Publicado por: Maurício Bardella | 21/maio/2008

Copa 2010 e seus problemas

Em dois anos estaremos ansiosamente esperando pelo chute inicial da Copa do Mundo da África do Sul. Primeiro evento desse porte no continente africano, a preparação do país mais rico da região (com as ressalvas que esse título merece…) tem enfrentado, no entanto, uma série de dúvidas e questionamentos.

 

Para começar, há a grave situação social do África do Sul, cujo resultado mais imediato se percebe nos índices alarmantes de violência. Em Johannesburgo, nesses últimos dias, mais de vinte imigrantes, em sua maioria do Zimbábue – antiga Rodésia – foram assassinados em manifestações xenófobas que identificam nesses imigrantes uma das causas da escassez de trabalho. Só em abril mais de mil zimbabuanos por dia atravessaram a fronteira com a África do Sul, fugindo da repressão política do ditador Robert Mugabe e da incrível hiperinflação que desvaloriza o dinheiro local em 2% ao dia, ou mais de 100.000% ao ano!

 

O fato é que um entre cada quatro adultos da África do Sul não tem emprego – são 24,2% de desempregados, segundo os índices oficiais. A grande leva de imigrantes miseráveis à procura de subempregos tem provocado a ira dos habitantes locais que já convivem há tempos com a pobreza e que em grande parte sobrevivem em enormes favelas.

 

Nos dois últimos anos a África do Sul teve registrados 19 mil homicídios – cerca de 43 para cada 100.000 habitantes – e 52 mil estupros.

 

Enquanto isso, o governo local luta contra os atrasos nas obras e os estouros orçamentários. A grande maior parte das obras, incluindo os estádios, está sendo custeada com dinheiro público.

 

Um exemplo capaz de sintetizar os problemas enfrentados pela organização está na cidade de Durban. A cidade fará uma campanha para que os espectadores dirijam-se a pé ao estádio nos jogos da Copa, já que o transporte publico é e continuará sendo ineficiente. As obras do estádio, cujo custo inicial era de R$ 600 milhões, já tiveram seu orçamento revisto e os valores agora chegam a R$ 870 milhões.

 

 

 

Estádio de Durban: futurista e caro

 

 

E o pior: não há demanda local suficiente para o futebol após a realização da Copa, a ponto de se planejar a redução da capacidade do estádio após o torneio, passando dos 70.000 lugares disponíveis na Copa do Mundo para 54.000 após seu encerramento. Há na cidade uma moderna arena de rúgbi que não será aproveitada para a Copa do Mundo, segundo os organizadores devido ao fato da inclinação dos degraus de arquibancada não ser aprovada pela Fifa para esse tipo de evento.

 

 

  

Projeto do estádio de Porth Elizabeth 

 

 

Em Port Elizabeth está sendo construído o estádio Nelson Mandela Bay, que deverá abrigar 48.000 espectadores. O custo inicial de R$ 335 milhões já saltou para R$ 567 milhões.

 

 

 

Ritmo das obras causa preocupação

 

 

A preocupação maior, no entanto, está no que fazer com a arena após a Copa, já que a cidade não tem um time na primeira divisão e o interesse pelo futebol é baixo. Os organizadores argumentam que será uma arena multiuso, voltada para receber shows. Como já dissemos em outros artigos aqui em nosso blog, esperar que uma arena consiga seu retorno financeiro com shows musicais de grande porte talvez seja viável em Londres ou Amstersdan, cidades que integram o circuito europeu de grandes shows, mas na África do Sul ou no Brasil me parece que a estrutura do negócio não pode ser exatamente essa. Na verdade não deve haver lá muito interesse no retorno financeiro da obra por se tratar de dinheiro público, a exemplo do que já vimos no Brasil em muitas ocasiões.

 

Apesar dos atrasos, acho muito pouco provável que algum estádio não esteja pronto em tempo. Como aconteceu no Pan do Rio de Janeiro, entretanto, os atrasos nas obras, as greves e a pressa terão como resultado um grande aumento dos custos do evento, e com as dificuldades orçamentárias que ocorrerão as obras de infra-estrutura poderão ser sacrificadas, já que não há alternativa para se economizar nas instalações esportivas.

 

Teremos, penso eu, um grande exemplo do que não fazer no Brasil. Se sou favorável ao Mundial como um fator alavancador de investimento público em infra-estrutura, a exemplo dos R$ 38 bilhões prometidos pela Ministra do Turismo nessa semana para a Copa 2014, sou absolutamente contrário ao dinheiro do governo em obras de estádios (mesmo em investimentos menores como a cessão de terreno público para a construção de estacionamento, como pleiteia o São Paulo F.C.), já que estes devem ser viáveis como negócio e, portanto, atraentes para investidores privados. Mas, infelizmente, já se pode antever que o dinheiro público estará presente também em obras de estádios no Brasil, ao menos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, que ao que parece terão mesmo os estádios do Maracanã e do Mineirão reformados para o evento de 2014.

 

 

Nota: Os dados apresentados nesse texto, em parte, foram publicados inicialmente pela Folha de São Paulo de 18/05/2008, em reportagem do enviado especial Ricardo Perrone.

 

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Responses

  1. A minha dúvida é se o dinheiro PRIVADO estará presente na Copa de 2014, pois mesmo os clubes que pretender construir ou reformar seus estádios pra Copa já estão de olho nas verbas públicas que podem vir a ser liberadas.

    Ricardo, eu não tenho dívidas de que haverá investimento privado em novas arenas para o Mundial 2014. Minha referência é o constante interesse de grupos do mundo todo em busca de clubes parceiros, com o objetivo de ganhar dinheiro na exploração do estádio através de um planejamento de negócios que envolva mais que as partidas de futebol.

    Acho muito mais difícil que haja capital privado na reforma de arenas, e claro que só haverá dinheiro do governo – muito dinheiro, por sinal – na reforma de estádios públicos.

    Abraço,

    Mauricio

  2. A cessão de um bem público à iniciativa privada, muitas vezes, é feito justamente porque o poder público não tem condições de financiar as obras e dificuldades para administrá-las (como no caso do Pacaembu, que é mal administrado e mal aproveitado). Na verdade, apesar de um grupo privado acabar se beneficiando da obra, também a cidade e sua população poderão ser beneficiadas. Existe um ganho em infra-estrutura e conforto para o cidadão e o grupo privado que investiu na obra, correndo o risco de naufragar, tem o lucro como prêmio. Considero algo legítimo.

    Marcelo, você está se referindo a um modelo de negócio como o do Engenhão, no Rio de Janeiro. Concordo que a cessão do bem à iniciativa privada é uma forma de garantir a utilização e a manutenção, quando não as reformas, do patrimônio público. Mas acho injustificável que o governo invista milhões e mais milhões de reais em um estádio de futebol que jamais dará ao governo – e aos contribuintes – qualquer retorno financeiro, já que não existe planejamento de negócios e muito menos gestão para extrair do empreendimento o melhor resultado. Para não falar nos estouros de orçamento e nas possibilidades enormes de corrupção e desvio de dinheiro na construção da arena.

    Já para o investimento privado, óbviamente que essas prerrogativas de retorno são fundamentais e os controles são muito mais eficientes.

    Um abraço,

    Mauricio

  3. A minha pergunta que fica
    Será que dá tempo de desistir ainda?

    Não sei se vai ser pior aqui, até acredito que não. Lógico que algumas obras de infra-estrutura, tanto lá, como aqui ficarão, e serão importantes, mas manter isso depois, pagar as dividas que se constituirem apartir disso como que será feito? Enxugando os gastos públicos que já são pessimamente investidos e insuficientes?

    Alcindo, para mim a Copa do Mundo é uma oportunidade excepcional em diversos aspectos: realização de obras de infra-estrutura que não seriam realizadas se não fosse pelo evento (embora devessem ser executadas de qualquer forma), enorme divulgação do país com efeitos concretos para a indústria do turismo – inclusive no longo prazo – e a renovação da infra-estrutura das praças esportivas – algo que precisa ficar prioritariamente a cargo da iniciativa privada).

    Claro que a má gestão dos recursos públicos é uma ameaça enorme, especialmente porque conhecemos bem o que acontece quando dinheiro do governo é investido em grandes obras. Mas vamos considerar que a capacidade de investimento do estado brasileiro é hoje muito maior que há alguns anos – basta ver o aumento constante de receitas e a equalização de boa parte da dívida pública. O problema, como você menciona, é que o investimento é mal planejado e mal executado.

    A princípio, penso que não haverá grandes problemas de financiamento das obras, e a gestão da infra-estrutura construída é uma obrigação do estado; portanto a dificuldade de manter uma obra pública não pode, na minha opinião, ser justificativa para sua não realização. Se é preciso ampliar um aeroporto, por exemplo, isso tem que ser feito de qualquer maneira, e não apenas por causa de um evento como a Copa do Mundo.

    Mas precisamos ficar atentos quanto à gestão dos recursos, sem dúvida…

    Mauricio

  4. O problema Marcelo, é que no Brasil o poder público faz a obra, com dinheiro público, e depois dá pra iniciativa privada faturar, digo, manter.

    Fizeram isso com o Engenhão e com muitas rodovias por aí.

    Moro em Santa Catarina e tenho parentes em Curitiba. A rodovia até a capital paranaense foi toda duplicada com dinheiro público. Agora vou ter que pagar pedágio pra andar nela. O trecho sul, que vai pro RS, está sendo duplicado agora. Pelo Governo Federal! Estou certo que, assim que a obra estiver pronta, vai ser loteada.

    Ricardo, você está certo ao apontar esse problema. Em alguns casos pode fazer sentido ceder um patrimônio público à iniciativa privada, mas é preciso envolvê-la no financiamento das obras.

    O caso do Engenhão, em minha opinião, é um enorme erro de planejamento no que se refere à utilização do dinheiro público.

    Mauricio

  5. Infelizmente, essa é a projeção para países emergentes: Investimento público e lucros privados.

    Eu sei que todos torcem pro sucesso de ambas Copas, mas será uma longa jornada.
    Os mesmos problemas (tirando o xenofobismo) que acontecem na África do Sul, acontecem no Brasil.

    Agora, só vejo questões turísticas e de engenharia sendo trabalhadas no Brasil. Enquanto os problemas de segurança e tantos outros importantes como investimentos para melhorar os trânsitos caóticos que seriam abafados com um forte sistema de transporte público. Tem que ser pensado nisso desde já.
    É incrível a falta de vontade política – não acho que seja incapacidade – para se investir pensando na Copa e além dela. O mesmo ponto das Arenas. Sou contra Arenas construídas em locais com pouca tradição futebolística,pois, querendo ou não, será por um bom tempo a fonte de renda desses locais, e não atenderá. Enquanto em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio pode-se sonhar com um certo retorno de shows internacionais. Já Nordeste, Centro-Oeste e região Norte, teria que se fazer grandes shows de porte nacional e regional e concerteza os ingressos serão caros e maioria não pagará por isso.

    Espero que vejam os erros da Copa-10 e oq fizeram do “Elefante Branco” Engenhão. Tal Elefante Branco que existem até em países ditos como desenvolvidos como a Grécia(pós Olimpíadas). E já vão tentando corrigi-los desde já.

    Abraços

    Ricardo, concordo com seis argumentos. Faço no entanto uma ressalva quanto ao conceito de arenas multiuso, que não se limita, de forma alguma, à realização de shows em complemento às receitas das partidas de futebol. Para cada cenário deve haver um planejamento específico e o potencial de negócios local é que vai definir o formato dos negócios complementares e se há viabilidade no empreendimento – shows musicais são, de fato, uma opção muito limitada.

    Por exemplo, há locais em que pode ser viável a construção de hotel para explorar o potencial turístico, ou de centros de convenções, ou de um shopping center, ou de espaços para a realização de eventos culturais e artísticos. Enfim, as opções são muitas. Mas é claro que em grandes centros as oportunidades de negócios são maiores.

    Mauricio

  6. O que vemos na África do Sul é, infelizmente, uma prévia, guardadas as proporções, do que veremos no Brasil caso a organização da Copa 2014 e o posicionamento do futebol brasileiro como produto não sofram uma radical transformação.

    Tal transformação é uma bandeira minha, e de vocês do blog, há tempos assim como o entendimento que as transformações do produto futebol passam por questões estruturais , implicando em quebras de conceitos e paradigmas de profundas raízes. Este espaço é criado, mantido e frequentado pelas pessoas que buscam tal transformação, que se propõe a buscar a profissionalização da administração esportiva, humildemente me incluo neste rol com a permissão dos amigos.

    Não vou me ater a questões de viablidade econômica de estádios no Brasil neste comentário pois é uma questão que já debatemos com profundidade em outros tópicos aqui do blog, creio, e em pesquisas, artigos e trabalhos de conclusão e creio que minhas opiniões são dramaticamente próximas dos titulares do blog, mas a preocupação com o “day after” à Copa é tão ou mais importante que a própria organização da Copa em si; é pobre e reduzido que isso se resolve no discurso da multiutilização do estádio, há de se ser mais assertivo, no mínimo, e fazer um caso financeiro de viabilidade bem completo para não termos estruturas abandonadas com payback de pirâmide egípcia após a Copa.

    A prioridade na organização da Copa , porém, parece ser a criação de puro capital político para poucos ficando em último plano a viabilidade econômica e social de um evento dessa magnitude…olhemos para a África do Sul e tenhamos humildade de aprender com o que acontecerá lá, infelizmente, não me parece que é isso que acontecerá, enfim.

    Abraços a todos,

    Robert

    Robert, concordo com você quanto às preocupações e os cuidados que precisamos ter. As cobranças e o olhar crítico devem estar sempre presentes.

    Porém a oportunidade, na minha opinião, é grandiosa. Penso ainda que a África do Sul, embora tenha grandes semelhanças terceiro-mundistas com nosso país especialmente na área social, é um país que vive uma realidade econômica e política muito diferente. Mesmo assim o exemplo é válido e deve despertar nossa atenção.

    Um abraço,

    Mauricio

  7. Fala Mauricio!

    Qualquer semelhança com o Brasil e a Copa de 2014 não é mera coincidência.

    Com relação a utilização do dinheiro público na construção da infra-estrutura para suportar a Copa, penso que deveriam buscar parcerias com empresas privadas pois sabe-se lá quando o país vai terminar de pagar o evento fazendo por conta própria.

    Deveriam tomar como exemplo as Olimpiadas, onde a partir da edição de Los Angeles em 1984 foi financiada basicamente por iniciativa privada, até então tudo era oriundo do poder público. Nesta época foi quando surgiu um profissional do ramo de mkt esportivo que convenceu o governante de L.A a dividir os custos com essas empresas fazendo o 1o jogos olímpicos a dar lucro desde a Grécia Antiga.

    Acho que este é o caminho para não prejudicar ainda mais um país tão problemático socialmente e financeiramente como é a Africa do Sul.

    Abraços! :)

    Sérgio, realmente seria maravilhoso se o capital privado predominasse, mas acho impossível fazer um evento desse porte sem dinheiro público – o governo alemão, por exemplo, investiu uma fortuna para a Copa de 2006.

    Mas acho que o tamanho de nossa economia e o potencial de negócios que há no Brasil pode ser um forte atrativo para o capital privado nacional e estrangeiro participar dos investimentos, como é o caso do projeto para o trem-bala ligando São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, que tem tido grande interesse de consórcios internacionais.

    Um abraço,

    Mauricio

  8. Sobre as Arenas multiuso(não dá para pensar em estádio somente),não vejo outra solução q não a iniciativa privada bancar td,no máximo com incentivos fiscais dos governos interessados em sediar os jogos.Nesse caso,como já falado pelo professor Robert,cabe um estudo de viabilidade econômica,q certamente não será esquecido pela iniciativa privada,caso contrário estariam arriscando jogar dinheiro no lixo.

    Ao contrário do Ricardo,penso q algumas capitais do NE teriam até mais condições de serem sedes do q outras do centro-sul.Comparando Salvador e Recife,q têm times q podem não estar indo bem no aspecto esportivo,mas q enchem os estádios…somando-se a isso o fato q estas 2 capitais têm,talvez,vida cultural(leia-se shows musicais,entre outros) muito mais intensa q as demais capitais do país(excessão feita a RJ e SP),não vejo pq saíriam atrás das demais.Isso sem contar o fato q são cidades q já há algum tempo fazem do turismo uma das principais fontes de receitas. Portanto,existe um panorama mt mais favorável,em diversos aspectos a estas do q a boa parte das pleiteantes a sede,no q tange a viabilidade econômica das arenas e infra-estrutura turística.

    Sobre infra-estrutura,creio q não tem outra saída,ao menos temporariamente,q não seja investimento pesado do Estado.PPPs são mt “bonitinhas” no papel,mas na prática gera mt polêmica tanto qt ao dinheiro investido pelo estado,qt à cobrança de pedágios e afins,por exemplo.

    No final,td se resume ao q fazer após o fim da Copa,e como recuperaremos esse dinheiro investido.

    []´s

    Antonio, estou com você em muitos aspectos. Quanto à viabilidade de arenas multiuso em praças com menor renda e potencial esportivo, sempre será necessário um planejamento customizado do negócio para projetar o retorno e a eventual viabilidade, o que é bem mais amplo que projetar o estádio para a realização de shows musicais.

    E também acho que o estado estará presente em obras de infra-estrutura, e esse é seu papel.

    Um abraço,

    Mauricio

  9. Vai ser vantagem para o Brasil?
    Pois se fala tanto na crise que esta havendo em todo o mundo….sera que isso despois pode prejudicar a economia, ja que se vai ter muitos gastos!?

  10. Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
    Como o Brasil não foi “Hexacampeão’ em 2006…na Alemanha, Tá valendo essa letra e música em 2010 para o mundial na África do Sul-muda-se o local!

    “COPA 2010…É NA ÁFRICA DO SUL…É BRASIL HEXA!!!”

    NOTA: Em 2006, a professora Maria Aparecida de Oliveira criou
    a letra e a música do hino da Copa desse referido ano….para ser trabalhado
    pelos 400 alunos da escola “x’, onde ainda lecionava…pois no ano seguinte
    obteve a aposentadoria, dado ter completado o tempo dos 25 anos …no
    magistério.Criou paródias para esse fim também o da: ” Copa 2006…”, que
    acatadas foram com sucesso pelas 400 crianças da quele Cei…no bairro Boa
    Vista, no Conjunto Abaeté. Lembra que na época…o presente hino, foi motivo
    até da mídia…Por não ter o Brasil sido “hexacampeão”…na Alemanha no ano
    de 2006, Maria Aparecida de Oliveira, de Curitiba -Paraná -Brasil, (autora do
    hino em pauta, resolveu “adaptá-lo, trocando o local de “Alemanha” por :
    “África do Sul”, e o ano 2006 por: ano 2010, entre outras frases acrescentadas.

    COPA 2010…É…NA ÁFRICA DO SUL…É BRASIL…HEXA!!!
    AUTOR:Maria Aparecida de Oliveira
    Curitiba- Paraná- Brasil, (adaptado em:08/06/09.

    Hexa! Hexa! Hexa!
    Vamos lá Brasil vai nessa!
    Hexa! Hexa ! Hexa!
    Vamos lá Brasil vai nessa!
    A nossa seleção…
    É ” pentacampeã”…
    E vai para a áfrica do Sul…
    Com garra cidadã!
    Hexa! Hexa! Hexa!
    Vamos lá Brasil vai nessa!
    Hexa! Hexa! Hexa!
    Vamos lá Brasil vai nessa!
    A nossa seleção…
    É espetacular!
    graças a Deus agora
    2010…vamos comemorar!
    bordar a vitória na bandeira
    a sexta estrela, que Deus dá!
    Hexa! Hexa! Hexa!
    É na África do Sul , que ele está!

  11. Bom para quem está dentro,péssimo para 99.99% do nosso querido Brasil Varonil, Africa do Sul analise bem a situação geral economica deste país sem esquecer do nosso, o que ganhamos com isso ?

    Dúvida ??? Porque temos que pagar por isso ???

  12. como pode um pais tão pobre ter que realiza uma copa do mundo nem vontade de ver!!! da em quanto jogadores ficam no bem bom em quando a presidente da africa toma suco pessoas morrem de fome …deveriam cultivar esse dinheiro com seu povo nao com estagios luxiosos……..fazer a copa na africa foi uma pesima ideia
    [........................................]


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