Publicado por: Maurício Bardella | 15/abril/2008

Os direitos de TV e os direitos da TV

A cúpula do Clube dos Treze esperava uma proposta de R$ 500 milhões por ano pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2009. Para isso contava com a concorrência da TV Record, que ao apresentar sua proposta para conquistar os direitos obrigaria a Rede Globo a igualar esses valores para fazer valer o seu direito de preferência, estabelecido no atual contrato.

 

Pois a Record desistiu de fazer sua oferta e a Globo, mesmo elevando os valores, não chegou aos R$ 500 Milhões. Segundo informações veiculadas pela imprensa (não confirmadas…), o valor total da proposta da Globo para a tv aberta poderia atingir R$ 450 Milhões, sendo que R$ 40 Milhões seriam em forma de permuta comercial, ou seja, os clubes teriam espaço na programação da emissora através de inserções comerciais em valor correspondente a essa quantia.

 

Os demais R$ 410 milhões seriam divididos da seguinte maneira: R$ 300 Milhões divididos pelo Clube dos Treze segundo os padrões estabelecidos pelos filiados e (até) R$ 110 Milhões divididos de acordo com critérios de audiência. Vejam nota a respeito publicada na coluna Painel FC, da Folha de São Paulo:

 

Grande família – Assim que o Clube dos 13 assinar com a Globo, Corinthians, Flamengo, São Paulo e Botafogo deverão iniciar novo conflito por dinheiro. Planejam propor uma fórmula para dividir o que o C13 obtiver além dos cerca de R$ 300 milhões/ano atuais. Criariam tabela atrelada à pontuação de cada um no Ibope. Pela oferta inicial da TV, seriam R$ 110 milhões repartidos assim. Acontece que tal divisão já foi rejeitada antes pela maioria, o que recriou a oposição na entidade. Dificilmente, a tentativa vai gerar algo a mais do que atrito.

Painel FC, Ricardo Perrone, em 03/04/2008

 

Enquanto ainda se discutem detalhes do acordo, noto nos últimos dias um certo movimento, mais uma vez, questionando a fórmula dos pontos corridos, predominante nas últimas cinco edições do Campeonato Brasileiro.

 

Parece-me que essa fórmula, estranha a princípio para nossos padrões mas consagrada em quase todo o mundo, consolidou-se por aqui. A última edição do campeonato foi uma demonstração disso, com público nos estádios e grande envolvimento dos torcedores, mesmo havendo, várias rodadas antes do final, um time amplamente favorito ao título ; o público brasileiro parece ter aprendido a vibrar e torcer pelas vagas na Libertadores e até mesmo pela fuga do rebaixamento, que agora não é mais algo para ser contestado e sim cumprido (que o digam Botafogo, Grêmio, Palmeiras, Atlético Mineiro, Bahia, Vitória e agora o Corinthians, entre muitos outros).

 

O fator mais importante na fórmula dos últimos campeonatos, para mim, é a credibilidade. Credibilidade esta que valoriza o produto futebol, torna possível a venda de ingressos antecipados e carnês (embora poucos o façam) e mostra que os mais fortes, ao final, serão recompensados (mesmo que apenas um leve o título) e os piores não terão perdão. Atenção, amigos, lembro que não estou falando sobre questões relativas a arbitragem, malas-pretas ou coisas do tipo; restrinjo-me à fórmula da competição e ao respeito às regras pré-estabelecidas quando falo de credibilidade. 

 

Pois parece que nem todos pensam como eu…vejam as matérias abaixo, para entender o porquê da minha sensação de que a fórmula atual é sensível a pressões comerciais:

 

Sedutora. A Globo deu passo para obter apoio dos cartolas pela volta dos mata-matas no Brasileiro. O bônus conforme a audiência, oferecido ontem pela TV ao Clube dos 13 pelos Nacionais de 2009 a 2011, é a isca. O número de telespectadores era maior antes dos pontos corridos.

 

Painel FC, Ricardo Perrone, em 15/04/2008

 

 

 

Neurose$Ganância
A insistência de Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte, em reintroduzir o mata-mata no Campeonato Brasileiro parece coisa de louco.
Não bastam as pesquisas indicarem que o torcedor já aprovou o sistema que o mundo inteiro consagrou e nem a posição aparentemente inflexível da CBF em manter as coisas como estão.
Como se fosse uma questão pessoal em que acabou amplamente derrotado por grupo rival, o executivo global (perdão por tanta rima pobre) bate na tecla sem parar e ainda a transforma na única possibilidade de dar mais dinheiro para o clubes pelos direitos de transmissão. Porque fora dela, para perplexidade até no carcomido Clube dos 13, ele diz que o único jeito será tirar dinheiro do Sportv e do “pagar-pra-ver”, por acaso das mesmas Organizações Globo, mas sem influência no seu bônus anual.

 

Juca Kfouri, Folha de São Paulo de 14/04/2008

 

 

 

À antiga. Em reunião do Clube dos 13 com a Globo, o corintiano Luís Paulo Rosenberg sondou a emissora sobre ir com colegas à CBF pedir a volta dos mata-matas no Brasileiro. Ouviu que a TV já expôs a predileção pela fórmula. E que não fará novo pedido.

 

Painel FC, Ricardo Perrone, em 15/04/2008

 

 

O futebol brasileiro ainda tem muitos e muitos problemas estruturais. No entanto me parece que, pela primeira vez, não temos mais falado sobre viradas de mesa e muito menos fórmulas estranhas que privilegiem os interesses de uns ou outros. Ganha o clube com melhor desempenho, simples assim, com a credibilidade que isso confere ao torneio e ao seu resultado. As finais e semi-finais, em formato de mata-mata, ficam reservadas para os torneios em formato de Copa (como a Copa do Brasil e a Libertadores). Como acontece em toda a Europa.

 

E você, o que acha? Os pontos corridos são mesmo a melhor solução? A TV está certa em lutar por uma fórmula que lhe garanta grandes audiências no período decisivo, ainda que, na minha opinião, desvalorize o produto como um todo?

 

Não pretendo discutir os números e projeções de audiência, porque tenho certeza que os profisisonais da(s) emissora(s) tem mais informações que eu para fazê-lo. Mas será que a TV que paga pelos direitos de transmissão de um campeonato tem o direito de transformá-lo de acordo com seus interesses? A quem, afinal, pertence o produto?


Responses

  1. No caso de uma semi-final, ou final, todo mundo vai querer assistir, ou pra torcer ou pra “secar”. E nesse caso, ainda, é APENAS UM JOGO PARA A GLOBO TRANSMITIR. Fica muito mais fácil e muito mais barato pra ela. E acredito que fica muito mais caro anunciar nesse jogo, afinal o argumento que a Globo deve usar é que o jogo será visto em todo o Brasil.

    O grande problema disso tudo, na minha opinião, é que os clubes são muito dependentes das cotas de transmissões dos seus jogos, por isso a Globo faz o que quer com os horários e a transmissão dos jogos. E ainda consegue dar pitacos até na fórmula de disputa do campeonato.

    Sou a favor dos pontos corridos. Gosto do campeonato assim. Mas infelizmente essa fórmula não vai durar muito tempo…

    Bignotto, importante sua observação a respeito da dependência dos clubes em relação à televisão. Acho ainda que os adiantamentos de cota muitas vezes cedidos aos clubes para que estes possam resolver problemas urgentes de caixa representam uma amarra que os torna extremamente vulneráveis.

    Mauricio

  2. Mauricio,
    semana passada, levantaram essa questão em um comentário no Blá blá Gol, o qual eu respondi desta forma:

    Creio que isto seja inviável para 2009.

    O que diz o Estatuto do Torcedor no Capítulo II, Artigo 8º, Item II:

    CAPÍTULO II

    DA TRANSPARÊNCIA NA ORGANIZAÇÃO

    Art. 8o As competições de atletas profissionais de que participem entidades integrantes da organização desportiva do País deverão ser promovidas de acordo com calendário anual de eventos oficiais que:

    II – adote, em pelo menos uma competição de âmbito nacional, sistema de disputa em que as equipes participantes conheçam, previamente ao seu início, a quantidade de partidas que disputarão, bem como seus adversários.

    Sendo assim, acho que isto responde à sua pergunta:

    Mas será que a TV que paga pelos direitos de transmissão de um campeonato tem o direito de transformá-lo de acordo com seus interesses? A quem, afinal, pertence o produto?
    Tem o direito de pleitear uma transofrmação no formato, que se adeque ao estatuto do torcedor. E o produto pertence aos clubes. Hoje há exclusividade com uma emissora, mas não necessariamente o será no futuro.

    Vitor, interessante seu esclarecimento fundamentado no estatuto do Torcedor.

    Ainda assim, faço uma pergunta: por que a série C do Brasileiro não é disputada em pontos corridos (assim como a série B também apenas recentemente passou a adotar esse formato de disputa)? Quando o texto desse artigo afirma que pelo menos uma competição nacional deva ser em pontos corridos (ou , portanto com um número de jogos para cada time pré-definido), pode-se concluir que todas as outras podem ter outra fórmula. Portanto, se a Série B for em pontos corridos, parece lógico que a Série A pode ter outro formato, não?

    Embora claramente fundamentado, talvez esse argumento não seja assim tão definitivo – infelizmente, na minha opinião.

    Abraço,

    Mauricio

  3. Caro Maurício,
    acredito que a fórmula dos pontos corridos é a melhor para os clubes e para os torcedores, pois podem se programar e saber que seu time estará em ação até o fim do ano.

    A Rede Globo está fazendo o papel dela de tentar mudar as regras para um formato que mais lhe convém, cabe aos clubes e a CBF manterem suas posições e ganharem esta “briga” com a emissora.

    Uma forma que os clubes teriam de ganhar esta “briga” da Rede Globo, e ainda assim sair com mais dinheiro nas negociações pelos direitos de transmissão, seria reintroduzir a Rede Record na concorrência, desvinculando as vendas dos jogos para TV aberta e TV fechada.

    A Globo deveria brigar pela valorização da Copa do Brasil, com a participação dos clubes que jogam a Libertadores, e possível transferência desta competição para o segundo semestre, fazendo com que a emissora tenha jogos decisivos em todas as quartas-feiras até o final do ano.

    Abraços !!!!!

    Olá, Jorge. Acho que merece destaque sua observação quanto à valorização da Copa do Brasil, com todos os grandes clubes participando. Para isso seria necessário bater de frente com a Conmebol e a pouco expressiva Copa Sul-americana (nos moldes atuais), que torna inviável a disputa da Copa do Brasil no segundo semestre. Eu também acho que seria a melhor solução.

    Abraço,

    Mauricio

  4. Caro Maurício e amigos, a situação é clara, quem tem maior poder de negociação por ser a maior fonte de receita tenta impôr suas condições; isso não é uma crítica à Globo, afinal, não se pode culpar uma empresa por tentar negociar bons contratos; não sei se os clubes estão em condição de brigar forte assim, mas é uma outra questão.
    Quanto à fórmula de disputa é inegável que a fórmula atual premia os clubes que melhor se planejam para a competição e os mais regulares sendo esportivamente mais justa. O aspecto qualidade técnica do campeonato que eu defini em um trabalho estatístico que fiz como sendo a equação (média de gols/clubes participantes) tinha grande importância, de 1971 a 1990, no cálculo de uma correlação que explica a resposta de público ao Camp.Brasileiro; em resumo, campeonatos inchados como o de 1979 teve públicos médio e total baixos; o de 1987 só com times de expressão alto….as demais variáveis da correlação são o desempenho dos 5 maiores clubes e fatores sócio-econômicos.
    Depois de 1990 as fórmulas tiveram uma variação menor e esse item “qualidade técnica” passou a responder por parte menor da correlação…..isso quer dizer que se perdeu um pouquinho da imponderabilidade do jogo no ambiente de negócios, mas só um pouquinho já que o desempenho dos times de maior torcida é super determinante, provado estatisticamente ,pra quem quiser ver.
    Pra resumir e encerrar….a fórmula de pontos corridos é mais justa e deveria permanecer pelo motivo este somado ao fato de que mudar a fórmula todo ano ou a cada pouco confunde, afasta e faz o público perder a credibilidade no futebol.

    Olá, Robert, obrigado pelo comentário. Você usou o termo credibilidade, que para mim é um dos atributos mais importantes nesse produto que é o Campeonato Brasileiro. Se esse produto pertence ao Clube dos Treze (portanto aos clubes), cabe a esta entidade posicionar-se de maneira clara com o objetivo de tornar esse produto cada vez mais forte e mais valorizado. É isso que eu não vejo acontecer ao menos com firmeza.

    Quanto à posição da TV Globo, também a respeito dentro de uma ótica de maximização do retorno em curto prazo, mas vejo uma certa miopia. Ainda mais nesse momento em que os campeonatos da Europa ganham força e audiência no Brasil através das emissoras pagas, difundindo e consolidando seus formatos e seus valores.

    Um abraço,

    Mauricio

  5. Primeiramente queria dizer aos amigos que o Clube dos 13 ofereceu 7 pacotes de direitos, todos independentes um do outro. Não existe uma obrigatoriedade de uma empresa adquirir todos os pacotes. Os pacotes são: 1-TV ABERTA; 2-TV PAGA; 3-PAY-PER-VIEW; 4-CELULAR; 5-INTERNET; 6-DIREITOS INTERNACIONAIS; e 7- PLACAS NOS ESTÁDIOS.

    As Organizações Globo fizeram sua oferta, até onde eu li na imprensa, por 5 destes pacotes (TV Aberta, Fechada, Pay-per-view, Internet e Placas).

    Como destacou o Maurício, com o fim do prazo para entrega de uma proposta, a Globo se viu sozinha na disputa pelos direitos, ampliando e muito seu poder de negociação. Neste caso, será muito difícil que o Clube dos 13 consiga o valor que deseja.

    É público que a audiência dos jogos do campeonato brasileiro (e dos estaduais – mais isto é uma outra história) vem caindo ano-a-ano. Apenas no ano passado, tivemos uma reversão nesta tendência. No entanto, não acredito que esta “queda” de audiência seja motivada pela formula de disputa e sim, pela mudança no hábito de consumo do público-alvo. Em 2002, estavamos em outro tempo. A TV paga não estava tão consolidade e tão acessível quanto hoje. Não tinhamos uma internet que roubava audiência da TV, o exodo dos craques não era tão rápida… enfim, outros tempos.

    Eu acho errado querer mudar a formula de disputa. Não é a causa para as baixas audiências. E, creio que o ano passado tenha sido o início de uma virada dessa tendência, haja visto o grande aumento de assinaturas do pay-per-view, o crescimento da média de público nos estádios e o, já dito, interesse do público em outros interesses que não apenas a taça. O Público aprendeu a gostar dos pontos corridos. Não é hora de mudar.

    Desculpe o comentário gigantesco, que mais parece um post.

    Abraços!!!

    Vinicius, excelente comentário, o tamanho é um detalhe.

    Eu concordo com você integralmente, e foi muito útil ter informações precisas sobre o número e o conteúdo dos pacotes oferecidos pelo Clube dos Treze.

    Abraço,

    Mauricio

  6. Talvez a queda na audiencia da senhora Globo se deva a pobreza na produção do evento, que, todos sabemos, é péssima. Acho inadmissível ter de assistir ao fantástico para ver os gols da rodada (parece venda casada). Para piorar, o canal das organizações globo dedicado exclusivamente aos esportes não consegue produzir um singelo programa de meia hora de gols da rodada, imagens as quais ela é dona (o que é um aberração típicamente brasileira: os direitos de imagens são dos clubes; o direito de veiculá-las são da emissora, mas não é isso o que acontece). Lamentável.

    Antonio, também acho que muito mais poderia ser feito para explorar o produto futebol na TV de maneira mais atraente.

    Espero que cheguemos lá, mas para isso será necessário que haja concorrência de fato.

    Mauricio

  7. Maurício, há dias recebi a informação que a proposta Globo era de 410 mais 40 referentes à publicidade estática nos estádios. Postei a respeito no Olhar Crônico Esportivo em 24 de março.
    Esse valor foi recebido com largos sorrisos pelos componentes do C13.

    Hoje tornei a postar a respeito e o ponto central foi essa questão dos bônus e de uma suposta preferência pelo retorno do “mata-mata”.
    O Clube é enfático ao negar qualquer movimento nesse sentido.

    Não por coincidência, recebi e publiquei também hoje mais um número da pesquisa TNS Sports que tem sido usada nas negociações. Segundo o Clube dos Treze, e concordo plenamente, ela comprova a aceitação e a preferência do torcedor pelo Brasileiro em sua atual fórmula, ou melhor, estrutura. A palavra fórmula aplica-se melhor às invencionices de outrora.

    Para o C13 a credibilidade internacional conquistada e que deverá gerar dividendos a partir desse ano, é fruto da escolha e da manutenção dos pontos corridos.

    Outro ponto a favor de sua manutenção: o segmento que mais cresceu, pelo que se comenta, não tenho os dados, é justamente o ppv e as vendas dos pacotes ppv são fortemente ancoradas na estrutura de um campeonato com começo, meio e fim sem mudanças e sem jogos decisivos. Será mais difícil vender um pacote de jogos que nada valem em boa parte, quando todo mundo sabe que os jogos importantes, que valerão alguma coisa, serão no final do campeonato e passarão de graça na tv aberta.

    Há vários outros pontos favoráveis à manutenção dos pontos corridos, dos quais o mais importante e menos comentado é justamente a legislação. Mudar a estrutura só poderia acontecer depois de mudada a legislação.
    Não enxergo cenário favorável a isso.

    Há, na minha opinião, uma certa mitificação da Globo e também do que seria a sua vontade.

    Mesmo a questão da audiência precisa ser vista com mais cuidado, pois à alta audiência de jogos finais – poucos – corresponderá uma baixa audiência num monte de jogos sem valor. No frigir dos ovos, um mata o outro? Creio que sim, embora esteja afastado da área de mídia do mercado.

    Emerson, muito interessantes os posts em seu blog, tanto sobre o Brasileirão 2009 e os direitos de TV quanto sobre a pesquisa da TNS que aponta o Campeonato Brasileiro (e os pontos corridos) como a competição preferida dos torcedores.

    Como disse ao Vitor em um comentário acima, minha única dúvida em relação à legislação é o fato do texto mencionar a obrigatoriedade da organização de uma competição nacional em que todos os clubes conheçam o número de partidas a disputar (em outras palavras, pontos corridos), mas não há menção a qual competição e tampouco a exigência de que a principal competição obedeça a esse critério; portanto, um campeonato das Séries B ou C em pontos corridos poderia, em tese, permitir que a Série A fosse organizada com outra estrutura.

    Muito importante sua observação sobre os planos do Clube dos Treze para a expansão das vendas internacionais do Brasileirão, e para isso os fatores credibilidade e pontos corridos são cruciais.

    Um abraço,

    Mauricio

  8. A fórmula de pontos corridos, sem dúvida nenhuma, é mais justa. Os clubes precisam de planejamento, de estruturação, traçar metas, pessoal competente. É exatamente o contrário do que acontecen no nosso país. Houve um atraso de 3 meses para ser aprovado um plano orçamentário aqui. Agora, após 5 anos, os clubes estão percebendo que existe a necessidade de planejamento.
    A respeito da televisão, é exatamente o que já disseram. Os clubes dependem muito das cotas televisivas, e por isso, a emissora começa a querer mudanças na fórmula do campeonato. Só que os clubes não percebem, que eles possuem um potencial enorme de receita em outros pontos. Isso, volto a dizer, é por causa da falta de planejamento e profissionais competentes.
    Grande abraço.
    Ps: A partir de 2009 todas as séries (A,B e C), serão disputadas no mesmo formato. Pontos corridos.

    Zeca, em 2009 também haverá a Série D, que certamente terá um formato mais regionalizado (com grupos) e eliminatório. Acho excelente que as Séries A,B e C sejam em pontos corridos.

    Abraço,

    Mauricio

  9. Olá Maurício,

    Esse tema é sem dúvida essencial aqui no blog.

    Acredito que a principal culpa dessa pressão pela mudança na fórmula de disputa é dos próprios clubes, não apenas porque dependem tanto das receitas da TV, mas principalmente porque depois de 5 edições de pontos corridos ainda não perceberam a magnitude de ter 19 jogos em casa garantidos.

    Os clubes que jogam as Séries A e B não perceberam que o planejameto de marketing depende dessa agenda de atividades esportivas, em que somente um campeonato com essa fórmula pode oferecer.

    Seria maravilhoso se os clubes fossem à imprensa e falassem que não aceitam qualquer mudança na fórmula porque já estruturaram seus projetos de ativação com patrocinadores, desenvolvimento dos carnês, contratos de exploração de catering, camarotes e outras ações com os torcedores e fundamentaram essas ações mercadológicas no calendário aprovado.

    Um abraço.

    Amir

    Amir, assino embaixo. O último parágrafo de seu comentário, especialmente, é irretocável!

    Abraços,

    Mauricio

  10. Fala Mauricio, os pontos corridos é a fórmula que indica o campeão na sua forma mais justa diferente do mata-mata que previlegia os times menos regulares e competentes.

    Infelizmente, a TV Globo é quem manda no futebol devido ao mal planejamento dos clubes e falta de know how no gerenciamento do mercado, dessa forma, é legítimo que esta busque o que for melhor para a empresa.

    Se os clubes pretendem que isso mude, talvez devam se espelhar em clubes como o Barcelona e Real Madrid que vendem suas partidas da forma avulsa ou em pacote sendo independente da força de qualquer rede televisiva.

    Uma analogia pode ser feita com o que o Atletico PR fez recentemente, quando passou a cobrar direitos de transmissão seus jogos das emissoras de rádio na forma avulsa ou por pacote. acho corretissimo! afinal as estações de rádio obtêm lucro advindo da venda de espaço a anunciantes durante as transmissões das partidas.

    Abraços,😀

    Olá, Sérgio. Um tempinho atrás eu entrei numa construtiva polêmica com o Amir e com nosso leitor João Frigerio sobre a venda individual dos direitos de TV. Eu defendia o direito dos clubes negociarem separadamente (em pacotes ou de forma avulsa), mas mudei minha opinião depois de ler dois posts escritos pelo Amir: Modelo de Negociação de Direitos I e II, sendo que o primeiro foi escrito em 28/02 e o segundo, poucos dias depois.

    Concordo com você que o know how dos clubes em planejamento e gestão de seu produto ainda é muito insipiente, e o Clube dos Treze é uma entidade que precisa evoluir.

    Um abraço, valeu pelo comentário.

    Mauricio

  11. “Art. 8º As competições de atletas profissionais de que participem entidades integrantes da organização desportiva do País deverão ser promovidas de acordo com calendário anual de eventos oficiais que:

    I – garanta às entidades de prática desportiva participação em competições durante pelo menos dez meses do ano;

    II – adote, em pelo menos uma competição de âmbito nacional sistema de disputa em que as equipes participantes conheçam, previamente ao seu início, a quantidade de partidas que disputarão, bem como seus adversários; exigências de que trata este artigo, bem como nos demais dispositivos desta Lei, quando aplicáveis.”

    No meu entendimento, toda e qualquer equipe profissional deve disputar pelo menos um campeonato que obedeça a essa determinação.

    A B já está em ordem, a C vai entrar e também a D, embora essas duas devessem ter tratamento distinto em função da geografia.

    Tampouco acredito que alguém tivesse a cara-de-pau de manter a B nos pontos corridos e fazer a A no mata-mata.

    :o)

    Pois é, Emerson, eu também acho que seria muita cara-de-pau e moralmente difícil alterar a estrutura da Série A enquanto as demais adotam os pontos corridos…porém esse me parece mais um caso em que a lei tem uma intenção mas as interpretações podem ser diferentes, o que é um paraíso não apenas para os advogados como também para os juízes. É por esse motivo que acho que a legislação não é um empecilho incontornável.

    Salvo engano, a série D adotará um sistema semelhante ao que hoje é praticado na Série C, em razão da necessária regionalização e do número elevado de participantes. Assim sendo, o artigo não poderá ser cumprido para todas as equipes profissionais que disputam competições nacionais.

    Um abraço,

    Mauricio

  12. Caro Maurício, já saiu o “balanço” referente ao ano 2007 do Botafogo!!!!

    http://movimentocarlitorocha.blogspot.com/

    Se der de uma lida depois!!!!!

    Abraço.

    Valeu, André. Vou dar uma lida, sim. Um abraço,

    Mauricio

  13. bom dia

    também sou a favor da fórmula de pontos corridos, e acho um absurdo um campeonato de tamanha tradição como o campeonato brasileiro, o principal campeonato do país ser moldado a maneira como a tv quer, atendendo os seus interesses….

    é um absurdo futebol as 22:00, por que esse horário? não dá para entender que emissoras como a bandeirantes fiquem presas e tenham de transmitir os mesmos jogos que a globo, inaceitável, não se ter opção de escolher o jogo que se possa assistir; pelo que eu entendi, se eu estiver errado, corrijam – me, ou transmita – se o jogo que seja colocado pela própria globo, ou do contrário, não passa o jogo na tv… é realmente um absurdo desses…

    um abraço

    raider

  14. a globo tem poder suficiente pra fazer isoo pois foi ela q desde o inicio de u prioridade ao nosso futebol se nao ele nao estaria onde estar nbando de mau agradecidos

  15. Respeito democraticamente a opinião de todos mas..
    Eu lembro do tempo que nas competições de mata-mata nos reuniamos na casa de alguem e torciamos, uns contras outros a favor, eram quase 20 pessoas, se fazia a maior festa, e depois dos campeonatos de pontos corridos isso acabou.
    Por isso eu descordo de que o campeonto por pontos corridos seja essa maravilha toda que muitos dizem. Os clubes que chegam nas ultimas rodadas sem interesse pois já não vão atingir mais nada, começam a colocar times reservas o que tira a competitividade da competição, imagina dois times brigando por um titulo, mas um enfrenta um time que esta disputando uma vaga pra libertadores e outro enfrenta um que já esta rebaixado ou não corre risco de cair mas também não tem chances pra se classificar pra libertadores ou copa-sulamericana e coloca um time reserva dando prioridade ao planejamento do ano que vem. Oras a credibilidade de uma competição não é feita pela sua intedridade moral e legal isso é obrigação em tudo que se é certo na vida, por isso a credibilidade de uma competição também é feita pela sua alta competitividade o que acaba se perdendo com isso. As pessoas idolatram muito a Europa como se tudo que vem de lá é bom para o Brasil e se esquecem da cultura, e neses paises sempre são só duas ou pouco mais equipes grandes que disputam o titulo. Exemplo Espanha é Real Madri e Barcelona, no Brasil só em um Estado já se tem 4 clubes que podem chegar com chance de disputar um titulo. E é possivel sim ter credibilidade no campeonato de mata-mata.
    O campeonato brasileiro de 1999 foi com mata-mata mas com sistema de playoffs onde passava o melhor de 3 partidas e o melhor colocado alem de ter a vantagem do resultado iqual, tinha as duas partidas jogadas na sua casa. Isso premiava bem os melhores colocados e os clubes que se planejavam e não podemos ser cegos, se dava audiência é por que as pessoas gostavam. E sobre a TV globo na questão do Futebol é um monopólio e isso se combate com concorrência, não adianta reclamarmos, se não á concorrência ela sempre vai ter maior poder no seu mercado de atuação, infelismente é isso vejam o caso da Telêfonica aqui em São Paulo no mercado de telefônia, sempre mal, mas tendo mercado, pois é um monóplio sem concorrentes a altura, enquanto a Globo não tiver um concorrente teremos que ser escravos da grade de programação dela. Obrigado a todos e parabéns pelo tema e desculpe por um texto muito grande.


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