Publicado por: Robert Alvarez Fernández | 21/julho/2009

“Janela de Transferência” a Todo Vapor – E os clubes ???

A notícia que “sacode” o futebol paulista, e brasileiro, hoje é a transferência de André Santos e Cristian para o futebol turco, mais precisamente para o Fenerbahce.

Trata-se de um grande clube naquele país, a Turquia é um dos mercados emergentes do futebol e tem como ponto forte a presença nas grandes ligas européias, o que significa alguma visibilidade no cenário europeu, e até mundial. Tanto é que alguns velhos conhecidos nossos lá estão como Edu Dracena, Alex, Roberto Carlos, Lugano e no cenário europeu o atacante Güiza, da seleção espanhola, campeã da última Eurocopa. Inclusive, o clube tem um bom site em português, e oficial.

Mas as questões acima servem apenas como preâmbulo, nada mais. A questão é mais controversa que uma simples transferência, fale-se aí das propostas por Nilmar, feitas pelo Villareal da Espanha e de alguns clubes da Itália; das propostas por Kléber, do Cruzeiro e assim por diante.

No caso específico dos atletas do Corinthians me chama a atenção o valor da transação, 14 milhões de euros, segundo fontes da imprensa e, sobretudo, o que vai sobrar para o clube, algumas fontes falam em 20% outros em pouco mais que 25%.

Cristian tem seus direitos econômicos rateados entre três clubes, irmanamente divididos enquanto André Santos tem tais direitos divididos entre o clube, empresas e empresários até de outros ramos de atividade.

Partindo do princípio fundamental de que quando alguém não ocupa o espaço que lhe é devido, alguém o faz e o raciocínio fica simples. Se o clube não tem recursos para executar sua atividade irá se ancorar em alguém que disponha de tais recursos; estes investidores aplicam recursos em atletas visando auferir lucros quando da transferência destes para outros clubes, sobretudo para o exterior.

No caso o espaço devido é dos clubes, que deveria ter estruturas profissionais para gerenciar a carreira dos atletas dando a eles estrutrura de coaching, gerenciamento de carreira, apoio jurídico e até educacional; como o clube não faz e se aproveitando da fragilidade econômica, emocional e educacional dos atletas em começo de carreira, surgem os empresários, alguns sérios e alguns nem tanto, para “amarrar” os atletas a contratos leoninos ou para que surjam investimentos em suas carreiras visando apenas o lucro imediato.

Eu mesmo quando da transferência de um imóvel que vendi conversei com o funcionário do cartório e ele me confidenciou que não são raras as vezes em que meninos, acompanhados de seus pais, assinam procurações de plenos poderes para estes empresários; ele disse tentar orientá-los, mas a promessa de ganhos imensos e de uma vida melhor nublam o já combalido senso crítico destes jovens e seus pais, é preciso criar estruturas para protegê-los.

O investidor tem pressa e tem pouca ou nenhuma conexão com o aspecto futebol do clube, este sim a razão de existência do clube e muito menos com a carreira do atleta. Tanto no Corinthians como em qualquer outro clube isso acontece, o caso de André Santos e Cristian é apenas e tão somente o exemplo mais recente.

Acredito que para minimizar o impacto desta desregulamentação estranha, e muito conveniente para muitos menos para os clubes, tais clubes devessem se organizar internamente para criar estruturas de gerenciamento das carreiras dos atletas já desde a base e procurar realizar negócios que sejam bons para todos, desta eliminação de intermediários sobrarão mais lucros e maior capacidade de investimento por parte dos clubes em construir times fortes e atrair público.

Esta proposta encontra algumas dificuldades práticas em sua implantação, reconhecemos isso, no entanto, alguém tem que começar para que se tenha uma estrutura de negócios mais harmônica e todos, que efetivamente trabalham e correm riscos, ganhem com isso; ganha também o torcedor e o futebol.

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Responses

  1. Olá, sou acadêmico de Jornalismo em SC. Vi o link do seu blog em outro blog esportivo… Gostei do seu blog e da iniciativa dele. Também tenho um blog onde falo de futebol de uma forma geral, mas sempre buscando assuntos que possam surgir discussões e que sejam gostosos de se ler e fazer. Também público lá os textos da minha coluna no site http://contato.net, onde escrevo sobre F-1. Enfim, se você quiser fazer alguma parceria, trocar links, contatos ou algo do gênero. Email: erickybn@hotmail.com ou até mesmo pode se comunicar através do blog: http://jogafacil.zip.net. Abraços!

    Ericky Batista Maier

    Ericky, agradeço os comentários em nome de nós todos autores aqui do BLOG, somos oito ao todo. Para trocas de links e outras atividades concentramos no nosso “editor chefe”, o Marcos, localizável pelo e-mail do site : futebolnegocio@gmail.com.

    Abraços,

    Robert

  2. A ideia dos clubes gerenciar as carreiras dos jogadores é boa, mas acho que o empecilho seriam os empresários que mantem relações muito estreitas com os clubes (ex. SPFC e Juan Figger). Muitos clubes orientam os garotos a assinar com determinado empresário se quiser continuar no clube, daí no futuro esse empresario retribui o favor trazendo um grande jogador para o clube.

    Marcell, obrigado pelo comentário e participação. Concordo que a estrutura atual, de forma geral, é uma barreira muito complicada de transpor, porém acredito que valha a pena um esforço para moralizar e harmonizar estas relações; como toda transformação, é possível até que aconteçam algumas dificuldades e rupturas, mas creio que se os clubes trabalharem juntos, o que também é difícil, fica mais fácil. Lembremo-nos que sem clubes não tem futebol.

    Abraços,

    Robert

  3. Belo texto Robert! Se não me engano vocês já haviam escrito um post mais ou menos sobre isto, o gerenciamento de carreira e coaching. Bom, pelo que eu saiba (ou não é divulgado) eu não conheço nenhum clube que faz este tipo de atividade, que nada mais é que cortar o mal pela raíz.

    Para realizar este tipo de atividade o clube precisa de gastar uma verba para investir num departamento de futebol, dinheiro esse que é escasso.

    Mudando de assunto, gostaria se possível que vocês fizessem um post sobre o clube Barueri ou o Santo André. Estas equipes vem fazendo uma bela camoanha no Brasileirão e pelo que sei são clubes muito bem geridos.

    Abraço!

    Diego, obrigado pelo comentário e participação. O clube já gasta muito dinheiro de forma equivocada em transações com empresários e perde outro tanto pela má administração, inclusive de contratos; isto posto creio que o dinheiro já exista, é só usá-lo da forma correta.

    A idéia central do gerenciamento de carreiras inclui o coaching certamente, tema já abordado pelo João Carlos Assumpção como você lembra bem, porém, o gerenciamento de carreiras a meu ver passa também pelo suporte jurídico, psicológico e emocional, orientação financeira, nutricional, fisiológica, educacional e assim por diante; na pior das hipóteses formamos cidadãos e não só atletas.

    Poderia ser uma outra empresa vinculada ao clube, enfim, muitas idéias; só creio que do jeito que está não está bom para os clubes e nem para o atleta.

    Abraços,

    Robert

  4. Robert

    Na Europa a maioria dos clubes de futebol, somente administram o futebol, enquanto no Brasil os clubes sustentam o futebol, esporte olimpico e amador (se não me engano o Palmeiras gastou em torno de 1 milhão de reais na equipe de bocha, o que acho absurdo). Por que os clubes não criam uma estrutura somente para adminstrar os esportes olimpicos e amadores, seria uma especie de filial do clube, com presidente e tudo mais. Assim os outros esportes não ficariam a merce do futebol, teria seus próprios recursos para se sustentar.

    Marcell, grato pelo novo comentário e questão. Acredito que uma separação seja possível e até necessária, contudo não há como esquecer a origem e a estrutura de fundação destes clubes de que falamos, sobretudo aqui no Brasil.

    Trata-se de instituições que nasceram com finalidades mais sociais que efetivamente financeiras e é natural que carreguem ainda estes valores e significados.

    O que mudou foi o mundo a volta, vivemos há vinte anos atrás um processo de mercantilização do esporte em geral onde a premissa de que a conta tem que fechar, e eu concordo com isso até, passou a ser relativamente preponderante. Alguns clubes, como os europeus, de origem até similar, se adaptaram às leis de mercado pois passaram a competir com inúmeras outras formas de entretenimento.

    Os clubes realmente precisam se adaptar ao cenário competitivo, e sua idéia é uma das possíveis para tal, porém não nego ao mesmo tempo que seja necessária uma sinergia entre as atividades do clube, talvez com administrações mais austeras sem ter que “jogar pra torcida”.

    Abraços,

    Robert

  5. Os clubes se desviaram totalmente de sua finalidadde, que era a da competição esportiva, e hoje se tornaram entrepostos mercantis.
    Agora eu pergunto: há interesse por parte dos dirigentes em mudar essa situação? Não tenho provas, mas acredito que os cartolas levem a sua parte nessas transações.

    Paulo, obrigado pela participação e comentário. Concordo com você que os clubes se desfocaram de seu negócio fundamental, aliás, isso ocorreu a partir do momento em que a receita de bilheteria passou a ser despriorizada.

    Imagino que os dirigentes percebam que existem dificuldades em mudar o quadro pois quase todos os clubes, senão todos, devem ter seus quadros loteados entre empresários e esse processo de ruptura geraria debandadas; só funcionaria se os clubes se unissem e fizessem o movimento juntos, o que é improvável.

    Quanto à sua hipótese, tenho as mesmas provas que você, desta forma continua uma suspeita.

    Abraços,

    Robert

  6. E viva a Lei Pelé…

    E ainda não tem nenhum politico que deseja que a unificação dos calendários?

    ES, grato pelo comentário.

    O problema não é a Lei Pelé exatamente, creio. A questão é que os clubes trocaram a adaptação pela reclamação enquanto que outras estruturas se formaram e se prepararam para tirar máximo proveito da lei; quando um espaço não é ocupado, alguém ocupa.

    Abraços,

    Robert

  7. São Paulo, 26 de Julho de 2.009.

    Prezado Sr. Mário Gobbi, vice-presidente de futebol do SCCP:

    O Corinthians é a maior instituição popular do País, patrimônio intangível de milhões de brasileiros.

    Nosso alvinegro é história, paixão, tradição, um conjunto de valores que nos marca desde 1.910.

    O clube de Parque São Jorge é, sobretudo, sua torcida e o amor que mora dentro desses corações vivos e fiéis.

    É certo que qualquer diretor do clube precisa ter esse conhecimento elementar do DNA corinthiano.

    Como imaginar um CEO que não conheça os valores e princípios da empresa que dirige?

    E como considerar um executivo que não identifique e respeite o público consumidor de seus produtos e serviços?

    Infelizmente, o senhor nos deu mostras inequívocas de que ignora a grandeza do Corinthians e também seu propósito.

    O Sr. acredita que a finalidade do futebol é o tal “business”, é fazer dinheiro para a máquina viciada do futebol.

    Nós achamos que o “business” é apenas MEIO para se atingir o propósito fundamental de um clube de futebol: gerar alegria e satisfação para a torcida.

    O Sr. desrespeitou todos nós corinthianos, especialmente os irmãos que gastam seus salários para acompanhar o Timão nas arquibancadas, faça chuva ou faça sol.

    Considera-nos “medíocres”, “ignorantes” e “incultos”. E nem cora as bochechas ao lançar esses impropérios em público.

    Será que esse é o jeito civilizado e adulto de gerir uma instituição como o Corinthians?

    O Sr. mesmo sabe que não é.

    O Sr. tem defendido os aumentos escandalosos nos ingressos, a venda não planejada de mandos de campo e o processo de descaracterização do futebol, o que só privilegia os vampiros que exploram nossa paixão.

    Portanto, apelando a seu bom senso, solicitamos seu desligamento voluntário e imediato do cargo que exerce no SCCP.

    Será certamente um ato de grandeza de vossa parte, e lhe seremos eternamente gratos.

    Saudações corinthianas,

    Assinado: Movimento Resistência 777

    Bruno, obrigado pela participação. Seu texto é bem legal e tem mensagens com as quais concordo e outras não, sem problemas.

    Apenas lamento que o destinatário, nem nenhum dirigente de futebol, irá lê-lo, afinal pra que consultar BLOGS ? Eles já sabem de tudo….não tem clube endividado, os estádios estão cheios e vai por aí.

    Abraços,

    Robert
    http://resistencia777.blogspot.com/2009/07/carta-aberta-ao-vp-de-futebol-sr-mario.html

  8. Os clubes deveriam gerenciar as carreiras dos atletas? Eles devem, sim, investir na formação em todos os sentidos (educacional principalmente)de seus jovens jogadores, mas tomar para si a gestão de seus contratos profissionais me parece absolutamente inaceitável. Em pleno século XXI o clube vai tomar para si a decisão dos valores e dos prazos de um contrato que vai estabelecer com um jogador?
    A relação profissional entre um clube e um jogador a partir de 16 anos é balizada pela existência de um contrato entre eles. E na hora de definição deste contrato é mais do que razoável que o atleta seja assessorado por gente capaz e que dê a ele e sua família condições de buscar as melhores condições na negociação. Neste exato instante os interesses não são necessariamente os mesmos, para não dizer que nunca o são.
    Há, sim, evidentes distorções e exageros no papel exercido recentemente por empresários, agentes e advogados. Mas a simples regulamentação da sua participação no relacionamento clube/atleta serviu para garantir do ponto de vista do atleta uma nítida melhoria valorização de sua remuneração.
    Ao clube cabe se capacitar para atuar com competência e segurança jurídica nesta relação. E, isto também tem acontecido no mundo real de nosso futebol.
    Saudações,
    Luiz

    Luiz , obrigado pelo comentário.

    Quando você diz que houve nítida melhora da remuneração você deve estar a falar sobre os grandes clubes, a média salarial brasileira no futebol não é diferente do rendimento médio brasileiro, ou seja, bastante baixa.

    Hoje vejo mais distorções que benefícios para o atleta e sobretudo para os clubes e acredito que estes últimos precisam reagir fortemente a este loteamento de seus espaços para empresários. Sem clubes não há futebol, gente querendo jogar futebol por aí tem sobrando, portanto o poder de negociação tem que estar na mão dos clubes, é relação simples de oferta e demanda.

    Não vejo que o “empresário”, “agente” ou que nome se queira dar seja desnecessário ele é útil sim, mas uma regulamentação por parte do futebol nesta relação se faz necessária para evitar essa pornografia de alguém ter 0,3 jogadores e querer vender a qualquer custo sem ter nenhum vínculo com o planejamento do clube.

    Atenciosamente,

    Robert

  9. Eu me referi ao futebol profissional brasileiro em geral que é um dos mais capilarizados do mundo. Em que país vc tem mais de duas dezenas de campeonatos regionais? Estamos criando a Série D com equipes rigorosamente profissionais, algumas delas com tradição indesprezível como o Remo e o Santa Cruz, por exemplo. São entidades modestas, mas profissionais.

    Luiz, beleza, entendi seu ponto. Realmente o ambiente de negócios do futebol brasileiro é amplo, complexo e diverso. Ser profissional não significa ser grande, basta ter foco em sua atividade fim e torná-la sustentável.

    Mas valeu sua observação sobre os salários. Na verdade há um menosprezo irresponsável quando se fala do futebol brasileiro do ponto de vista financeiro. Abstrai-se a renda média do brasileiro e culpa-se exclusivamente os clubes pelos valores gerados em algumas propriedades. Quem paga a conta no futebol não são os torcedores (pagam ingresso, dão audiência, compram produtos)? Como querer que nossos clubes sejam competitivos internacionalmente se o salário médio de nossa população – dos torcedores por conseguinte – está entre os mais baixos do mundo?

    Também concordo com você neste ponto; o torcedor hoje tem sido negligenciado ao extremo em sua experiência de consumo do produto futebol e falta mercadologia no futebol, entendê-lo como um produto de alcance global, no aspecto sócio-econômico, e criar bens e serviços que atendam às demandas de todas as classes sociais.

    Além do mais, a questão do salário médio dos jogadores me faz entender que para um atleta top ganhar 200 mil outros 423 precisem ganhar salário mínimo mantido um rendimento médio mensal de 950 reais, isso faz, na verdade, do futebol um dos mais perversos mecanismos de concentração de renda assim como nosso péssimo sistema de educação.

    O problema de fundo, hoje, no futebol brasileiro não está nos agentes ou empresários. Está nos investidores e no caminho que eles têm seguido para participar deste negócio. E aí precisamos resolver ideologicamente se queremos um futebol capitalista ou não. A Traffic, a DIS ou o Figger não são diferentes dos Abramovich, Berlusconi ou Moratti. São capitalistas que se inserem no futebol de maneira diversa. Os dois modelos aportam capital neste negócio: na Europa sendo proprietários dos clubes; por aqui, disputando o controle dos direitos dos jogadores.
    Vc prefere que seu clube seja de um único dono capitalista ou que ele permaneça de propriedade de seus associados e se associe a empresários no controle dos direitos dos atletas?

    Acredito que dentre as opções que você apresenta há uma terceira via; a profissionalização da administração poderá gerar um entendimento do mercado de forma mais precisa e ajudar os clubes a maximizar suas demais receitas de forma a que esse desvio, que é a necessidade de venda de talentos e tê-los fatiados entre gente e empresas que pouco vínculo tem com os clubes, não seja mais a salvação financeira dos clubes. É um trabalho longo mas que precisa ser feito. Falta mercadologia ao futebol, sem excluir público algum, como já se faz hoje ao contrário da percepção geral.

    Na realidade a equação do momento é esta.
    Abraço,
    Luiz

  10. Enquanto não se profissionalizar e mudar essa cultura de venda de jogador para se ter receitas, tudo vai continuar como está!!!!!!!

    Alex, concordo com você e obrigado pela participação; em tempo , profissionalizar é maximizar as receitas demais para depender menos dessa pseudo receita.

    Abraços,

    Robert

  11. Há… qto a sua pergunta: e os clubes?
    Eu respondo: E a torcida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Alex, obrigado de novo e sua pergunta é pertinente…..porém, há tempos os clubes, em sua maioria, não dão a mínima para a torcida, basta ver como somos tratados na bilheteria, pelo flanelinha, pela polícia, pelo banheiro do estádio, pelos torcedores profissionais….parece que eles não nos querem por lá, a resposta do consumidor é clara, só poucos vão….não deveria ser o contrário ? Afinal, o negócio do futebol não é ter torcida no estádio? Sim, é…porém..

    Abraços,

    Robert


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