Publicado por: Maurício Bardella | 29/fevereiro/2008

Sobrevivência dos clubes de menor porte

Nesse post eu gostaria de colocar em discussão os comentários de nosso leitor Lucas postados no artigo “Sugestão para a FPF”, artigo esse de autoria do colega Marcos.

Nesse artigo, como vocês devem se lembrar, foi proposta uma fórmula diferente para o campeonato paulista, com um caráter classificatório entre diversas divisões. Vamos reconhecer que a fórmula foi muito criticada e vários de nossos leitores propuseram outras fórmulas, sendo que alguns ainda pregaram o fim dos regionais – mesmo que saibamos que politicamente isso é muito difícil de acontecer.

Pois o Lucas, de maneira pertinente e enfática, criticou o tema do ponto de vista dos clubes do interior e construiu um debate que eu entendo construtivo com o Marcos. Acho interessante expor aqui um trecho de um dos seus comentários, por ser um material interessante para discussão (e não precisa ser acalorada, Lucas, fique tranqüilo…): 

  

By: Lucas on 28/fevereiro/2008
at 11:16 am

Marcos,

Não estou aqui para nenhuma discussão mais acalorada. Mas não concordo com absolutamente NADA com relação ao assunto paternalismo, choradeira e palavras deste tipo.

(nota do autor do post: no parágrafo acima o Lucas faz menção à posição do Marcos segundo a qual os clubes pequenos não podem depender de ações paternalistas para serem “salvos”, e que diversos clubes sem estrutura e sem receita não deveriam sequer se constituir como clubes profissionais; entenda-se aqui que a generalização “clubes pequenos” engloba associações muito diferentes, em razão tanto de seus patrimônios históricos como de suas possibilidades de receita a partir do número de torcedores e potencial de consumo das cidades/regiões em que se situam)

Não tenho idéia de que time você torce, mas imagino que você torça para algum time grande, daqueles dos grandes centros.

Amigo, torço para o Guarani e acompanho muito o futebol do interior de São Paulo. Nesta região, a Lei Pelé ARREBENTOU os clubes.

Não sei qual é o modelo de gestão de futebol que você prefere, mas “bolhas” como São Caetano e Barueri, bancados pela Prefeitura, ou então como o Guaratinguetá, em que um empresário (Carlito) comanda é algo passageiro.

Faça uma visita no estádio do Taubaté, do União Barbarense, da Ferroviária, do Botafogo-SP, do meu Guarani (que se Deus quiser será vendido logo) e veja um pequeno exemplo de como os dirigentes ladrões acabaram com estes times tradicionais.

Desculpa, amigo, mas se para você a solução dos times que foram roubados pelos antigos dirigentes é definitivamente fechar as portas e deixar uma legião de torcedores (como no Guarani) na mão acredito que você tenha um raciocínio muito simplista.

Viver de receitas de Medial Saúde, Habibs, Petrobras, etc. é muito fácil. Vá ver como estes times do interior SONHAM em jogar em casa contra times grandes para poderem ter uma renda extra e poder se estruturar novamente.

Neste seu raciocínio, o futebol paulista se resumirá aos 4 grandes mais aqueles que se deixaram levar (arrendados) por empresários. É isso que jamais vai acontecer no Guarani! 

Acho que é um tema rico e expõe uma visão interessante. Para iniciar eu gostaria de deixar claro que, óbviamente, nós que produzimos esse blog temos nossos times de preferência. Isso posto, lembro que estamos aqui para discutir o futebol e suas práticas de gestão, e um requisito básico para fazê-lo é não se deixar levar pela preferência clubística. O próprio Marcos, torcedor entusiasmado, é um grande crítico das políticas administrativas de seu clube do coração (essa é a constatação de um torcedor de seu maior rival…).

Pois agora vamos discutir o assunto, e eu faço um questionamento ao Lucas e aos amigos: o que fundamentalmente “arrebentou” com os times do interior foi a Lei Pelé (conforme escrito no comentário), a roubalheira dos dirigentes ou sua incompetência? Porque com Lei Pelé ou não, a imensa dívida do Guarani (para citar um exemplo) foi gerada por administrações catastróficas…e isso teve início bem antes da entrada em vigor da Lei, estou certo?

Pergunto isso porque é muito comum ouvir dirigentes de clubes (especialmente mas não apenas) do interior responsabilizando a Lei Pelé pela situação de penúria de seus clubes. Ok, a Lei merece críticas mesmo, especialmente no que diz respeito à proteção dos clubes formadores de atletas, tanto que sua revisão está sendo discutida nesse momento. Mas o fim da Lei do Passe, meus amigos, é um caminho sem volta. Todos os clubes precisaram passar por um processo de adaptação, grandes ou pequenos, e os que tinham sua situação financeira arruinada encontraram na Lei o alvo mais fácil para nomear um culpado e tentar esconder as administrações míopes e/ou mal intencionadas.

Da mesma maneira é comum ouvir desses dirigentes que desenvolver estratégias de marketing para levar torcedores ao estádio, melhorar a experiência de se assistir a uma partida, aumentar e fidelizar uma base de clientes que consuma produtos do clube (além de ingressos) e negociar patrocínios de maneira comercialmente vantajosa para o clube e para os investidores (no lugar da tradicional ajuda que os dirigentes crêem que as empresas locais devam dar a seus clubes) é algo que só funciona para os grandes… creio que meu amigo Amir tenha perdido a conta de quantas vezes ouviu essa conversa.

Não se trata de implementar uma estratégia de marketing apenas, mas uma filosofia de gestão. A procura por novas, maiores e melhores receitas é um caminho que precisa trilhado, e para isso é preciso profisisonalizar a administração.

No caso específico do Guarani FC, clube situado em uma cidade com potencial de consumo maior que o de muitas capitais brasileiras, a tarefa é árdua, reconheço, em razão do enorme passivo gerado ao longo de anos. Para a Portuguesa, que vive situação melhor dentro de campo, a missão paradoxalmente talvez seja ainda mais difícil pelo fato desse clube ter uma base de torcedores bem menor, sofrendo a massacrante concorrência dos grandes da capital.

Deixo o tema em aberto para os comentários de todos, e gostaria de ter a ajuda dos companheiros que escrevem esse blog nas respostas. Acho que é uma boa oportunidade para desenvolvermos a habilidade mais importante para o aprendizado: ouvir, argumentar e, se for o caso, aceitar posicionamentos divergentes.


Responses

  1. Amgos, obrigado por minha discussão ter sido aceita e, principalmente, ter virado um tópico sobre este assunto.

    Pode parecer engraçado, mas enquanto o mundo do futebol vê cifras cada vez maiores, eu fico muito preocupado com o menores, aqueles que, certamente, são o a farinha de trigo do pão que os times principais fabricarão no futuro.

    O tema é sério e merece um enfoque definido. Não é ter dó dos pequenos, mas sim trata-los de maneira diferente, cuidadosa e, principalmente, sustentável de modo que eles possam continuar existindo.

    Dada a situação em que se encontram MUITOS times do interior, a ÚNICA saída para se fidelizar torcedores, fazer políticas de marketing, negociar patrocínios, etc… é ter um tim forte e competitivo. Como, por exemplo, o Rio Branco (e olha que Americana é uma cidade grande) vai conseguir levar mais de 400 torcedores por jogo (no último levou 304) se não tem no time jogadores como Anaílson, Flávio Conceição, Mineiro?

    E para que isso seja possível, basta rever a Lei Pelé. Segurar os jogadores, evitar ao máximo que eles se vendam à empresários e deixem o clube.

    Eu levo em consideração que a participação da Prefeitura deva ser ZERO! Não se pode misturar alhos com bugalhos e é sem a participação dela que os clubes conquistam a sustentabilidade de sua gestão.

    Sou a favor do protecionismo e do paternalismo com os times do interior. Se na política brasileira de hoje entende-se que alguns países que nos devem podem ter a dívida perdoada, por que não arrumar uma saída para os clubes menores?

    A Timemania é boa nisso e é um passo importante.

    Lembrem-se sempre: o futebol brasileiro não se resume ao Globo Esporte, Bem Amigos e Linha de Passe. Tem muita gente sofrendo!!

    Lucas, tenho dúvidas quanto aos termos “protecionismo” e “paternalismo”, porque na verdade isso pode ser um meio de encobrir as ineficiências administrativas de um clube (para não falar das eventuais falcatruas). Por outro lado, medidas que tornem mais viável a estruturação financeira tem que ser, evidentemente, bem-vindas.

    Há mais um lado nessa questão: não é tão simples comparar clubes como o Guarani, o Botafogo de Ribeirão Preto, o América-MG e a Portuguesa com clubes bem menores, como por exemplo o União de Mogi das Cruzes. Embora os problemas possam ser na essência parecidos, os potenciais de cada um deles para gerar receitas com público e investidores são muito diferentes.

    Esse potencial de geração de receitas, mesmo em diferentes níveis, não passa exclusivamente por ter jogadores conhecidos e um time competitivo – claro que isso é importante, mas o nosso debate performance esportiva x performance de gestão traz muitas outras propostas, como por exemplo fazer do jogo de futebol um evento de entretenimento e manter um programa de relacionamento com uma base de torcedores oferecendo elementos para que ela aumente seu nível de adesão, ou em outras palavras, para que consuma cada vez mais produtos e serviços.

    Abraços,

    Mauricio Bardella

  2. Um bom exemplo para os clubes de menor porte (e para os grandes também)é o Bolton Wanderers, time situado na grande Manchester. Mesmo contado com um numero reduzido de torcedores (200 mil aprox) o clube consegue explorar bem os players que o mercado oferece.
    Não faz mais sentido os dirigentes reclamarem de um sistema viciado que vem arruinado o nosso futebol. Como foi discutido inúmeras vezes por aqui há vários outros meios que o profissionalismo oferece. Mais se até os grandes ainda não embarcaram nessa imaginem os pequenos.

    Pois é, Ricardo, aproveitando seu comentário fui conhecer o site do Bolton Wanderes. Li que nessa temporada da Premier League o maior público do Bolton foi contra o Newcastle, com 25414 pessoas, e o menor foi contra o Derby County, com 17014. O público médio é de quase 20.000 pessoas.
    Claro que a estrutura do futebol inglês é muito diferente, inclusive na distribuição de verbas de TV, conforme assunto que tem sido abordado pelo Amir.
    Mas que a presença de público é espetacular, especialmente para um clube de pequena torcida, parece que não há dúvida. Certamente não é porque as pessoas gostam mais de futebol na Inglaterra que no Brasil; entre (muitos) outros motivos está o fato de que comparecer ao jogo é um grande evento, ao contrário de ser um grande tormento como em nosso país.

    Mauricio

  3. Mauricio, tive a fantástica experiência de acompanhar uma partida dessa equipe num lugar especial, em um dos camarotes do reebok stadium, mais não foi num camarote qualquer e sim num dos quartos do De Vere Whites Hotel, parte do complexo do clube. Minutos antes da partida uma equipe montou um verdadeiro camarote para receber que eu quisesse, o serviço é de primeira, uma ótima experiência. Gastei uma nota num clube que nem conhecia, imagine o monte de pessoas como eu gostaria de algo parecido no seus clubes.

    Abraços

    Ricardo, realmente fantástica sua experiência no Reebok Stadium!

    Sempre ouviremos dos céticos o argumento de que em nosso país o poder de consumo menor torna inviável obter receitas significativas com serviços premium, o que é uma grande bobagem…qualquer análise de potencial de consumo em muitas de nossas grandes cidades desmentirá essa falácia. E mesmo onde não haja mercado para serviços premium, trata-se de customizar e oferecer o que o público local quer e pode consumir, com o objetivo de aumentar o retorno de todos os envolvidos: clubes, investidores e, inclusive, o público!

    Abraço,

    Mauricio

  4. Maurício, Lucas e demais colegas,

    No meu “polêmico” post, defendi o fechamento de clubes que não conseguem “pagar a conta”.
    Quero esclarecer que não torço para isso acontecer, mas acredito ser inevitável para muitas equipes. E não acho que seja o caso do Guarani, apesar do atual quadro tão complicado.
    O Guarani, assim como outros times que já tiveram seus dias de glória (América-RJ, Inter de Limeira, entre outros), pode sim se reeguer, desde que invista no binômio tradição (títulos, ídolos) e torcida (que deve ser encarada como cliente). Além disso, precisa “limpar a casa” e o primeiro passo pra conseguir isso é parar de procurar culpados externos e por a mão na massa. Duas medidas relativamente simples podem ajudar: renegociar as dívidas (para evitar rendas penhoradas e coisas do tipo) e gastar menos do que arrecada.
    Clubes como o Guarani precisam demonstrar que estão verdadeiramente dispostos a mudar. Ser honesto não basta. Se a lição de casa for feita, tenho certeza de que a torcida vai apoiar!

    Abs, Marcos

  5. Lucas,

    Discordo do seu ponto de vista. Não acho produtivo para os clubes do interior se colocarem como vítimas da Lei Pelé.

    Além disso eles tiveram 3 anos para estudarem e se adaptarem, não fizeram por falta de conhecimento administrativo.

    Todos os clubes do interior do Brasil devem estruturar o seu negócio em torno do mesmo conceito, gestão estratégica. Para montar equipes competitivas o departamento de marketing deve trabalhar muito, essa é a essência do futebol negócio.

    Para citar o Guarani, segundo o balanço de 2006 o Passivo Total do clube foi de R$ 85,3 milhões (à frente de SPFC e CAP, somente para citar dois), sendo que a Timemania poderá parcelar cerca de metade disso. Enquanto isso o Ativo Total foi de R$ 12 milhões e o Brinco de Ouro representa 97% desse valor. O clube apresentou um ativo circulante de irrisórios R$ 282 mil.

    O Guarani está nessa situação caótica não por culpa da Lei, mas pela falta de receitas, já que gerou somente R$ 10 milhões em 2006.

    E como foi falado nesse blog, Campinas é um mercado mais importante que muitas capitais e clubes das cidades vizinhas poderiam se beneficiar também, caso Guarani e Ponte Preta compreendessem sua importância.

    Um abraço.

    Amir

  6. Olá amigos,

    Estou gostado deste “debate”, até porque como o Maurício muito bem colocou, devemos desenvolver o aprendizado ouvindo e observando novos pontos, e o principal, tendo a oportunidade de ver um mesmo tema com diferentes ângulos de visão.

    Agora quanto ao comentário do Lucas, eu sou contra o paternalismo e o protecionismo, até porque neste caso pode ser um grande escudo para a incompetência e ilegalidade dos dirigentes, pois implantado um sistema que tenha em seu principio básico estes dois pontos, seria dar a garantia para estes dirigentes que sempre haverá um “jeitinho”, lógico em nome da grande torcida prejudicada ou da ou da história do clube ou da ……….

    Sem contar com um principio básico do direito pátrio, todos são iguais perante a lei, ou seja, se o argumento serve para o pequeno, porque não para o grande, apenas como exemplo, seguindo o raciocínio do Lucas o Corinthians deveria ser beneficiado com medidas protecionistas e paternalistas, por ter uma grande torcida, uma grande história; isso seria justo? Não abriríamos uma grande precedência para a incompetência e gestões fraudulentas?

    Agora Ricardo você foi exatamente no cerne da questão, esse é o entendimento, CRIAR alternativas, não podemos aceitar passivamente que uma cidade como Americana leve 304 em uma partida de futebol do Campeonato Paulista, não consigo imaginar com todo o respeito à grandeza de Americana, que nesta cidade no dia do jogo e no mesmo horário, tenha tantos eventos concorrentes ao futebol, que, diga-se de passagem, é a paixão nacional.

    O seu exemplo é excelente e cai como uma luva nesta questão, guardando lógico as devidas diferenças entre o Brasil e a Inglaterra. Os clubes brasileiros devem sair da zona de conforto e criar diferenciais, a tendência mundial é transformar as competições esportivas em verdadeiros eventos, concorrendo diretamente com todo o tipo de entretenimento, ampliando o seu público/consumidor, pois, como você bem colocou, a experiência vivida por você não teve muita relevância quanto ao aspecto esportivo, e sim por todo o pacote do entretenimento.
    Abraço a todos !!!

  7. por motivos “clubísticos emocionais” deveria concordar com o Lucas, mas não acho que o caso é tão simples como parece. O problema não se resume aos times pequenos. Talvez, hoje, ele esteja mais evidente nos pequenos, mas os grandes vão sofrer o mesmo em um futuro próximo. Vamos a alguns exemplos:
    1 – São Paulo – já teve Raí, Falcão, Careca, Cerezo
    2 – Corínthians – Neto, Sócrates, Leão (chatíssimo, mas bom), Rivelino
    3 – Palmeiras – Evair, Luizão, Djalminha. Roberto Carlos
    4 – Flamento – Zico, Junior, Leandro

    A lista é enorme. Hoje, quem chega aos times grandes brasileiros dá entrevista no primeiro dia dizendo que vai ser bom porque vai ser visto pelos times do exterior. Ninguém quer jogar aqui.
    Vivemos no “país do futebol”. Natural seria os jogadores italianos, espanhois, argentinos, ingleses, sonharem com uma difícil vaga no melhor campeonato do mundo. O nosso.
    Acho que o que acontece no futebol brasileiro é uma incompetencia administrativa absurda. Não é só uma questão de calendário. É muito mais do que isso. E, pode apostar, nós não temos idéia do tamanho do problema. Por que o campeonato brasileiro (ou qualquer campeonato daqui) não é vendido para uma TV grande do exterior? Por que ele não é comentado? Por que um garotinho da Europa não tem uma camiseta de um clube brasileiro. Tem muita… muita coisa errada. E, o pior, não acho que estejamos no caminho certo.

    César, obrigado pelo seu comentário. Realmente nosso futebol está muito defasado como produto em razão de termos sempre acreditado que o talento dentro de campo bastaria…hoje o talento ainda existe mas está jogando em todos os outros cantos do mundo. Somos um país exportador de “pé-de-obra”, enquanto importamos futebol da Itália, Espanha, Inglaterra, etc. Tem que ser assim? Não, não tem.

    Acho que há sim um bom número de pessoas que, mesmo com divergências, tem boa noção do tamanho do problema. Professores, consultores, jornalistas, estudantes e um monte de gente interessada está, por exemplo, trocando idéias em blogs e sites, tentando achar caminhos para romper as barreiras que impedem mudanças – e essas barreiras estão em todos os lugares, inclusive nos nossos clubes.

    Um abraço e continue participando.

    Mauricio Bardella

  8. Penso que também falta outras alternativas em se tratando de ligas, temos uma primeira e segunda divisão competitiva e uma terceira desprestigiada.
    Poderíamos ter ligas universitárias entre outras competições. Vejo que alguns clubes do interior se apegam muito a esses campeonatos estaduais esquecendo de outras competições como as outras divisões e Copa do Brasil.


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