Publicado por: Francisco Ortega C J | 20/fevereiro/2008

No meio do Campeonato

Grêmio campeão gaúcho 2007

Grêmio comemora seu 35º título Gaúcho, em 2007: felicidade ou indiferença?

Amigos, estamos chegando à metade das temporadas estaduais e continuo com a mesma percepção que tive há mais de 15 anos, qual seja, os campeonatos estaduais não levam a nada.

Eu sei que existe muita tradição e sentimentalismo nestes torneios, mas o que fazer se o produto está desgastado e ninguém toma providências para renová-lo.

As Federações parecem um tanto perdidas no cenário atual do futebol brasileiro em que são muito mais valorizadas as competições nacionais, classificatórias para a Libertadores e para o Mundial de Clubes.

Para os estaduais eu não vejo qualquer preocupação quanto ao planejamento do negócio. O futebol continua sendo tratado apenas como uma competição, e esse é o grande problema, já que como competição os estaduais são torneios sem atratividade para o grande público.

Em quase todos os anos vemos os mesmos filmes: em São Paulo disputam o título dois grandes com alguma chance para um ou dois clubes do interior; no Rio um grande sempre vence, em Minas o Cruzeiro e o Atlético disputam com alguma surpresa eventual e no Rio Grande do Sul o Inter e o Grêmio são os eternos candidatos ao título. No Paraná, em Pernambuco, na Bahia e em Santa Catarina o cenário não muda e os dois ou três grandes de sempre se revezam no levantamento das respectivas taças. Que monotonia!

Será que ninguém percebeu isso?

Os torneios interestaduais tinham um apelo muito maior e foram abandonados por questões políticas, mas as justificativas nunca foram claramente expostas. Não estaria na hora de revermos estes modelos? Será que não chegou a hora das Federações começarem a repensar o seu método de administração focado na política e se voltarem mais para o profissionalismo que o produto futebol merece?

Para você, qual seria a solução para o início da temporada brasileira?

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Responses

  1. Na minha opinião, se for pra insistir em manter os estaduais, ele teria que ser um torneio de tiro curto, deveria ter no máximo 14 datas.

    Olá Ricardo,
    Eu também acho que deve ser um campeonato de tiro curto, mas temos que pensar em mais alguns aspectos que falarei a todos no final dos comentários.
    Abraço
    Francisco Ortega C J

  2. Concordo que os estaduais já perderam a graça. Muito em função da repetição dos clubes campeões.

    Acredito que o melhor formato de estadual seja o formato utilizado no Rio de Janeiro. Mas não a formula inchada deste ano (com 16 times) e sim a versão do ano passado, com apenas 12 times. É um campeonato rápido, com várias finais e com muitos clássicos.

    Um campeonato assim, é rápido e tem maior apelo para o público.

    Eu defendo a permanência dos campeonatos estaduais por um motivo em especial. É nesta competição que muitos bons jogadores aparecem para o Brasil e para o Mundo.

    Como conheceríamos um Michel (do Guaratinguetá) ou então um Renato (da Ponte Preta) ou até um RONALDO (Goleiro do Social que pegou 43 finalizações do Galo no fim de semana)???

    Defendo os estaduais, da forma que o Ricardo Antunes disse: Rápido.

    Olá Vinicius,

    Como já mencionei acima, também concordo com a permanência dos estaduais em tiro curto, mas para isso temos que fazer uma análise de outros pontos, que farei no final dos comentários, incluindo este aspecto da revelação de jogadores.
    Abraço
    Francisco Ortega J C

  3. Caro Francisco.
    Acabar com os estaduais seria a situação mais rentável para os chamados clubes grandes, mas o que seria feito com clubes de pequeno investimento? Qual seria a atividade anual desses clubes? Que respondem pela maioria esmagadora de associados das federações estaduais.

    Na minha opinião, modestíssima, a solução seria a CBF tentar formar três divisões no campeonato nacional, cada uma com vinte clubes. Seriam, até certo ponto, três divisões fortes e atraentes ao público e a TV. E uma quarta divisão nos moldes da atual terceira divisão, regionalizada e com um número maior de clubes, assim você manteria mais vinte clubes ocupados em competições nacionais até o fim do ano.

    Os campeonatos estaduais, por sua vez, seriam curtos, disputados em fevereiro e março, com no máximo 16 datas.
    E caberia as Federações Estaduais, montar calendários criativos e atraentes aos seus filiados que não disputassem, nenhuma das quatro divisões.

    Creio que não solucionaria o problema de deficit financeiro dos clubes durante os estaduais, mas amenizaria, com um campeonato mais curto e com clubes mais competitivos.

    Grande abraço!!!

    Caro Jorge,

    Este modelo apresentado tem uma certa lógica, mas ainda entendo que ficaríamos com um problema crônico, qual seja, como fazer esta “quarta” divisão se tornar atraente ao público em geral e principalmente a TV, pois nós sabemos que quando não tem um grande no meio a visibilidade é quase que nula.
    Por isso eu tenho alguns pontos a serem colocados e farei no final dos comentários.
    Abraço

    Francisco Ortega J C

  4. Aproveitando o gancho do Jorge:

    Eu faria uma Série C com 32 clubes, que seriam divididos em 2 grupos regionalizados de 16 equipes.

    Os times de cada grupo jogariam entre si em 2 turnos, e os 4 melhores se classificariam para o octagonal final, de onde sairiam os 4 promovidos para a série B.

    Os 4 últimos de cada grupo seriam rebaixados para a Série D, que seria disputada em 3 fases:

    A primeria seria estadual. Cada estado organizaria seu torneio, que poderia inclusive ter suas próprias divisões, de forma a abrigar todos os clubes federados.

    Na segunda fase, a regional, os 27 campeões, mais 5 vice-campeões (dos 5 estados de melhor ranking com a CBF) seriam divididos em 4 grupos 8, regionalizados.

    Os 2 melhores de cada grupo garantiriam sua promoção para a Série C, e disputariam a terceira fase, nacional: mata-mata até definir o campeão da série D.

    Pronto. Calendário pra todo mundo. Fácil, não?

    Caro Ricardo,

    Boa solução, mas mantenho o que sinalizei para o Jorge, ao meu ver, temos que aprofundar um pouco mais nos problemas e olharmos a questão da formula do campeonato como uma solução complementar.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  5. Acredito que os Estaduais têm mesmo que existir. Porém acho que devem ser disputados por menos clubes, numa fórmula parecida com a do Campeonato Carioca – dois turnos, mas apenas com final – sendo que os times grandes atuariam apenas no interior do Estado contra as equipes menores e somente os clássicos (ou jogos considerados maiores) na capital.

    Por exemplo: Atlético e Ipatinga poderia ser jogado no Mineirão, pelo fato do Ipatinga estar na 1ª divisão do brasieliro. Mas contra o Democrata de GV o Galo teria que jogar fora de casa, pra levar o clube grande ao interior do Estado.

    Muitos reclamariam de muitas viagens. Mas, vejam bem: quantas vezes o Palmeiras atuou fora de SP pelo fato do Palestra estar em reforma? Tudo é acertado, desde que se tenha uma tabela séria e organizada e menos clubes.

    Abs!

    Olá Renato

    Este aspecto já entra em um outro ponto, que não apenas a questão da formula do campeonato e, este é um dos pontos a serem levantados por mim no final dos comentários.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  6. Bom, gostei muito do blog.. cheguei aqui por intermédio do “Jogo Aberto” do Lédio.. e já vi que vou voltar mais vezes..

    Em relação ao assunto do tópico, eu pensava nisso outro dia..

    Tinha que banir os estaduais.. e nada de Copa Inter-Regionais também.. os estaduais hoje, só servem de preparação para o Campeonato Brasileiro e para atrapalhar os times na Copa do Brasil..

    Por causa dos estaduais, os times que estão na Libertadores não podem mais jogar a Copa do Brasil por falta de data.. o que, pra mim, é uma vedadeira lástima!

    No início de temporada, para pegar ritmo, os times jogariam amistosos entre eles.. aposto que seria muito mais interessante ver Flamengo x Corinthians em ritmo de amistoso, do que ver Corinthians x Bragantino em ritmo de competição..

    Já que é pra adotar a fórmula européia.. adota direito, pô! Faz o campeonato o ano inteiro.. faz os times grandes disputando tudo.. mesmo que em algumas competições usem times mistos..

    E quanto à revelação de novos jogadores.. está aí a Série C (e porque não uma Série D, como citada).. afinal de contas, as mesmas “revelações” dos estaduais acabando jogando séries inferiores mesmo..

    Ah, e quanto menos times tiverem na(s) divisão(ões) principal(is).. mais interessante! Porque vai dando maior “peso” as divisões subsequentes.. e isso gera maior visibilidade, mais lucro, etc etc etc..

    Infelizmente, futebol no Brasil é muito concentrado.. na mão de um só..

    Olá Breno

    Primeiro obrigado pelo elogio e contamos com a sua freqüência para melhorar ainda mais o blog.

    Quanto ao comentário, acho que já coloquei a minha opinião, ou seja, até sou favorável aos estaduais, desde que “tiro curto”, e vou explicar o porque do meu ponto de vista no final dos comentários.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  7. Primeiramente, quero dar os merecidos elogios pelo Blog. A idéia é ótima e a maneira que aborda os temas é muito boa. Parabéns!

    Sobre o texto, concordo que existe uma desorganização por parte dos Estaduais. Mas penso que ele é a maneira de manter os pequenos clubes com calendário. Quem sabe um dia teremos um número de divisões possíveis para dar calendário aos times que não pertencem as séries A e B.

    Se possível, acesse meu blog (www.pitacosdabola.blogspot.com). Será um grande prazer.

    Sucesso a todos.

    Olá Rodrigo,

    Fico feliz que você gostou do Futebol & Negócio, vou visitar o seu blog.

    Como você mencionou, assim como o comentário do Jorge, os estaduais para muitos clubes pequenos é a principal competição do ano e para aqueles que estão na série C a garantia de atividade no primerio semestre. Mesmo assim os regionais tornaram-se os 4 meses mais importantes do ano para os clubes. A série C é cruel para boa parte dos clubes participantes, já que a 1ª fase é muito curta.

    Para os grandes, os regionais na realidade atual oferecem desde 2003 junto com a série A um calendário completo e garantido para o futebol e principalmente para o departamento de marketing.

    Mas tenho opinião formada que o melhor para o futebol brasileiro seria a adequação ao calendário europeu e a criação de uma Liga Naconal de Futebol Profissional.

    Um abraço.

    Amir

    Olá Rodrigo,
    Também fico feliz que você gostou do Futebol & Negócio, e obrigado pelo elogio.

    Quanto ao texto, eu já mencionei anteriormente vou tentar humildemente explicar o que eu acho.
    Já entrei no seu blog, e parabéns, vou freqüentar sempre que puder.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  8. Parabéns pelo BLOG!
    Na minha opinião, a volta dos torneios Rio-São Paulo, Copa Sul-Minas, etc. seria a solução. Seria rentável para os times do interior também que teriam chances de jogar contra os times grandes de todo o Brasil. Envolveria todas as federações numa espécie de campeonato brasileiro dando chance aos times do interior que não disputam Série A e Série B!!!

    Olá Bruno,
    Primeiramente obrigado pelo elogio, e contamos com a sua freqüência para melhora o blog.
    Esta seria uma solução, fazer um interestadual inchado, com todos os clubes pequenos, pode ser uma boa idéia, mas não sei quanto aos quatro meses do inicio do ano se daria tempo.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  9. Os estaduais perderam a sua razão de ser desde a consolidação do Campeonato Brasileiro.

    O importante hoje é adequar o calendário brasileiro ao europeu, abrir espaço para que nossos clubes façam pré-temporada autêntica, não esse arremedo de dez ou doze dias; evitar que a janela de verão ocorra no momento crítico de definição do nosso principal campeonato; abrir espaço para que os principais clubes brasileiros voltem a jogar no exterior.

    O Brasil tem cerca de 4.000 clubes, e desses, talvez 3.900 ou 3.920, alguma coisa assim, têm vida real efêmera, duram de 4 a 6 meses do ano. O próprio XV de Campo Bom, time gaúcho que fez excelente campanha em recente Copa do Brasil, fecha suas portas metade do ano.

    Seria necessário que, no bojo dessa reforma, fosse criado o Brasileiro da 4a Divisão, bastante regionalizado, reduzindo ao mínimo possível, mas com o máximo de diversidade de locais de jogos, o número e distância de viagens. Ao mesmo tempo, o campeonato da 3a Divisão deveria ser bastante ampliado e também regionalizado, embora numa forma menos fechada que o da 4a. Fundamental, em ambos os casos, seria a duração dos certames, com uma longa etapa de classificação, todos contra todos, dois turnos, muito menos para garantir igualdade esportiva, muito mais para permitir a sobrevivência das equipes por um período mais longo.

    Ah, sim, os estaduais…
    Numa grade de programação como essa simplesmente não sobra tempo, bem como interesse, em sua manutenção.

    O problema é que os estaduais estão na base do poder dos cartolas das federações e esses, verdadeiros animais políticos, não vão destruir suas bases de sustentação. Hoje, com o valor pago pela TV em SP, o estadual passou a ser bastante atraente no aspecto financeiro.

    Então, pelo jeito, vamos conviver com eles por muito tempo.

    Olá Emerson,

    Excelente colocação da realidade, mas entendo que dificilmente conseguiríamos adequar o nosso calendário ao europeu neste primeiro momento, por isso entendo que devemos criar alternativas para a melhora do futebol atual, para ai sim, em um segundo momento tentarmos adequar o calendário ao europeu, esta é uma meta a ser alcançada pelas pessoas que gostam, apreciam e querem gerar negócios com o futebol.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  10. Assunto muito bem escolhido, Chico!
    O número de cliques e comentários comprovam…
    Eu concordo com a maioria, que defende um número menor de datas para os estaduais.
    Com exceção de São Paulo, TODOS os outros estados têm condições de organizar um torneio curto, nos moldes do Carioca até 2007, com apenas 12 clubes.
    Para o Paulistão, daria para fazer uma grande seletiva eliminatória para definir os 8 clubes que enfrentariam os 4 grandes. Já faz tempo que eu defendo essa idéia e brevemente irei postar sobre ela aqui no blog.
    Abs, Marcos

    Grande amigo Marcos,

    Já perdi a conta de quanto tempo ficamos discutindo o assunto predileto nosso, o futebol, e tenho certeza que vamos ficar velhos e continuaremos discutindo.
    Eu já me posicionei que concordo com a continuidade dos estaduais, desde que “tiro curto”, e essa idéia do paulista também acho interessante, mas como disse a todos não podemos ficar pensando apenas no formato da tabela, devemos pensar também na estrutura das federações, e qual o posicionamento que estas podem dar aos seus campeonatos regionais.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  11. Olá… Gostaria de lhe parabenizar pelo tanto pela idealização deste blog, quanto pelas notícias, pelo conteúdo.

    Espero que visite meus blogs e me dê sua opinião a respeito dos mesmos. Obrigado.

    http://parasempretricolor.blogspot.com
    http://futebol-gols-campeonato.blogspot.com

    Olá Shadow,

    Obrigado pelo comentário e fico contente que tenha gostado, conto com a sua freqüência para ajudar a melhorar o blog.
    Quanto ao seus blogs, parabéns vou visitá-los sempre que for possível, e manterei contato.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  12. Sou totalmente contra os estaduais desde que me conheco por gente,por motivos diversos citados por todos aqui.Mas poderiamos ao menos se nao elimina-los pelo menos diminui-los em datas ou numero de participantes, uns 12 seria ate demais,e claro que cada estado e um caso diferente.Por exemplo o camp.paulista e o unco que escapa e se pode fazer um competitivo.Mas agora me respondao? Campeonato de Brasilia,Amazonas,Paraiba?Aonde que vao achar 12 times,mas o pior que “eles” acham e acham ate times pra fazer 2a. divisao pasmem os senhores.Um absurdo.Visto que nesta copa do brasil quantos estadios foram vetados pela CBF no norte e nordeste brasileiro.E no Parana a entidade fez vistas grossas pra vistorias de estadios porque senao nao tinha campeonato(“aonde fica a seguranca da vida de um torcedor que e uma pessoa…….voces me entenderam”).

    Caro Carlos,

    Quanto aos estaduais, respeito a sua opinião, mas como já mencionei neste atual momento do futebol nacional, o fim deles seria uma tragédia para muita gente que depende destes campeonatos para sobreviver, e não estou falando de dirigentes.
    Agora quanto à segurança, isso é um absurdo, não consigo entender como vivemos em um país que brinca com vidas, são tragédias anunciadas como o caso da Fonte Nova, é abominável.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  13. Mais campeonatos inter-estaduais ja e diminuicao dos estaduais falidos,unico que escapa e o paulista e olha la.Mas por que??? Para que os times da primeira e segunda divisao tenha mais poder aquisitivo e aparecam mais na midia e melhores patrocinadores e mais publico nas suas arquibancadas e estadios mais descentes e limpos.Me responda se voce tivesse uma empresa investiria o seu suado dinheiro em algum time ou campeonato estadual ??? EHHH,voce e torcedor mas nao e burro nao…..

    Caro Roberto ,

    Desculpe-me discordar, mas esse é cerne da questão que tento levantar; pois até investiria em um time ou campeonato regional, bastaria que a federação e clubes se posicionassem no mercado e criassem mecanismos para valorizar o produto.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  14. Olha o blog bombando aih!
    Parabens pra vcs.

    Vamos em tiros curtos:
    – acho os estaduais curtos (com 14 a 16 datas) uma boa ideia. O formato carioca, pra mim, e’ o mais interessante.

    -polemica: nao acho necessariamente q a repeticao de times campeoes ou candidatos ao titulo seja sinonimo de campeonato ruim. Afinal, qtos times levantaram as tacas nos ‘melhores’ campeonatos do mundo nos ultimos 10 anos (inglaterra, espanha, italia, alemanha e franca)?

    -se o bangu, o america, o guaratingueta e outros comecarem a se sagrar campeoes correntemente, aih sim e’ que dirao que os estaduais foram pro brejo de vez.

    -claro que os jogadores que jogam nas equipes pequenas sao os mesmos q jogam a Serie C. Mas e’ nos estaduais que eles tem realmente chance de aparecer (enfrentando os grandes).

    -e se os estaduais classificassem DE FATO para a Copa do Brasil, mesmo q fossem 5 ou 6 times em sao paulo e rio, nao daria mais graca ao torneio?

    -Falando em Copa do Brasil, gostaria de levantar uma discussao – talvez uma ideia para um proximo blog de vcs- : Por que diabos a Copa do Brasil acontece no primeiro semestre, junto com a Libertadores, e a Sulamericana e’ no segundo semestre?
    A Sulamericana e’ claramente uma segunda divisao continental, como a Uefa Cup na Europa.
    Seria muito mais logico q esta acontecesse simultaneamente a Libertadores. Assim os cinco melhores times do Brasil jogariam a Libertadores enquanto os outros (6o. a 10o. ou 12o.) jogariam a Sulamericana.
    E no segundo semestre TODOS jogariam Copa do Brasil, que ca’ entre nos, e’ MUITO mais importante do q a tal da sulamericana.
    Hoje em dia, os melhores clubes do pais sao punidos, pois sao privados de jogar a Copa do Brasil e tambem nao jogam um torneio ‘mata-mata’ no sehundo semestre.
    E aih, o que vcs acham?
    Abs
    Joao

    Salve João! Bom te “encontrar” por aqui…
    Essa discussão do calendário é polêmica e sempre rende bastante.
    Mas eu já emiti minha opinião e entrei aqui no seu comentário apenas para te responder sobre essa questão Libertadores/Sul-Americana. A explicação para as duas competições não serem simultâneas é muito simples: a Federação Argentina tem um peso político muito grande na Conmebol e faz questão que Boca e River participem das duas. Não há dúvida de que seria muito melhor fazer da forma que você citou e acredito que os clubes brasileiros deveriam se unir para exigir essa mudança. Seria mais vantajoso para os times que estão na Libertadores e para a própria Copa do Brasil, que ficaria mais forte e interessante.
    Abs, Marcos

    Caro João,

    Infelizmente grande parte da sua duvida já foi respondido pelo Marcos, e a resposta não é muito boa, ou seja, é pura questão política, que por sinal é a questão que também mais atrapalha todo o nosso futebol.

    Abraço

    Francisco Ortega J C

  15. Eu, como já disse, sou a favor do banimento dos Estaduais.. e olha que meu time é recordista de títulos estaduais..

    Enfim, o que eu acho é que, facilmente, dá para se fazer uma Série D no Brasil..
    Isso mesmo, é muita gente pra pouco espaço..
    Peguei um ranking da CBF e fui dividindo indiscriminadamante os times por séries.. sem apelar, consegui montar até a Série D (sendo essa e a C, regionalizadas)..

    Eu não sei bem quantas datas se têm para jogos no Brasil hoje.. mas, fiz uma conta boba aqui:
    – Considerando 52 semanas (50 finais de semana e 50 quartas).. tirando as férias de 4 semanas.. pré-temporada de 4 semanas.. jogos da seleção.. umas 16 datas.. menos alguma coisinha aqui e ali.. “sobra” uns 38 finais de semana e umas 38 quartas (acho que é isso mesmo, mais ou menos)
    – O Brasileiro seria disputado INTEGRALMENTE nos finais de semana..
    – As quartas: Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana..

    Com isso, os times grandes e bem estruturados poderiam disputar todas as competições boas.. como acontece na Europa, por exemplo..

    E, seguindo o exemplo da Itália.. poderia se criar uma “Copa dos Pequenos”.. disputada entre times das Séries C e D.. buscando uma visibilidade para eles..

    Sei lá.. é muita idéia.. vários pensamentos diferentes.. só acho que, se o “homem lá” quisesse.. o futebol poderia ser mais profissional.. menos desigual.. entre outras coisas..

    Algumas idéias são loucas.. mas, se junta como uma outra.. e com uma outra.. acaba surgindo uma boa idéia.. só que, infelizmente, quem pode mudar, não pensa nisso, não quer isso.. etc etc etc..

    Abraços..

    Caro Breno,

    Excelente analise e projeção, mas como vcoê bem disse o “homem” é quem toma as decisões, e isso nós sabemos que ele não vê ou não quer ver.
    Mas o importante é exatamente isso, criarmos uma massa critica pensante e com certeza um dia vamos conseguir mudar esta mesmice do controle do futebol brasileiro.

    Abraço
    Francisco Ortega J C

  16. Parabens pelo blog, com assuntos e comentários pertinentes.
    Na minha humilde opinião, o debate deveria ir além do n° de participantes dos estaduais ou se os estaduais devam realmente continuar existindo.
    Aqui quando se fala em futebol organizado olhamos para a Europa. Tudo bem, eles conseguem fazer campeonatos de 1° nível mas a França é menor, fisicamente, que Minas Gerais. Portanto, pelo menos pra mim, deveríamos levar em conta o tamanho continental do Brasil para formularmos um campeonato realmente Nacional.
    Infelizmente, o modelo que temos hj favorece os times grandes dos estados mais ricos da federação.
    Apenas como sugestão para um campeonato nacional deveríamos olhar com mais cuidado para o modelo “NBA”. Tá certo que ele também não se aplica “como uma luva” pro caso brasileiro mas já seria uma forma diferente de pensar um campeonato brasileiro sem ser uma cópia pura e simples do campeonato espanhol, italiano, inglês, etc…
    abraços,

    Olá Nico,

    Obrigado pelo elogio e fico contente por gostar do blog, conto com sua freqüência para melhorar o blog com seus comentários e sugestões.
    Quanto ao seu comentário, acredito ser uma observação bem pertinente e que deveria ser levada em conta para a elaboração de um grande projeto de reestruturação do nosso futebol.

    Abraço
    Francisco Ortega J C

  17. O Nico disse bem.. o exemplo da NBA é interessante mesmo.. lógico que seria necessária mudanças para aplicá-lo.. mas, é uma forma de tentar diminuir as diferenças gigantes..

    Eu comentei a cima sobre a quantidade de datas do futebol brasileiro.. e me dei o trabalho de fazer algumas contas aqui..

    Em 2009:
    Férias: do fim de dezembro de 2008 até o meio de janeiro;
    Preparação: do meio de janeiro até o meio de fevereiro;
    Copa do Brasil: de Março à Maio, inclusive aos domingos, porém, em conjunto com a Libertadores, mas, sem bater data;
    Brasileiro: de abril a dezembro com 10 jogos as quartas e o restante aos domingos;
    Libertadores e Sul-Americana como são hoje, as quartas;

    Excetuando feriados e jogos OFICIAIS da seleção, temos: 37 datas de meio de semana e 39 datas de fim de semana.. isso é, começando em março e fazendo uma inter-temporada no meio de julho..

    Veja que com os Estaduais NÃO TEM JEITO DE SE FAZER ISSO.. porém, sem eles.. a coisa melhora bastante.. há tempo de preparação.. há mais grana para investimentos das empresas de transmissão para comprar os campeonatos e pagar melhor..

    Enfim, eu acho que tem vários fatores que já fazem passar da hora de se terminar com os Estaduais.. já que é pra imitar a Europa, coloca o campeonato o “ano inteiro”, pô..

    Olá Breno,

    Como jáme posicionei entendo que neste momento deveríamos manter os estaduais em “tiro curto” e a adequação ao calendário seria um segundo estágio de mudança.

    Abraço
    Francisco Ortega J C

  18. Primeiro de tudo, temos que adequar nosso calendário com o europeu.

    Depois disso, o caminho é o apontado pelo Jorge Ivison e pelo Ricardo Antunes da Costa: Série C com 20 clubes e Série D regionalizada.
    São Paulo, por exemplo, comportaria um grupo inteiro da Série D tranqüilamente. Outros grupos seriam formados por clubes de vários estados, principalmente no Norte/Nordeste.

    Assim, além de ter calendário o ano todo pros times pequenos, você encaixa eles no sistema, porque permite o acesso as divisões superiores, e não um fim em si mesmo como são os estaduais hoje.

    Por fim, a título de tradição, dava pra manter os estaduais na pré-temporada num formato copa, com no máximo 10 equipes e 5 datas (dois grupos, turno único, semi-final e final em um jogo só).

    Abraços.

    Olá David,

    É mais uma alternativa, mas gostaria de chamar a atenção para um outro ponto que entendo ser crucial, que é o profissionalismo das federações, eu falarei no último comentário.

    Abraço
    Francisco Ortega J C

  19. Há meu ver essa valorização dos estaduais remete à uma época em que disputávamos uma ridícula competição de seleções estaduais ao invés de um forte campeonato nacional de clubes, isso em pleno desenvolvimento do futebol brasileiro. Enquanto isso na Europa os Clubes disputavam competições de âmbito nacional.

    Olá Ricardo,

    Com certeza essa é uma herança que estamos carregando há bons e longos anos, mas fazer o que? Quem comanda o futebol não tem vontade de mudar e muito menos perder a força política.
    Abraço
    Francisco Ortega J C

    Amigos, obrigado a todos os comentários.

    Eu deixei para o fim a minha opinião para a pergunta que fiz no texto pois entendo e concordo com quase que todos, o formato do campeonato deve urgentemente ser alterado, mas o cerne da questão dos estaduais é um tanto quanto mais complexa na minha modéstia opinião, pois passa pela reestruturação das federações.
    Não podemos chegar em pelo século XXI com campeonatos sem apelo comercial, o futebol não pode perder a sua essência, mas também não pode ignorar a modernização e profissionalismo dos negócios.
    O principal aspecto de mudança para mim é, a profissionalização das federações, buscando através de estudos, pesquisas de mercado, planejamento, um posicionamento novo para os estaduais.
    Como todos nós sabemos o campeonato estadual não é a melhor competição nacional, e o campeão não é o melhor clube do Brasil e também não chega a lugar nenhum com o título, mas se as federações buscarem um posicionamento diferenciado, este torneio poderá ser mais bem compreendido e valorizado, tendo um maior retorno econômico para todos os envolvidos.
    Infelizmente eu e mais dois amigos que dividem este blog tivemos a oportunidade de nos reunir por duas fezes em uma federação, sentando para falar até com o presidente, mas esta compreensão não foi atingida.
    Não basta mudar a formula do campeonato se o produto esta desgastado, temos que reformular o produto mercadologicamente, ai sim, criarmos uma tabela adequando aos objetivos e prazos da nossa realidade, e com certeza todos (pequenos e grandes clubes) irão faturar mais.

    Abraço a todos

    Francisco Ortega C J

  20. Ih, cheguei atrasado! O comentário final foi dado, mas só descobri o blog agora e gostei, então resolvi deixar a minha opinião também!

    Os estaduais são importantes para os clubes pequenos, ok. Mas eles não tem sido bons para os clubes grandes. Muito bem, precisamos de um meio termo.

    Minha sugestão seria a manutenção dos campeonatos estaduais longos para os clubes pequenos, classificando para um torneio regional (mais curto) e para a Copa do Brasil (que teria apenas critérios de classificação objetivos, sem convites).

    Atualmente os estaduais não levam a lugar algum… com este novo formato, ganharia um certa importância, pois uma boa classificação levaria o time a disputar campeonatos mais importantes.

    Os campeonatos regionais seriam mais curtos e teriam mais apelo que os atuais estaduais, visto que contariam com os clubes grandes fazendo sempre jogos importantes e decisivos e permitiria aos melhores clubes pequenos (classificados no estadual) jogar contra os grandes e assim estar na vitrine.

    Além disso, por serem mais curtos, esses regionais poderiam iniciar no meio de fevereiro. Assim as pré-temporadas seriam maiores e seria possível que os clubes fizessem excursões ao exterior, gerando mais uma fonte de receita aos clubes.

    Com relação a Libertadores e Sulamericana, concordo com quem já falou que deveriam ser disputadas ao mesmo tempo, passando a Copa do Brasil para o segundo semestre. Isso elevaria o nível da Copa do Brasil, pois os clubes que disputam a Libertadores também estariam presentes. Sei que a Federação Argentina é contra, mas acredito que se os clubes brasileiros se mobilizarem, é possível conseguir a alteração.

    Caro Filipe,
    Obrigado pelo comentário, e fique tranqüilo, aqui não tem essa de chegar atrasado, sempre será bem vindo um bom comentário, até porque os assuntos e discussões neste blog não têm fim.
    Quanto a sua proposta (formato de campeonato longo para os pequenos e curto para os grandes), acho que acaba integrando o pensamento da grande maioria, mas infelizmente como já comentei, o grande problema é o mesmo que temos em relação a Libertadores/Copa do Brasil/Sulamericana, qual seja, vontade política.
    O Marcos acabou de fazer um post (Sugestão para a FPF) apresentando um formato muito interessante de campeonato, e que atinge exatamente a expressão da vontade de todos, vale a pena dar uma olhada.

  21. Fala Francisco, li uma entrevista do Doutor (sic) Ricardo Teixeira este fim de semana, acho que no jornal O Globo, na qual ele cita a provável mudança na Série C de 2009, para 20 clubes, porém não comenta nada sobre uma futura série D.
    Abraços !


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