdo sobre o assunto, deixe-me, humildemente sugerir que leias matéria sobre os estádios na região sul, que fiz para a Revista Amanhã, quando atuei na publicacao
    Acesse o meu blog (que anda abandonado) e vá no início, é um dos primeiros posts
    http://arenadomarketing.blogspot.com

    Obrigado pela dica,Tércio. Creio que quem escreverá esse artigo sobre a nova arena gremista será o Marcos Silveira, e vou indicar para ele a leitura de seu post. Vou acessá-lo também.

    Mauricio

  27. Caro Tércio, eu fui entrevistado para a composição de uma matéria na Revista Amanhã que versava a respeito da Copa de 2014 e a problematização dos estádios; o Amir, um dos donos deste blog também foi entrevistado.

    Será que foi você que me entrevistou ?? Em tempo, recebi um exemplar da revista quando a matéria foi publicada (out/2007, creio) e considerei o gesto de gentileza ímpar.

    Continuando com o Tércio, considero que o problema seja de estratégia sim, concordando com o colega Prof. Fernando da ESPM-RS; julgo que a imponderabilidade e a visão de curto prazo do jogo em si permeia a administração dos clubes levando-os a negligenciar aspectos de planejamento de longo prazo.

    Abraços a todos,

    Robert

  28. Bom Amir,

    Parece que virou moda dizerem que a razão para quebras de contratos sejam a ineficiência do fornecedor de material esportivo…desculpa boa essa.
    A verdade é que os clubes viram o quantos se fatura através deles…o mercado mudou, e muito.
    Há dois dias finalizamos a segunda onda do Soccerscope 2008, 7001 entrevistas, nele pudemos constatar e confirmar as duas onda anteriores, que deixavam claro o ganho em percepção e recall dos fornecedores de material esportivo com seus respectivos clubes.É assombroso como responde.
    Parece que agora clubes e patrocinadores tem um balizador do mercado.

    Temos muito pra contar.

    abs

    Cesar Gualdani
    TNS Sport Brasil

  29. Sim professor Robert! Eu mesmo! Não estou mais na revista, mas me mantenho interessado no assunto. Fico feliz que tenhas recebido o exemplar, e lido a reportagem.
    Abraço

  30. Em tempo:
    Além de jornalista, sou torcedor colorado, sócio e vou ao estádio, como milhões de brasileiros. Então, pratico um exercício de visão interna que acho recomendável para todos dirigentes e cartolas..ouvir e ver como a torcida..
    Por que estou falando isso?
    Acho que o erro recorrente é planejar as ações pelo que “se acha”, na ausência de dados que pautem ações mais concretas. O Inter tem uma base ampla de dados sobre os seus quase 80 mil sócios, que ainda está subutilizada. Não tenho um conceito maduro sobre a minha defesa do que deveria ser um estádio ou uma arena para o futuro, mas discordo em parte de ti, Maurício. Este público consumidor que é visto como “desassistido” – o de mais poder aquisitivo – não está ligado ao esporte por questões culturais que ultrapassam as fronteiras do conforto e da segurança.
    Voltando aos uniformes, pra não fugir do tópico. Também acho que o negócio envolvendo o Flamengo DEVE apresentar valores mais altos, por tratar-se da maior torcida do país (sem entrar no mérito de que tipo de torcedor estou falando), mas é inegável que essa negociação vai abrir portas para outros clubes repetirem as altas pedidas (infelizmente, copiar as receitas de sucesso dos outros é a prática mais comum dos clubes brasileiros)
    abs

    Tércio, concordo com sua opinião quanto à subutilização das bases de dados de torcedores. Para citar um exemplo, as informações que são ou que podem ser coletadas pelos programas de sócios-torcedores já implementados por vários clubes deveriam funcionar como uma rica base de informações, fator básico para a estruturação de um CRM e o conseqüente desenho de ações que pudessem entender e falar com esse público na linguagem mais apropriada.

    Quanto à estrutura de novas arenas, acho natural que discordemos. Como sempre digo, é a partir de diferentes visões que vamos achar os conceitos mais apropriados, e às vezes até chegar a um consenso. Mas devo dizer que as tais razões históricas para que o público de maior poder aquisitivo não frequente estádios representam, na minha opinião, uma visão pré-concebida – não de sua parte, mas da grande maioria dos que observam e analisam o futebol, e essa visão pré-concebida se expressa no conceito de que o futebol é “o esporte do povo”, o que exclui as classe mais abastadas e que podem prover mais receitas para o negócio. Creio que esse esporte é absolutamente popular em todas as classes sociais de nosso país, e isso abre espaço para que se ganhe dinheiro com todas elas através do conceito de segmentação, perfeitamente aplicável às novas arenas (e talvez até vital para a viabilidade do negócio).

    Tércio, muito interessante sua participação nesse debate. Um abraço,

    Mauricio

  31. Eu creio q o Flamengo acertou…tem q buscar o q é melhor p/ o clube msm!

    Na aula de respostas e mais respostas neste saudável debate q aconteceu aqui,acho q o mais pertinente,entre os diversos assuntos pertinentes,seja aquilo q o Tércio falou sobre o desconhecimento do perfil sócio-econômico dos torcedores dos clubes.O q mostra o amadorismo da gestão esportiva no país.
    Aqui na Bahia,dentre as diversas coisas q costumamos reclamar da diretoria mais incompetente do Brasil(do ex-clube em atividade E.C.Bahia) é justamente essa falta de visão do perfil do torcedor tricolor.A renda aqui é baixa,se comparada com sudeste e sul,e os produtos licenciados(q já não são mts) são caros e quase restritivos à maior parte dos torcedores daqui.Ora,como esperar maiores receitas desta forma?Mt costuma se falar sobre lançar produtos licenciados de baixa qualidade,mas a um baixo custo,o q poderia inclusive fazer frente aos produtos pirateados.
    O msm vale para tds os clubes.O SPFC tem uma torcida de maior poder aquisitivo q a torcida do Corinthians,por exemplo.Então,obviamente os produtos de cada um destes times deveriam ser diferentes em preço(e possivelmente em qualidade tb),para q ambos possam maximizar suas receitas com vendas de produtos.Mas as marcas q patrocinam os clubes brasileiros pouco se importam em vender às classes C e D.Simplesmente desdenham,quando em alguns casos,como o do próprio Flamengo,poderiam estar ganhando um dinheiro razoável,q ajudaria o msm a poder bancar um pouco da gigantesca dívida q tem.
    Enfim,acho q tem gente mt mais qualificada q eu para falar de um tema como este aqui no blog,e q poderia contribuir de forma melhor,mas no meu ponto de vista é uma estupidez sem tamanho ignorar as classes C e D,claramente em ascensão(quantitativamente falando,já q incorporou parte da classe E), de alguns anos para cá,aproveitando-se de uma “onda” de crescimento do Brasil e depolíticasde governo q melhoraram a distribuição de renda.

    Gde abraço a tds!

    Antonio Mateus, assino embaixo de grande parte de seu bem elaborado comentário. Sintetiza muito bem grande parte do que foi discutido aqui.

    Só faço uma pequena observação: achei perfeita sua percepção sobre as diferenças de poder aquisitivo em diferentes regiões do país, mas quando falamos de clubes da mesma região, como Corinthians e São Paulo ou Flamengo e Vasco, é preciso perceber que os clubes mais populares são de fato mais populares em todas as camadas sociais, como demonstrou pesquisa do Sportv em 2006, feita com pessoas das classes A-B e que demostrou o maior tamanho das torcidas desses clubes mesmo nessa faixa sócio-econômica.

    Isso em nada diminui a necessidade de segmentação e lançamento de produtos diferentes para os diferentes públicos que formam a base de torcedores de cada clube.

    Um grande abraço,

    Mauricio

  32. Vivendo e aprendendo…Desconhecia esta pesquisa,e sempre acreditei na comum história q conta q o SPFC tinha torcedores de maior poder aquisitivo,endossada,inclusive,por dirigentes do próprio clube,em entrevista q li há um tempo atrás.
    Valeu pela dica!

    Gde abraço!

  33. Aliás,fica evidente q é necessário se fazer uma pesquisa “profunda” sobre torcidas no Brasil.

    Variáveis como renda,”torcedores ativos”,poderiam ser incorporadas ao tamanho,para q possamos saber o tamanho “real” das torcidas e do mercado q pode ser explorado.

    []´s

    Antonio, concordo com você. Aliás, os gestores de marketing esportivo americanos usam muito o termo “nível de adesão” dos torcedores, algo que tem a ver com o que você chamou de torcedores ativos. O trabalho dos profissionais de marketing dos clubes é determinar esse nível de adesão e tentar fazer com que os torcedores-clientes evoluam na escala de consumo; se um torcedor vai uma vez por ano ao estádio, deve haver um esforço para que ele passe a ir duas vezes, ou que compre mais produtos licenciados, ou que assine ao pay-per-view, e assim por diante. Para isso, naturalmente, é preciso conhecer a base de torcedores e seus hábitos de consumo.

    Um abraço,

    Mauricio

  34. Parabéns Flamengo, já não era sem tempo o rompimento desse contrato. Espero que possa vender muitas camisas, e com um preçinho mais apropriado para todos os flamenguistas!

    É, Jefferson, qualquer fornecedor de material esportivo deveria mesmo aumentar suas vendas com uma linha de produtos mais populares. Há muito mercado, sem dúvida.

    Mauricio

  35. Quanto à preponderância dos times mais populares em todas as classes sociais, isso ocorre. Mas, vendo os dados de uma pesquisa divulgada pelo Flamengo, vemos que enquanto no público de renda mais baixa, a torcida do COrinthians é mais que o dobro da do São Paulo, na faixa mais alta, elas se equivalem. Quem quiser ver os outros dados, segue o link:

    http://www.flamengo.com.br/site_clube/estatisticas/PaperMarcaFlamengo.pdf

    Não sei o grau de desabastecimento dos produtos no mercado pela Nike, mas a percepção do consumidor era essa. Ano passado, quando lançaram as novas camisas, simplesmente não se conseguia encontré-las nas lojas de Manaus. Sendo que, segundo uma pesquisa feita por um jornal local em 2007, mais de 40% (não lembro o número exato) dos habitantes de MAO consideram o Flamengo seu primeiro time. Por aí, se tem uma noção…

    A Olympikus, por sua vez, anunciou que vai abrir 10 lojas do Fla no N, CO e NE…

    Olá, Amyr. Eu já tinha tido acesso a esse material bem elaborado pelo Flamengo, que consolida diversas pesquisas. No caso que você menciona – torcidas por distribuição de renda – a fonte é o Ibope, em pesquisas de 2001 e 2004.

    Como há metodologias diferentes, temos resultados também diferentes em várias pesquisas. No exemplo que eu mencionei, o documento chamado Dossiê SporTV foi apresentado em 2006 pela Ipsos Marplan, e aponta que o São Paulo nesse segmento de renda (classes A-B) tem 2 terços da quantidade de torcedores do Corinthians. Mas, repito, são metodologias diferentes.

    Estive em Manaus recentemente e percebi o predomínio dos torcedores flamenguistas, como de resto acontece em boa parte do país. Sem dúvida abrir lojas em diferentes estados é uma estratégia fundamental para vender produtos e aumentar o retorno do investimento.

    Um abraço,

    Mauricio

  36. Amir sempre me interesse por marketing esportivo e gestão de clubes (minha pós graduação será nessa área). Até tive o prazer de assistir em 2007 na Feira do Estudante no Ibirapuera uma palestra sua.
    Bem voltando ao assunto patrocínio. Como é feito o calculo que quanto um clube “vale” ? A Olympikus pagará r$ 21 milhões ao Flamengo, li um comentário que o Grêmio recebe apenas r$ 7 milhões …
    As camisas oficiais são tão caras pôr que? Se fossem mais baratas os clubes não lucrariam mais? E os clubes pequenos quais iniciativas poderiam aumentar suas receitas com fornecedores de material esportivo?

    Olá Cleber,

    Fico feliz que você tenha visto a minha palestra.

    Os valores aqui no Brasil são em geral definidos comparando as cotas de um clube com o de outros clubes, ou utilizando aqueles discutíveis relatórios de retorno de mídia.

    Quanto aos custos, as empresas justificam que têm um pesado investimento em P&D e as estrangeiras têm limitações da matriz, pois são obrigadas a atuar com preços mais elevados ( não creio que seja uma justificativa convincente).

    Os clubes pequenos devem buscar alternativas criativas para atrair a atenção de parceiros e principalmente dos torcedores. Ações como levar jogadores para as lojas, utilizar os jogos como espaço para divulgação dos produtos , são duas ações que seguramente apresentam bons resultados.

    Um abraço.

    Amir

  37. Caro Mauricio,

    Fico feliz do post sobre a parceria ter saído, não sei se você lembra mas eu enviei um e-mail sugerindo a reportagem. Enfim, espero que essa parceria dê certo e que tudo que andam falando seja colocado realmente em prática pois a parceria com a nike foi uma vergonha.
    Agora eu gostaria de tocar num assunto que não tem nada a ver com esse em questão. Tem a ver com camisa, o que vocês blogueiros acharam do plano de marketing do Chelsea no final dessa temporada? Eles lançaram a camisa da próxima temporada nos dois últimos jogos do clube na temporada, na última rodada do campeonato inglês e na final da Liga dos Campeões. Na minha opinião foi um erro gravíssimo, pois acabaram de queimar a camisa da próxima temporada que será taxada por muitos torcedores dos Blues como azarenta.
    Nós sempre elogiamos os clubes europeus por sua organização, planos de marketing bem estruturados, etc.. mas dessa vez eles deram uma bola fora. Diferente do Fluminense, que esta segurando a nova camisa para depois da Libertadores. Na minha opinião a diretoria e o material esportivo acertaram, afinal a camisa da campanha do Flu na Libertadores é essa atual. Agora imaginem se eles tivessem lançado a nova camisa no jogo contra o São Paulo ou Boca e o Flu tivesse perdido, a nova camisa estaria fadada ao fracasso de vendas vocês não acham??

    Abraço,
    Bruno Assumpção

    Olá, Bruno, lembro-me sim se dua sugestão. Fizemos o artigo logo após a confirmação do acordo com a Olympikus, quando mais informações estavam disponíveis.

    Quanto à camisa do Chelsea, creio que você tem toda a razão quando olhamos para o mercado brasileiro, muito sujeito à superstições e outros valores que não totalmente iguais aos do mercado europeu. Concordo que se qualquer time brasileiro fosse eliminado da Libertadores (ou até mesmo da Copa do Brasil) jogando com uma camisa nova, esse produto seria tachado como um produto de má sorte, com as pressões para que não o time mais jogasse com esse novo artigo.

    Talvez na Europa isso seja um pouco diferente, até em função do marketing ser menos conectado ao resultado esportivo que no Brasil. De qualquer maneira, concordo que é uma estratégia arriscada…por outro lado, o Chelsea, especialmente se vencesse a Champions League, conseguiria antecipar de maneira muito intensa as receitas com a nova camisa, não é?

    Valeu por sua observação interessante. Um abraço,

    Mauricio

  38. Bom pessoal, eu acho o seguinte.
    O flamengo tem vantagem expressiva em relação a qualquer clube na timemania.
    O flamengo tem vantagem expressiva em numero de torcedores.
    No próprio site do flamengo, existe um estudo sobre a qualidade da propaganda. A Petrobrás/Flamengo é o patrocinio mais lembrado pela população.

    O flamengo é um clube que perdendo ou jogando sempre está em evidencia na televisão, pois o ibope é incrivél, e geralmente tem destaques nos jornais e programas televisivos.
    O flamengo é o clube carioca (e possivelmente o brasileiro tambem) que mais tem seus jogos televisionados.

    Por isso concluo, essa diferença em relação aos valores de contrato, e dos fornecedores do material esportivos, são ainda pequenos em relação ao que o clube realmente representa nacionalmente falando.

    Thiago, concordo com a importância que o Flamengo tem em função de seus torcedores, do fato de ser um clube de expressão verdadeiramente nacional, e de, em razão disso, gerar enorme visibilidade para os seus patrocinadores. Isso mostra, por outro lado, o enorme potencial desperdiçado por ter tido ao longo do tempo várias gestões de pouca visão, para dizer o mínimo.

    O estudo que você citou e que está disponível no site, embora bem elaborado, me pareceu um pouco tendencioso – o que, aliás, é natural; qualquer clube que publicasse material similar naturalmente destacaria os pontos que lhe fossem mais convenientes, utilizando as fontes de dados mais adequadas para seus interesses. De qualquer maneira, só o fato do Flamengo disponibilizar esse material de boa qualidade, com livre acesso para quem quiser conhecê-lo, já merece elogios.

    Um abraço,

    Mauricio

  39. Maurício,
    Saiu hoje na mídia que a Olympikus será a responsável por construir um Museu do Flamengo.
    Será que o custo de construção desse museu não está incluído no valor do patrocínio?

    Abraços,

    Nicolas, pelo que entendi ao ler as matérias publicadas na imprensa, o custo para a construção do museu do Flamengo não está incluído nos vinte e um milhões de reais anuais.

    O que muitas vezes acontece nos contratos de patrocínio esportivo – e não sei se será o caso, já que essas informações não costumam ser “abertas” – é incluir o custo dos materiais cedidos ao clubes (milhares de camisas, agasalhos, materiais de treino, etc.) no valor total do patrocínio. Mesmo assim, quando isso ocorre consideram-se os preços de custo e não os de varejo, conforme descrição no contrato.

    Abraço,

    Mauricio

  40. Primeiramente parabéns pelo blog Maurício, pelo pouco que pude ver até agora ele tem foco no business no meio do futebol, ou seja, une duas coisas que eu gosto bastante hehe, já o coloquei em meus favoritos inclusive.
    Achei o blog exatamente procurando por mais detalhes dessa nova parceria…achei que foi bem interessante (e lucrativo) para o Flamengo, mas como Flamenguista, eu preferiria ver a Adidas fornecendo material ao clube, mesmo com uma receita oferecida inferior em US$2 milhões/ano à da Vulcabrás.
    Acho que seria mais interessante pro clube tentar internacionalizar a marca e buscar até uma maior exposição de seus jogadores na mídia, já que a guerra entre Nike e Adidas, pelo menos na Europa, é bem grande nesse nicho individual de patrocínio (Messi joga no Barça, patrocinado pela Nike, e fora das quatro linhas tem patrocínio milionário com a Adidas).
    De qualquer forma espero que a administração do Márcio Braga consiga gastar essa nova cifra anual de maneira responsável e que faça um planejamento pra colocar as contas do clube em dia…pelo menos os salários estão há um bom tempo, ainda bem.

    Parabéns pelo blog,
    Abraço

    Olá, Oliver, obrigado pela visita e pelas palavras.

    Acho que sua preferência pela Adidas em relação à Olympikus é compreensível e deve ser acompanhada por boa parte dos torcedores. Trata-se da força da marca internacional, que agrega um certo valor à camisa do clube na percepção dos torcedores. Mas, na realidade financeira de nossos clubes, o que deve importar mesmo é o valor acertado pelo patrocínio.

    Um agrande abraço e continue nos visitando.

    Mauricio

  41. Sobre a tal diferença entre clubes citada acima Grêmio e Flamengo é simples quanto mais torcedores mais gente comprando.Porque você acha que tende a passar mais jogos do Flamendo na TV?Ou é preferencial nas rádios?

    Thiago, evidentemente você está certo quanto aos maiores índices de audiência conseguidos pelo Flamengo em razão do número de torcedores.

    Quando se faz uma análise de investimento para um patrocínio, no entanto, o raciocínio é mais amplo, incluindo dados como distribuição geográfica dos torcedores, classes sócio-econômicas predominantes na torcida, hábitos de consumo e assim por diante.

    Como dissemos acima, o Flamengo tem grande atratividade para investidores graças a uma combinação de fatores, dentre os quais está, sem dúvida, o maior número de torcedores e simpatizantes, mas este não é o único fator.

    Mauricio

  42. mauricio , quero compra a camisa do flamengo .. tenho medo de mudar o pratrocinador, …iria ganha uma camisa do flamengo no dia dos namorado .. acabei na mao…..???? pq nao tinha … e quero sabe quando vai chegar a camisa na lojas … as lojas falam 30 dias … sera que e official …e essa noticia de mudar a camisa sera que iria excluir a nike ….. so estou ouvindo … comversas.. sera que naoe um meio de nike valorizar o flamengo com custo finaciero

    Alex, a Nike já é passado para o Flamengo…a Olimpikus deve oferecer a camisa nas lojas, creio eu, já a partir de julho. De qualquer maneira, acho muito difícil que haja alteração no patrocinador do clube, que é a Petrobrás, até em função dos valores pagos e do longo relacionamento entre o Flamengo e a empresa.

    Um abraço,

    Mauricio

  43. a nike vai afalencia?

    Caro Kayo, certamente a Nike não rá a falência se perder o Flamengo, mas você acha por acaso que o clube não é extremamente importante na estratégia da empresa? Se fosse assim a Nike não estaroa recorrendo judicialmente contra o rompimento feito pelo Flamengo.

    Mauricio

  44. Olá, seu blog tá massa, Parabéns!
    De tantas coisas citadas, gostaria de falar sobre a camisa.
    Acho que deveria fazer umas mudanças, e lança um novo modelo, mais bonito e diferente dessa atual, a qual acho feia.
    Aposto nisso, acho que a olympikus fará umas mudanças!

    Abração!

    Obrigado pelo elogio, Jan. Acho que certamente a Olympikus irá preparar uma camisa com alguma diferenciação visual, mas não creio em nada muito ousado, porque isso é muito difícil de ser feito em clubes de grande tradição como o Flamengo. De qualquer maneira, acho que haverá novidades.
    Um abraço,

    Mauricio

  45. Como vc pode me explicar no ultimo jogo do flamengo o retorno da marca da NIKE na camisa se vc diz que o já está fechado o contrato coa OLK?

    Klebert, você deve ter observado que no texto eu disse que a troca de patrocinador nao foi feita de maneira pacífica, mas sim unilateral. Claro que a Nike recorreria judicialmente, não concordando com os motivos apontados pelo Flamengo para a rescisão contratual; há cerca de duas semanas a empresa obteve liminar que obriga o Flamengo a cumprir o contrato, e até que essa liminar seja revista pelo Poder Judiciário o Flamengo terá que continuar vestindo Nike.

    A Olympikus, que adiantou dinheiro para o clube na assinatura do contrato, deixou claro que essa quantia deve ser devolvida caso o Flamengo não obtenha sucesso judicialmente e seja obrigado a cumprir o contrato com a Nike até 2009.

    Mauricio

  46. ai MAURICIO valeu pelo esclarecimento espero que vc continue nos mantendo apar de tudo que ocorre com o falmengo em relação a patrocinio

    klebert

  47. Se acontecer do Flamengo ser campeão Brasileiro, o que não ocorre desde 1992, tem com isso a possibilidade da NIKE querer cobrir a proposta da Olympikus?
    Para uma empresa que é considerada a maior do mundo no ramo esportivo não deve ser problema cobrir tal proposta…

  48. Em primeiro lugar, parabéns pelo site e pelos artigos aqui postados.
    Sobre este artigo, queria apenas dizer que o Flamengo fez um ótimo negócio. A marca Flamengo é forte. Possui um imenso potencial e deveria ser melhor explorada. Mas acredito que esta admisnistração Marcio Braga está começando a perceber que o caminho para se obter um grande time é por aí: Com parcerias fortes e negociando dentro e fora do campo.

  49. O assunto parece ter sumido um pouco da mídia, o que me deixou um tanto quanto desnorteado.
    Gostaria de saber se há alguma novidade neste embróglio.
    Até onde foi noticiado, e como você mesmo disse em resposta a alguns comentários, a Nike recorreu, obrigando o Flamengo a usar Nike novamente. Além destes fatos, devo dizer que não sei de mais nada. Algo de novo?

  50. Ronaldo vai jogar realmente no flamengo?

  51. ow mais por que ainda ta o simbolo da nike na camisa do flamengo

  52. e mais um forte patriosinio

  53. Fiquei feliz com a mudança, e como FLAMENGUISTA que sou, a partir de agora todo produto esportivo que comprar, será da OLIMPIKUS e acho que todo FLAMENGUISTA deveria fazer o mesmo.

  54. Informação de cocheira: nos primeiros 3 meses a Olympikus vendeu 350.000 camisas oficiais (para as lojas).

    O Flamengo é grande ou não é?….

  55. Zeca, respondendo à sua pergunta. Não, não é grande, 350.000 camisas representa 1.17% da suporta torcida de 30 milhões.

    Isso representa que o clube ocupa muito pouco de seu mercado potencial fazendo do Flamengo o clube mais ineficiente em marketing dos chamados grandes. Desculpe, mas números são como moedas, sempre há os dois lados e as análises tem que ser mais amplas.

    Robert


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