Publicado por: Amir Somoggi | 25/setembro/2008

Público da Libertadores cresce 35% em 2008

 

 

Segundo dados publicados pela Conmebol a edição de 2008 da Copa Santander Libertadores apresentou uma evolução de 35% no público presente nos estádios. A média de público da principal competição entre clubes do Continente foi de 21,4 mil torcedores em 2008, na edição do ano passado a média de público foi de 15,9 mil torcedores por partida.

 

Público Total- Copa Santander Libertadores

 

 

Na edição de 2007 os cinco jogos com maiores públicos da competição levaram 261,7 mil torcedores aos estádios, já em 2008 os cinco confrontos com mais público foram ampliados em mais de 114 mil torcedores, atingindo a marca de 376,1 mil torcedores. O melhor desempenho do público nos estádios em 2008 foi conseqüência direta dos bons públicos registrados pelos clubes brasileiros, que levaram 924,8 mil torcedores aos estádios, 31% do público total da Libertadores em 2008. Somente Fluminense, Cruzeiro e São Paulo foram responsáveis por nada menos que 24% de todos os torcedores que compraram ingressos na edição de 2008 da competição.

 

Apenas como comparação, os três clubes mexicanos que participaram da competição, América, Atlas e Chivas representaram 18% do público total e os clubes argentinos que mais público levaram aos estádios, Boca Juniors, Estudiantes e River Plate representaram 14% do público da Libertadores em 2008.

 

Maiores Médias de Público- Libertadores 2008

 

Embora o Fluminense tenha apresentado a melhor média de público da competição, o tricolor das Laranjeiras, bem como Cruzeiro, São Paulo e Santos apresentaram médias de público muito superiores às registradas na Série A, fato que comprova que há muito a ser feito em termos de motivação do torcedor, além do desempenho em competições internacionais.

 

O Flamengo é o único clube brasileiro que apresenta média de público similar em ambas competições, realidade observada em diferentes clubes da Europa, quando comparados os públicos da Liga Doméstica com as médias registradas nos jogos da Champions League.

 

Será que consideraremos sempre normal que clubes grandes apresentem em alguns casos médias de público 3 a 4 vezes maior em jogos da Libertadores que na competição nacional?

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Responses

  1. Amir

    Moro em Estrasburgo, na França e acompanho os jogos do time da cidade, que caiu para a segunda divisão nesta temporada. O que notei de diferente aqui, é que a torcida comparece para ASSISTIR AO JOGO. Até se revoltam com o time, discretamente, porém, quando a partida acaba, vão todos tranquilos para casa.
    A quantidade de famílias é grande e o estádio está sempre cheio (mesmo com o time quase rebaixado e tomando várias piabas na última temporada). Agora, na segundona, o estádio continua cheio (cerca de 22000 pessoas por jogo, num estádio para 29000).
    Tem uma matéria muito boa na Super Interessante de setembro/2008 sobre o verdadeiro país do futebol (não não, não é o Brasil… é uma matéria sobre a Inglaterra mesmo!!!). Lá, a segunda divisão tem média de público 50% maior que a primeirona do Brasil. Lamentável!!!!
    Abraço

    Olá Credim,

    Muito obrigado pelo comentário e continue participando.

    Realmente o seu exemplo comprova que temos que reiventar o dia do jogo no Brasil. Infelizmente os clubes por conta de menos de 3 mil torcedores (ditos organizados) acreditam ser impossível mudar o atual cenário, o que é lamentável.

    Temos espaço para transformar o Brasil em um dos principais mercados do futebol global, mas infelizmente estamos na estaca zero desse processo.

    Se conseguíssemos ter o mesmo % de ocupação da 2ª divisão da Inglaterra nosso média de público superaria 28 mil torcedores por jogo e geraríamos cerca de R$ 90 milhões novos no mercado, considerando nossa realidade atual.

    Para você ter uma idéia o que isso representa é praticamente o montante de recursos que ingressarão no mercado pelo novo contrato da Globo com o C13.

    Um abraço.

    Amir

  2. A Copa Libertadores é um torneio muito bacana, mas me chama atençao negativamente o fato de convidarem equipes mexicanas para disputar.

    Além do absurdo do fato de eles serem campeões não poderem ir ao Japão, eles disputam já seu proprio torneio(Concacaf) e prejudicam as equipes principalmente as brasileiras e argentinas por terem de viajar milhares quilometros para ir a um continente que nao é o sulamericano para disputar uma partida pelo torneio sulamericano.

    As equipes se desgastam demais nessas viagens prejudicando todo um planejamento.

    Amir, por que essas equipes disputam?? Só pode ser $$$!

    Abraços

    Olá Sérgio,

    Também acho um absurdo as equipes Mexicanas não poderem participar do Mundial do Japão via Libertadores.

    O único objetivo de tê-las na competição é financeiro, já que a audiência do segundo maior mercado Latino Americano interessa à Conmebol e parceiros comerciais da entidade.

    Concordo que a competição é legal mas é muito mal administrada e poderia ser muito melhor caso a Conmebol fosse à Europa aprender com a UEFA como se gerencia uma competição Continental.

    Sem falar na total falta de transparência, nunca vi a Conmebol publicar qualquer informação financeira sobre as receitas distribuídas pela competição, bem diferente da UEFA.

    Um abraço.

    Amir

  3. PS: Alguem ja viu uma equipa da Asia ou da Africa disputar a UEFA?

    Olá Sérgio,

    Realmente isso não acontecerá. O único caso são as equipes de Israel por motivos políticos.

    Um abraço.

    Amir

  4. Olá Amir,

    Há de considerar que o Fluminense encabeça o topo da pirâmide, devido o mesmo ter chagado à disputa da final frente à LDU, correto??
    Imaginemos então, qual seria à média de público, com o Flamengo no lugar do Flu…??

    Agora, com plena certeza um trabalho de marketing mais consistente e qualitativo sobre esse público da Libertadores, traria um retorno bem mais consistente à ‘MARCA’ clube, sem a menor sombra de dúvida. Trata-se de uma competição continental e que conseqüente a isso, visa há disputa à final do mundial no fim do ano corrente contra o campeão da CL.

    Com relação à média de público das equipes citadas, entre as competições (Libertadores e Brasileiro), acredito que o futebol mesmo sendo uma paixão, principalmente aqui no Brasil, se vive uma overdose de jogos durante o ano/calendário e conseqüente a isso a renda do brasileiro, bem como você sabe, não suporta uma freqüência aos estádios em abundancia, alguma partidas ficam defasada em presença de público.
    Tanto é que por um período se coincide o inicio do campeonato brasileiro com a Libertadores ainda em disputa.
    O calendário do futebol brasileiro precisa/precisaria passar por uma reformulação de lupa.

    O que vem me preocupando, seriam os clubes na disputa no brasileiro, com excessiva preocupação em conquistar uma classificação para Libertadores (ficar entre os quatro) do ano corrente seguinte e não dando à devida importância para conquista de uma competição do porte do campeonato brasileiro.

    Ou seja:

    Planejamento/Gestão, Marketing, algumas das ferramentas principais, para que se agregue valor ao campeonato em um resultado final abundante tanto para confederação brasileira, confederações, clubes…

    P.S. Obrigado pelo contato (e-mail) e já o respondi, aguardo seu retorno.

    Abraço!!!

    Olá Carlos,

    A questão que levanto é, se somente levaremos público quando um clube atingir o topo da classificação ou as finais de uma competição internacional, jamais faremos marketing esportivo no Brasil.

    O Fluminense provou que sua torcida quando motivada lota o Maracanã. O problema é que a motivação nesse caso é unicamente por conta do desempenho do time, o que está completamente equivocado.

    Os clubes devem criar uma relação de confiança e fidelidade com seu público consumidor. Quanto a quantidade de jogos, um clube brasileiro chega a disputar 40% mais partidas em casa do que os clubes da Europa, a diferença se por um lado pode ser uma ameaça, também poderia ser encarado como oportnidade, já que os clubes têm mais chance de faturar com seus jogos.

    O problema é que não vejo nenhum movimento para que a motivação do torcedor seja trabalhada além das 4 linhas.

    Um abraço.

    Amir

  5. Acredito que na Europa o interesse pela Champions League seja maior que o pelos campeonatos nacionais, tal como é aqui.

    O detalhe é que lá os estádios já lotam nos jogos dos nacionais. Por isso não dá pra variar muito a média de público. :)

    Olá Ricardo,

    Há muitos exemplos de clubes que lotam mais seus estádios em jogos nacionais que da CL, por conta da alta presença de proprietários de season tickets e pelo alto custo de um jogo da CL.

    Um abraço.

    Amir

  6. Ref. à participação mexicana: Eu acho que, ou integra de uma vez a Libertadores com a Champions League da Concacaf, e faz uma competição só, englobando todo o continente, ou separa de uma vez e fica “cada um no seu quadrado”.

    Olá Ricardo,

    Concordo com você.

    Além de ofercer ao campeão os mesmos benefícios, independente do país de origem.

    Os clubes brasilerios deveriam enxergar essa expansão geográfica como uma boa oportnidade de globalizar as suas marcas ( fora das 4 linhas).

    Por exemplo, o que fez o Santos em termos de marketing no mercado mexicano com sua presença por lá? A resposta é a mesma que fizeram SPFC e Inter no Japão: NADA!

    Um abraço.

    Amir

  7. A Libertadores já é um sucesso há muito tempo, para chegar ao nível da Champions League depende de fatores externos (desempenho das economias dos países da América do Sul), mais interesse dos investidores (como a mídia, que pode ajudar a competição ser cada vez mais um evento mundial) e mais ousadia dos organizadores (principalmente na área de Marketing).

    Olá Felipe,

    Desculpe discordar de você, na minha opinião a Libertadores está muito longe desse sucesso que você afirmou.

    Não creio que fora da América do Sul há qualquer interesse pela competição, sem contar que 50% dos públicos ficaram abaixo de 16 mil pagantes.

    A Conmebol tem que estruturar uma competição mais atrativa em termos financeiros, através de ações de mídia e marketing que agreguem valor à marca da Libertadores, sem contar os inúmeros casos de falta de controle sobre atitudes anti-desportivas de muitos clubes.

    A justificativa de PIB infelizmente não é sufciente para explicar nossa falta de desenvolvimento mercadológico.

    Um abraço.

    Amir

  8. Amir,

    Desculpe se não me fiz entender no último post, sendo mais sucinto, o futebol, tanto, brasileiro e também envolvendo a América latina, deveria passar por uma agenda positiva, onde consistissem ações de GESTÃO administrativa atrelado a uma forte ação marketing ligado direto ao torcedor.
    Enquanto não se iniciar algo nesse sentido, passaremos à margem…

    Você é ou seria a favor da elitização do futebol e conseqüente a isso alguns clubes brasileiros já não estão efetuando tal processo??

    Grande Abraço!!!

    Olá CArlos,

    Sou totalmente a favor de elitizarmos o público presente nos estádios, mas oferecendo um serviço adequado a esse público.

    Alguns clubes estão realmente implementando esse processo de eleitização do público dos estádios, mas infleizmente somente dentro dos espaços esportivos. Em geral o torcedor passa pelas mesmas dificuldades para chegar aos jogos, comprar seus ingressos, sentar em seu lugar, etc… Sem contar o péssimo serviço de catering oferecido.

    Por exemplo o espaço Visa no Palestra Itália conseguiu criar um novo ambiente, o torcedor escolhe seu lugar e compra pela Internet, tem um acesso exclusivo, mas a comida oferecida, segundo me falaram é pésssima.

    Um outro exemplo é o serviço premium do SPFC que custa R$ 60,00 e obriga o torcedor a comer produtos do Habib´s !!

    Temos muito ainda o que fazer para mudar.

    Um abraço.

    Amir

  9. Olá, Amir
    Como vai?

    Me sinto triste por não estar podendo interagir aqui no blog. A faculdade tá ocupando praticamente o meu tempo… hhauhaa

    E parabéns pelas suas observações na edição atual da Máquina do Esporte.

    Ao assunto do tópico:

    Já te perguntei pessoalmente e aqui no Blog. Por que raios a Conmebol não faz uma parceria com a Concacaf para tentar entrar no Mercado Norte-Americano e fazer uma verdadeira Libertadores da América?
    Não só pelo fator financeiro, tbm por prestígio e por penetrar num mercado em evolução constante.
    Eu pesquisei e fiz algumas contas, não sei se é concreto mas vamos lá:
    Na MLS a média de público é de aprox. 19 mil, a capacidade média dos estádios* é de aprox. 42 mil, e se tem um total de 57 partidas (regular+playoffs+final) – só não achei o ticket médio –
    Fazendo uma comparação grosseira com os dados brasileiros: média de público de 17 mil, capacidade média dos estádios* é de aprox. 35 mil, num total de 38 partidas e o ticket médio de R$13,90.**

    *Somei todas as capacidades dos estádios/arenas e dividi pela quantidade dos imóveis.
    **Dados das temporada 2007.

    Com esses dados tirei as seguintes conclusões:
    -O mercado futebolístico norte-americano parece não ser tão atraente pelos números atuais, porém temos que levar em consideração que eles são novatos no assunto (digo em relação a existência) e que estão ascendendo (aumento de aprox. 19% na média de público de 06 à 07, e a cada ano aumenta).

    - Tenho certeza que se a Libertadores chegar a Terra do Tio Sam, aumentará a média de público deles. O que já ocorre na MLS Cup (média de aprox. 40 mil).

    - Essa nova Copa seria muito mais visada, e o clube que a vencer, consiguirá bastante projeção mundial.

    Uma outra idéia que podia ser implantada é que houvesse uma final única. E os EUA como primeira sede.

    Respondendo a pergunta do post.
    O que falta para os clubes levarem e fidelizarem os seus torcedores e “obrigarem” a consumirem no estádio, é a reformulação de boa parte dos nossos estádios e fazer campanhas eficazes de marketing.
    “Parece” que eles não percebem que com um bom estádio e com torcedores fiéis, a renda aumenta e que consequentemente ajuda a trazer bons jogadores assim aumentando o seu desempenho nos gramados e chamando ainda mais seus torcedores para irem ao estádio consumir seus produtos.

    Bom, essas idéias e pesquisas “malucas” refletem a minha opinião.

    Abraços

    Olá Ricardo,

    Obrigado pela anáise. A MLS está muito aquém de outras Ligas, mas sabemos que por ser jovem tem muito espaço para se desenvolver. O que lí é que a LIga é deficitária e a AEG, dona de alguns clubes, inclusive do LA Galaxi teve pesados prejuízos com a MLS.

    Realmente a sua idéia de incluir clubes da MLS é interessante para a competição, mas também polêmica, visto que as distâncias para jogar se ampliariam.

    Vale lembrar que muitos clubes europeus estão de olho na MLS e têm interesse de levar suas marcas para lá.

    Quem sabe se ampliarmos um pouco mais a competição e desenvolvermos ações de markeitng essa idéia poderia vingar.

    Um abraço.

    Amir

  10. Acho q a media tambem aumentou pq esse ano os clubes brasileiros tinham estadios maiores do q no ano passado (nao cabem mais do q 45 mil pessoas no Olimpico)

    Olá Borracho,

    Com certeza a presença dos clubes do RJ ajudou muito a ampliar o público na competição.

    Na edição de 2007 o Grêmio foi o clube com a maor média de público na Libertadores com cerca de 40 mil torcedores por jogo.

    Um abraço.

    Amir

  11. Amir, esse problema da distância seria resolvido pelo menos para os brasileiros a adequação do calendário.

    E admito que elevei demais essa idéia de uma final só.
    Vejamos, a 1ª daria certo nos EUA. Mas a seguinte com finalistas argentinos e brasileiros no Equador… hauhauha

    Mas daí penso, só EUA, Canadá e México têm condições de receberem uma final. (digo estádios).

    Daí teremos a aproximação da Copa14, o Brasil entra na lista e quem sabe a Argentina e Chile.

    É um problemão!! hauahuah

    Abraço

    Olá Ricardo,

    A adequação ao calendário europeu embora possa ajudar não creio que resolveria todos os prolemas, já que temos uma sobrecarga de jogos e interesses da mautenção dos times na Sul-Americana, além dos estaduais.

    Acredito que a Libertadores deveria ser usada como plataforma comercial para os clubes ampliarem seus mercados, através de ações paralelas a seus jogos e a Conmebol deveria se conscientizar da necessidade de implementar uma gestão mercadológica da competição, similar ao realizado pela UEFA no início da década de 90.

    Um abraço.

    Amir


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