Publicado por: Maurício Bardella | 29/janeiro/2009

Corinthians e seu grande objetivo em 2010

Há pouco tempo vi uma entrevista concedida pelo Sr. Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians. Nessa entrevista ele falava, entre outros assuntos, a respeito do grande objetivo do clube do Parque São Jorge para 2009, com consequência imediata no objetivo de 2010: obter nesse ano a classificação para a Taça Libertadores da América e, enfim, conquistá-la em 2010, ano em que o clube comemorará seu centenário. Apenas para esclarecer: o diretor corinthiano citou esse objetivo de maneira realmente enfática, dizendo que “em 2010 a Libertadores será nossa!” (talvez não tenham sido exatamente essas as palavras, mas asseguro que a mensagem é exata).

 

Se esse objetivo fosse declarado pelo presidente do clube, pelo diretor de futebol ou pelos membros da comissão técnica, eu julgaria que esses elementos apenas se manifestaram de maneira temerária, mas compreensível. No caso do presidente do clube, em especial, eu seria pacientemente compreensivo pela necessidade política que esse tem (particularmente no caso de um clube popular como o Corinthians, cuja relação com os torcedores comuns e organizados às vezes escapa à racionalidade empresarial) de procurar identidade com os sonhos da torcida, a quem interessam, acima de tudo, os resultados esportivos.

 

No entanto, vindo de um homem de marketing, essa declaração de objetivo me soou como um atentado ao bom senso – e, estivesse ele prestando seus serviços para uma empresa privada, um risco à manutenção de seu emprego.

 

Será certo fazer de um sonho da torcida um objetivo com data para acontecer?

Será certo fazer de um sonho da torcida um objetivo com data para acontecer?

 

 

Acontece que depositar todo o sucesso de um ano especial como será o ano do centenário do clube em uma conquista esportiva é uma temeridade. Como dissemos em outras ocasiões (vide texto de janeiro de 2008), é absolutamente inconsequente afirmar que tal título terá que ser conquistado em determinada ocasião, pelo simples fato de que um pênalti mal anotado pelo árbitro, um gol em impedimento do adversário, uma jornada de má sorte em que a bola teima em não entrar ou uma partida jogada em condições adversas – como um temporal – podem levar a uma inesperada derrota.

 

Querem alguns exemplos? A infeliz partida do Fluminense no primeiro jogo da decisão da Libertadores 2008, que tornou muito mais difícil chegar ao título no jogo de volta no Maracanã; ou ainda a derrota do Santos contra o Botafogo na final do Brasileiro de 1995, quando o gol do título santista foi incorretamente anulado pelo árbitro.

 

Mas quais, afinal, poderiam ser os objetivos  declarados pelo diretor de marketing de um clube? Talvez possamos resumir tudo em uma só missão: fazer o clube crescer. Afinal o profissional de marketing deve buscar que o clube tenha uma boa estrutura de receitas, com uma base sólida, crescente e rentável de torcedores, possibilitando que se montem times competitivos. Com isso as vitórias esportivas serão mais prováveis, e isso retroalimentará o processo, na medida em que as vitórias são, óbviamente, um importante elemento para que qualquer clube cresça continuadamente. Podemos discutir se os ovos, nesse caso, devem vir antes ou depois da galinha, mas o fato é que vitórias sem uma estrutura saudável – e um trabalho de marketing consistente – são passageiras e pouco sobra depois que os bons momentos, por qualquer motivo, passam. Lembram-se do São Caetano?

 

Assim, penso que o Sr. Rosenberg poderia ter dito que um dos grandes objetivos do Corinthians para 2010 seria tornar as comemorações memoráveis através de um bom número de ações de marketing, fossem elas quais fossem, aumentando a exposição do clube e de seus patrocinadores e com isso obtendo maiores receitas. Que o clube teria nesse ano um “database” estruturado com hábitos de consumo dos torcedores que frequentam estádios, dos que assinam o pay-per-view e dos que apenas assistem às transmissões em TV aberta; que se montaria no clube uma estrutura de marketing capaz de analisar e entender esses hábitos, de maneira a oferecer de maneira ativa e constante atrativos para que os torcedores, em suas respectivas classes de consumo, gastassem mais dinheiro com seu clube de coração, recebendo em troca a satisfação de se sentirem mais e mais próximos do clube. A torcida do Corinthians é muito maior e mais diversificada que a amostra obtida nas torcidas organizadas (e, claro, isso vale para todos os clubes e suas torcidas).

 

Ou ainda que o departamento de marketing, em 2010, desenvolveria estudos profundos para entender, finalmente, o que é preciso para que o investimento em uma nova arena seja viável economicamente, buscando parceiros para o empreendimento de uma forma estruturada, com as dimensões adequadas para o projeto e com metas de retorno pré-estabelecidas. Provavelmente assim a direção alvinegra também entenderia o porquê de se ter uma arena própria (algo maior, certamente, que o mero “orgulho de torcedor”), superando os interesses que veem no Pacaembu a eterna casa do Corinthians, a despeito do lado anacrônico (e do prejuízo financeiro) desse modelo. Ou ainda dos que se conformam com uma remodelação da Fazendinha tornando-a apta para receber jogos para menos de vinte mil torcedores…

 

Entretanto, o Sr. Rosenberg preferiu vender o ano do centenário como o ano da conquista da Libertadores. Pois algum de vocês consegue imaginar o que acontecerá se, por acaso, o clube não conseguir sequer se classificar nesse ano? Talvez devamos concluir que se esquecerão as celebrações e o Corinthians viverá seu centésimo ano de existência em plena crise!

Marcos Riboli - site Globoesporte.com)

O torcedor vive entre a euforia e a frustração (Foto: Marcos Riboli - site Globoesporte.com)

 

 

Jogar para a torcida tem seus perigos, meus amigos…se as coisas não dão certo no campo de jogo os profissionais e (alguns) dirigentes vão-se embora, mas o clube continua com seus problemas, tendo desperdiçado mais uma chance de estabelecer um “ponto da virada” em sua história.

 

Para os corinthianos, creio que o que resta é torcer para que os planos deem certo e que as vitórias em campo venham de fato. Para a direção de marketing, do Corinthians ou de qualquer outro clube, eu recomendaria um olhar mais abrangente e, acima de tudo, prudência… mas acho que agora, afinal, é tarde.

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Responses

  1. Concordo com as colocações do seu texto, mas acho que as declarações do Rosemberg visam mais a popularização e fortalecimento de seu nome para uma futura candidatura a presidência do clube, já que andrés não poderá mais se re-eleger. O próprio modelo político do clube de certa maneira força com que as decisões sejam tomadas para o momento e não formando uma base para o futuro.

    Vitor, obrigado pela sua colaboração. Em minha opinião, e levando em conta a existência desse modelo político no clube, creio que poderíamos considerá-lo danoso, não acha? Essa visão de curto prazo tem sido, no Corinthians e em muitos outros clubes, responsável por déficits estrondosos e vexames esportivos, após megainvestimentos e altos voos, resultado de ações implantadas para o momento (vide MSI e rebaixamento…).

    Ademais, se o projeto do sr. Rosenberg é assumir a presidência do Corinthians, penso que ele assume um grande risco ao vincular o sucesso de sua diretoria (e sua imagem pessoal) aos resultados no campo de jogo.

    Obrigado e um abraço.

    Mauricio Bardella

  2. Concordo.

    Criando essa ansiedade em relação à taça Libertadores, estaremos recorendo aos mesmos erros das últimas libertadores disputadas pelo timão.

    O jogador já entra extremamente pressionado e nervoso em campo, com a obrigaçào de vencer essa competiçào difícil.

    E ainda disputada em mata-mata, o que dá mais margem pra resultados que nem sempre a gente espera, ou mais sujeitos à fatores extra campo e arbitragem.

    Engraçado que esse “afã” por libertadores não ocorria nos anos 80, por ex.

    Olá, Marco. De fato não havia essa ansiedade por um título da Libertadores nos anos 70 e 80, e talvez essa conquista tenha ganho importância tanto pelo maior destaque que o torneio ganhou nos últimos anos em nossa mídia quanto pelas vitórias dos concorrentes diretos do Corinthians. Ademais, nos anos 70 e 80 o Corinthians ainda corria em busca de seu primeiro título nacional, que só veio em 1990, não é mesmo?

    Também acho prejudicial, no campo técnico, essa enorme pressão sobre jogadores e comissão técnica. Vinda da torcida, essa pressão é compreensível, mas quando parte da diretoria, realmente acho que complica ainda mais as coisas.

    Um abraço,

    Mauricio

  3. Se o assunto é falta de bom senso, tem alguém que bateu todos os recordes:

    http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2666&contentid=221666

    José Serra falou como se estivesse sentado nas numeradas do Palestra Itália, cercado de integrantes da “turma do amendoim”, ao desmerecer o título mundial corinthiano de 2000, e reclamar do não reconhecimento da Copa Rio 51, vencida pelo seu Palmeiras.

    Parece ter se esquecido que estva em uma solenidade, falando como governador de São Paulo (estado cuja maior e mais fanática torcida é a Fiel), diante de Joseph Blatter, presidente da FIFA (entidade que promoveu o 1° Mundial de Clubes, vencido pelo Corinthians).

    Joseph Blatter, que já presidia a FIFA em 2000, e esteve presente no Mundial realizado em nosso país, onde entregou o troféu para o capitão corinthiano, no momento na sagração do 1° clube campeão mundial, ficou constrangido com o comportamento descabido do governador paulista.

    Quanto à José Serra, é provável que ainda não tenha se dado conta de que dificilmente receberá algum voto de eleitor corinthiano, nas próximas eleições.

    Que papelão…

    Bernardo, realmente lamentável…que mais dizer?

    Mesmo investidas de altos cargos, muitas pessoas perdem a frieza ao falar de futebol e deixam aflorar seu lado torcedor. Certamente esse não é o papel que se espera de um governador, um prefeito ou um presidente da república, não é?

    Abraço,

    Mauricio

  4. Caro amigo, seremos MESMO campeões. Ele apenas avisou o pessoal!

    ahahahah brincadeiras a parte, achei pertinente as suas colocações. Acho que no Corinthians falta a malícia, no bom sentido, dos cartolas. Fala-se demais.

    Yule, de fato fala-se demais, e isso não é de hoje…se, por exemplo, pudesse-se construir uma arena com palavras, creio que o Corinthians teria hoje uns dez Maracanãs, não é?

    Você tem razão, os dirigentes de clubes precisariam agir e especialmente se comunicar mais com a frieza de profissionais que com a empolgação de torcedores.

    Mauricio

  5. Maurício,

    Parabéns pelo post.

    Tive a oportunidade de debater com o Rosemberg em duas ocasisões.

    Embora o marketing do clube tenha evoluído muito em comparação com a gestão anterior e até em relação a outros clubes, essa visão apresentada não é adequada, como você bem mencionou em seu post.

    Em uma das ocasiões que o encontrei perguntei qual era o plano B do marketing caso o clube não tivesse subido para a Série A no ano passado e ele respondeu categoricamente que essa possibilidade não existia.

    Parece que o clube mantém o otimismo em 2009 e com a expectativa tão elevada, será difícil explicar para a torcida caso a Libertadores não seja alcançada.

    Um abraço.

    Amir

    Amir, obrigado pelo comentário.

    Na minha visão, partindo de um diretor de marketing, a volta do Corinthians à primeira divisão não deveria sequer ter sido o plano A. Esse seria, sim, o objetivo ( e o Plano A, B e C) da gestão do futebol. Para o diretor de marketing essa e outras conquistas (como a eventual Libertadores) deveriam fazer parte de um desenho de cenários alternativos para os quais o clube prepararia ações e adaptaria sua estratégia de curto e até mesmo médio prazos.

    As coisas se misturam muito no futebol, e o fato é que todos se sentem tentados a atuar, direta ou indiretamente, dentro das “quatro linhas”.

    Um abraço,

    Mauricio

  6. Mais uma obra do Sr Rosemberg, ele fica contando com o titulo antes de conquistar a vaga. E outra coisa desse jeito vamos repetir os mesmos erros de anos anteriores, já que o cara não consegue definir um planejamento estratégico para a sua área, imagine dando pitaco de torcedor. O Corinthians continua igual a antiga gestão do Dualib, continua sem rumo.

    Eliandro, eu acho que muitas coisas mudaram na atual gestão do Corinthians, mas evidentemente deixo para você e para nossos leitores o julgamento do mérito.

    Pessoalmente acho que muitas das ações de marketing desenvolvidas pelo Rosenberg são interessantes, mas aparentemente não passam disso, em sua maioria: ações isoladas. E a manifestação do lado torcedor, realmente, não cabe, em minha opinião. Em defesa do Rosenberg, digo que ele está longe de ser o único diretor de marketing de um clube de futebol a se manifestar mais como torcedor que como profissional.

    Abraços,

    Mauricio

  7. Maurício, parabéns pela equilibrada análise, como é de costume há tempos.

    Equilíbrio, ponderação que falta à estas promessas do Sr. Rosenberg, injustificáveis, eu diria.

    Vejo dois aspectos particulares em questão : um político e outro do paradigma vigente do dirigente/torcedor.

    O Clube vive um período eleitoral, com eleições marcadas para a 1.a quinzena de Fevereiro; naturalmente o tom dos discursos sobe e as coisas passam a ser pintadas com cores mais vivas, mas em nada justifica esse tipo de promessa, é a última coisa que alguém de marketing possa prometer.

    O outro aspecto é a necessidade da frieza do profissional. Se vale meu depoimento pessoal, aprendi quando desenvolvi minha atividade acadêmica e de pesquisa neste ramo a ficar mais neutro, mais sóbrio, acredito que tenho conseguido e creio que seja condição sine qua non para fazer um bom trabalho; dirigente/torcedor sempre está sujeito à escorregadas deste tipo.

    O real profissional de marketing deve estar preocupado em tornar a vida do consumidor de seu produto mais fácil e despertar o interesse pelo consumo, e isso não se fa só com o que acontece dentro de campo.

    Maurício, de novo, você foi muito feliz em sua análise.

    Abraços,

    Robert

    Robert, obrigado por suas palavras e por seu incentivo.

    Um grande abraço,

    Mauricio

  8. E realmente esse tal de Sr. Rosenberg deveira se preocupar mais com o seu trabalho de Marketing, pois como vemos até agora, nada de patrocinador na camisa…
    E outra coisa, um profissional do como ele, que atua num dos principais clubes do Brasil, deveria fazer um planejamento o longo prazo voltado para o Marketing.

    Abçs

    Rafael, acho que há ainda mais uma questão envolvida, e que não é exclusiva do sr. Rosenberg, mas envolve a imensa maioria de dirigentes: o marketing pessoal.

    De fato, seria muito mais importante que ele ocupasse seu espaço mostrando ideias, planos e realizações que como torcedor – o que, reconheço, pode fazê-lo ser conhecido por parte da torcida e ganhar espaço político no clube.

    Abraços,

    Mauricio

  9. Maurício acho que esse é o problema que ele enfrenta agora. Além de não poder realizar um planejamento a longo prazo por causa do pequeno período que cada gestão possui, ele deve imaginar que a única forma de se conseguir exposição na mídia futebolística é seguindo o exemplo dos outros cartolas, com factóides e balões de ensaio. A doença do futebol pelo jeito é contagiosa.

    Vitor, boa definição: a doença do futebol é mesmo contagiosa.

    Aliás, minha intenção no texto não é criticar pessoalmente o Sr. Rosenberg, em absoluto. Critico, sim, seu posicionamento reconhecendo que ele está inserido em uma estrutura comprometida (não apenas no Corinthians, mas no meio futebolístico como um todo), em que é difícil trabalhar.

    Abraço,

    Mauricio

  10. Nao precisa nem imaginar, pois o inter prometeu a mesma coisa pro seu centenario e no fim nao conseguiu nem uma vaga pra libertadores… mas com o corinthians eh diferente justamente por causa desses fatores extracampo, como ja foi demonstrado em 2005 (corintiana falar q falta malicia aos cartolas do seu time so pode ser piada!)

    E sobre a fixaçao pela libertadores, isso começou com o Gremio justamente nos anos 80 e 90! so depois disso q os outros times se interessaram pela copa libertadores

    Ja q vcs estao fazendo bastante posts, uma sugestao pra vcs, as ideias da dupla Grenal pra diversificar suas receitas em mercados q nao tem nada a ver com o mundo da bola (exemplos mais recentes: carteirinha de socio para animais de estimaçao do inter e a linha de sapatos femininos lançada pelo Gremio; agua mineral oficial da dupla; energetico do inter e computador do Gremio; etc.)

    Links uteis sobre os exemplos:
    http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=145461&blog=30&coldir=1&topo=3994.dwt

    http://www.clicrbs.com.br/clicesportes/jsp/default.jsp?newsID=a2384554.htm&subTab=00064&uf=1&local=1&template=3858.dwt&section=Notícias

    http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=140623&blog=30&coldir=1&topo=3994.dwt

    http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=139806&blog=30&coldir=1&topo=3994.dwt

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Gremio/0,,MUL862708-9868,00.html

  11. Ao leitor Borracho.

    Esse negócio de libertadores depois do Grêmio não condiz com a verdade, quando fala-se de futebol paulista.

    Quando o Grêmio venceu a Libertadores, Santos já havia vencido 2 vezes, e o Cruzeiro uma vez.

    A obsessão por libertadores por Corinthians e Palmeiras começou depois que o SPFC venceu em 92 e 93. Nada a ver com o Grêmio.

    Agora, citar malicia corinthiana em 2005?

    Não entendi.

    Qual sua sugestão para 2005? Manter os jogos que o juiz disse que manipulou?

    Muitos se recordam do pênalti no Tinga, mas alguém aí lembra-se do gol impedido a favor do Inter no beira Rio um jogo antes?

    Sendo bem malicioso, Borracho, poderiamos citar o jogo Goiás x Inter, em 2007, quando o Inter pareceu covarde em campo para de forma mesquinha prejudicar o Corinthians.

  12. Ao Borracho:

    O Rosenberg valoriza a Libertadores porque é a única grande conquista que falta ao clube mais importante do Brasil.

    Quanto ao seu time, eu tenho a dizer que as duas mais vergonhosas atuações em uma partida de futebol que se tem notícia foram as do Peru, em 1978, na derrota por 6 x 0 para a Argentina (que eliminou o Brasil da Copa), e do Internacional, em 2007, na derrota por 2 x 1 para o Goiás (que rebaixou o Corinthians para a Série B).

    Peru e Internacional que vestem vermelho. A cor da vergonha.

  13. Belíssimo texto, Bardella.

    Só um pitaco: Se o Corinthians não vencer a Libertadores em 2010. A torcida invadirá o campo novamente?
    Pois, em 2006, como todos sabem. Com aquele grande time, a diretoria e a parceira da época prometeram, logo após o título nacional de 2005 (apesar das polêmicas e tantos fatores extra-campos que não vem ao caso, num geral, pra TODOS os participantes daquele campeonato), vencer a Libertadores do ano seguinte.
    O que não ocorreu.

    Essa diretoria de hoje que tanto critica a gestão Dualib/KIA, não está sendo hipócrita nesse quesito Libertadores da América? E não aprendeu com os erros passados? Como vc disse: planejar algo dessa grandeza e dificuldade com a torcida é altamente perigoso.

    Abraços

  14. Belo post Mauricio. Pelo que percebi, o Rosenberg falou muito mais com o coracao de um corinthianho do que com a consciencia de um porfissional de marketing. Realmente, as palavras usadas por ele serao cobradas neste ano e no ano que vem.

    Pelo que percebo, nao querendo falar mal dos meus amigos corinthianos, parece que esse tipo de atitude (comemorar coisas, e garantir acontecimentos que ainda irao acontecer) faz parte da caracteristica de muitos torcedores corinthianos.

  15. É verdade meu caro Mauricio. Finalmente alguém escreve sobre o assunto com a mesma visão que tenho. Há meses venho remoendo esta falácia. Este tema “Libertadores e CORINTHIANS” preocupa muito mais aos simpatizantes de times adversários do que a mim. Isto é dar munição para tolas brincadeiras de torcedores de clubes insonsos que existem por aí. Esta estória de Libertadores tem o peso que quisermos dar a ela. Enfim, quem somos nós para enfiarmos na cabeça de determinados dirigentes as coisas que pensamos, não é?……..

  16. “Libertadores é a única grande conquista que falta ao clube mais importante do Brasil”

    hahauhuahuah

    Mais uma perola corintiana… bah, e ainda por cima acham q eu torço pro sport club 2006!

    Quanto ao time de vcs, eu tenho q dizer q so tem titulo iventado ou roubado, e quem rebaixou vcs foi o Gremio, esse mesmo clube q vcs tiveram q contratar o treinador e varios jogadores pra voltar a vencer alguma coisa (Herrera, o bom filho a casa torna)

  17. Vai ser difícil se o clube não ganhar !

  18. 645201985

  19. Creio que o Rosemberg não faz mais do que a sua obrigação de alguém da área de Marketing, vender bem o seu produto. Deve receber uma boa comissão para isto, nada mais justo.
    Não significa que com isso vamos ganhar algo, porém reforça as possibilidades, pois com bons investidores tudo fica mais fácil no futebol, porém a realidade vem da sorte dentro de campo, da união da oportunidade e da competência dos jogadores.
    A Diretoria está fazendo bem a sua parte. Não é o ideal ainda, pois o elenco não tem estrutura para o escalão, um CT apropriado, alojamentos, enfim, são muitos pontos negativos.
    Quanto as espectativas fica fácil opinar agora, pois o clima de ansiedade toma conta de qualquer jogador de qualquer clube, torcedores e diretoria no caso da disputa de uma libertadores.
    No Corinthians isso só é mais comentado pela imprensa e torcedores, mas o nível de ansiedade não é maior nem menor do que o grau do Boca Juniors, River, São Paulo, Palmeiras. Por que todo ano é diferente, com novos profissionais liderando e atuando nestes clubes.

  20. DIDA,CHICAO WILLIAM,R.CARLOS BALBUENA,M.MATOS RALF,DEFEDERICO IARLEY,RONALDO J.HENRIQUE RESERVAS:JUCILEI,DANILO,DURVAL,A.SILVA, RAFAEL SANTOS E ETC


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