Publicado por: Francisco Ortega C J | 11/fevereiro/2008

Poluição Visual

O uniforme do Mirassol estampa a logomarca de nada menos que 8 patrocinadores, sendo um deles a Nakal, fornecedora de material esportivo (e que, portanto, teria espaço garantido na camisa). Mas todas as logomarcas estão lá, num emaranhado visual.

Trata-se de mais uma dos muitos uniformes de times que mais parecem um “outdoor”. Não se trata de um privilégio do Mirassol, evidentemente.

Entendo que vários dos patrocinadores dos clubes pequenos são, em muitos casos, empresas locais, que investem dinheiro no clube como uma maneira de apoio, mais que um investimento com retorno a ser medido e avaliado. E só pode ser assim mesmo, porque a exposição em TV, que é o único argumento de vendas do patrocínio, é absolutamente prejudicada pela poluição visual das camisas, que torna muito difícil reconhecer as logomarcas e prejudica enormemente o retorno de imagem.

E também entendo que para esses clubes qualquer dinheiro é mais que necessário.
Nem que seja preciso esquecer o conservadorismo tão presente quando se tratam das cores dos uniformes, mas que é esquecido quando se polui tão violentamente as camisas.

Parece claro que os clubes não tem a menor idéia do significado do termo “propriedades de marketing”, no qual se entende que o espaço na camisa é talvez a principal propriedade a ser comercializada, mas de maneira nenhuma a única.

Podem ser vendidos separadamente patrocínios nos uniformes de treino e de viagem, da comissão técnica, gandulas e pessoal de apoio no estádio, materiais impressos para imprensa, espaços no site, “backdrops” e “banners” em geral, para citar apenas algumas. Muitas outras podem ser descobertas e, principalmente, criadas.

E o patrocínio exclusivo na camisa certamente terá um valor muito maior em razão da maior exposição e melhor visualização, possivelmente se igualando ou chegando a superar o valor total das inúmeras cotas atualmente vendidas.

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Responses

  1. Caro Francisco, você não acredita que a CBF e as Federações Estaduais deveriam de alguma forma regulamentar o patrocínio dos clubes em seus uniformes para jogos oficiais? Como faz a FIFA !

    Olá Jorge,

    Acho que esta pode ser uma alternativa, e diríamos que a menos simpática, pois sempre que falamos em imposição damos margem a criticas e rejeições, e isso eu tenho certeza que a CBF não quer, pois teria que se indispor com muitos clubes “pequenos”.
    O correto mesmo seria a conscientização dos dirigentes dos clubes deste trabalho de valorização da propriedade de marketing, pois ai esta mudança seria de dentro para fora e não o inverso.
    Abraço
    Francisco Ortega C J

  2. Isso só vem nos mostrar o quanto estamos atrasados em se tratando de marketing esportivo. As maiores franquias Americanas tanto do Basket quanto do Baseball e da NFL não ostentam nenhuma logomarca e mesmo assim faturam alto. No futebol um raro exemplo é o Barcelona que recentemente adotou o logo da Unicef, mais nesse caso fica claro a intenção do clube.

    Exatamente Rica,
    Estamos a ano luz atrás dos Americanos e Europeus quando falamos em Marketing Esportivo, e infelizmente esta percepção é pouco notada pelas cabeças pensantes da área do esporte, ou se reconhecem ignoram.
    Na visão simplista é muito mais fácil trabalhar da forma tradicional, do que desenvolver novos mecanismos. A palavra desenvolver significa (muito trabalho, quebra de paradigmas, estudos, pesquisas, e ai vai….)
    Abraço
    Francisco Ortega C J


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