Publicado por: Amir Somoggi | 27/agosto/2008

Ineficiência do investimento em esporte

Com o fim dos Jogos Olímpicos e a pífia campanha da delegação brasileira na China é inevitável que se faça uma análise do montante de recursos públicos investidos no esporte brasileiro frente aos resultados obtidos.Na prática essas análises nem deveriam ocorrer, já que os indicadores de eficiência do investimento público em esporte não deveriam estar atrelados ao número de medalhas conquistadas em uma Olimpíada.

 

Entretanto no Brasil tanto o Governo quanto o COB e Confederações focam seus trabalhos diretamente no alto rendimento e na busca por melhores resultados nas competições profissionais e no desempenho dos atletas, obrigando que essas análises ocorram.

 

Segundo o site Contas Abertas somente considerando os recursos para o esporte de alto rendimento entre 2005 e 2008  a Caixa Econômica Federal repassou R$ 265,7 milhões proveniente da lei Agnelo-Piva, que representa  2% dos recursos gerados com as loterias federais, outros R$ 34,4 milhões foram oriundos da Lei de Incentivo ao Esporte, R$ 247,9 milhões no patrocínio de empresas estatais e outros R$ 107 milhões com o projeto Programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento do Governo Federal, totalizando R$ 655 milhões.

 

Patrocínios Empresas Estatais- 2005-2008

R$ Milhões

 

 

 

Fonte: Contas Abertas
 

 

Esses dados comprovam que há um montante altíssimo de recursos públicos sendo investidos no esporte profissional e os resultados estão muito aquém do que deveriam. O maior problema é que esse investimento no alto rendimento deveria ser realizado pelas empresas privadas que investiriam em projetos de marketing esportivo altamente profissionais e alinhados com os seus negócios.

 

Os recursos das estatais deveriam fazer parte de uma política pública de investimento na base da pirâmide da sociedade, buscando investir na prática esportiva amadora da população, visando à inclusão social, educação e como política de saúde pública.

 

Além disso, o Ministério do Esporte viu seu orçamento crescer 576% entre 2003 e 2007, atingindo R$ 1,3 bilhão no ano passado, sendo que  o programa mais beneficiado com verba do esporte foi o Brasil Rumo ao Pan, que recebeu R$ 836,6 milhões, 62% de tudo que foi desembolsado pelo Ministério em 2007. Entre 2005 e 2007 orçamento do Ministério, que deveria ter como grande objetivo o fomento do esporte do país, cresceu 373%. Essa evolução comprova que o país está injetando cada vez mais recursos públicos no esporte e nem por isso a nossa realidade se alterou.

 

 

Orçamento Ministério do Esporte- Valores Corrigidos

Em R$ Milhões

 

 Fonte: Contas Abertas

 

Será que não é o momento de repensarmos as prioridades de investimento no esporte nacional através dos recursos públicos?

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Responses

  1. Amir,

    Analisando o excelente texto postado, gostaria de compartilhar com você o seguinte raciocínio:

    Os dirigentes que se encontram comandando nosso esporte atualmente são de uma exorbitante incompetência. Não sabem trabalhar o bem maior de uma instituição (já postado por mim em outras oportunidades), que é a ‘MARCA’, e mais ainda não efetuam/executam projetos, inserindo há população no esporte propriamente dito.
    O jornalista Juca Kfouri, ferrenho defensor do esporte como inclusão social, teve a oportunidade de declarar que, para cada R$ 1,00 gasto no esporte, R$ 3,00 são economizados na saúde.
    É tão difícil assim desenvolver projetos para tal intuito??

    Como já citado por mim em outras ocasiões, o Estado deveria cuidar da parte estrutural do negócio, aprovando os projetos, disponibilizando as verbas necessárias, licitando, fiscalizando… e deixe para a iniciativa privada o contexto de desenvolvimento dos projetos agregando o valor necessário para evolução do processo.
    Inicia-se, projeto pelas escolas do país, e conseqüente a isso, se dá maiores oportunidades, não só às crianças (alunos) para prática de uma modalidade esportiva, mais, mais ainda essa mesma oportunidade se estende aos professores de educação física, onde é de suma importância o envolvimento desses profissionais no processo.
    Soma-se há esse processo não só o Estado, e sim o Municipal e Federal, principalmente.

    As verbas estão sendo mal distribuídas e os montantes arrecadados, poderia e podem ser ainda maior, basta um pouco mais de competência e análise critica do negócio.

    Os nossos dirigentes precisam se preocupar mais em administrar melhor os recursos em vez de ficarem aparecendo em solenidades e demais eventos.

    Para encerrar, gostaria de deixar uma sugestão, se me permite, por que não começarmos aqui mesmo, nesse conceituado blog, desenvolver a idéia de uma comissão formada mo intuito de se embrionar um projeto de gestão, para se criar condições para o desenvolvimento do esporte no país, alheio ao que estamos vendo atualmente, ou melhor, não estamos vendo absolutamente nada nesse sentido.

    Um Abraço!!!

    Olá Carlos,

    Concordo com suas colocações.

    O Setor Público tem que buscar um novo caminho para seu investimento em esporte e realmente criar um ambiente propício para que o esporte caminhe pelas próprias pernas.

    Quanto a sua sugestão, é bastante interessante, e acredito que gerando essas discussões sobre o tema, de alguma maneira estamos contribuindo para pelo menos tentarmos encontrar soluções para os nossos problemas.

    Um abraço.

    Amir

  2. Discordo que os recursos das estatais deveriam necessariamente fazer parte de uma política pública de investimento na base da pirâmide da sociedade. Eles também podem ser investidos no esporte de alto rendimento.

    O problema é anterior ao investimento. Falta política de investimento. Programas e projetos bem planejados e gerenciados. Não falta dinheiro, falta boa administração do dinheiro investido.

    Além disso, falta prestação de contas por parte de confederações e federações. O dinheiro, quando não é mal gerido, escorre por ralos dos mais nebulosos.

    Olá Ale Rocha,

    Respeito sua opinião mas discordo.

    Em minha opinião as estatais deveriam sim direcionar seus recursos (ou pelo menos boa parte deles) para o esporte de participação.

    Os grandes patrocinadores globais e até regionais são quase todos da iniciativa privada, que buscam cada vez projetos mais elaborados e focados em seus negócios.

    Obviamente com tantos recursos públicos chegando ao esporte de alto rendimento, as entidades sentem-se confortáveis para não se estruturarem.

    Os recursos públicos que são cada vez mais abundantes poderiam servir de instrumento para melhorar a condição de vida dos cidadãos, já que essas empresas como o próprio nome diz, são públicas e devem focar o bem comum.

    As Confederações e Federações devem deixar de lado essa visão assistencialista e buscar parceiros privados, através da profissionalização de seus projetos de marketing e comunicação.

    Um abraço.

    Amir

  3. É de cair da cadeira esses números, o curioso é que a Inglaterra adotou um sistema parecido com essa lei Agnelo-Piva. Só que o resultado foi outro, um “misero” quarto lugar nessas olimpíadas.
    Um amigo me contestou quando elogiei o desempenho da Espanha nos esportes olímpicos.
    “Eles ficaram só em 14º lugar, não ficamos muito atrás” indagou meu amigo.
    A diferença é que esse 14º vem embutido com um grande projeto social implementado no fim dos anos 80, em que o órgão equivalente ao Ministério do Esporte, o comitê olímpico e o principal canal de TV se juntaram para desenvolver o esporte no país. Parte da verba vem do dinheiro da loteria. Foi esse o modelo que o COB tentou implantar no Brasil. Só esquecerem um detalhe: como fazer o trabalho. A Espanha construiu milhares de quadras públicas pelo país, a grande maioria do dinheiro vai para técnicos e atletas, há um esforço nacional pela massificação do esporte entre os jovens e a elite tem basicamente que se virar com dinheiro da iniciativa privada. Aqui, é o de sempre: os ricos ficam com o dinheiro público e os pequenos ficam sem nada.

    Olá Ricardo,

    Muito obrigado pelas suas colocações e os exemplos.

    Essa é uma questão interessante. Sempre me pergunto, por que aqui no Brasil quando importamos um modelo bem sucedido sempre fazemos pela metade?

    E a justificativa é sempre a mesma, no Brasil é diferente…

    Um abraço.

    Amir

  4. Esse é o meu tema favorito…!
    Como já disse em outro tópico o investimento é invertido. Deve investir na base onde a população vivencie o esporte como forma de lazer e apartir dai em outra estrutura de recrutamento de crianças e jovens aptas para determinado esporte possa ser “refinado”.
    Eles investem esse montante em uma minoria que chegou até ao alto rendimento sem apoio.
    O Ministério do Esporte deve propor um compromisso com as 27 federações estaduais a investir um valor mínimo em esporte e desenvolver projetos de massificação do esporte com criação de centros esportivos e valorização do professor de educação fisica.
    O investimento estatal é muito alto em relação ao privado porque no monopólio da Globo apenas o FUTEBOL e AUTOMOBLISMO (F1 e Stock Car) é “esporte viável”. Como outros esportes como Basquete, Judô, Ginástica, Tae kwdo, Hipismo, Atletismo e até o Vôlei não tem espaço na maior emissora e audiência do país. Dessa forma a iniciativa privada fica desencorajada em investir em outras modalidades.
    Outra questão é a perpetuação de maus dirigentes em Confederações como a de BASQUETE E TÊNIS que não fazem esses esportes evoluirem e o governo/COB continua injetando dinheiro para essa gente gastar…

    Olá Cleber,

    Você está certo, a prioridade de investimento no Brasil está invertida.

    Você tocou em um tema interessante, já que realmente um % desse volume de recursos das estatais poderia ser obrigatoriamente focado para ações sociais e atividade física da sociedade.

    Sobre as suas colocações em relação aos outros esportes não terem mídia, é um assunto complexo, mas que obrigatoriamente passa também pela total falta de profissionalismo de muitos gestores de esportes olímpicos que reclamam da monocultura do futebol, mas que não fazem nada para alterar esse cenário.

    E é bom lembrar que um número enorme de medalhistas, até bem pouco tempo não tinham dinheiro se quer para participar de competições, exemplos nós temos muitos.

    Um abraço.

    Amir

  5. Se eu não estou enganado o Banco do Brasil só investe no volei (isso depois que esse esporte já estava devidamente estruturado) . Na década de 70 nosso volei era o 16º no mundo, quando resolveram divulgar e incentivar esse esporte no país os principais parceiros eram da iniciativa privada. Graças ao Bradesco, através do Sr. Almeida Braga, amante dos esportes (financiou a carreira do Ayrton Senna e do Guga) o volei conseguiu (junto com a Pirelli) reunir em dois clubes metade da Seleção Brasileira (no Rio jogavam pelo BRADESCO e em São Paulo pela PIRELLI).
    Agora é fácil para o BC se gabar que patrocina a seleção.
    Porque não investiram quando o esporte ainda estava em desenvolvimento no país?

    Abraços

    Olá Ricardo,

    Realmente essa é a nossa realidade, já que muitos patrocinadores esperam o esporte se massificar e investem milhões de R$ para associar suas marcas, sempre focando no alto rendimento.

    Para as empresas privadas é absolutamente compreensível, mas para as empresas estatais é uma vergonha. E mesmo as empresas privadas podem beneficiar muito suas marcas se investirem pesado em projetos sociais/esportivos que não tenham mídia e com esse investimento tornem-se importantes para o país.

    Um excelente exemplo da nossa realidade é a CBV, que recebeu em 2007, R$ 30,6 milhões em patrocínios, enquanto que suas receitas com royalties foram de ridículos R$ 32,6 mil e renda de jogos R$ 864 mil.

    Alguém tem dúvida que recebendo um montante desses de patrocínio (principalmente do BB)deixa a entidade pouco interessada em outros projetos de marketing e ações sociais?

    Um abraço.

    Amir

  6. Não sou contra investir no esporte de alto rendimento, más não se deve esquecer do esporte na base. O IBGE divulgou uma pesquisa há pouco tempo, sobre a situação do esporte escolar em alguns municípios do país, na maioria falta quadras esportivas, algo simples para as crianças interessarem pela prática de esportes e num futuro, quem sabe, tornarem-se atletas de ponta.

    Olá Filipe,

    Seguramente investir em quadras, qualificação de professores e material esportivo é o único caminho para ampliar o número de praticantes de esporte no Brasil.

    Recursos para isso nós temos, somente não há interesse público. Será que com os R$ 3,5 bi do Pan 2007, não resolveríamos parte desse nosso problema?

    Um abraço.

    Amir

  7. Amir,

    Nossos dirigentes do esporte no Brasil precisam entender que se não houver um trabalho sério na base, nunca chegaremos ao nível das grandes potencias do mundo.
    Tudo se inicia pela base e dentro de um organograma (podemos chamar assim), projetos se desenvolvem com: organização, planejamento, alta capacitação da(s) equipe(s) contrata para tal fim e demais…
    E sempre focando o trabalho de médio a longo prazo, priorizando o desenvolvimento não só físico e de conquistas do atleta, mais a importância que ele terá para sociedade no futuro.
    Tem-se que acrescentar há formação intelectual na preparação de um atleta.

    Hoje acredito que tenhamos uma grande capacitação para formar atletas de alto rendimento, incluo profissionais capacitados, mais para que isso se torne uma ferramenta indispensável, já passou dá hora de também se investir em intercambio.
    Esse intercâmbio seria de grande valia, captando conhecimentos dos países que massificam o esporte e o tornam indispensável para o desenvolvimento da nação.

    Tanto o poder público como iniciativa privada, necessitam em desenvolver ferramentas para tais finalidades.

    Grande Abraço!!!

    Olá Carlos,

    Você está certo, o problema é que os dirigentes querem visibilidade e retorno de curtíssimo prazo e não enxergam que o esporte brasileiro depende dessa visão de investimento na base.

    O Brasil tem potencial para tirar das ruas muitos atletas, mas investindo no topo da pirâmide dependemos de sorte e puro esforço dos atletas que se destacam, para dar essa visibilidade que os dirigentes tanto gostam.

    O Cielo é um baita exemplo, sua Confederação não queria que ele saisse do Brasil, a família bancou seu período de treinos nos EUA, e em Pequim não tinham se quer ingressos para vê-lo ganhar a medalha, e depois todos os dirigentes correram para sair na foto…

    E isso que estamos falando de um exemplo recente de atleta de ponta, que dirá dos milhares de atletas amadores que ficam pelo caminho…

    Um abraço.

    Amir

  8. Amir

    Toda vez que a seleção de futebol feminino aparece nas Olimpíadas ou no Campeonato Mundial os narradores e comentaristas fazem severas criticas aos dirigentes devido a falta de apoio as meninas, criticas justas sem duvida alguma, porem cadê o apoio da mídia ? temos campeonatos em andamento, inclusive com a participação do Corinthians, mas os meios de comunicação que tanto criticam os dirigentes ignoram os jogos. Em sua opinião o futebol feminino no Brasil tem viabilidade ou viverá de Olimpiadas e Copa do Mundo?

    Um abraço
    Roberto Carlos

    Olá Roberto Carlos,

    Sua colocação é bastante pertinente, já que em poucas ocasioões algum veículo dá cobertura aos eventos relacionados ao futebol feminino que não sejam durabte os Jogos Olímpicos, Mundial e o Pan.

    O jornalista Luis Roberto da Globo no programa Bem Amigos em conversa com a jogadora Cristiane colocou uma opinião bastante correta, já que enquanto o futebol feminino for um apêndice do futebol masculino no Brasil, nada mudará.

    Nos países em que o futebol feminino é uma realidade o modelo de negócio é estruturado em torno da modalidade e não como complemento do futebol masculino.

    E obviamente para o negócio dar certo é necessário que se crie um ambiente propício entre a CBF,os times, patrocinadires e veículos de comunicação.

    Um abraço.

    Amir

  9. Olá Amir,

    A meu ver, sua análise é correta. Não é coerente analisar os investimentos realizados x as medalhas obtidas. Antes de tudo um país é formado por bons cidadãos do que campeões olímpicos, por isso, vejo o esporte como uma medida importante para a inclusão social e a educação de uma nação…coisa que mesmo assim ainda estamos longe de ter.

    Tendo em vista nosso fraco desempenho apesar de todo investimento despendido, pergunto, há uma fiscalização efetiva de que esse dinheiro chega na formação dos atletas? Quem é o responsável por fiscalizar? Há como comprovar tal fiscalização? O dinheiro efetivamente chegou nas confederações?

    Essas perguntas ficam no ar, como explicar que um judoca como o Eduardo, que não foi medalhista, chega a passar fome durante treinamentos, como explicar que falta no atletismo tênis apropriado para a prática e materiais esportivos em geral, pistas esburacadas…

    É preciso sim repensar nas prioridades de investimentos, alguns esportes tem investimentos desproporcionais a outros e além disso é preciso ter uma fizcalização forte no sentido de garantir que esse investimento cheguem aos atletas.

    Abraço

    Sérgio Mattos

    Olá Sérgio,

    Você está certo.

    A falta de fiscalização é um dos motivos para o uso equivocado dos recursos públicos.

    O Governo Federal tem papel preponderante nesse trabalho de fiscalização, mas como tem se mostrado distante dessa realidade, essa função deve ser feita pelo Poder Legislativo.

    Na minha opinião quando o Congresso aprova uma Lei como a Agnelo Piva, deveria exigir qual seria o papel social desses recursos, por exemplo.

    O Juca Kfouri escreveu em sua coluna ontem que o Ministro dos Esportes acredita que o ideal é o Brasil investir em esportes que gerem medalhas como o levatamento de peso e lutas, por exemplo…

    Se isso for verdade podemos esquecer qualquer mudança de direção do investimento público no esporte brasileiro, a verdade é que a tendência é piorar…

    Um abraço.

    Amir

  10. É um assunto delicado. Uma coisa é você estimular empresas a investirem em esporte (amador ou profissional) através, por exemplo, de Leis de incentivo, como a Rouanet faz para a cultura. Aí, beleza…

    Entretanto, não podemos esquecer que o papel de inclusão social é, primordialmente, obrigação do governo. Impostos pesados (ai ai ai, meu holerite que o diga) são cobrados para que se tenha um mínimo de dignidade em todas as frentes. Esporte como forma de inclusão é um deles… E o que vemos… bom, todos sabem…

    Outra coisa é ‘cobrar’ das empresas que façam esse papel. É inverter os scripts. Uma empresa nao pode, nem deve, investir por ‘piedade’. Por ter fim lucrativo, precisa ao menos que esse investimento retorne na forma de melhora em sua imagem/reputação. Da mesma forma com projetos sociais. Nenhuma empresa investe SOMENTE porque quer ajudar (o que é real) mas TAMBÉM porque precisa atrelar sua imagem corporativa à aspectos sociais. Empresas que poluem o ambiente cada vez mais se engajam em projetos de preservação… O retorno é necessário para a continuidade do investimento.

    Não sei se conseguirei explicar com este exemplo, mas o investimento PRIVADO no esporte seria algo como o pedágio das estradas: se o benefício percebido for maior do que o custo gerado, invariavelmente o investimento passa a ser interessante. Nesse caso, se eu pago o pedágio mas existem carros de socorro mecânico, um asfalto-tapete, boa sinalização, mesmo que aumentem um pouco a taxa, eu vou ficar satisfeito em pagar.

    É delicado esse assunto, mas interessantíssimo!
    Parabéns pelo blog e pelos belos textos que publica.

    Grande abraço,
    Joao Luis Amaral

    Olá João,

    Minhas considerações estão alinhadas com sua linha de raciocínio.

    As empresas privadas devem realmente buscar projetos que agreguem valor para suas marcas e são seus executivos/fornecedores de marketing que definirão quais são as melhores oportunidades no mercado.

    E como falei em outro comentário, será através da profissionalização dos departamentos de marketing das entidades esportivas que novos recursos da iniciativa privada serão alocados em seus projetos.

    O que não aceito é que no Brasil os maiores investidores no esporte são empresas estatais, contrariando a realidade mundial e pior sempre focado no alto rendimento.

    Uma outra questão importante é que as Leis de Incentivo em geral beneficiam projetos de “medalhôes” com forte trânsito em Brasília, em detrimento dos pequenos que dificilmente aprovarão seus projetos. Por exemplo, veja quanto o SPFC conseguiu aprovar em 2007…

    Um abraço e obrigado pelos elogios.

    Amir

  11. Discordo do nosso excelentissimo ministro, temos que investir nas pessoas e não nas medalhas!!

    A medalha é consequencia!

    Abraços

    Olá Sérgio,

    Com certeza, com um ministro pensando assim não chegaremos a lugar algum.

    Um abraço.

    Amir

  12. Sou totalmente contra estatais patrocinarem clubes de futebol em específico. Sou totalmente contra essa “palhaçada” da Petrobras patrocinar o Flamengo por exemplo. Não entendo de leis, mas não é estranho uma estatal estar patrocinando um clube que tem uma divida de dezenas de milhares de milhões com o Governo ? Que moral é essa ?

    A moralização no futebol brasileiro começa por ai!!!!

    Olá Luciano,

    Concordo com seu ponto de vista e poderíamos inclusive questionar também o Botafogo, que também recebe recursos da estatal e tem dívidas gigantescas.

    Infelizmente no Brasil o investimento público em esporte está absolutamente equivocado.

    Mas para mim é muito pior o que o COB está fazendo, torrando bilhões de R$ da população do que o fato do Flamengo receber recursos da Petrobrás.

    Para mim a moralização deveria iniciar por fechar as torneiras para o COB e exigir transparência na gestão dos recursos públicos destinados para a entidade e suas Confederações.

    Um abraço.

    Amir

  13. Como economista recentemente tive a oportunidade de conversar com 2 diretores da Liga Cearense de Futebol Feminino-LCFF sobre as idéias de um projeto auspicioso que utiliza essa prática esportiva como instrumento de inclusão para crianças e adolescentes do sexo feminino em alto risco social (prostituição infantil, evasão escolar, violência doméstica e urbana, etc).
    É claro que poderia aqui discorrer sobre este projeto, mas o meu objetivo é relatar um fato curioso que me foi relatado por estes diretores, e que ocorreu durante o Campeonato Cearense de Futebol Feminino, e que ilustra bem o nível da maioria dos nossos esportes olímpicos praticados fora do eixo sul-sudeste:
    Durante uma das partida semifinais (epito, SEMIFINAL) envolvendo as equipes de CAUCAIA x FORTALEZA (um dos principais clubes do Nordeste), o árbitro teve que interromper o andamento do jogo para que um helicóptero pudesse pousar no gramado e permitir o desembarque de um importante empresário da região. Poder-se-ia considerar cômica esta situação, se não fosse lamentavel a conclusão que delas tiramos: NÃO EXISTE RESPEITO COM O ESPORTE OLÍMPICO fora da região supra mencionada.
    Abraços,
    Paulo Silva

  14. Quando tivermos maior transparência na aplicação dos recursos e consequente maior controle da distribuição dos valores investidos em cada esporte, certamente teremos um resultado mais expressivo em termos de crescimento no ranking esportivo mundial. Fisicamente e tecnicamente em boa parte dos esportes olímpicos, temos uma condição de evolução sem igual e matéria prima de elevadíssimo grau de competência, por isso mesmo, posso afirmar que o que falta a nosso país é como em diversas áreas da nossa sociedade, maior controle e acompanhamento do crescente investimento no esporte.Quando conseguirmos chegar a esta realidade, certamente veremos um crescimento significativo em resultados em todos os esportes e com isso um maior interesse da iniciativa privada neste investimento, já que notoriamente, o investimento ao esporte, agrega de forma incomparável a impactação da imagem da empresa patrocinadora, em diversos canais de mídia, superando muitas vezes até mesmo a impactação das mídias tradicionais, como trata o site


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