Estive em Curitiba nesse feriado de 1º de Maio e tive a oportunidade de visitar a Arena da Baixada no sábado (03/05). O estádio Joaquim Américo (nome oficial) confirmou o que eu esperava dele: é bonito, moderno e confortável. Certamente está entre os melhores da América do Sul.

Hoje (foto abaixo) e amanhã (acima): quando estiver finalizada, Arena da Baixada terá 40 mil assentos e estacionamento
E o calcanhar de aquiles da Arena do Atlético-PR - a capacidade reduzida de público - está com os dias contados. Em 2005, depois de um impasse que durou vários anos, o CAP adquiriu o terreno onde ficava o Colégio Expoente. A área só foi desocupada em 2006 e no ano passado o prédio da escola foi totalmente demolido, acabando com o obstáculo “físico” para concluir o estádio.
A barreira que ainda precisa ser ultrapassada para terminar a Arena é financeira. O Atlético-PR busca um novo parceiro para adquirir os naming rights do estádio. O contrato com o antigo patrocinador acabou no fim de março e não foi renovado (leia mais no post “Arena Sem Nome”, escrito pelo Francisco). Clique aqui se quiser ver o site do “Projeto Arena”.
Apesar do término do compromisso, o estádio do CAP ainda é chamado de Kyocera Arena no site da CBF. O nome da empresa japonesa também continua no ingresso para a visita guiada ao Joaquim Américo (que custa apenas R$ 3,00 e dura cerca de 45 minutos). Talvez não tenham tido tempo de fazer novos tíquetes…

Ordem e progresso: Arena respeita lugar marcado (foto acima) e incentiva Timemania (abaixo)
Por falar na visita guiada, vamos a algumas breves observações da minha experiência, começando pelas positivas:
- Assentos numerados - os lugares são respeitados e quem se torna um “Sócio-Furacão” (programa de sócio-torcedor do CAP) ganha o nome na cadeira, como o Diego Jorgensen, na foto acima.
- Incentivo à Timemania - há placas e cartazes por todos os lados estimulando que os torcedores escolham o Atlético-PR como “time do coração” na loteria.
- Espaço otimizado - o projeto da Arena soube aproveitar cada metro quadrado para garantir boas condições de acesso e circulação, além de excelente visibilidade, para todos os envolvidos num jogo de futebol, conforme orienta a Fifa.

Arena Store: visita guiada deveria terminar na loja oficial
De negativo, destaco apenas dois pontos:
- Poucos horários, muita gente - por serem guiadas, as visitas só têm horários pré-definidos e em pequena quantidade (apenas 6 por dia: 10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h), inclusive aos sábados. Eu, por exemplo, tentei fazer o tour na sexta, mas cheguei depois do meio-dia. Para não esperar quase 2 horas, preferi voltar no sábado. Resultado: conheci o estádio com mais 50 pessoas e apenas 1 guia!
- Loja ignorada - a Arena tem uma excelente loja oficial do CAP (a Arena Store, nas fotos acima) que inexplicavelmente não faz parte do tour. A visita termina no estacionamento do estádio, desperdiçando a tradicional “compra por impulso”.

Troféu genérico: Coritiba fez volta olímpica com taça improvisada (foto: Globoesporte.com)
O saldo da Arena da Baixada é positivo e tende a crescer ainda mais depois da conclusão total do projeto. Mas espero que antes disso a diretoria do Atlético-PR aprenda lições de esportividade. A decisão de não permitir a entrega do troféu de campeão paranaense para o Coritiba, no último domingo, foi lamentável e não combina com um clube moderno.
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