Publicado por: João Carlos Assumpção | 20/janeiro/2009

Esporte de rico???

Amigos, no início do século passado pelo menos era assim. O futebol chegou ao Brasil como um esporte de ricos até sofrer o processo de massificação e virar o esporte da multidão.

A partir principalmente dos anos 90, quando novos modelos de gestão, tecnologia e estratégias de marketing esportivo começaram a ser usados com cada vez mais frequência, o futebol foi mudando de novo.

E é um caminho que parece sem volta. A tendência é cada vez mais o futebol ser tratado como negócio. E aí fica a pergunta que, há cerca de dez anos, um torcedor do Manchester United me fez.

Mãos ao alto? Mesmo com ingressos caros, estádio do Manchester United está sempre cheio

Mãos ao alto? Mesmo com ingressos caros, estádio do Manchester United está sempre cheio

Ele queria saber se eu achava certo o futebol ter virado um esporte de rico e o pobre ter cada vez mais dificuldade para ir ao estádio, que muitos passaram a chamar de arena. Não soube o que responder e até hoje penso nisso.

O Manchester United começou a cobrar ingressos muito caros, joga quase sempre com casa cheia, mas para um público predominantemente de classes A e B. Nos anos 70, as classes C, D e E eram maioria, atualmente ocupam uma pequena porção do estádio.

Se é justo ou não, não sei responder. O que sei é que a vida não é justa. E o clube tem o direito de tentar faturar mais. Com arenas cada vez melhores e com mais serviços, é natural que os preços subam.

Talvez possamos destinar uma parte – 10% dos bilhetes, por exemplo – para as chamadas classes populares. É uma idéia, só que não muda o fato de o futebol estar cada vez mais elitizado.

E agora quem gostaria de fazer uma pergunta sou eu. Com a elitização do futebol como ficará o esporte nos próximos anos? Como estará em 2020, por exemplo? E em 2050? Continuará tão popular? Os homens (e mulheres) voltarão a usar roupas sociais para ir a um estádio, ou melhor, a uma arena?

Prefiro não arriscar um palpite, se não corro o risco de fazer como os economistas que previram um 2008 que não aconteceu. A crise? Pegou quase todos de surpresa. Poucos perceberam a bolha nas bolsas de valores e os que perceberam, pelo jeito, não abriram a boca.

É só ver as previsões econômicas para o Brasil em 2008 e o que de fato aconteceu. As principais consultorias erraram praticamente tudo. E não foi por pouco. Com todo o respeito ao Fluminense, time que respeito demais, pareciam os jogadores do Flu na decisão de pênaltis contra a LDU.

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Responses

  1. Boa discussão. Queria, se for possível, a resposta dos especialistas, como o Amir e o Santoro, que eu conheço de nome. Os dois são muito respeitados na área. Eu tenho a minha: o futebol vai ficar cada vez mais elitizado. Ir aos estádios será programa de rico. É justo que os clubes façam bons estádios, prestem um serviço decente e faturem em cima disso. A tendência é o preço ficar cada vez mais salgado. Infelizmente quem não tiver dinheiro que assista pela tv. Como bem escreveu o João, a vida não é justa. Fabio (da MKT)

  2. Fabio, não é por aí. Futebol é cultura popular. Elitizar o futebol é um erro que vai acabar levando o esporte ao fundo do poço. Minha sugestão: deixar uma parte do estádio, mais simples, para as camadas populares, com ingressos baratos. Abs. André

  3. Tudo bem, André, você pode deixar 10% do estádio para as camadas mais pobres. Mas mais do que isso não dá. Ou seja, a tendência quer você queira quer não é de o público que vai ao estádio ser mais rico. Como no cinema. Por isso peço as palavras dos especialistas. Fabio

  4. 10%? Você só pode estar de brincadeira. Os especialistas podem defender a elitização, as arenas esportivas, arenas multiuso, isso não importa, vão acabar com o futebol brasileiro como ele é. Novamente vamos copiar o exemplo europeu. Vocês acham que tudo o que vem de fora é melhor?

  5. O que acho é que os bons exemplos de fora têm de ser copiados. Agora tenho que voltar ao trabalho e continuo firme com minha opinião. Fabio

  6. OK. Fica com a sua que eu fico com a minha.

  7. Pessoal,
    quero colocar mais um aspecto a ser levado em conta na discussão.

    Apesar do temor pelo aumento do preço do ingresso (mas vai por mim que não é tanto, ainda em 94 e 95 já tinham ingressos a R$10,00 como ainda pode-se encontrar hoje em 2009) isso não necessariamente quer dizer uma elitização.

    Não se esqueçam que ao contrário de pouco tempo atrás, qualquer cidadão pode assistir a TODOS os jogos de seu clube pela TV por nada ou por merreca. Em todos os bares de capitais pelo menos é possível.

    Ir ao estádio, bem… esse pode ser que seja luxo de poucos, mas… pensando por outro lado… sempre foi.
    Vou tomar pelas finais, jogos concorridos.
    Pode ser o preço que for, é um parto para se conseguir o ingresso. Tanto que um mar de gente fica de fora da festa. E, pelo menos aqui no Brasil, o preço sempre foi majorado pelos cambistas.

  8. Creio que as Arenas devem ser segmentadas. E num país como Brasil não daria certo elitizar de uma só vez. Pois, terá um intervalo de tempo em que o torcedor ganhará confiança de um estádio seguro, confortável, com todos respeitando seus lugares e que seja agradável ir até o jogo mas não necessariamente no horário do jogo.
    Não dá pra prever algo desse tipo com a população brasileira por enquanto. Acredito que só depois de 2013-14.

    Assumpção, você que vive na Europa um bom tempo, deve conhecer a história da transição da crise de violência e desconforto do futebol inglês para o de hoje. Quanto tempo levou para o inglês das classes A e B adquirir confiança para ir ao estádio?

    Mas a minha opinião final vai de acordo com o que acontece na Inglaterra e alguns clubes da Espanha e tantos outras ligas e clubes espalhados pela Europa nos dias de hoje.
    Porém, vai demorar um tempo para acontecer no Brasil. E quando acontecer que seja feita de um modo de médio a longo prazo.

    Abraços

  9. Na verdade eu não vivo na Europa, eu morei nos EUA, embora tenha ido várias vezes para o Velho Continente e acompanhado algumas partidas de futebol por lá.
    O que aconteceu na Inglaterra foi um processo interessante, porque a realidade do Reino Unido lembrava um pouco a do Brasil no tocante aos estádios e às brigas de torcedores.
    Para combater o hooliganismo no final dos anos 80, os estádios tiveram que passar por grandes modificações. E sabe qual foi a primeira medida? Assentos marcados. Se não estou equivocado, o total de gastos das reformas dos estádios ficou em US$ 1,1 bilhão na época, sendo que coube ao governo o pagamento de 36% do investimento total.
    No caso do Manchester United, a reviravolta começou em 1990. E o no dia de jogo o clube lucra mais com vendas de camisas, aluguel de camarotes, merchandising, refeições etc etc etc do que com os ingressos propriamente ditos. Só de refeições são servidas cerca de 2,8 mil por jogo.
    Ah! E se alguém tiver interesse, um livro que vale a pena ler sobre o hooliganismo é de um norte-americano chamado Bill Bufford. Chama-se “Entre os Vândalos”.
    Abs. a todos, João Carlos

  10. Relendo o comentário do Victor Pimentel, estou de acordo com ele. A questão dos cambistas é fundamental ser debatida, pois ir a uma final de campeonato ou a um jogo importante, por exemplo, já é uma tarefa e um privilégio de poucos. Abraço, João Carlos

  11. Assumpção, perdão pela confusão. É o Frigerio que tá na Europa há um bom tempo.

    Essa questão que vc lembrou do hooliganismo só fortifica que o Governo (seja qualquer esfera) deve ajudar o Futebol a combater esse problema que ainda ocorre no Brasil. Claro que os dirigentes tbm têm que trabalhar e investir em segurança para os seus torcedores.

  12. Claro, eu respeito sua posição, mas acho que o governo não deveria investir em estádios, nas chamadas arenas esportivas. Isso deveria ficar com a iniciativa privada. Ainda mais com a Copa de 2014 começando a se aproximar, o governo deveria manter o foco na infraestrutura, estradas, transporte, segurança pública… Abração, João Carlos

  13. Olá João Carlos,

    O assunto levantado por você é extremamente relvante para o Brasil que pretende construir ou reformar 12 estádios para a Copa de 2014.

    Respondendo ao comentário do Fabio Calvalcante sou totalmente favorável à elitização do público nos estádios no Brasil.

    Os custos para a manutenção de um time profissional no Brasil estão crescendo e se não desenvolvermos novas fontes de receitas relacionadas aos jogos dos clubes dificilmente conseguiremos mudar o atual cenário ( exportação de nosos atletas para equilibrar os orçamentos das equipes.

    O Manchester United, citado pelo João Carlos gerou 315 milhões de euros em receitas na temporada 2006-07 ( valor histórico para o clube), sendo Old Trafford responsável por 44% desse montante.

    Esse valor gerado com matchday é praticamente a folha salarial do clube em 2006-07.

    Escrevi em outubro um post sobre o assunto elitização do futebol

    http://futebolnegocio.wordpress.com/2008/10/03/elitizacao-do-publico-nos-estadios/

    Um abraço.

    Amir

  14. João, mas essa é a minha posição. A infraestrutura num geral. No caso do “hooliganismo”, a Justiça Comum tem que ser mais enérgica e se aliar à Desportiva para punir e criar leis para os vândalos que ajudam a afastar os torcedores de verdade dos estádios.
    Questão de Arena, iniciativa privada claro.

    Amir, lembrei desse seu post qdo o Assumpção lançou este aqui.

    Abraço

  15. Não fui consultado, mas vou contribuir.

    Creio que a elitização do futebol, ou o nome que queira se dar, terminará por ser mais uma conseqüência das ações advindas da evolução do negócio futebol do que efetivamente um objetivo, acredito que isso vai realmente ocorrer com o tempo, não será de um dia para o outro, certamente.

    Clubes mais bem sucedidos mundo afora tem na receita matchday um importante componente, como cita o Amir no exemplo emblemático do Man.United. Aqui no Brasil temos miseráveis e aproximados 8%.

    O incremento das receitas matchday passam por uma melhora significativa do nível de serviços oferecidos com opções de entretenimento outras, alimentação,etc. Isso se alcança apenas pelas reformas ou construção de novas arenas, cujo investimento precisa ser recuperado em prazo exequível, paixões e demagogias à parte, isso é negócio, essa conta tem que ser feita.

    Nenhum investimento destes, tenho estudos neste sentido e alguns companheiros de blog também, se paga com o tíquete e público médios atuais.

    Também há o componente intangível de ter o estádio cheio, que é o de gerar aproximação do torcedor com seu clube, o que fomenta o consumo.

    Abraços,

    Robert

  16. Concordo com vocês, mas não acho ruim a idéia do Fabio Cavalcante de deixar 10% dos lugares do estádio para as camadas mais populares. Vocês acham? O Beluzzo (agora fiquei em dúvida se tem dois “l”s ou se é com um só) sugeriu algo semelhante num programa de que participou na TV, o “Arena”. Não me lembro se falou em 10%, 15%, mas era algo do gênero quando discutia a idéia do novo “Palestra”. Abs. a todos, João Carlos
    Ah! E também acho que a Justiça comum tem que ser mais enérgica com os vândalos que frequentam nossos estádios.

  17. Antes de tudo, gostaria de cumprimentar o Joao Carlos pelo post e assim como todos os que contribuíram com comentários. Esse é realmente um assunto muito interessante.

    Segundo eu gostaria de dizer que, na minha opinião, a elitização ou popularização do esporte não pode ser medido apenas pelo preço do ingresso da partida – apesar deste ser, sem duvida, um fator importante.

    Um dos comentarios anteriores apontou muito bem que se nos anos 60 era comum ver Morumbi e Maracana com mais de 100 mil pessoas (e as medias de publico eram muito maiores) hoje o acesso ao produto futebol é muito maior do que era… para TODAS as classes.

    Parece-me evidente, no entanto, que se um clube (ou esporte em geral) quer se manter competitivo no cenário cada dia mais profissional do futebol mundial, esse clube deve pensar em maximizar toda possibilidade de receita que puder. No entanto, acredito que para isso nao exista apenas um caminho certo – ou errado.
    Muitos citam a Europa como exemplo de elitização do futebol (leia-se, a exclusão de torcedores classe C, D e E dos estádios). Devo esclarecer que em minha opinião este fenômeno, até o momento, se restringe à Inglaterra. Até mesmo outros países top 5 da Europa, como França e Itália, continuam com ingressos relativamente bem acessíveis ao torcedor padrão daqui. Além disso, equipes como a milionária Juventus de Turim se assemelham muito mais a grandes clubes do Brasil que a grandes clubes ingleses, no que se refere à receita de match day (o Almir pode confirmar isso… espero, eu ).
    Bem, mas o que eu quero tratar é de exemplos que vão na direção contrária. O primeiro exemplo é o sucesso das chamadas ‘fan zones’ organizadas pela Fifa e Uefa na Copa da Alemanha e na Euro 2008, respectivamente. As fan zones são grandes áreas montadadas pelos organizadores do evento para transmissão publica das partidas. Todos sabem que nao é possivel se construir estadios com capacidade para atender a demanda de torcedores para jogos super importantes, como finais de campeonatos ou Copa do Mundo (e é consenso que o tempo de elefantes brancos já passou). As ‘fan zones’ consiguiram atingir o objetivo de trazerem muito mais pessoas para ‘dentro do ambiente da partida’. Segundo pesquisas de opinião, para muitos o clima nessas áreas era ainda melhor do que dentro do estádio.

    Outra medida dessas duas federações para manter o esporte ‘popular’ foi abrir mão de uma política que visasse exclusivamente o lucro financeiro tangível na venda de ingressos. Tanto Fifa como Uefa venderam uma importante parte de ingressos da Copa do Mundo e da Euro a preços ‘populares’, e estes foram adiquiridos por meio de sorteio. O COI fez a mesma coisa para os Jogos Olímpicos. Para se ter uma idéia, os ingressos populares para jogos da Copa da Alemanha custaram 30 euros. Na mesma época, os ingressos mais baratos para assistir um jogo qualquer do campeonato ingles na casa do Arsenal ou Chelsea, custaria ao menos 65 euros.

    É claro que nao se trata de simples filantropismo. Existe uma clara preocupação destes órgãos para que eles não se distanciem, não percam o contato e a fidelidade de uma importante parte do seu público (leia-se consumidor). Ter pouca gente (o suficiente para encher um estádio) pagando muito certamente pode solucionar alguns problemas, mas perder a fidelidade de milhões que pagam pouco pode vir a custar muito caro, no final das contas.

    Soluções criativas como as fan zones em alguns casos, trabalhos comunitários (como fazem algumas equipes inglesas) que as mantém diretamente ligadas a seus torcedores, e uma mescla entre ingressos premium e populares parecem bons caminhos a serem seguidos. Nao sei se a cota de ingressos populares deve ser de 10, 15, 20, ou 5 por cento (a demanda por ingresso certamente influenciará bastante essa decisão), mas creio que o importante é tentar-se achar o equilíbrio em se faturar cada vez mais, mas sem desprezar um importante seguimento de torcedores/consumidores de classes mais populares.

    Abs

    Joao

  18. Quando eu vi o título da postagem, pensei que iriam tratar da majoração dos preços dos ingressos para os jogos do Corinthians no Pacaembu, motivada pela parceria do clube com o Ronaldo.

    Pô, 70 paus a arquibancada central e 150 a numerada? Aí, vão falar: “mas tem os outros setores…”. Realmente, sobram a arquibancada na curva do portão principal, as extremidades da ferradura (muito ruins para se assistir os jogos) e o tobogã (idem).

    Lugares melhores à parte, tirando a arquibancada central e a numerada, sobram uns 20 mil lugares. É muito pouco. Todo mundo que freqüenta o Pacaembu sabe que os ingressos para a arquibancada na curva são os primeiros que acabam (por serem para um lugar relativamente bom e a um preço razoável).

    A partir de agora, vai ficar ainda pior! Essa situação só confirma o fato de que o Pacaembu é pequeno para a Fiel torcida, e que o Corinthians precisa de um estádio maior.

  19. Acho que as considerações do João Frigerio sobre o assunto foram excelentes, especialmente a lembrança da possibilidade de termos as chamadas “fan zones”. Na Copa da Alemanha, em 2006, elas funcionaram muitíssimo bem. Cheguei a ver jogos de lá e o clima era dos melhores, muita confraternização, muita brincadeira, público maior até mesmo do que o que ia ao estádio… Enfim, é uma possibilidade a ser considerada.
    Quanto ao preço dos ingressos para os jogos do Corinthians no Pacaembu também acho no mínimo salgado. E faço uma pergunta: quando o clube toma uma medida dessas não irrita parte de seus torcedores, torcedores que apoiaram o time em fases mais complicadas? Não aumenta a exigência da platéia, que vai exigir espetáculo pelo preço que está pagando? Lembro que o Palmeiras tentou fazer coisa parecida no ano passado, teve problemas e recuou na questão.
    De qualquer jeito, também acho que a direção não pode ficar refém de torcidas organizadas, que muitas vezes ganham ingressos para ir aos jogos em troca de apoio ao clube (e à própria diretoria e também à comissão técnica). Essa é uma prática que tem de ser abolida. O ruim é que tem muita gente financiando uniformizadas, inclusive técnico sendo acusado de estar por trás de algumas delas…
    Abs. a todos, João Carlos

  20. Fiquei pensando sobre os 10%, 20%…etc.
    E cheguei a conclusão que não há condições para ficar adivinhando números, quem tem que nos dizer qual o percentual para cada “classe” de assento é o mercado.
    E o mercado fala conosco por meio de estruturadas pesquisas onde se pode medir o perfil sócio econômico de cada público, sua adesão ao esporte, sua fidelidade e sua disposição em gastar.
    Cada subdivisão de mercado (cidade, clube por exemplo) terá seu perfil, seu nível de resposta e é baseado nestes dados que deve-se planejar novas arenas e sua segmentação.
    Estabelecer uma regra geral para percentual desta segmentação certamente nos levará a falhar miseravelmente.

    Abraços,

    Robert

  21. João, Amir e Robert, sem querer “acabar” com vocês, vocês não perceberam que estão na contramão da história? Ou que a mão que querem impôr ao torcedor atual é a mão errada?
    Entrei nesse blog porque achei o tema interessante, futebol e negócio, porque achei que a discussão no geral seria mais sobre transação de jogadores. Vi que não é, mas gostei do post do João. Fiz meu comentário e continuo com ele.
    Vocês, os ditos “especialistas”, querem acabar com o futebol. Ninguém mais fala do jogo. Só se vê notícia sobre empresa, arena, patrocínio. E a bola, meu Deus? Cadê? Vocês vão matar o futebol. Nélson Rodrigues deve estar se revirando no túmulo. Em resposta ao João, eu digo: o futebol está virando esporte de rico e não duvido que daqui a alguns anos o torcedor volte a ir ao estádio de terno e gravata: para fechar negócios. É esse o futebol que vocês querem ver? Abs. André

  22. Mesmo discordando de vocês, reconheço que tentam trazer uma discussão inteligente. Só peço que não se façam dos donos da verdade, como o Juca Kfouri. Isso é muito chato.
    Relendo os dois posts do João percebo que ele foi bem intencionado (não encontrei outros dele) e vou dar uma sugestão pra você: conte mais causos da bola, histórias que você viveu como jornalista, histórias dos jogadores, bastidores e fale menos de negócios. Abs. André

  23. André, respondo por mim, certamente o Amir terá sua posição assim como o João.

    Não considero que somos nós que queremos acabar com o futebol, a atual administração do futebol já o faz com extrema eficiência, vide as dívidas dos clubes, a pouca credibilidade da CBF, dos escândalos de arbitragem, etc.

    Sou um estudioso do marketing, sou administrador e enxergo um imenso potencial de negócios no futebol. O que propomos são ações de planejamento, de mercado e de estruturação de serviços para que acompanhar o futebol seja uma experiência muito mais agradável do que é hoje e que isso aproxime cada vez mais pessoas do futebol.

    Pra você ter uma idéia, mais de 80% das pessoas no Brasil curtem futebol, mas apenas 13% o consomem gerando renda para os clubes, querer penetrar este mercado não é acabar com o futebol; penetrar neste mercado pressupõe alcançar outros segmentos no aspecto sócioeconômico, e para isso, são necessários melhores serviços e não o horror que é hoje, no entanto, reforço a tese que deve, nos estádios, haver espaço para todos os segmentos.

    Isso não é impor nada ao torcedor, é fazer sua vontade, pelas pesquisas que fiz….ninguém gosta de ir a um banheiro e encontrá-lo mais cheio de urina que sua própria bexiga, seja rico ou pobre. Futebol não é politica pública, não é “panis et circensis”, como muito se praticou no Brasil, consome quem quer, e hoje a maioria não quer nem saber de ir a um estádio.

    Nossas propostas, profissionais e sem demagogia e sem paixões, refletem algumas quebras de conceitos e de paradigmas, esperamos reações mesmo, sinal de que alguém lê e pensa, que bom !!!

    Quanto ao “especialistas”, somos sim, estudamos observamos e pesquisamos, por isso somos, sem aspas.

    Quanto ao futebol em si , ele tem sua magia dentro de campo, seu encanto e o terá sempre, nossas propostas em nada o afetam, pode ter certeza, afinal, gostamos muito dele.

    Abraços,

    Robert

  24. Olá André,

    Respeito a sua opinião mas creio que não podemos simplesmente fazer de conta que o mundo não mudou.

    O futebol virou um grande negócio como boa parte do esporte profissional em todo o mundo.

    E quanto a sua colocação que corremos o risco que as pessoas frequentem os estádios de terno e gravata para fechar negócios, espero que isso se intensifique no Brasil.

    Os camarotes coporativos em estádios e arenas são um dos melhores locais para ações de relacionamento.

    Espero que 100% dos clubes brasileiros gerem receitas com esses camarotes para que tenham mais recursos para investir no futebol que você tanto admira.

    Esporte profissional sem recursos financeiros não existe.

    Um abraço.

    Amir

  25. André, já escutei de outras pessoas o mesmo tipo de reclamação que você faz, só que isso faz parte do processo de evolução do futebol. Se ficar parado, aí é que o futebol vai decair, decair e decair. Os tempos são outros, a chamada era romântica do futebol passou. Que a nova também nos traga alegrias é o que esperamos. Abs. João Carlos


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