Publicado por: Amir Somoggi | 26/março/2008

Planejamento sem estratégia

Em geral as ações mercadológicas desenvolvidas em clubes de futebol no Brasil seguem o mesmo princípio do ambiente do futebol em que as entidades estão inseridas, em que a falta de visão de longo prazo acarreta na criação de projetos que a princípio têm tudo para dar certo, mas que na prática acabam se tornando mais uma tentativa frustrada de ampliação de receitas e principalmente de respeito aos seus torcedores e patrocinadores.   

Um bom exemplo disso é o Palmeiras, que em 2007 chamou a atenção do mercado brasileiro com sua parceria com a empresa Visa, transformando a arquibancada central do estádio na Arquibancada Especial Visa, em que o torcedor compra seu ingresso pela Internet e tem a sua disposição um espaço limpo, com uma cenografia que remete a história do clube, confortável e que tem tudo para se tornar referência em um mercado com baixa inovação, em que os departamentos de marketing mais copiam modelos de outros clubes do que criam projetos alinhados com sua identidade.

Interior do Espaço Visa no Palestra Itália

espaco-visa-palestra-italia.png

O projeto que já contava com o Figueirense é chamado de Futebol Card. Esse projeto no Palestra Itália, como me foi confidenciado, foi idealizado e financiado pela empresa de cartões de crédito, grande patrocinadora do futebol global. Ao Palmeiras, bastava mandar seus jogos no seu estádio.  

Durante a Série A 2007 o clube teve a possibilidade de oferecer em duas ocasiões o serviço ao seu torcedor. O lançamento, sem muito alarde, ocorreu no jogo Palmeiras X Fluminense, no dia 14/11/2007, uma noite chuvosa em São Paulo e com transmissão pela TV aberta. Nesse jogo o público total foi de irrisórios 4,6 mil pagantes, sendo que 42% desses torcedores estavam no novo espaço da Visa.  

O último jogo do clube na Série A de 2007, contra o Atlético-MG no dia 02/12/2007, um domingo, recebeu 8,5 mil torcedores, sendo que 55% estavam presentes no novo espaço.  

Considerando que era um projeto novo, o clube encerrou a última temporada com uma grande expectativa para o ano de 2008, já que poderia ofertar ao seu torcedor esse serviço qualificado em todas as competições.  

Entretanto, qual não foi a minha surpresa quando o clube resolveu realizar obras no gramado do Palestra Itália, fazendo com que mandasse os 5 primeiros jogos do Paulistão (metade de seus jogos em casa) em outros estádios (Barueri, Piracicaba e São José do Rio Preto). Será que o clube não poderia ter feito sua reforma ainda em dezembro?  

Reforma do gramado do Palestra Itália

reforma-gramado-palestra-italia.jpg

O Palmeiras simplesmente ficou 83 dias sem jogar em seu estádio e o pior é que o clube depois da reforma de seu gramado recebeu o show do Iron Maiden, que como noticiado pela imprensa danificou muito o campo de jogo. E agora em abril voltará a ser palco de mais dois dias de shows. (Eu sou totalmente favorável que o clube amplie suas receitas com shows, o que é inadmissível é que o gramado seja danificado). 

Somente no dia 23/02/2008 no jogo Palmeiras X Rio Preto o torcedor palmeirense pôde novamente se beneficiar do novo espaço premium, em que 2.671 torcedores estiveram presentes na Arquibancada Visa. O outro jogo até o momento realizado no Palestra Itália foi no dia 12/03/2008, Palmeiras X Ponte Preta, em que 2.532 palmeirenses usufruíram desse espaço. No Paulistão o clube ainda jogará em seu estádio contra Portuguesa e São Caetano. 

O que fica claro para mim é que o clube aproveitou o espaço Visa para tentar posicionar-se como clube altamente profissional e benchmark do mercado brasileiro. Mas seu planejamento mostrou-se sofrível e extremamente amador. E ainda divulgou na imprensa que serviu de modelo para o Manchester City, clube com média de público de 40 mil por jogo na última temporada, média quase 2,5 vezes maior que o Palmeiras apresentou na Série A em 2007. 

Estádio do Manchester City

manchester-city.jpg

Além disso, no meio do Paulistão o clube lançou um pacote de ingressos que incluía jogos inclusive do Paulista e jogos de outros campeonatos em 2008 mostrando total falta de visão estratégica, já que poderia ter estruturado um produto inovador e único para seu torcedor. 

Em minha opinião o clube tinha grandes chances de se tornar referência em inovação de matchday no Brasil, mas até agora no espaço Visa recebeu apenas 11,8 mil torcedores, quando poderia ter recebido mais de 55 mil. Assim me parece óbvio que há muito que melhorar na atual diretoria do clube, que deveria desenvolver um planejamento estratégico e respeitar seu torcedor e também a Visa, que financiou uma grande inovação para o clube.  

Agora somente nos resta esperar que o clube até o final de 2008 mande os seus jogos em casa e aprenda que planejamento sem estratégia não é papel de um clube que quer se tornar profissional.  

Talvez valesse a pena que seus dirigentes voassem até Manchester para descobrir como o Manchester City faz para jogar com mais de 83% de ocupação em seu estádio, mesmo ocupando a 14ª posição na Premier League em 2006-07.


Responses

  1. Amir,

    Faltou ainda você incluir nos seus comentários que segundo a nova parceira Palmeiras-Traffic no próximo mês de Julho iniciam-se as reformas do estádio para transformá-lo em uma arena e que mostra ainda mais claramente que os times brasileiros estão tomando ações de marketing totalmente desconectadas e sem objetivo de longo prazo definido. Marketing não é vender camisa roxa ou verde limão, tem que ter um objetivo de longo prazo definido.

    O São Paulo (tirei a camisa hein), como já comentei em outro post, é um dos únicos times que colocou uma visão de longo prazo, que é a de tornar-se a Maior torcida do Brasil em 2015. É quase impossível que isto ocorra, mas as ações têm que estar pelo menos sob o mesmo objetivo para dar certo.

    É ainda muito pouco para um potencial gigantesco.

    Abraços
    Vina

    Olá Vina,

    Realmente o São Paulo está conseguindo colher bons frutos, muito mais por seu desempenho em campo do que por iniciativa de seu departamento de marketing (assunto que já foi abordado aqui no blog e sempre renderá boas análises).Será que se o tricolor do Morumbi ficar sem ganhar nada até 2015 vai chegar perto desse objetivo estabelecido?

    O que os clubes brasileiros precisam entender é que o planejamento de longo prazo é essencial para o desenvolvimento de seus negócios e que a falta dele acarreta essas ações desconexas e sem lógica.

    E inclusive será através dessa visão de longo prazo que mais recursos ingressarão no departamento de futebol, sem ter que “alugar” o clube para empresários.

    Um abraço.

    Amir

  2. Amir, tenho muito pouco a acrescentar ao seu post. Acho que estamos atravessando um momento em que as ações de marketing passaram a ter alguma prioridade nos clubes grandes, mas o link entre essas ações e a estratégia ainda é uma ilusão, apesar do “salto alto” usado por muitos dos “marketeiros” desses clubes -sim, “marketeiros” no sentido pejorativo, mesmo.

    Chamo atenção para mais uma aparente falta de conexão entre ações e estratégia: se o Palmeiras está em pleno processo de avaliação do projeto de reforma (ou reconstrução) do estádio Palestra Itália, em negociação com a W Torre e a ser executado em um período curto, será que esse foi o momento ideal para lançar a arquibancada Visa? Ou foi apenas mais uma solução de curto prazo na tentativa de gerar receitas imediatas com zero de custo para o clube?

    Belo post, crítica fundamentada.

    Olá Maurício,

    Você está correto, já que se o estádio vai virar uma arena multi-uso o timing não seria esse.

    Entretanto o clube não pagou nada para ter esse diferencial e ainda pode se vangloriar que é mais moderno que seus adversários…

    Fico pensando o que passa na cabeça do diretor da Visa, que bancou o negócio e que pode ver o investimento realizado ruir em poucos meses.

    Um abraço.

    Amir

  3. Amir, excelente post e visão crítica. Me chamam a atenção dois pontos em relação à iniciativa do Palmeiras :

    o primeiro ponto é que com uma comunicação quase nula a respeito do programa Arquibancada Especial VISA a taxa de ocupação pode ser considerada boa para um serviço em fase inicial de prestação (42% do público de um jogo nesta arquibancada), tudo bem que o produto “core” está bem pobrinho, mas pra um serviço novo, até que está legal, como entendi do Amir, falta CONTINUIDADE na ação estratégica, certo ?

    O aprendizado que vêm daí é o de que realmente vale a pena investir em uma boa experiência de consumo, no entanto, os comentários feitos quanto ao total descolamento de um planejamento de prazo mais longo prejudicam a boa idéia estando eu de acordo com o já comentado.

    O segundo ponto é o de ter servido de benchmark ao M.City, engraçado, essa me fez rir…e pesquisar antes de responder. O Manchester City tem, desde 2003 ou 2004, uma solução de SMARTCARD, projetado e instalado pela empresa em que eu trabalho, onde o cliente pode comprar ingressos por telefone ou pela INTERNET, ao chegar ao estádio, um sistema RFID lê o cartão e consiste uma base de dados checando se o cliente comprou ingresso para aquele jogo ou não, o mote é sem filas, sem stress, só alegria….por isso os 83% de ocupação que o Amir cita.

    Tenho o white paper da minha empresa descrevendo a solução pro M.City evidenciando o fato, pra quem quiser.

    Olá Robert,

    A estratégia da Visa trouxe um alento para o mercado brasileiro, visto que conseguiu criar algo novo em um estádio antiquado, ambora o serviço esteja muito abaixo do que queremos para o nosso mercado, mas já é um começo.

    Eu gostaria de saber se os recursos para a construção dessa nova área no estádio tivessem saído dos cofres do clube, se haveria essa descontinuidade verificada de 2007 para 2008.

    Infelizmente os clubes querem essas ações para se posicionarem como diferenciados deixando o planejamento estratégico para depois (ou nunca).

    Com relação ao Manchester City achei bem engraçado essa posição dos diretores do Palmeiras, já que em uma cidade MUITO menor que São Paulo dois clubes levam a cada rodada 115 mil torcedores aos seus estádios.

    Um abraço.

    Amir

  4. Este post é lamentável, parcial e anti-palmeirense. A idéia de resultados a longo prazo é incompatível com pensamento imediatista. Eventualmente, podem ter ocorrido alguns erros, mas o pioneirismo nesta questão ( que serve de modelo até para um clube inglês, fato que, nitidamente, incomodou o autor do texto ) é que merece ser ressaltado.

    Há vários dados errados neste post, assim como o próprio conteúdo deste.

    O público de Palmeiras x Fluminense não é este que foi informado. Foram 24693 pagantes ( http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Campeonatos/0,,MUL181498-4276,00.html ). Cerca de 5 vezes maior do informado.

    O público de Palmeiras x Atlético-MG tb está errado. Foram 23534 pagantes naquela partida ( http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Campeonatos/0,,MUL201126-4276,00.html ).

    Sem contar que não há fontes sobre estes públicos do setor Visa………

    E tb não há necessidade de dizer que foi ” confidenciado ” que a Visa ” financiou ” o projeto. É público e notório que há uma parceria entre o Palmeiras e esta empresa, com relação a este setor. A informação é de conhecimento geral, apresentá-la desta forma, como se fosse uma ” revelação ” é algo, no mínimo, suspeito.

    Texto fraco, mal fundamentado e sem muito sentido.

    Prezado Marcos,

    Primeiro quero dizer que nosso blog não tem qualquer sentimento contra clube algum. Você está redondamente equivocado. Podemos criticar o seu Palmeiras como qualquer outro clube quando julgarmos que a gestão do clube é falha, que é o caso do Palmeiras.

    Quanto aos dados somente publico informações com fontes seguras. Nesse caso esses foram os públicos publicados nos borderôs das partidas disponíveis na Internet, basta você procurar.

    E para sua informação nos borderôs aparecem SIM os dados da Arquibancada Especial Visa.

    Com relação a você não gostar do meu texto, vivemos em uma democracia e você tem todo o direito de se expressar e se não gostar do nosso blog nunca mais visitá-lo.

    O que não posso aceitar é que você, pelo visto um palmeirense fanático, acredite que seu clube não possa melhorar, essa é a missão do nosso blog.

    E sobre a comparação com o Manchester City, você me desculpe, o City tem muito mais a ensinar ao Palmeiras do que o contrário, isso eu estou certo.

    Amir

  5. Eu levanto um outro ponto sobre planejamento dos times brasileiros e ingleses: o estádio do Man City foi construido para os jogos da comunidade britânica e tinha uma pista de atletismo.

    A primeira coisa que a diretoria fez foi tirar essa pista para se colocar mais lugares e mais perto do campo, possivelmente com ingresso mais caro.

    O Botafogo que ganhou a concessão do Estádio João Havelange, por enquanto, mantém a pista, o que faz com que a torcida fique mto mais longe, queixa de uns amigos botafoguenses. E outra coisa: até pouco tempo ainda havia o logotipo dos jogos Pan-americanos pelo estádio, só agora a diretoria resolveu tira-lós, para quem sabe no futuro vender cotas de publicidade.

    Abçs

    Olá Carlos,

    Provavelmente o Botafogo tenha limitações de mexer na arquitetura do estádio, por não ser de sua propriedade.

    Entretanto pelos públicos que o clube tem apresentado no Engenhão, seguramente não falta espaço para receber seus torcedores, por isso não será preciso tão cedo se preocupar com isso.

    Um abraço.

    Amir

  6. O que mais me chama a atenção é o fato de que a iniciativa aparentemente partiu da Visa, e não do próprio Palmeiras, como é de se esperar.

    A respeito do fato do Man City obter 83% de ocupação mesmo ocupando uma posição intermediária na tabela, a grande diferença é que no futebol brasileiro o resultado operacional depende muito dos resultados obtidos dentro de campo, o que leva os clubes a limitarem seu planejamento estratégico à busca por títulos.

    Olá Guilherme,

    Seguramente esse é o paradigma que temos que mudar no futebol brasileiro. Todos os clubes enxergam como perspectiva para seus negócios o desempenho em campo e depois pela falta de títulos acabam botando a culpa na Lei Pelé, na pirataria, baixa renda do torcedor…

    Já era hora de criarem uma nova perspectiva para os seus negócios.

    Um abraço.

    Amir

  7. Vc se engana, acredito que possa melhorar, mas, para isso, as críticas precisam ser coerentes.

    Quanto ao Manchester City, quem disse isso foi o site Máquina do Esporte ( http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8569 ).

    Com relação aos públicos, realmente, os que foram divulgados, à época, são bem diferentes dos que constam do site da CBF. Aqui sim a crítica seria totalmente válida. Deveriam cobrar a diretoria palmeirense e a CBF sobre o porquê de divulgarem público e renda menores nos borderôs. Certamente, o público presente ao setor Visa é bem maior do que este exposto no post….. para quem assistiu às partidas tal fato fica muito evidente.

    Marcos,

    Considero a minha crítica totalmente coerente. Até porque acho um desrespeito com a Visa o clube ficar 83 dias longe de seu estádio e mandar jogos em outra cidade .

    O seu próprio comentário anterior comprova que sua visão é limitada, já que considera impossível que um clube desenvolva um projeto estratégico no futebol brasileiro.

    Considero o Palmeiras um dos maiores potenciais comerciais do futebol brasileiro, por vários motivos, mas convenhamos que há muito a ser feito e nem começaram e já estão comemorando como se tivessem se tornando o Real Madrid.

    Respeito o Máquina do Esporte e li a matéria lá, mas quem acompanha o futebol europeu sabe que o M.City dá um banho em qualquer clube brasileiro.

    Sobre os públicos quem deve se explicar é a CBF e o Palmeiras, nós apenas analisamos dados públicos.

    Amir

  8. Oi Amir,

    Sou um assiduo frequentador do site, e também Palmeirense que acompanha no estádio os jogos.
    Mesmo sendo torcedo, reconheço quando ocorrem falhas de planejamento, como foi no caso da troca do gramado.
    Como leitor do blog, me sinto na liberdade de apontar algumas falhas nesse post. Uma vez que nas partidas mencionadas estava presente (assim como estarei novamente hoje). O público de Palmeiras x Fluminense foi de 24693 (como afirma o também leitor Marcos), podendo ser considerado excepcional, uma vez que o jogo teve inicio as 21h45, e televisionado para a praça do jogo.
    Já no jogo contra o Atlético, o estádio estava totalmente lotado (23534 pagantes), já que era a última partida do Palmeiras no Brasileiro, valendo vaga para a Libertadores.
    Outro dado equivocado é o total da área destinado ao espaço VISA, em que na realidade é próximo de 5.000. No mesmo jogo contra o Atlético foram vendidos todos os assentos, e apenas uma lanchonete vendendo água criando confusão no momento do intervalo.
    Para tentar diminuir está falha, o número de assentos disponiveis foi reduzido para 3.500, os vendedores ambulantes da área vendem água e lanches nas arquibancadas, aceitando cartões de crédito e débitos (via sistema Wirelles). Essa restrição se perpetuará até a construção de uma segunda lanchonete.
    Outro dado que foi omitido no texto é que as receitas dos jogos quase que dobraram desde a criação da área VISA, geralmente antes de sua implantação era proximo de R$200.000, desde o jogo contra o Fluminense a renda é proxima de R$500.000.
    Diante desses fatos não há como alegar que a iniciativa é uma ação somente de markenting para “posicionar-se como clube altamente profissional”. Os números falam por si, praticamente dobrou a arrecadação, e o espaço VISA hoje é o mais cobiçado pelo torcedor que vai ao Estádio.
    Acredito, sinceramente, que não houve má intenção no post, mas creio que sua “fonte” não estava tão bem informada, e com a base frágil e equivocada, o texto acabou expressando fatos inveridicos.
    Minha sugestão é que o texto seja retirado, com o objetivo que possam verificar “in loco” a realidade dos fatos ou que coletem mais informações necessárias, e que seja então corrgido e republicado.
    Aproveitando, quanto ao comentário do usuário Vina, a parceria Traffic-Palmeiras em nada tem haver com a construção da Arena, que é fruto da parceria com uma das maiores construtoras do Brasil, a WTorre. Quanto ao planejamento do São Paulo, não o acho tão sensacional assim, uma vez que um clube tão bem estruturado assim não poderia ser alvo de uma investigação do Ministério Público por crime ambiental devido ao gravíssimo caso de despejo de esgoto fora da rede pública.
    Os senhores tem meu e-mail no cadastro do post, e estou a disposição de vocês para esclarecer minhas impressões quanta a área.
    Abraços
    Ricardo

    Prezado Ricardo,

    Com relação ao público do jogo creio que você deva entrar em contato com a diretoria do Palmeiras e questionar onde foram parar os recursos dos ingressos vendidos, pois segundo os borderôs das partidas esses foram os públicos publicados pela CBF (www.cbfnews.com.br):

    Palmeiras X Fluminense – 4.693
    PalmeirasX Atlético-MG- 8.534

    Ou uma dica para vocês, imprimam os borderôs e levem ao Ministério Público para que iniciem uma investigação.

    Infelizmente o seu lado torcedor não possibilita que você enxergue que o Palmeiras tem MUITO o que melhorar. Uma pena termos que travar aqui no blog esse tipo de discussão clubística. Aqui é um espaço para discutirmos idéias de profissionalização do futebol brasileiro.

    Se amanhã eu criticar a gestão do Corinthians ou São Paulo, ou qualquer outro clube, será com único objetivo de melhorar a atual gestão do futebol brasileiro.

    Queremos enterrar a gestão passional e gostaria muito que os leitores/torcedores compreendessem e contribuissem para isso.

    Um abraço.

    Amir

  9. Amigos,
    A noticia sobre o Manchester City, que eh um dos maiores absurdos apontados pelo post do Amir foi divulgada pela Assessoria de Imprensa do Palmeiras.
    Infelizmente sites jornalisticos embarcaram na historia e publicaram. O comentario do Robert evidencia isso.
    Abs, Marcos
    PS. Estou num computador sem acento.

  10. Não encontrei o local adequado, mas a CBF divulgou seu balanço de 2007 na Semana Santa e teve um prejuízo de quase 9 milhões de reais. Como é possível? Esse é um tema que sugiro ao blog.

    Olá Gilson,

    Não sabia que a CBF já tinha publicado seu balanço, vou procurar o documento e farei, assim que possível, um post analisando os dados históricos da entidade.

    Obrigado pela informação.

    Um abraço.

    Amir

  11. O fato de ser torcedor não altera meu senso crítico. Usar esta argumentação também lhe desqualificaria como crítico, já que acredito que o senhor também tenha afinidade por alguma agremiação.
    Em meu comentário fiz um convite ao senhor para se aprofundar sobre o tema, acompanhando-o mais de perto, colhendo testemunho de quem foi ao estádio, ou mesmo de acompanhar “in loco” o projeto. Assim, melhorararia seu embasamento e por consequência a qualidade do seu artigo.
    Acredito que a crítica a seu texto deveria ser entendida como constutiva, uma vez que o mesmo tem a pretenção de ser formador de opinião. Se questionado, deveria ser novamente analisado de forma mais profunda. Ao invés de desqualificar a opinião daquele que comenta por ser torcedor de agremiação x ou y.
    Assim como a S.E. Palmeiras tem muito a melhorar, eu também tenho, assim como todos.
    Ricardo

    Ricardo,

    Sem dúvida todos temos muito o que melhorar.

    Em momento algum tive a intenção de desqualificar ninguém, apenas considero que a gestão do Palmeiras está muito aquém de seu potencial e sejamos sinceros que esse projeto em específico foi todo realizado pela Visa e não pelo marketing do clube.

    Além disso, caso você leia com a atenção meu post verificará que coloquei o projeto da Visa como único no futebol brasileiro e que se diferecia do que tem sido feito em nosso futebol. Entretanto não posso parabenizar a falta de planejamento do clube que ficou tanto tempo fora do Parque Antártica e ainda lançou seu pacote de ingressos a toque de caixa.

    Transito há anos no meio do futebol e há um bom tempo tenho analisado as finanças dos clubes brasileiros e acredito que de alguma forma tenho conseguido agregar valor ao nosso mercado. E posso assegurar para você que sempre critiquei clubes fundamentado em dados objetivos, nunca com uma visão subjetiva. Embora torça para um clube, posso te assegurar que sou um dos maiores críticos da gestão dessa agremiação.

    Infelizmente não temos condições de verificar in loco todos os dados de todos os clubes brasileiros e até por isso utilizamos dados públicos para fundamentar nossas análises.

    Um abraço.

    Amir

  12. Caros amigos, acho que pode haver uma explicação para as diferenças de dados relativas aos públicos dos jogos Palmeiras x Fluminense e Palmeiras e Atlético, no último Brasileirão.

    Ainda não consegui apurar com 100% de certeza, mas aparentemente esses jogos tiveram ingressos promocionais, fazendo parte da promoção “Torcer faz bem” da Nestlé.

    Talvez os dados constantes nos borderôs da CBF incluam apenas as vendas na bilheteria, desconsiderando portanto os ingressos promocionais. Isso explicaria a diferença em relação ao público presente nos dois jogos.

    Enfim, talvez seja essa uma explicação.

  13. Grande Amir, como vai, lembra de mim? Vicente Criscio, desenvolvemos algumas iniciativas em conjunto no marketing esportivo em 2004.

    No conceito sua crítica faz muito sentido.Na prática, a realidade é um pouco diferente.

    Tenho participado de algumas decisões do departamento de futebol do Palmeiras, apesar de não ser da Diretoria (participo muito mais pela minha proximidade com o Belluzzo e Cipullo).

    Sobre o projeto VISA você comete um engano por não estar vivenciando o projeto. A iniciativa da VISA é um sucesso. Os números que você passou não estão totalmente corretos (em termos de frequência no estádio e no setor). So primeiro jogo foram algo em torno de 2500 torcedores (numa chuva torrencial). No segundo jogo, contra o Atlético, houve ocupação completa (5 mil lugares vendidos, eu estive nesse jogo e fui no setor). O Palmeiras teve presença recorde no estádio (não sei de qual fonte você tirou: “O último jogo do clube na Série A de 2007, contra o Atlético-MG no dia 02/12/2007, um domingo, recebeu 8,5 mil torcedores, sendo que 55% estavam presentes no novo espaço. ” O Palestra estava lotado e o público pagante anunciado (acho que eram de 18-20 mil pessoas) não continha o público do setor VISA (timings diferentes do borderô e envio do extrato).

    A Visa, está felicíssima com o resultado do projeto, o torcedor palmeirense tem um novo espaço, e no ano de 2008 a ocupação só não é maior porque estão sendo feito reformas para dar conta da saída mais rápida do público.

    A comparação feita com o Manchester City foi infeliz. De acordo. Mas acho que a aparente grosseria (a Diretoria deveria pegar um avião) não combina com seu estilo. Comparar qualquer coisa no futebol brasileiro com a Inglaterra é estupidez, nesse momento.

    Sobre planejamento e estratégia, o trabalho está sendo feito (o planejamento de longo prazo) e seria difícil explicar aqui certas coisas e mesmo porque não falo pela Diretoria. Mas você há de concordar que não seria “inteligente” NÃO FAZER o negócio com a VISA por conta dos motivos acima apresentados. E o Mauricio aí em cima matou a pau o problema: vocês estão tentando definir o público pagante em jogos olhando no jornal ou na internet, sem saber exatamente de certos detalhes (promoção Nestlé, espaço VISA, …).

    Abraços, nos falamos…
    Vicente Criscio
    http://terceiraviaverdao.blogspot.com

    Olá Vicente,

    Muito bom recebê-lo no blog.

    Apenas para esclarecer mais uma vez os dados sobre o público PAGANTE dos jogos do Palmeiras, bem como de todos os jogos que analisamos aqui no blog são extraídos dos borderôs das partidas e não de alguma fonte perdida na Internet. Todos os borderôs estão disponíveis no site da CBF e FPF.

    Como você sabe é a partir dos borderôs que o clube contabiliza suas receitas de bilheteria.

    Se relamente os 20 mil ingressos foram promocionais, podemos concluir que o projeto da Nestlé está sendo péssimo para o Palmeiras, visto que a cota fixa recebida pelo clube é muito inferior ao potencial que seria gerado com bilheteria.

    Não considero infeliz qualquer análise que vise melhorar o amadorismo de nosso futebol, essa sua visão de que nada de sucesso no mundo do futebol pode ser aplicado ao futebol brasileiro, apenas comprova a minha tese que é necessário uma urgente renovação nas diretorias dos clubes brasileiros.

    Sou favorável a que dicutamos à exaustão, mas me perdoe, não consegui ainda indentificar no Palmeiras essa visão de longo prazo que você comentou. Por coincidência falei há poucos dias com pessoas realmente próximas ao clube que me confidenciaram que o markeitng do Palmeiras é ainda extremamente embrionário.

    Você pode estar certo que no momento que os números do clube crescerem e as estratégias de marketing se tornarem diferenciadas serei o primeiro a defender o clube. Mas crescerem mesmo, não soltarem na imprensa números super-avaliados e que logo sabaremos a verdade.

    Além disso, de 2005 para cá as despesas do clube cresceram muita acima da geração de receitas, isso está claro analisando as demonstrações contábeis do clube.

    Um abraço.

    Amir

  14. Este post realmente tem sido o campeão de audiência e de polêmica, como podemos observar. Peço licença pra dividir alguns pensamentos com vocês vindos de meu percurso como pesquisador neste ramo de atividade.
    Acredito que quem produz os relatórios setoriais do futebol brasileiro como a empresa onde o Amir trabalha merece credibilidade; eu entendo a visão do Amir e a respeito além de concordar; uma coisa que temos que aprender é nada mais nada menos que a opinião do autor sob sua ótica e sobre os dados de que dispõe, é uma visão, que pode ser criticada e complementada, é assim que se constrói conhecimento, porém, quem questiona, tem que vir com o mesmo grau de estruturação, achismo não cabe.
    Se descaracterizamos a pesquisa ou o trabalho com viés de torcedor voltamos à administração catastrófica passional que produziu os resultados ruins que o futebol, como um todo, apresenta, isso é número, não há como questionar, e com um sinal (-) bem grande na frente.
    O futebol é um meio pouco profissional e pouco estruturado. Os dados das diversas fontes sobre o mesmo tema são conflitantes o que cria uma limitação metodológica grande no pesquisar este ramo de atividade, por isso surgem algumas diferenças de visão; a saída é buscar nos órgãos oficiais, como nos borderôs, eu mesmo faço isso também.
    Enfim, quando se quer transformar alguma coisa é absolutamente natural que se enfrente resistência, que haja algum estranhamento, alguma polêmica….eu, pessoalmente, considero que se isso ocorre, o caminho certo tende a estar correto. Não há transformação sem riscos ou sustos.

    Olá Robert,

    Obrigado pela mensagem.

    Sempre analiso os clubes por seus dados financeiros a fim de que não gerem discussões subjetivas.

    Quero deixar claro a todos os leitores que o intuito de meu post foi apenas para demonstrar minha visão sobre um assunto específico.

    Em uma próxima oportunidade apresentarei análises sobre outros clubes, empresas e entidades e nem por isso estarei atacando as cores e a tradição das mesmas.

    Desde o primeiro post o nosso blog teve como única preocupação ser um local isento que tem como principal objetivo trazer alternativas profissionais para a gestão do nosso futebol, sem clubismo ou paixões exacerbadas.

    Um abraço.

    Amir

  15. Amir,

    Eu só bato na tecla de acertar o artigo, porque acredito que a idéia e a iniciativa de se criar um meio de comunicação independente, sobre futebol e negócios é ótima. E que tal iniciativa deve ser levada em frente. Se acreditasse que houvesse alguma parcialidade por parte de vocês, não perderia tempo redigindo comentários.
    E parabenizo por responderem aos comentários.

    Como bem definiu o Bardella, os jogos foram da promoção “Torcer faz bem”, não sendo contabilizados pelo borderô da CBF.
    Diante disto, a análise dos fatos fica prejudicada, merecendo uma revisão, ou mesmo, utilizando de referência os jogos realizados no Palestra Italia do Paulista de 2008.
    Fica a sugestão.

    Olá Ricardo,

    Agradeço a sugestão. Mas não tenho como incluir os dados pois infelizmente não há fontes oficiais, somente dados gerais de público presente no estádio.

    Somente posso considerar os ingressos vendidos, que estão publicados nos borderôs.

    Agora acho estranho que a promoção da Nestlé tenha ofertado ingressos da área premium do Palestra Itália.

    Um abraço.

    Amir

  16. area premium !
    a Nestlé (promoção) ofereceu ingressos atras dos gols e nas duas curvas.
    É melhor vc admitir que errou (e feio) na avaliação do publico por ser desinformado, do que tentar justificar-se.
    Admita: errou ! alias não foi só nisso com relação ao Palestra Itália.

    Prezado Jota,
    Não preciso admitir nada.
    Os dados dos borderôs das partidas falam por si só.
    Lá constam os públicos da área da Visa, procure no site da CBF.
    Amir

  17. O problema de muitos blogs é que quem escreve muitas vezes não entende nada de comunicação. Como é que se quer avaliar um projeto como o Visa/Palmeiras sem ouvir a Visa ou o Palmeiras? Mais: o missivista deveria ter um mínimo de senso crítico antes de dizer que o público pagante dos últimos jogos do Brasileiro de 2007 foram de 5,5 mil e 8,5 mil respectivamente. Meu Deus!!!! O último jogo contra o Atlélico-MG valia a vaga para a Libertadores. Se o jogo fosse entre Tupi-MG e Marília valendo vaga para a Libertadores com certeza o público seria maior que 8,5 mil pessoas. Imaginem entre Palmeiras e Atlético-MG, que vendeu todos os ingressos com 48 horas de antecedência???? Seguindo nas bobagens: será que o missivista trata a Visa como uma empresa de fundo de quintal? Será que a Visa foi, digamos, pega de surpresa, com a construção da Arena? Ei, missivista, o espaço deve ser ainda maior da Visa quando a Arena estiver pronta. Por favor, cheque. É bom que seus leitores sejam bem informados. Mas calma, ainda não terminou, tem mais: o missivista fala que a reforma do gramado deveria começar em dezembro….Gênio, gênio, gênio!!!! Com isso, o Palmeiras poderia mandar seus jogos do Paulista em sua própria Casa, sem precisar fazer 5 jogos fora. Impressionante!!! Gênio, gênio!!!! Além de se achar entendido em marketing, ele se acha entendido em gramado de futebol. Ok, ok. Vamos lá senhor missivista: uma reforma de gramado leva entre 60 a 90 dias para estar completamente concluída (fique à vontade para checar). E bingooooo!!!!! a reforma começou em dezembro, como nosso missivista queria. Só que como são necessários o prazo aqui revelado, só no fim de fevereiro é que os jogos voltaram ao Palestra. Mas, ei, ainda não acabou, tem mais: fica o conselho – antes de falar de assuntos que não são da sua área, procure se informar melhor. Isso a gente aprende no primeiro ano primário.
    E viva o marketing do São Paulo Futebol Clube, que, segundo o Datafolha mostra, a torcida tricolor está estagnada desde 1993, com 7 percentuais os torcedores em todo o Brasil junto com a torcida Palmeirense. E viva de novo o marketing do São Paulo Futebol Clube, que criou o Batismo Tricolor. Até dezembro de 2007, depois de 14 meses do lançamento, foram “batizadas” 53 crianças. Um sucesso!!!!!!!!!!! É esse marketing que quer fazer da torcida tricolor maior que a do Corinthians???? Pô, sacanagem, hein!?!?!?!!?
    Mário da Matta

    Mario,

    Não será me atacando que você conseguirá mudar a forma que eu enxergo o marketing no futebol.

    Aconselho a todos a buscarem os borderôs das partidas e verem com os próprios olhos os dados de PÚBLICO PAGANTE para assim julgarem se errei ou não. Você pode ler em meu post como NÃO considero a Visa uma empresa fundo de quintal, muito pelo contrário.

    E saiba que futuramente farei um post falando desse modelo de construção de Arenas em que o clube cede muito e recebe algum %.Não é isso que considero o modelo de negócio ideal para o Brasil.

    Agora você me perdoe esse tipo de comentário “E viva o marketing do São Paulo Futebol Clube” em nada contribui com o blog.

    Sou um crítico ferrenho do que o São Paulo faz e o meu comentário nesse post fala sobre isso.

    Esse meu post apenas serviu para mostrar que muitas peesoas querem que enalteçamos tudo que é feito pelos clubes, mesmo que consideremos errado determinada ação.

    Esteja certo, isso não vai acontecer!

    Amir

  18. Amir, desculpe, eu te garanto que eu realmente sou bem próximo do clube. O problema é que o Palmeiras tem algumas correntes políticas que preferem ignorar o que está sendo feito. Preferem o velho, preferem o arcaico. Conheço o Rogerio Dezembro, o vejo quase toda semana e vejo que, além dele, pessoas como CIpullo, Belluzzo, estão tentando fazer mudanças. Imagino que você não queira citar a fonte, mas te garanto que dentro do Palmeiras as críticas destrutivas são as que mais acontecem.

    No mundo acadêmico é fácil: pára tudo, prepara-se um planejamento estratégico, faz-se um diagnóstico, workshops, contrata-se consultores, e depois prepara-se o plano de implantação. Em seis meses começam a trabalhar. Isso não existe mais, nem nas empresas e muito menos no futebol.

    Tem que se pagar conta, resolver problemas contratuais largados por dirigentes anteriores, o caixa não fecha, a torcida reclama, a estrutura é viciada, faltam gestores profissionais… e os Diretores que são criticados, que trabalham toda noite, sábado, domingo, são criticados às vezes (não acho que seja esse o caso) de forma desrespeitosa e sem as pessoas saberem dos fatos.

    Não significa que tudo esteja ótimo. Acho que tem muito a ser feito no Palmeiras. Muuuiiito… mas eu falo isso sabendo do que eu estou falando, e posso dizer exatamente o que precisa ser feito.

    Mas também posso dizer que o trabalho de planejamento de longo prazo está sendo feito! E te digo mais, as referências para o Palmeiras no seu planejamento são exatamente Manchester United e Barcelona.

    QUando eu citei a estupidez em comparar o mercado inglês me referi a querer que, da noite pro dia, o modelo do futebol brasileiro seja igual ao inglês. Pára… vai levar 10 anos, talvez 20. Mas sou um crente: acredito que vá chegar lá sim!

    Qualquer dia vamos almoçar, te falo do que está sendo feito. O Palmeiras só não mostrou ainda porque todos querem mostrar coisas tangíveis, e não planos ou discursos. MAs te garanto que cada ação que você está vendo aí está prevista no tal planejamento.

    Abraços,

    Vicente,

    A minha fonte não tem qualquer relação com a política do clube, inclusive nem sócio do Palmeiras é.

    Quanto ao planejamento estratégico fico feliz que o clube já saiba onde quer chegar e espero de verdade que o clube se desenvolva.

    Minha percepção não é acadêmica e sim é de uma analista que estuda a fundo a realidade do futebol brasileiro, sem paixões ou achismos. E desde 2003 (adoção dos pontos corridos) tenho visto muito pouco sendo feito em termos estratégicos pelos clubes de futebol no Brasil.

    Sem dúvida o modelo europeu não é uma receita de bolo pronta para o nosso mercado, mas acredito que muita coisa pode ser desenvolvida aqui e infelizmente vejo poucos clubes fazendo isso.

    Para começar acredito que o Palmeiras bem como qualquer clube brasileiro deveria investir em profissionais remunerados e altamente qualificados para dirigir as entidades e não fundamentar a gestão com a ajuda de sócios-torcedores voluntários que trabalham part-time no clube.

    Fico triste que esse post tenha gerado essa repercussão agressiva de torcedores que não admitem uma crítica, esse não era meu objetivo, mas nem por isso deixarei de colocar meus pontos de vista sobre assuntos que eu julgar necessários para a mudança do atual cenário do futebol brasileiro.

    Um abraço.

    Amir

  19. Amigos palmeirenses,

    Sem desespero.
    Segue aqui o link do bordero:

    Palmeiras 1 x 3 Atletico MG
    http://www2.uol.com.br/cbf/2007/brasileiro/a/paat021207b.tif

    Palmeiras 1 x 0 Fluminense
    http://www2.uol.com.br/cbf/2007/brasileiro/a/pafl141107b.tif

    Entendem agora de onde sairam o publico da arquibancada VISA?

    Amir, o post foi otimo para gerar uma discussao e entender o motivo do nosso futebol ainda continuar provinciano, perdendo tempo com campeonatos que nao valem nada (Paulista) e com a visao que se espelham no Man Utd e Barcelona. Estamos mais para Man City e Espanyol que ja seria uma vitoria incrivel.

    Espero que consigamos manter o nivel nas discussoes afinal este eh um espaco de alto nivel e nao de torcedores raivosos por falar mal do time do coracao.

    Espero que entendam o objetivo do blog.

    Abracos
    Vina

    Vina,
    Obrigado pelos links e pela mensagem.
    Um abraço
    Amir

  20. Amir,

    Contra fatos não há argumentos. O Manchester City se gabou de ser o primeiro clube europeu onde o torcedor por meio do cartão de crédito poderá não só comprar seu ingresso, como usufruir das lojas e lanchonetes usando apenas o cartão. Ora, se eles são os primeiros a terem essa inicitaiva, concorda que o Palmeiras foi pioneiro, uma vez que seu modelo avança em relação ao do Figueirense?
    Abs
    Mario

    Mario,

    Que fique claro que minha colocação quanto ao Palmeiras aprender como o Manchester City vai muito além de um novo serviço no estádio. Como deixei claro em meu post valorizei e MUITO o espaço premium no Palestra Itália, mas o City tem muitas outras atividades como todos os clubes europeus que deveriam servir de inspíração para nossos clubes.

    Sem dúvida o serviço é mais diferenciado que o do Figueirense, mas também é lógico que esperamos muito mais da 4ª maior torcida do Brasil do que do Figueira, que há muito tempo desenvolveu seu serviço.

    Além disso, no Brasil basta um clube dar um passo, que gasta mais tempo tentando se valorizar frente aos adversários do que ampliar a gama de atividades mercadológicas para seus torcedores e patrocinadores.

    Espero que fique claro que não tenho nada contra o Palmeiras ou sua diretoria, apenas gostaria de ver o clube criar um novo ambiente, sem ações desconexas e principalmente de valorização de seu produto, que está tão sem valor como de tantos outros clubes brasileiros.

    Um abraço

    Amir

  21. Caro Amir,

    Acompanho o blog há muito tempo e admiro o profissionalismo com que todos escrevem.
    Estou impressionado como o torcedor brasileiro não consegue separar o torcer para um time e enxergar a administração do mesmo, que são coisas diferentes. O seu post está muito claro e apenas, ao meu ver, explica a falta de visão estratégica dos clubes, que não é novidade para ninguém. Quantos comentários agressivos, as pessoas levaram para o lado da paixão! Por isso que esse país e esses clubes não vão pra frente, com tanta miopia!
    Imagine se as empresas de sucesso não fizessem planejamento estratégico, virariam o que os clubes são hoje!!!
    Aguardo novos posts dos outros times!

    Ronaldo

    Olá Ronaldo,

    Obrigado pela mensagem.

    Escreverei sobre outros clubes também.

    Você está certíssimo e muitas empresas que somente administravam seus negócios para apagar incêndios hoje nem mais estão no mercado, ou porque faliram ou por terem sido incorporadas.

    Os clubes com suas dívidas, se fossem empresas, já não estariam com as portas abertas.

    Um abraço.

    Amir

  22. Amir,

    Parabéns pelo post que a meu ver é altamente esclaredor.

    A discussão com respeito e ponderação sempre foi marca registrada deste blog desde sua criação e espero que sempre seja assim

    Em tempo, sugiro uma ótima leitura aos colegas praticam o contrario:

    http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=190153&ST=SF16908

    Abraços

    Olá Sérgio,

    Obrigado pela mensagem e pela indicação do livro.

    Estou certo que de alguma forma essa discussão toda será boa para refletirmos qual é o novo cenário que queremos construir no futebol brasileiro.

    Um abraço.

    Amir


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