Publicado por: Amir Somoggi | 2/maio/2008

Experiência na Ilha do Retiro

Amigos do blog, escrevo este post desde o Recife onde participo de um evento sobre marketing de entretenimento, cultura e audiovisual. Ministrei uma palestra sobre futebol como entretenimento ontem aqui.

 

Além da participação nesse evento, o mais interessante foi ter assistido ao jogo Sport X Palmeiras na última quarta-feira na famosa Ilha do Retiro, um verdadeiro caldeirão rubro-negro.

 

O jogo foi marcante, já que o Sport com um time muito inferior ao Palmeiras, usando a força de jogar em casa, conseguiu uma vitória histórica, passando para as quartas de final da Copa do Brasil.

 

Quero aproveitar o post para falar rapidamente das minhas impressões sobre assistir a uma partida no estádio.

 

Como em boa parte do Brasil os serviços oferecidos ao torcedor são péssimos, os acessos aos lugares bastante desconfortáveis e o estádio está muito degradado. Além disso, as receitas de bilheteria são muito baixas.

 

Essa oportunidade de assistir a uma partida decisiva com 34 mil torcedores na Ilha foi uma experiência interessantíssima, já que a interação da torcida com o jogo, com o locutor do auto-falante e com o time é bastante diferenciada, transformando a Ilha num verdadeiro caldeirão, com seus torcedores demonstrando uma verdadeira paixão às cores do clube e o apoiando com gritos de guerra exaltando o amor ao time. Esses gritos não vêm de um grupo de marginais organizados, mas sim de famílias inteiras, mulheres e crianças, que exaltam o clube através de uma interação intensa com o locutor do estádio. Esse exemplo deveria ser visto em todos os estádios do Brasil.

 

 

Posso dizer que realmente foi uma experiência bastante satisfatória, mesmo que não tenha visto grandes diferenças dos serviços desse estádio em relação ao que se oferece em outras partes do Brasil.

 

Com relação ao Palmeiras, vale o aviso de que se fundamentar seus projetos exclusivamente na busca de títulos, para valorizar futuras vendas de atletas, corre o risco de ser eliminado de uma competição importante com a Copa do Brasil, por um time que teoricamente não dificultaria a sua vida na competição.

 

Quem sabe essa derrota desperte no clube alvi-verde o desejo de buscar novas estratégias que não fiquem restritas à conquista de títulos e posterior negociação de seus melhores atletas.

 

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Responses

  1. OLá Amir!
    Gostaria de sua opinião em relação à sua experiência no caldeirão de Recife.

    Pelo que percebi existe uma grande interação entre time, torcida e locução na Ilha do Retiro.
    Acredito ser muito interessante essa interação do estádio com o torcedor, isso evidencia muito o mando de jogo e de uma forma sadia.
    Será que isto seria viável em São Paulo ou Rio de Janeiro? Gostaria, mas não consigo imaginar a locução emocionada a cada gol do Flamengo, São Paulo ou Palmeiras em suas arenas, assim como quando Steve Nash acerta uma bola de 3 pontos quando joga em sua arena, numa final da NBA.
    Este tipo de exaltação pelo clube mandante, infelizmente deve refletir em violência nas arquibancadas do Brasil. Consegue imaginar um locutor decretanto a desclassificação do São Paulo logo após o gol de Valdívia pelas semifinais do Paulistão?
    Mesmo assim, acredito que aos poucos este tipo de “vantagem” seria muito mais interessante e geraria uma repercussão menos negativa do que apedrejamento de ônibus, gases em vestiários, fumaça causada pelas torcidas organizadas e troca de ofensas entre dirigentes rivais antes de um clássico.

    Um abraço!

    Olá Leonardo,

    Realmente essa interação do locutor com a torcida me chamou bastante a atenção, fazendo como você mencionou, que a Ilha seja realmente a casa rubro-negra.

    No Sudeste é um pouco mais complicado, mas creio que é possível de foram paulatina, sem paixões muito acaloradas.

    Um outro ponto interessante é a citação constante de marcas patrocinadoras.

    Um abraço.

    Amir

  2. Também já fui à Ilha, e gostei do estádio. A arquibancada é perto do campo, a visão pro jogo é muito boa.

    Vi um Sport x Coritiba, e o público não era dos melhores, mas foi uma experiência interessante.

    Na época os ambulantes ainda vendiam cerveja em lata na arquibancada, coisa proibida há muito aqui no sul.

    Claro, é um estádio antigo, sem o conforto esperado em um estádio moderno. Mas têm tradição, algo que não se compra em lugar algum.

    Olá Ricardo,

    Muita cerveja vendida dentro e fora do estádio, além de outras bebidas destiladas e nenhum incidente de violência.

    Um abraço.

    Amir

  3. Caro Amir, é sempre bom um pouco de “observação” neste e nos demais estudos em qualquer ramo de atividade.
    Este aspecto da “locução” interna como ferramenta de interatividade é muito legal mesmo, me faz lembrar os senhores que tocam teclado nos jogos da NBA com músicas de “suspense” quando o time local é atacado, por exemplo, e que criam resposta quase que imediata do público, realmente é um barato…no profissional, melhora a experiência de consumo…me chama muita atenção no seu comentário o relato de presença das famílias prevalecendo em relação às hordas organizadas, que ontém aliás, patrocinaram mais um evento lamentável ao término do jogo final do Paulistão.
    Quanto à deterioração do estádio, isso é um problema nacional que ainda precisa ser endereçado sob a luz da teoria que suporta o marketing de serviços e da viabilidade financeira, espero que cruzemos essa ponte logo, com sustentabilidade e responsabilidade. Vamos trabalhar essa questão, afinal, é condição pra lá de discutida para a saída deste marasmo.

    Olá Robert,

    Realmente jogos nos estádios no NE mostram como o futebol pode ser tranquilo no aspecto da violência.

    O clube tem um estádio muito antigo, como quase todos no Brasil e não tem recursos para transformá-lo em um arena confortável, mas sem duvida jogar lá não é fácil e literalmente o Sport joga com forte apoio da torcida.

    Quanto à locução parece mesmo a interação que vemos na NBA, mas com sotaque pernambucano, o que é na minha opinião bem mais legal.

    Um abraço.

    Amir

  4. Em relação ao Palmeiras, acredito que a Copa do Brasil não seja parte integrante do planejamento. O Palmeiras deve focar seus esforços no campeonato brasileiro e aproveitar que os principais rivais estão disputando outras competições para largar na frente. Acredito que o clube deva sempre buscar ser vencedor, pois, sem dúvidas, essa é a melhor situação que os clubes podem conseguir, embora, evidente, a dependência de tais resultados possa ser desastroso para os clubes.
    Reitero que no futebol brasileiro atual, conquistar títulos é, ainda, a melhor estratégia para os clubes conseguirem melhores desempenho financeiros. O meu argumento para tal, é que os clubes em geral, possuem uma gestão amadora e não conseguem formar times competitivos.
    Evidentemente, um bom planejamento é quem garantirá tal competividade.
    Portanto, por pelo menos mais cinco ou seis anos, os clubes deveriam focar sua estratégia em parcerias fortes que lhes permitam montar times bons e alocar seus recursos para sua estruturação e projetos rentáveis (tais como divisão de base, serviços de marketing, etc). Entretanto, discordando de vocês, até esse horizonte de tempo, vencer é essencial para viabilizar tais projetos de longo prazo.

    Olá Fábio,

    Mas segundo o próprio clube, a Copa do Brasil era um estratégia clara de valorização do elenco e sempre falavam de importância de garantir logo a vaga na Libertadores.

    Agora se de repente o Palmeira for mal no Brasileiro (isso pode acontecer!), essa perspectiva de ganhar títulos para viabilizar sua estratégia vai por àgua abaixo.

    O clube, na minha opinião, deve mudar radicalmente essa visão limitada de marketing esportivo, pois o imponderável do futebol bateu à porta do clube na Ilha do Retiro e pode novamente ocorrer na Série A.

    Um abraço.

    Amir

  5. ol[a galera da ilha do rretiro e dá club fm queria dizer que escuto na club dia todo todo dia e que o estadio da ilha é muintop antigo e não tem pra ninguém sou do esporte até morrer! valeu

  6. @@2eu sou sport até morrer quem e do santa que va si fuder

    pelo sport tudo pelo sport tudo e por isso que eu digo cazar cazar cazar cazar cazar a turma e mesmo boa e mesmo da fuzaca@@@


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